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quarta-feira, março 23, 2011

Ponto final

Provavelmente estará eminente uma mudança política no país, resultante do debate  e reprovação  do PEC (mais um, o 4º). Face a tudo o que tem sido a realidade política e económica dos últimos tempos, cada dia que passa apenas contribui para ensombrar ainda mais os próximos tempos.
Seja qual for o resultado das eleições que aí vêm, o futuro não será fácil para o país. O próximo governo será certamente Social Democrata (com ou sem coligações) e terá um primeiro e árduo trabalho: restabelecer a confiança na classe política, interna e externamente. Sem ela  muito mais difícil será levar por diante qualquer plano de estabilidade. Para isso, terá de fugir aquilo que se prevê e que é justificar as medidas duras que  estou convencido não serão muito diferentes de todos os PEC's dizendo, quando chegar ao poder,  que afinal o país está muito pior do que se pensava. Disso já todos sabemos.
O que se espera do novo governo é argúcia suficiente para resolver os problemas de endividamento do país e da sua recuperação económica sem que seja à custa da subida dos impostos e da redução dos apoios  em áreas tão fundamentais como a saúde e a educação.
Importa que o governo seja transparente e diga aos portugueses, antes de mais, qual é actualmente o valor global dos impostos assacado aos contribuintes e para onde vai o mesmo; que diga ao país quanto desse dinheiro suporta tantos e tantos cargos altamente remunerados; que explique quanto desse astronómico montante tem sido desbaratado em Fundações e outras futilidades; que ponha as cartas todas na mesa e que explique como chegaram as contas públicas ao estado em que estão, apesar dos sucessivos aumentos de impostos que fustigam barbaramente os contribuintes. E, de seguida, encontrar mecanismos de relançamento da economia assente na produtividade e numa rigorosa aplicação dos dinheiros públicos, evitando ou adiando, tudo o que possa ser evitado ou adiado.
Não parece difícil de perceber e reconhecer que o governo de José Sócrates há muito caíu em total descrédito, ou alguém duvida que as embrulhadas e sucessivas mentiras, o hoje sim, amanhã não, são tema de apreciação internacional, com todas as consequências de falta de confiança no país que daí advêm?
José Sócrates foi, de facto e de muito longe, o pior chefe de governo que o país já teve, e que cedo revelou que, ou não sabia o que dizia ou mentia compulsiva e frequentemente aos portugueses quando, nos piores cenários reais, colocava o país num mundo de fantasia. E muito se poderia ainda dizer sobre tudo isto mas não é isso que presentemente importa. Importa sim, mudar de rumo rapidamente,  e isso só se consegue com outra gente. Gente com outras propostas, com outra verticalidade e unicamente disposta a servir o país e os portugueses.
A dúvida é saber se, de facto, haverá por aí no actual espectro político quem se encaixe neste quadro.
Não creio, mas vamos esperar para ver...

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