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sábado, outubro 13, 2012

O LIMITE DOS LIMITES

Estamos cada vez mais à disposição de  um inclassificável bando de abutres, sem escrúpulos ou vergonha na cara.
Quem  ouviu ontem o presidente da UE - o foragido que tomando consciência que o país estava de tanga, abalou à procura do seu eldorado (e da  reforma garantida de vários milhares de euros) -  não pode deixar de indignar-se.
Disse sua exª,  para quem o quis ouvir, que a CE, o FMI e o BCE nada têm a ver com as medidas de austeridade impostas aos países financeiramente assistidos, sendo estas da exclusiva responsabilidade dos respectivos governos. Quem não ouviu pode ler [aqui].
Mas, não foi essa troika que ditou as regras do  memorando de entendimento, no qual especifica claramente as medidas que o governo teria de implementar a fim de receber a ajuda financeira?
E alguma dessas emedidas conduz ao desenvolvimento económico, ou todas elas visam apenas uma austeridade desmedida?
Não serão estas  declarações  um insulto a toda a gente que sente na pele o resultado desta política de incompetentes, que mais não sabem fazer que cobrar impostos, mas que se abotoam com bons salários e altos subsídios?
Este governo, pese embora não seja responsável pela situação difícil em que o país se encontra,  falhou em toda a linha a que se propôs: falhou na percentagem da redução do défice; falhou no aumento da Receita; falhou na diminuição dos encargos do Estado; falhou na criação de emprego e falhou no valor da  redução da despesa, que se impunha.
E o pior de tudo é que nem só insiste em manter as medidas que conduziram a todos esses fracassos, como as vai agravar de tal forma que o resultado será ainda mais desastroso. E com a total complacência do presidente da república que continua a assobiar para o lado -  pudera! Faz parte do grupo dos intocáveis.
Quando acordará este povo, que vê ser-lhe roubada a casa, o emprego, a reforma, o salário, a saúde, a educação e até o pão?

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