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sexta-feira, julho 20, 2012

Com papas e bolos...

Segundo o governo, os portugueses passam a poder deduzir a importância máxima de 250 euros/ano na sua declaração de IRS.
Nada que os contribuintes não desejassem ou, se quisermos, vissem com alguma justiça a fim de os aliviar um pouco da carga de impostos a que têm vindo a ser sujeitos.
Atente-se porém nas entrelinhas de tal "bónus" e, para começar, no tipo de despesas que lhe estão adjacentes: reparações automóveis, restauração, cabeleireiros e alojamento. Veja-se a seguir, que para obter a dedução dos tais 250 euros, um contribuinte terá de efectuar despesas mensais nestas categorias de cerca de 2200 euros!!!
Saberá este governo e o primeiro ministro quantos portugueses, além dos políticos, ganham mais de 3000 euros por mês para se permitirem ter estas despesas? Provavelmente não.
Numa altura em que meio milhão de trabalhadores ganha apenas o salário mínimo e  120.000 menos que isso, percebe-se que a medida do governo vem beneficiar, mais uma vez, os que maiores rendimentos auferem.
De facto, já não há forma de classificar a injustiça social que tem sido a marca deste governo que, enquanto reduz a dedução das despesas de saúde e educação, introduz benefícios nas despesas de cabeleireiros e restaurantes. Nunca visto!
E o país assiste - na bancada - a mais esta manobra de diversão.

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