Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

quarta-feira, abril 20, 2011

LUNÁTICOS

Perante a caótica situação do país - parece que (finalmente!) por todos reconhecida - manda o bom senso e alguma responsabilidade política que ainda possa existir, que se adiem, por largos anos ou mesmo se esqueçam, determinadas obras anteriormente projectadas. São disso exemplo, a construção de novas auto-estradas, o TGV, o novo aeroporto de Lisboa e outras que, embora possam ter a sua utilidade, não são tão imprescindíveis que não possamos viver mais  mais alguns anos sem elas, evitando assim um maior desequilíbrio nos próximos Orçamentos do Estado. 
Ora, o mesmo deve acontecer a nível local, onde o rigor e o sentido de responsabilidade devem igualmente ter lugar. A insistência da Câmara de Estarreja na construção da ponte pedonal, cujo concurso público foi ontem publicado no Diário da República (clicar na imagem), demonstra que em Estarreja responsabilidade é coisa desconhecida. E a referência nem vai sequer para a inutilidade de que se reveste o equipamento em questão; o que não é admissível é que, neste momento, em que o país está avidamente à espera dos dinheiros da Europa e do FMI (fala-se que já não há dinheiro para pagar  salários e pensões), a Câmara de Estarreja se dê ao luxo de torrar 500.000 euros numa coisa que mais não é que um perfeito exemplo da política lunática e vazia que tem sido seguida. 
E já agora, atentando no nº 16 da publicação atrás citada, diz-se que o procedimento a que este anúncio diz respeito não é publicado no Jornal Oficial da União Europeia.
Pois devia sê-lo!
Se não há competência, que haja pelo menos vergonha. Vergonha de usurpar em fantasias o dinheiro que não há para muitos portugueses se alimentarem condignamente, ou sequer para pagar a medicação que lhes é prescrita.

sábado, abril 16, 2011

Perguntinha indiscreta

... e se a Finlândia nos mandar ir buscar o dinheiro, para pagar aos funcionários públicos e pensionistas, às contas bancárias de certos titulares de cargos públicos sobejamente conhecidos de todos?

sábado, abril 09, 2011

FEEF / FMI

Assisti ontem, a espaços, ao discurso de José Sócrates no congresso do PS e confesso que não compreendo como é que pode o delírio levar a tanto.
Quem não conhecesse o passado recente da governação do país diria que tinha chegado, finalmente, o salvador da pátria, o homem rigoroso, enérgico, sério e com ideias definidas, que tem estado na oposição à espera da sua oportunidade para mostrar o que vale.
A forma como quis vender a ideia de que a culpa do lastimoso estado em que o país se encontra é da oposição é, no mínimo, caricata, e uma ofensa para o comum cidadão. Mas, pior ainda, é darmos conta do apoio inequívoco dos congressistas que, em massa e em extase, afirmaram estar incondicionalmente com ele. Terão sufragado perante o país, as políticas de excelência por ele praticadas, mesmo que o resultado seja um dos  mais desastrosos de que há memória, como se pode ver por [este exemplo] do que a este respeito se escreve lá por fora.
Não creio, no entanto, que o povo   seja tão estúpido a ponto de se deixar levar por palavras bem colocadas mas sem qualquer fundo de verdade. E para atestar isto mesmo nem será necessário ressuscitar aqui e agora as inúmeras situações em que este chefe de governo e seus pares mentiram a todo o país. Bastará apenas lembrar que há cerca de uma semana apenas José Sócrates e o seu ministro da economia garantiam em todos os canais de televisão que o país não precisaria de apoios externos pois tinha mecanismos internos suficientes para lidar com a crise. Dias depois, seguiu a carta para Bruxelas oficializando o pedido...
Condutualmente, não há classificação que se possa atribuir a esta constante atracção pela mentira,  e o povo sabe disso.
Ora, o PS ao emoldurar douradamente os aspectos  negros de uma  governação Socrateana - uma das mais fracas, senão mesmo a pior que o país já conheceu -  não só está a querer perpetuá-la como a aceita e recomenda para o futuro. Prova disso é voltar a ter nele confiança  total e cega para, hipoteticamente, chefiar um novo governo. Entendo isso como um acto de suicídio político, como certamente veremos em 5 de Junho.
Alaranjando agora a conversa, a preocupação não diminui; antes pelo contrário.
Primeiro, porque me parece não estar o PSD preparado para ser governo, e depois, porque as suas  linhas de orientação governativa não serão muito diferentes do que temos tido - leia-se, baseadas no aumento de impostos -  podendo, num ou noutro aspecto, ser ainda mais penalizadoras dos contribuintes.
O país precisa de arranjar dinheiro - e muito - mas parece que a incompetência desta gente desemboca sempre no mesmo resultado: o aumento da carga fiscal.
É por isso que em 5 de Junho espero contribuir de novo para a redução da despesa pública não gastando tinta,  a não ser que os boletins de voto sejam semelhantes ao da figura abaixo,
Explico:
Face,
- ao descrédito que a actual classe política na sua generalidade me merece;
- à incompetência demonstrada pelos  governos que têm alternado no poder em fazer outra coisa que não aumentar impostos;
- à delapidação  de sucessivos Orçamentos de Estado sem que o país tenha qualquer sinal de recuparação económica ou social, antes pelo contrário;
- à falta de uma política de rigor e contenção da despesa pública;
- à pouca vergonha que emana descaradamente da proliferação das Parecrias Publico-Privadas que mais não são do que a instrumentalização oficial da corrupção, alinhada no princípio activo dos "jobs for the boys";
- a isto (*): 420.000,00 € - TAP -Administrador Fernando Pinto
371.000,00 € - CGD - Administrador Faria de Oliveira
365.000,00 € - PT - Administrador Henrique Granadeiro
250.040,00 € - RTP - Administrador Guilherme Costa
249.448,00 € - Banco Portugal - Administrador Vítor Constâncio
247.938,00 € - ISP administrador - Fernando Nogueira
245.552,00 € - CMVM - Presidente Carlos Tavares
233.857,00 € - ERSE - Administrador Vítor Santos
224.000,00 € - ANA COM - Administrador Amado da Silva
200.200,00 € - CTT - Presidente Mata da Costa
134.197,00 € - Parpublica - Administrador José Plácido Reis
133.000,00 € - ANA - Administrador Guilhermino Rodrigues
126.686,00 € - ADP - Administrador Pedro Serra
96.507,00 € - Metro Porto - Administrador António Oliveira Fonseca
89.299,00 € - LUSA - Administrador Afonso Camões
69.110,00 € - CP - Administrador Cardoso dos Reis
66.536,00 € - REFER - Administrador Luís Pardal
66.536,00 € - Metro Lisboa - Administrador Joaquim Reis
58.865,00 € - CARRIS - Administrador José Manuel Rodrigues
58.859,00 € - STCP - Administradora Fernanda Meneses
(*) - dados relativos a vencimentos mensais, a que  acrescem outras somas exorbitantes de prémios e ajudas de custo, que circulam na internet e que até agora parecem indesmentíveis.

