Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

segunda-feira, outubro 31, 2011

UM PAÍS DE BANANAS

Enquanto todos os dias o Sr. primeiro ministro insiste em lembrar aos Portugueses que a situação económica do país é gravíssima,  e por isso se julga no direito de nos chicotear com sucessivas e impiedosas medidas de empobrecimento acelerado da população, há outros portugueses para quem a dita crise e os sacrifícios a ela ligados são apenas meras fantasias.
Recentemente, a Função Pública ficou a saber que, pelo menos até 2013 - eu diria que para sempre - ficará privada dos subsídios de férias e de Natal.
Entretanto,  a Srª Presidente da Assembleia da República através da Resolução nº 131/2011 de 30 de Setembro, aprovou o Orçamento da Assembleia da República para o ano de 2012, e onde consta [aqui], a folhas 4689, no Capítulo Despesas com Pessoal, Rubrica 01.01.14, o montante de 2.093.650,00€ para pagamento dos subsídios de Férias e de Natal.
Nem sequer está em causa se os mais de 2 milhões de euros é muito ou pouco; o que está em causa é simplesmente o direito que assiste ao governo de retirar os mesmos subsídios a alguns funcionários públicos enquanto os mantém a outros.
Percebe-se desde há muito que o caminho que o governo quer impôr aos portugueses, não é para ser seguido por todos, sendo que a protecção e impunidade da classe política é para continuar e, se possível, reforçar.
Não é meu hábito a utilização de linguagem menos digna ou ofensiva para com quem quer que seja, mas permita-me Sr. primeiro ministro que daqui lhe diga apenas  o seguinte: tenha vergonha quando voltar a pedir mais sacrifícios aos portugueses enquanto permitir que só a Assembleia da República torre, apenas num ano,  quase 100 milhões de euros. E envergonhe-se também quando concretizar o roubo aos funcionários públicos dos subsídios atrás referidos porque, de facto, trata-se efectivamente de um roubo e o Sr. será lembrado por isso.

quarta-feira, outubro 19, 2011

COERÊNCIA

Diz o Sr. presidente da República [aqui], que está em risco a coesão social devido a uma injusta repartição de sacrifícios que o governo está a implementar no país.
De facto assim é e, mais que a coesão social, as medidas do governo irão deixar muita gente sem comida, medicamentos ou mesmo sem casa. 
Atente-se na  seguinte lista e veja-se o sacrifício que a presidência da república está a fazer nos seus continuados passeios:

(Notícia do Público de 23/09/11)
Cavaco Silva na sua visita discreta aos Açores de 5 dias, levou 30 acompanhantes, entre os quais:
- sua esposa
- o chefe da casa civil e sua esposa
- 4 assessores
- 2 consultores
- 1 médico pessoal
- 1 enfermeira
- 2 bagageiros???
- 2 fotógrafos oficiais
- 1 mordomo
- 12 agentes de segurança
 ... e à chegada disse "Ninguém está imune aos sacrifícios".

Assim sim, Sr. presidente: nada como dar o exemplo!

