Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

terça-feira, maio 31, 2011

O FIM DAS DÚVIDAS

No âmbito da reestruturação da política da saúde, o Centro de Saúde de Salreu irá passar brevemente a Unidade de Saúde Familiar (USF) abrangendo as freguesias de Salreu, Canelas e Fermelã.
Era inevitável, face à estagnação do crescimento das duas freguesias do sul do concelho, onde o  investimento tem sido apenas o necessário para garantir a manutenção do poder. E nem foi por falta de avisos...
Neste caso, poder-se-á dizer que a maioria dos utentes acabará por sair beneficiada, coisa que não será tão óbvia quando acontecer o encerramento da escola ou a reestruturação politico-administrativa dos distritos.
Bem vistas as coisas, chegada a altura - natural - da racionalização de meios humanos, técnicos e infra-estruturais, outra coisa não seria de esperar que concentrar os serviços nas freguesias maiores.
Este projecto prevê o alargamento do horário de atendimento até às 20h00 de segunda a sexta-feira, em instalações melhores e mais funcionais, permitindo ainda o aumento dos serviços prestados, bem como o atendimento domiciliário. Embora difícil de concretizar, por motivos de ordem financeira,  não está posta de parte a possibilidade de atendimento também ao sábado.
Em suma, o que vai acontecer é a mudança do local de atendimento aos utentes de Canelas e Fermelã, que, mantendo o seu médico de família, passarão a  usufruir de melhores instalações, melhores serviços e horário alargado, o que poderá minimizar o transtorno da deslocação.
Está prevista ainda, pelo menos nos primeiros tempos, a manutenção de um dia de consulta à população mais idosa ou com reconhecidas dificuldades de deslocação, em Canelas e Fermelã.
As novas tecnologias contribuirão também para o sucesso desta reestruturação permitindo, por exemplo, que a marcação de consultas ou o pedido de receitas  seja feito comodamente pela internet, tal como  acontece já em diversas unidades de saúde do país.
Este  projecto é irreversível e encontra-se em adiantado estado de preparação, pelo que não se compreende o silêncio que sobre ele reina nestas paragens...



quarta-feira, maio 25, 2011

Vá-se-lá-entender-isto!

Vamos ter eleições legislativas em 5 de Junho para eleger um governo - que mais não será que um moço de recados da senhora Merkel. E esta é a verdade nua e crua.
A respeito deste acto eleitoral, a frase mais sensata que ouvi até ao momento foi proferida num daqueles programas televisivos com aquela-gente-que-sabe-tudo-e-procura-influenciar-tudo-e-todos, neste caso na SIC Notícias, se não me falha a memória.
Dizia então um dos peões que só um louco aceitaria neste momento ser primeiro ministro deste país, já que as regras do jogo são impostas pela Europa/FMI/BCE, regras essas que serão o único programa de governo a ser seguido.  E eu colocaria em cima deste bolo a senhora Alemã - aquela que quer que os portugas tenham menos dias de férias e se arrastem nos empregos até aos 67 anos, encurtando assim aquela meia dúzia de dias que por norma se tem direito depois de  40 ou 45 anos de trabalho. Faltou-lhe dizer que, para regras iguais, ordenados também iguais. Esta abjecta criatura parece ver nos 3 ou 4 dias de férias ou nos dois anos de trabalho a mais a solução para os problemas económicos do país, mas o que é certo é que ela, só por si, governa mais sozinha que todos os governos da UE. Falta-lhe apenas aquele pequeno bigode para personificar, na perfeição, aquela  figura, sua compatriota,  que a história infelizmente não consegue apagar da memória de todos nós.
Mas, voltando um pouco atrás, percebe-se que ao grave problema económico do país acresce um outro muito maior: um surto de paralisia cerebral que invade, pelo que as sondagens apontam, cerca de 36% do eleitorado.
Então não é verdade que o país está  a meio passo da bancarrota?
Não é verdade que a responsabilidade pelo estado  (bom ou mau) do país é do governo?
Não é verdade que este governo e este primeiro ministro são os responsáveis pelos últimos 6 anos de governação?
Não é verdade que José Sócrates foi o maior malabarista que alguma vez passou pelos corredores da governação?
Não é verdade que o mesmo José Sócrates foi, ao longo destes 6 anos um paulatino da mentira e da arrogância, da falta de rigor e do despesismo despudorado que resultou num agravamento desmedido e incontrolado do déficit e da despesa pública?
Não é verdade que foi ele quem conduziu o país ao estado miserável em que  se encontra, enquanto propagandeava aos 4 ventos  uma recuperação económica  que nunca existiu?
Não é verdade que resultaram num redondo fiasco todas as medidas por ele anunciadas como suficientes e salvadoras da crise, sinal claro de uma total incompetência governativa?
Ora, ou tudo isto é verdade ou o país está bem e recomenda-se, e estes últimos 6 anos resultaram no relançamento da economia, na criação de emprego, na melhoria das condições de vida dos mais desfavorecidos, em melhores serviços de saúde, numa escola melhor e em mais e melhor justiça.
É claro e óbvio que nada disto aconteceu. Daí que seja de todo incompreensível que quase três milhões e meio de eleitores (segundo as sondagens) continuem a idolatrar o homem que é tão só o principal responsável pela derrocada financeira do país.
Pode o eleitorado não se rever no que diz Passos Coelho, Portas, Louçã ou Jerónimo; agora augurar sequer uma possível reeleição de quem arrastou o país até ao precipício, obrigando a uma intervenção externa de recurso e à aplicação das duras medidas que cairão em breve sobre os contribuintes, é - parece-me - um caso de sanidade mental que jamais conseguirei compreender. E isto sim, é mais grave que a crise económica - por maior que ela seja - porque significa a perda de uma das principais faculdades que assiste ao ser humano: a capacidade de raciocinar.

quarta-feira, maio 11, 2011

O ACORDO (2) - Tradução

É isto que nos espera nos próximos anos, após três décadas e meia de alternância governativa entre PS e PSD, com uns salpicos do CDS..
(Clicar na imagem)

sexta-feira, maio 06, 2011

O ACORDO

Isto é o que eles nos mostraram:

mas... e o resto? [Aqui].