E,  tendo ainda em conta que o país dependerá em absoluto e nos próximos anos, da ajuda que consiga  do Fundo de Equilíbrio Europeu e do Fundo Monetário Internacional, o mais natural seria perguntar aos portugueses se preferem, nos próximos 4 anos, um governo emanado dos partidos políticos nacionais, sabendo-se de antemão o que dele se espera, ou um governo nomeado pela CE, que venha aqui garantir a canalização da ajuda externa, onde ela deve ser efectivamente aplicada - na recuperação económica do país - e com a obrigatoriedade de anualmente prestar contas perante a CE.  E aqui, poderia justificar esta opção com a pergunta: o que foi feito dos biliões de euros de ajudas a fundo perdido que foram injectados no país deste, pelo menos, os governos de Cavaco Silva? Que retorno teve a economia do país na sua aplicação?
Pois bem, após tudo isto, não hesitaria um segundo em utilizar a que defini como última opção no boletim de voto acima.
E não me venham cá com crises políticas, perda de independência governativa, etc, etc., quando somos completamente dependentes e incapazes de sair de uma crise que há pouco mais de um ano nos diziam estar completamente fora do horizonte português. O que mudou então em tão pouco espaço de tempo? A realidade ou a mentira?

sexta-feira, abril 08, 2011

ESTÚPIDOS QUE NEM BURROS!

A história abaixo anda por aí a circular. Mesmo sem poder comprovar se a dita "conversa" aconteceu na realidade, não deixa de ser interessante pela veracidade, leia-se, realidade, dos factos.

Estava há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem Portugal. Dizia-lhe eu à boa maneira do "coitadinho" português:
“Sabes, nós os portugueses, somos pobres ...”
Esta foi a sua resposta:
“Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu? Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de telemóvel 80% mais caras do que nos custam a nós nos EUA? Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços e por cartas de crédito ao triplo que nós pagamos nos EUA?
Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso.
Nós americanos é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 23% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 23%, pagais ainda impostos municipais. Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam e protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.
E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA...
Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da Nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e dos seus autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada.
Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre os ordenados e ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou os vossos 2.080 €uros. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e da electricidade. Aí, pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública. Vocês enviam os filhos para colégios privados, financiados pelo estado  enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.
Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.
Vocês, portugueses, não são pobres, são é muito estúpidos!”