sábado, outubro 15, 2011

O FUTURO

As loucuras impensadas e irresponsáveis de lesa-Pátria, cometidas por sucessivos governos -  e por todos conhecidas - desde o retalhar do país com centenas de estradas, auto-estradas, IP's, IC's, etc., passando pelas barbaridades protagonizadas pelo  Sector Empreasarial do Estado (sem esquecer os milionários salários das administrações das EP's e onde se incluem as PPP's), ou pelo financiamento da construção de campos de futebol e outras nulidades sem uma sombra de interesse nacional, ao financiamento desmedido de tudo e de nada, passando ainda pelo apoio à não produção e à não modernização dos sectores agrícola e das pescas e tantas outras, atiraram o país para um endividamento sem precedentes.
Ao longo de muitos anos, o país foi vivendo à sombra de sucessivos empréstimos sem arrepiar caminho no que diz respeito à despesa pública. Além de falido, perdeu o crédito e, do dia para a noite, viu-se confrontado com uma realidade que nunca ninguém quis aceitar.
De facto, nunca foi o povo que viveu acima das suas possibilidades, como por vezes se pretende inferir - e se o fosse, não seria o governo a pagar por isso - mas sim os governos. Os governos é que viveram todos estes anos muito acima das suas possibilidades, e o problema é que é o povo que tem de pagar por isso.
As medidas emanadas do OE para 2012, têm apenas um alcance externo e visam criar alguma confiança para que não sejam negados novos empréstimos. Todos os economistas ou analistas sérios, sabem que neste momento o país não tem forma de cumprir sequer com os seus compromissos internos sem continuar a recorrer ao crédito. Não se pense, por isso, que esta asfixia da classe média vai produzir alguma recuperação económica; antes pelo contrario! 
Ora, deveria o governo perceber que é esta classe o fiel da balança dessa recuperação, pelo que quanto mais a esmaga mais hipotecará a possibiliade de criar  uma dinâmica de crescimento económico que, aliada a um corte substancial na despesa pública,  seria o único meio de evitar a queda no abismo. Parece-me criminoso considerar 1.000€ um salário ou pensão de luxo, para que se lhe retirem os subsídios de Natal e de férias, por exemplo. 
Se os governos anteriores levaram as contas públicas ao estado em que estão, este novo governo mostra uma total incapacidade em perceber como se faz a recuperação do país enveredando por uma política de esmagamento social, sem precedentes, que visa, a qualquer preço, a injecção directa de dinheiro nos cofres do estado, sendo que, a maior parte dele será para continuar a patrocinar o despesismo público, que o próprio (governo) já deu mostras de não querer ou saber  controlar.
As  medidas que visam o aumento da receita são direccionadas, em catadupa, aos mesmos de sempre, pelo que nesta sua cavalgada desenfreada, o governo dispara unicamente contra os menos fortes, sem se importar com as consequências sociais da aplicação das medidas que preconiza. Será este o governo que provocará o colapso da classe média, pelo que  estão lançados os dados para o crescimento de uma  instabilidade social que se adivinha, e cujas consequências são imprevisíveis.

sexta-feira, outubro 14, 2011

VOLTE-FACE

A REFORMA ADMINISTRATIVA

Contrariamente ao que parecia lógico, e ao que se foi já escrevendo sobre o assunto, as únicas freguesias do concelho de Estarreja que cumprem os critérios definidos no Livro Verde da Reforma Administrativa são: Canelas, Fermelã e Avanca.

Segundo os mesmos critérios, o concelho de Estarreja está classificado como sendo de Nível 2, sendo que Canelas e Fermelã estão definidas como APR’s (Áreas Predominantemente Rurais).

Ora o primeiro critério da nova Organização Territorial filtra as freguesias APR’s pelo número de habitantes/Km2 e pela distância em relação à sede de concelho, impondo que a taxa populacional se situe ente 100 e 500 habitantes/Km2. Canelas tem 134 habitantes/Km2 e Fermelã 109, pelo que ambas passam neste primeiro filtro.

Em relação à distância, devem as freguesias distarem da sede de Município mais de 3 Km – condição que igualmente ambas preenchem.

Ultrapassadas as condições do primeiro critério, o segundo exige que as freguesias tenham, no mínimo, 1.000 habitantes, condição que ambas também preenchem ( Canelas tem 1438 e Fermelã 1336, segundo os Censos de 2011).

Significa isto que, para se manterem como Freguesias, e segundo as regras definidas pelo actual governo, Canelas e Fermelã dependem apenas da vontade própria. A elas junta-se Avanca que também preenche na totalidade os critérios para se manter como Freguesia.

Todas as restantes (Pardilhó, Veiros, Beduído e Salreu) serão alvo da Reforma, uma vez que nenhuma preenche as condições definidas como necessárias para manter a sua independência administrativa - isto se as regras não mudarem entretanto.

Seguramente que este assunto não será de resolução totalmente pacífica, e o governo, ao perceber isso mesmo, entregou a discussão do mesmo às Assembleias Municipais e de Freguesia, definindo apenas as regras do jogo e sentando-se na tribuna a assistir à confusão que aí virá certamente.

A este respeito, tenho por certo que a fusão de Municípios seria  melhor aceite que a de Freguesias.

Contudo, apesar de Canelas e Fermelã poderem passar um pouco ao lado desta polémica, nem por isso estarão livres de repensar – e muito – o seu futuro.

É que é necessário avaliar bem se há ou não vantagens em manterem-se tal como estão, sabendo que a curto ou médio prazo ficarão sem Escola e Posto Médico – os únicos serviços que ainda existem de apoio à população – para já não falar no abandono constante e sistemático dos investimentos da Câmara Municipal de Estarreja.

