Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

quarta-feira, setembro 26, 2012

Haja paciência!

Há já algum tempo que não perco tempo com o  que se (não) passa em Estarreja. Se bem me lembro, desde a altura da penúltima sessão da Assembleia Municipal.
Nem as obras na Praça Francisco Barbosa, nem o tal boletim Camarário onde a minha freguesia não tem honras de entrar -  como sempre -  nem a autorização concedida para uma esplanada no meio da rua a reduzir significativamente a segurança de automibilistas e peões - sobretudo destes - nem a inauguração da tal ponte dos 100.000 contos, nem sequer a taxa de IMI, nem o que se passou este ano com os "protocolos" entre a Cãmara e as Juntas, me fizeram dizer aqui o que quer que fosse.
Contudo, há presentemente uma coisa mirabolante a acontecer em Salreu, mais concretamente na variante ao centro da cidade que tira do sério qualquer alma.
Imagine-se que numa via que, como atrás se disse, constitui a única alternativa para quem não queira ou não possa passar pelo centro de Estarreja - mercê de mais uma brilhante decisão desta Câmara que, ao que parece deve ter comissão nas portagens - se estão a implantar lombas que por agora já vão em número de 5!
Em toda a via, de umas escassas centenas de metros, do lado poente não há casas e do lado nascente casas não há. Da mesma forma não há passadeiras, nem estas se justificam, obviamente. E, para cúmulo há do lado poente e fora da faixa reservada aos carros,  um corredor devidamente assinalado para peões.
Por que raio se está então a transformar esses escassos metros de asfalto numa montanha russa? Alguém consegue explicar? É que, até agora ainda não encontrei alguém que, tal como eu, encontre uma justificação por mais ténue que seja, para mais esta aberração, por sinal, ali ao lado de uma outra que custou os tais 500 mil euros...

terça-feira, setembro 25, 2012

sábado, setembro 22, 2012

Para que se perceba

O programa "Sexta às 9" da RTP1, transmitido ontem, 21-09,  foi um exemplo do que é o verdadeiro serviço público de televisão.
Sem medos ou amarras, esclarece, na perfeição, uma boa parte do que fez chegar o país a este estado. Não que seja novidade para alguém (eu próprio já aqui o referi vezes demais). Depois de se ver o vídeo, será que resta ainda qualquer dúvida?
Vale a pena ver ou rever. A parte que aqui se refere começa ao minuto 21. Bastará passar o cursor em cima da time line e clicar mais ou menos nesse minuto.
Aqui:
21 setembro 2012 - Sexta às 9 - Informação - Actualidades - RTP

O minuto 32, esse então é claro como água! E o 36... é para Bingo!

quarta-feira, setembro 19, 2012

RECADO

Em três anos (2009, 2010 e 2011) o Brasil foi capaz de criar mais de  7 milhões de novos postos de trabalho!
Esta gente de cá, ao invés de andar a saltitar de país em país às custas do Orçamento do Estado, vão lá aprender como se faz.

segunda-feira, setembro 17, 2012

Fiinalmente!

Quando a 14 de Setembro escrevia [isto], estava longe de iamginar o que se iria passar no dia seguinte. Finalmente o povo resolveu mostrar que não está disposto a ser mais sacrificado por um país que já não é o seu. 
O primeiro ministro que sempre pautou a sua governação pela inflexibilidade e pela dureza crua foi-se afastando do povo e, como se não bastasse, afastou-se igualmente do seu parceiro de coligação. O malabarismo à volta da TSU, terá sido a gota de água para que, finalmente, o CDS diga também: basta!
Sentiu -se mal o CDS pela traição do primeiro ministro e passou ao ataque. O PSD não gostou e respondeu. 
E assim, sem mais nem menos, a discussão dos assuntos de importância vital ultrapassou o foro interno da coligação e passou para a rua.
E este facto é, provavelmente o amis sintomático do enfraquecimento da coligação. Passos Coelho é, neste momento um homem isolado, por culpa própria e pela teimosia em querer ser mais papista que o papa. De resto, o país nunca sentiu que o exemplo da austeridade imposta pelo governo começasse por ele mesmo.Ora, à mulher de César não basta ser séria, tem também de parecê-lo.
Espera-se agora por sexta-feira e pelo resultado da reunião do Conselho de Estado, sendo certo que o presidente da república tentará manter o governo e a coligação, não sem antes dar um valente puxão de orelhas a Passos Coelho e à sua equipa.
De qualquer modo o governo, apesar de incitado a cumprir o mandato, sairá sempre fragilizado demais para ter vida sossegada. E, se o governo está presentemente nessa situação só a ele o deve. 
Até porque com as manifestações do dia 15, o povo lhe fez um sério aviso, e demonstrou claramente que a bricadeira acabou. 


