Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

quinta-feira, outubro 17, 2013

Um dia será diferente... hoje é o dia.



Completa-se hoje o ´6º mandato desde que iniciei a minha participação na política autárquica activa. Vinte e quatro anos passaram  e neles muitas horas de dedicação a uma causa que desde o primeiro minuto interiorizei e da qual jamais abdiquei ao longo de todo este tempo: contribuir para  a evolução da minha freguesia.
Procurei desenvolver os cargos que exerci na Assembleia Municipal, na Junta e Assembleia de Freguesia com empenho e  lealdade, sem nunca perder de vista dois dos principais pilares em que deve assentar o exercício de qualquer cargo público: a isenção e a coerência.
Agradeço a todos os que me acompanharam em todo este tempo – os que fizeram parte das listas que integrei bem como todos os que integraram outras listas. Agradeço até aqueles que se revelaram falsos combatentes e que, não raras vezes, se deixaram dominar por outros interesses, porque valorizaram ainda mais o percurso que escolhi fazer.
E não posso deixar de dedicar  uma palavra muito especial a um grupo de 17 homens e mulheres que aceitaram com determinação o desafio que lhes propus há 4 anos atrás. Com eles foi criado um projecto  sério e fundamental para o futuro da nossa terra, e para eles vai o meu sincero obrigado por terem feito parte deste excelente grupo de trabalho.
E a minha última referência é para o homem que um dia me disse: “Teria muita honra em apoiá-lo como candidato à junta de freguesia de Canelas – pense nisso. Terá toda a liberdade para escolher a equipa e o projecto e terá o meu incondicional apoio para o realizar.”
Fernando Mendonça, aquele abraço especial por tudo mesmo: pela confiança, pelo apoio e pelo facto de em todos os  momentos ter sabido respeitar a minha liberdade. E pela amizade que para alguns Homens estará sempre muito para além da política, da religião ou de quaisquer outras opções próprias de cada um.
Até sempre!.

sábado, outubro 05, 2013

Reflexões 1

      Sob o título “Venceu quem merecia vencer”, o José Matos (JM) vem, na última edição de "O Jornal de Estarreja" e uma vez mais, fazer  o que faz uns dias depois de qualquer acto eleitoral: dissecar à sua maneira os resultados, sempre dentro da sua tão estimada  lógica partidária, tão estéril quanto interessante.
Não fosse o penúltimo parágrafo do referido texto e o mesmo se resumiria a uma nulidade. Mas atente-se bem no conteúdo das frases, que aqui se transcrevem:
 
“(…) Sabina vai governar com maioria sem precisar da oposição para nada (o sublinhado é meu). Na Assembleia, mesmo sem os presidentes da Junta do PS (penso que queria dizer PSD), a coligação pode fazer passar qualquer documento com o voto de qualidade do Presidente da Mesa.”
Bom, não sei quais as contas que o José Matos fez mas ao que julgo saber, o voto de qualidade do presidente só é usado em caso de empate nas votações. Ora, a Coligação elegeu 10 deputados, o PS, 8 e a CDU 3. Sinceramente, sem os presidentes da junta não estou a ver como é que a coligação arranja igual número de votantes mas enfim, eu terei aprendido a fazer contas numa escola que já nem existe. Terá sido esse o problema.
Adiante, porque o verdadeiro motivo destas linhas nem é sequer as contas do José Matos e é muito mais preocupante.
Comecemos pelo título para dizer que a realidade e a história são férteis em situações em que nem sempre vence quem deveria vencer. E eu acredito que em Estarreja não venceu quem deveria vencer, mas é tão só a minha opinião que vale tanto quanto a do JM. E, provavelmente pelo país fora, muitos candidatos que foram preteridos pelos eleitores, dos quais uma boa parte formaram listas do PSD, mereceriam ganhar. Percebeu-se claramente neste acto eleitoral a mistura que se continua a fazer entre eleições autárquicas e legislativas. O resultado traduz uma penalização clara dos candidatos do PSD, por culpa das políticas do governo - tal como aconteceu há 4 anos com os do PS. E estará isso certo? Não me parece.
Mas, o que o José Matos escreve sobre a oposição é que me parece demasiado grave, despropositado e defenidor de uma certa maneira de estar da qual me distancio.
Dizer que a oposição não é precisa para nada (na  governação) é assumir uma atitude de prepotência, ditadora e, sobretudo,  desrespeitadora dos 6158 eleitores que não votaram na coligação, que obteve 5253  votos. Ou seja: a oposição, mesmo que em maioria, no entender do José Matos, não serve nem é precisa para nada. E aqui não há jogos de palavras. É o que está escrito pelo  seu próprio punho.
A aplicação desta forma de ver/estar traduz-se no já habitual esvaziamento das funções dos vereadores da oposição, eleitos tão legitimamente como os outros, mas a quem não lhes é dado qualquer pelouro. E bom seria que algumas pessoas conseguissem perceber que todos os 7 vereadores representam, na mesma medida, os eleitores que neles votaram. Ora, tal como gosta de dizer o JM, é importante acatar a vontade do povo e, se o povo quisesse 7 vereadores da coligação, teria votado nesse sentido - digo eu.