Penso que será aqui que se deverá centrar a discussão nas duas freguesias mais a sul do concelho. E o momento é este, sem dúvida!

quarta-feira, outubro 12, 2011

NO RESCALDO

Os fogos registados em áreas de caniçal, nas marinhas, na zona dos percursos Bioria, em Salreu, incêndios que duram à vários dias devido a reacendimentos, não tiveram impacto significativo na biodiversidade local nem causaram prejuízos nas estruturas de apoio aos visitantes.
Garantia dada à Terra Nova por Norberto Monteiro, coordenador do projecto Bioria. "A época de nidificação já terminou e o número de espécies é, actualmente, muito reduzido, porque as espécies estivais que aqui se reproduziram já partiram para África", adiantando que "dadas as circunstancias foi um mal menor, porque se os fogos fossem na Primavera ou no Verão, teriam consequências gravíssimas porque existem várias espécies em perigo de extinção como a Garça Vermelha ou a Águia Sapeira, teria um impacto enormíssimo", garantiu.
Norberto Monteiro referiu ainda que tem "fortes indicios que os incêndios registados, foram fogo posto".
Entretanto o projecto Bioria vai disponibilizar novos percursos, "a somar aos quatro implementados". Em breve serão disponibilizados outros três, no norte do Concelho de Estarreja. "Até ao final do ano vamos implementar três novos percursos em Avanca, Pardilhó e Veiros, que serão uma mais valia para o projecto", disse.
in Rádio Terra Nova

Bom, depois de uma notícia destas baseada na entrevista, não de um anónimo qualquer mas de um dos principais responsáveis pelo projecto Bioria, pouco mais há a dizer.
Os factos são claros e evidentes para quem os presenciou :
- Vários hectares de junco e canízia devorados pelas chamas durante 4 dias;
- Toneladas de CO2 a comprometer ainda mais a qualidade do ar que se respira em Estarreja;
- Diversas espécies - cujo habitat natural foi destruído - em fuga;
- Um mar de cinza a vestir uma significativa parte desta zona de protecção especial;

Ora, se nada disto teve impacto significativo, ou melhor, se nada disto foi suficiente para preocupar as entidades oficiais gestoras do Bioria e outras - talvez isso justifique o desinteresse e a demora na extinção do fogo - o que será necessário arder para que tal tenha impacto?

EM DESACORDO ORTOGRÁFICO

Desde os bancos da escola primária que me habituei a não dar erros ortográficos, facto esse que prezo em manter até aos dias de hoje.
Bem sei que nem todos darão a mesma importância a este facto. Lamentavelmente nem o sistema de ensino terá esse aspecto como fundamental, caso contrário tenho por certo, que metade dos actuais alunos universitários nunca lá chegariam. Talvez as novas regras venham abrir o leque e fazer com que não se perceba quando se está a escrever bem ou se está a dar erros… o que facilita as coisas aqueles que querem um país com um nível de ensino exemplar radicado, por exemplo, nas Novas Oportunidades.
À beira dos 50 anos, um estúpido e desnecessário acordo vai obrigar-me (a mim e muitos outros) a fazer o que, como disse atrás, não faço desde a infância: dar erros ortográficos.
Resistirei até onde tal me for possível; não por mera birra ou incapacidade de adaptação às novas regras, mas tão somente por total desacordo e repúdio pela descaracterização da língua portuguesa, assim desta forma ligeira e ingrata, de subjugação a um brasileirismo caricato e incómodo.
A haver necessidade de reformulação de algumas regras, devem as mesmas ser definidas no âmbito de uma reforma do ensino que se deseja, mas nunca assente na satisfação de caprichos que vêm do outro lado do Atlântico.
No Brasil fala-se Português. Se as regras que lá se adoptam não os satisfazem que as mudem eles. Ou que construam a sua própria língua. Agora abrasileirar o Português não passa de  um acto de total desrespeito pela nossa língua, com o qual jamais concordarei. E como eu, muitos milhares de cidadãos - estou certo.
Assim, de repente, mercê de um grupo de iluminados para quem o Português parece ser um estorvo, lá teremos Garret, Jílio Dinis, Pessoa, Mourão Ferreira, Saramago, Cesariny, Mello Breyner, etc., etc., carregadinhos de erros.
No mínimo, referende-se este tema, para que qualquer que seja o resultado, o mesmo confira autoridade à decisão, e não seja a mesma tomada por meia dúzia de líricos, provavelmente os mesmos que um dia almejaram mudar o Hino Nacional por pretenso incitamento à violência.
Muito se tem escrito sobre este assunto e são já muitas as histórias que fazem parte do anedotário nacional, resultantes da aplicação do tal Acordo. Contudo, há também quem argumente brilhantemente a sua discordância, como é o caso do autor do texto que deixo abaixo, o qual subscrevo e sublinho integralmente, não sem antes referir que, tal como está dito no cabeçalho do blogue, aqui se continuará a escrever Português - de Portugal.


