Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

domingo, março 06, 2011

Na linha da frente.

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          Já estamos habituados a ser os primeiros onde deveríamos ser os últimos e vice-versa.
Dizia há dias a Srª Merkel que os mercados só voltarão a ter confiança em Portugal quando a economia voltar a crescer.
          O problema para os portugueses é que o governo parece entender que a economia cresce na proporção do aumento de impostos, e não há ninguém que queira perceber que a economia só pode crescer quando o povo tiver dinheiro para comprar o que as empresas produzem.
Uma boa parte da saúde da economia do país, predominantemente importador,   baseia-se no comércio, que gera produção, que gera emprego, que melhora o bem estar social e que, em última análise, gera riqueza.
         O aumento sistemático da carga fiscal e do preço dos  combustíveis resultam em lucros fabulosos das gasolineiras e das receitas do Estado enquanto  asfixiam progressivamente os orçamentos familiares de milhares de portugueses.
         Se a questão da recuperação económica passasse pela injecção de dinheiro no país, Portugal deveria ser hoje uma referência, tendo em conta os milhões de euros provenientes da CE que aqui caíram (ainda caem?) por dia e que, aliados a uma pesadíssima  carga fiscal, deveriam fornecer ao governo todas as condições para um crescimento económico muito acima da média europeia.
          Mas o verdadeiro problema do País enraíza na falta de seriedade  que tem sido transversal a todos os governos, com particular incidência no actual.
          O exercício governativo transformou-se num completo e irresponsável abandalhamento do sentido de estado - que deveria ser a base de toda a governação - e onde impera livremente o jogo de interesses pessoais, acima de tudo.
          Esta forma ligeira, livre  e medíocre de fazer política, outra coisa não pode produzir que o descalabro em que o país se encontra, sem que a responsabilidade por esse facto seja algum dia assacada a alguém.
          Enquanto isso, o povo paga, pacífica e alegremente - enquanto puder -  todas as crises financeiras para as quais nunca contribuiu.
         E de quatro em quatro anos apenas se muda de moleiros...
         
         

1 comentário:

Falcão Peregrino disse...

Nem mais...