A DIFERENÇA

... entre ser oposição e ser governo:

Conta do Twitter de Passos Coelho (@passoscoelho), iniciada a 6 de Março de 2010. Os tuites aqui transcritos foram publicados entre Março de 2010 e Junho de 2011.
Citações de Passos Coelho antes das eleições… Compare-se o que disse com o que está a fazer!!

- …”Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução.”

- …”Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa.”

- …”Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o Governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias.”

- …”Sabemos hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou.”

- …”Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas.”

- …”O pior que pode acontecer a Portugal neste momento é que todas as situações financeiras não venham para cima da mesa.”

- …”Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos.”

- …”Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos.”

- …”Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos.”

- …”Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado.”

- …”Já estamos fartos de um Governo que nunca sabe o que diz e nunca sabe o que assina em nome de Portugal.”

- …”O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando.”

- …”Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa.”

- …”Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas.”

- …”Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português.”

- …”A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento.”

- …”A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos.”

- …”Não aceitaremos chantagens de estabilidade, não aceitamos o clima emocional de que quem não está caladinho não é patriota”

- …”O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento.”

- …”Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate.”

- …”Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?”



sexta-feira, setembro 14, 2012

BASTA!


A verdade é que desde 74 os sucessivos governos outra coisa não fizeram que desbaratar  toda a riqueza do país.  Modernizaram-se as ideias, alimentaram-se os malandros, subsidiaram-se os que não querem trabalhar, arranjaram-se empresas e cargos de gestão para os amigos, foirjaram-se centenas de contratos de obras públicas, alimentaram-se impunemente sucessivas derrapagens financeiras, e tudo isso atirou o país para a miserabilidade em que se encontra e de onde dificilmente saírá.
Os governos  destróem, o povo paga.
E o povo é como um dador de sangue a quem normalmente é pedido que contribua, sem que isso venha a afectar  sua saúde. Para isso há regras. Presentemente, essas regras de decência, da ética e do bom senso estão subvertidas a tal ponto, que o que acontece é que lhe sugam constantemente o pouco sangue que ainda lhe corre nas veias. Até à morte.
Justo seria reduzir a necessidade de sangue e não aumentar a sua recolha. Em breve teremos um país a fazer figura por cumprir metas estúpidas e completamente desajustadas à realidade do país, mas onde vivem 10 milhões de mendigos e 50 ou 100 mil alambazados com o que não é, por direito, seu.
Perante esta recente - mais uma - manobra de diversão deste governo, que faz o presidente da república? Silêncio, como sempre! Mas não foi ele que há poucas semanas avisou o governo que não havia espaço para mais medidas de austeridade?
É preciso dizer BASTA!
E é o povo que tem de o dizer, enquanto não lhe levam também a voz.
Este governo, sem olhar ameios,  foi atrás da ilusão fácil de recuperar em dois anos o que foi dstruído em 35. E fê-lo sempre pelo pior caminho. Cego e surdo, transformou-se num moço de recados da Troika, chegando mesmo a vangloriar-se por superar os acordos estabelecidos, sem perceber que estava a asfixiar por completo o país.
Acredito que tem os dias contados. E, se o governo anterior foi coleccionando PEC's, tendo sido o último deles a gota de água que fez transbordar o copo, há muito que Passos Coelho tem vindo a fazer pior, ao enganar o país dizendo que não serão pedidos mais sacrifícios aos portugueses, quando a cada semana que passa os vai carregando com mais e mais sacrifícios.
De facto, são já demasiados os PECadoS deste governo para que se posse deles redimir. Só lhe resta uma única saída: reconhecer que falhou na tarefa a que se propôs, e ir embora antes que seja corrido. Afinal, as contas públicas não estão controladas, o déficit continua a ser uma nuvem negra a pairar sobre o país, a despesa pouco encolheu, o desemprego aumentou e com ele a despesa do estado que é hoje muito menos social do que há 1 ano e tudo isto tem custado aos portugueses a casa, o pão na mesa, os medicamentos, o emprego, etc.
Não se vem falar de austeridade aos portugueses deixando estacionados à porta da RTP BMW's e Mercedes topos de gama com motorista e tudo; Não se vem falar de austeridade  vestido com luxuosos fatos e com os melhores acessórios. Para se ter alguma dignidade para se  falar em austeridade, é preciso que se baixe ao nível daqueles a quem se rouba diariamente o futuro e as mais básicas condições para uma vida digna. Austeridade não é uma palavra; é realidade, é dor, é insegurança, é desemprego. No fundo, é sentir na pele aquilo que se dá aos outros porque ver lá de cima é fácil. Tão fácil que esta ralé que nos governa parece nunca mais querer parar.

terça-feira, setembro 04, 2012