Omens sem H

Espantam-se? Não se espantem. Lá chegaremos. No Brasil, pelo menos, já se escreve "umidade". Para facilitar? Não parece. A Bahia, felizmente, mantém orgulhosa o seu H (sem o qual seria uma baía qualquer), Itamar Assumpção ainda não perdeu o P e até Adriana Calcanhotto duplicou o T do nome porque fica bonito e porque sim. Isto de tirar e pôr letras não é bem como fazer lego, embora pareça. Há uma poética na grafia que pode estragar-se com demasiadas lavagens a seco. Por exemplo: no Brasil há dois diários que ostentam no título esta antiguidade: Jornal do Commercio. Com duplo M, como o genial Drummond. Datam ambos dos anos 1820 e não actualizaram o nome até hoje. Comércio vem do latim commercium e na primeira vaga simplificadora perdeu, como se sabe, um M. Nivelando por baixo, temendo talvez que o povo ignaro não conseguisse nunca escrever como a minoria culta, a língua portuguesa foi perdendo parte das suas raízes latinas. Outras línguas, obviamente atrasadas, viraram a cara à modernização. É por isso que, hoje em dia, idiomas tão medievais quanto o inglês ou o francês consagram pharmacy e pharmacie (do grego pharmakeia e do latim pharmacïa) em lugar de farmácia; ou commerce em vez de comércio. O português tem andado, assim, satisfeito, a "limpar" acentos e consoantes espúrias. Até à lavagem de 1990, a mais recente, que permite até ao mais analfabeto dos analfabetos escrever sem nenhum medo de errar. Até porque, felicidade suprema, pode errar que ninguém nota. "É positivo para as crianças", diz o iluminado Bechara, uma das inteligências que empunha, feliz, o facho do Acordo Ortográfico. É verdade, as crianças, como ninguém se lembrou delas? O que passarão as pobres crianças inglesas, francesas, holandesas, alemãs, italianas, espanholas, em países onde há tantas consoantes duplas, tremas e hífens? A escrever summer, bibliographie, tappezzería, damnificar, mitteleuropäischen? Já viram o que é ter de escrever Abschnitt für sonnenschirme nas praias em vez de "zona de chapéus de sol"? Por isso é que nesses países com línguas tão complicadas (já para não falar na China, no Japão ou nas Arábias, valha-nos Deus) as crianças sofrem tanto para escrever nas línguas maternas. Portugal, lavador-mor de grafias antigas, dá agora primazia à fonética, pois, disse-o um dia outra das inteligências pró-Acordo, "a oralidade precede a escrita". Se é assim, tirem o H a homem ou a humanidade que não faz falta nenhuma. E escrevam Oliúde quando falarem de cinema. A etimologia foi uma invenção de loucos, tornemo-nos compulsivamente fonéticos.
Mas há mais: sabem que acabou o café-da-manhã? Agora é café da manhã. Pois é, as palavras compostas por justaposição (com hífens) são outro estorvo. Por isso os "acordistas" advogam cor de rosa (sem hífens) em vez de cor-de-rosa. Mas não pensaram, ó míseros, que há rosas de várias cores? Vermelhas? Amarelas? Brancas? Até cu-de-judas deixou, para eles, de ser lugar remoto para ser o cu do próprio Judas, com caixa alta, assim mesmo. Só omens sem H podem ter inventado isto, é garantido.

Por Nuno Pacheco
Jornalista

sábado, outubro 08, 2011

INFERNO NO BIORIA

Uma das principais reformas que se impõe neste país é, sem dúvida, a da justiça. A actualização do Código Penal é urgente e necessária, a fim de que terminem os tristes espectáculos como o que foto acima documenta.
O sentimento geral é que vivemos num país onde a lei é implacável para quem comete pequenos delitos e branda para com os profissionais do crime. Hoje, é muito mais fácil - e provavelmente mais importante - aplicar uma multa por estacionamento em local indevido do que condenar exemplarmente um assaltante ou outro qualquer criminoso; daí que a proliferação de actos criminosos e violentos, aos quais a lei fecha constantemente os olhos, tornou-se numa bola de neve, de consequências imprevisíveis.
O coração do Bioria de Salreu foi alvo, uma vez mais, de actos bárbaros, perpetrados por mão criminosa e assassina. Se o autor vier a ser apanhado, ou estava alcoolizado ou sofria, na altura, de perturbações mentais... como de resto já é usual.

