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segunda-feira, setembro 17, 2012

Fiinalmente!

Quando a 14 de Setembro escrevia [isto], estava longe de iamginar o que se iria passar no dia seguinte. Finalmente o povo resolveu mostrar que não está disposto a ser mais sacrificado por um país que já não é o seu. 
O primeiro ministro que sempre pautou a sua governação pela inflexibilidade e pela dureza crua foi-se afastando do povo e, como se não bastasse, afastou-se igualmente do seu parceiro de coligação. O malabarismo à volta da TSU, terá sido a gota de água para que, finalmente, o CDS diga também: basta!
Sentiu -se mal o CDS pela traição do primeiro ministro e passou ao ataque. O PSD não gostou e respondeu. 
E assim, sem mais nem menos, a discussão dos assuntos de importância vital ultrapassou o foro interno da coligação e passou para a rua.
E este facto é, provavelmente o amis sintomático do enfraquecimento da coligação. Passos Coelho é, neste momento um homem isolado, por culpa própria e pela teimosia em querer ser mais papista que o papa. De resto, o país nunca sentiu que o exemplo da austeridade imposta pelo governo começasse por ele mesmo.Ora, à mulher de César não basta ser séria, tem também de parecê-lo.
Espera-se agora por sexta-feira e pelo resultado da reunião do Conselho de Estado, sendo certo que o presidente da república tentará manter o governo e a coligação, não sem antes dar um valente puxão de orelhas a Passos Coelho e à sua equipa.
De qualquer modo o governo, apesar de incitado a cumprir o mandato, sairá sempre fragilizado demais para ter vida sossegada. E, se o governo está presentemente nessa situação só a ele o deve. 
Até porque com as manifestações do dia 15, o povo lhe fez um sério aviso, e demonstrou claramente que a bricadeira acabou. 


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