sexta-feira, outubro 07, 2011

MAIS UM QUE SE FOI

Pelos vistos, o foi-se, o mesmo é dizer, deixou de escrever [aqui]. Mas não se foi sem dizer [isto].
Não direi, aqui e a propósito,  aquelas palavras de circunstância com cheiro a ranço que tantas vezes e a propósito de coisas similares ou nem tanto, se escrevem ou  dizem, como por exemplo que a blogosfera ficou mais pobre, ou outras tretas do género.
O Zé deixou de escrever no seu blogue e ponto final. Tal como um dia todos os que por aqui andamos deixaremos de o fazer pelas mais variadas circunstâncias.
Na sua última escrita refere que aconteceu por lá (pelo Terra Nostra) muita discussão política que não levou a lado algum, nem influenciou coisa nenhuma; muita conversa animada mas sem relevância e o Zé cansou-se e... foi-se.
É certo que por diversas vezes o Terra Nostra, como outros blogues, serviram  e servem para dicussões mais ou menos acaloradas sobre a política local, mas importa dizer que o objectivo nunca é de mudar coisa alguma, tanto mais que se percebe bem a influência partidária que domina o concelho. Seria uma assumpção de ignorância ou de estupidez alguém tomar a pretensão de ir ao Terra Nostra ou a outro  qualquer blog com o propósito de virar mentalidades. As mentalidades viram-se ou mantêm-se com outro tipo de acções que agora não vêm ao caso, ou por convicções próprias.
Por isso, não concordo com o Zé (mais uma vez!) pois qualquer espaço público de escrita tem  sempre pelo menos uma missão para quem o segue:  dar a conhecer as linhas de pensamento do respectivo autor e, se todos merecem respeito, quem dá a cara pelo que escreve, assume  uma posição de coragem que importa sublinhar,  uma vez que se expõe ao sentido  crítico de quem lê.
É certo que por vezes a má educação e a ordinarice de certos leitores  que, acobardados pelo anonimato usam o insulto como arma,  não é de fácil digestão mas, como diz o Zé, não assume qualquer relevância.
Eu, que nunca me furto a um debate de ideias, olhos nos olhos, lamento que o Zé tenha deixado de escrever, sobretudo numa altura em que parece ter mais tempo disponível para tal. Não  porque me faça falta ou porque concorde com o seu ponto de vista, mas porque gosto da discussão aberta e, feliz ou infelizmente muita gente se revê no que o Zé ia escrevendo ou na argumentação de quem pontualmente dele ousava discordar. E isso é salutar, desde que encarado seriamente por todos.
Já lá vai o tempo - provavelmente para desespero de muita gente -  em que a actividade crítica era inexistente, amordaçada, ou  circunscrita a uns panfletos que circulavam de noite de mão em mão, se bem que  o Terra Nostra nunca tivesse sido  um espaço crítico, cujo autor primasse pela isenção nas suas incursões pela política local, antes pelo contrário. Quando o foi, foi-o pela mão de outrém.
Ora, o Zé não achou forma de revitalizar o  Terra Nostra, após uma já longa hibernação, pelo que lhe ditou o fim. Está no seu direito.
Até sempre, Zé.

quinta-feira, outubro 06, 2011

EM VÉSPERAS DA MALAFAIA

José Eduardo Matos assume os cortes no orçamento que deverá estar pronto em Novembro. "Fomos obrigados a abandonar pequenas obras nas Freguesias para nos concentrarmos nos fundos europeus e nas obras de maior dimensão".

De facto os orçamentos não chegam para tudo. Não chegam para as pequenas obras nas freguesias e muito menos para as grandes... mas amanhã há mais excursão à Quinta da Malafaia e as festas no e pelo Município continuarão a ter lugar de honra e destaque no consumo dos dinheiros municipais.
Nada de espantar vindo de quem nunca teve qualquer sinal de preocupação, sobretudo  para com as mais pequenas freguesias do concelho.
Mas a este respeito falar-se-á aqui oportunamente. Agora há que encher os autocarros... espera-se contudo que a factura do combustível não recaia nas juntas de freguesia. Não seria a primeira vez que algo do género acontecia...