Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

quarta-feira, março 30, 2011

VALE A PENA PENSAR NISTO


Entrevista, em 10 pontos, de um professor chinês de economia, sobre a Europa, o Prof. Kuing Yaman - que viveu em França:

1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas, ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam:
lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios. Porque é preciso pagar estes sonhos de miúdos...
2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.
3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.
4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.
5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.
6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.
7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!
8. Dentro de uma ou duas gerações 'nós' (os chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacas de arroz...
9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um desempregado...
10. Vão (os europeus) direitos a um muro e a alta velocidade...

sábado, março 26, 2011

JÁ COMEÇOU

16.09.2010

24.03.2011

25.03.2011
(Clicar nas imagens para aceder às notícias)

Parece que o circo já começou. Não se esperava outra coisa, claro!
Cada vez se reconhece mais a necessidade de uma intervenção externa neste país onde o prato do dia continua a ser "o que é hoje verdade amanhã é mentira".
Como já anteriormente o disse, não haverá que ter qualquer ilusão acerca das medidas austeras que continuarão a caír em cima dos portugueses. Qualquer que seja o governo que se siga, a ordem será de apertar o cinto até ao limite.
Por mim, continuo a defender a intervenção do FMI, essencialmente por uma razão de fundo: o aperto para a classe média/baixa será o mesmo nos próximos anos, com ou sem FMI.  A diferença é que com o rigor e fiscalização dos agentes do  Fundo Monetário Internacional, teremos a garantia de que efectivamente a economia do país vai melhorar, coisa que não parece conseguir-se de outra forma. Por isso deixem-se de tretas e de tentar adiar o inevitável, que só o é por manifesta incompetência das políticas que têm sido seguidas, baseadas num total desnorte das contas públicas desbaratadas vergonhosamente e com aproveitamentos singulares conhecidos de todos.
Não se percebe portanto, o cenário apocalítico que a classe política alia à entrada do FMI  até porque - todos o sabemos - o governo, seja ele qual for, é pouco pais do que um mero moço de recados de Bruxelas. E, neste momento, mais que nunca. Portugal não teve, não tem e nunca terá peso para impôr o que quer que seja em termos de política económica, pelo menos enquanto viver numa completa e total dependência externa como se pode ver no pequeno post abaixo.
Teremos eleições em finais de Maio ou princípios de Junho para eleger um novo governo que, mais enfeite, menos enfeite, vai trazer mais do mesmo, tal é a viciação inerente a esta alternância do poder entre PS e PSD e que a história recente tão bem tem demonstrado.
Neste momento, perfilam-se os amigos e os amigos dos amigos para 4 anos de sucessos... pessoais.
Afinal tratar da vidinha é o que mais importa.

POIS É...

E se for mesmo assim?
A notícia abaixo, será suficiente para se perceber o real estado do Estado, ou ainda não?

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/mercados/dinheiro-divida-juros-da-divida-mercados-crise-agencia-financeira/1242060-1727.html

quinta-feira, março 24, 2011

A grande preocupação

 do país vai, neste momento, para a "crise política" que se terá instalado com o pedido de demissão de José Sócrates.
É importante que se diga que só por teimosia desmedida é que o governo cai. E cai porque  ele próprio quis . O  imbróglio  do PEC4 terá sido apenas a forma "airosa" escolhida pelo governo para se libertar do beco sem saída em que se meteu.
Desde há muito fragilizado e ensarrabulhado em sucessivas situações de descrédito, nada mais lhe restava do que forçar o seu próprio fim, passando  para a oposição o papel de má da fita e libertando-se assim da responsabilidade de novas medidas de austeridade que aí virão.
Parece-me evidente que se o governo quisesse governar e tivesse alguma alternativa credível para o país não teria, de forma alguma, provocado a oposição e o presidente da república da forma como o fez, quando até  este tem demonstrado uma displicência do tamanho do mundo.
Chumbado o PEC, o governo poderia continuar a governar, caso quisesse. Obviamente que todo o país sabia de antemão e desde a primeira hora o desfecho final deste caso. E o governo também o sabia. Mesmo assim, insistiu em levar por diante uma guerra que estava perdida desde o início, o que só prova o que atrás disse de que este desfecho foi uma libertação.
Mas, voltando à tal "crise política" que parece ter tomado uma dimensão maior do que a outra - a económica - não se percebe, de facto, o que é isso de "crise política".
Afinal o governo vai manter-se em funções (de gestão) até novas eleições; o presidente da república continua nas suas funções; os políticos estão cá todos; os partidos já começam a movimentar-se para as eleições.

Confesso que não entendo onde está a crise política. E, mesmo que esteja por aí, tratar-se-á de uma crise que se resolverá no espaço de tempo de cerca de 3 meses. A outra não; a outra vai ficar por cá alguns longos anos...
Não tenho grandes dúvidas de que o novo governo, seja ele do PS ou do PSD, com ou sem coligações, imputará ao país medidas apertadas e duras porque são inevitáveis.
O que ninguém explica é como é que chegámos aqui, apesar de todas as medidas anteriormente adoptadas e que rendem ao Estado rios de dinheiro. E, pior que isso, é não haver forma de responsabilizar estes criminosos de luvas brancas que têm desbaratado  o erário público até à última gota.

quarta-feira, março 23, 2011

Ponto final

Provavelmente estará eminente uma mudança política no país, resultante do debate  e reprovação  do PEC (mais um, o 4º). Face a tudo o que tem sido a realidade política e económica dos últimos tempos, cada dia que passa apenas contribui para ensombrar ainda mais os próximos tempos.
Seja qual for o resultado das eleições que aí vêm, o futuro não será fácil para o país. O próximo governo será certamente Social Democrata (com ou sem coligações) e terá um primeiro e árduo trabalho: restabelecer a confiança na classe política, interna e externamente. Sem ela  muito mais difícil será levar por diante qualquer plano de estabilidade. Para isso, terá de fugir aquilo que se prevê e que é justificar as medidas duras que  estou convencido não serão muito diferentes de todos os PEC's dizendo, quando chegar ao poder,  que afinal o país está muito pior do que se pensava. Disso já todos sabemos.
O que se espera do novo governo é argúcia suficiente para resolver os problemas de endividamento do país e da sua recuperação económica sem que seja à custa da subida dos impostos e da redução dos apoios  em áreas tão fundamentais como a saúde e a educação.
Importa que o governo seja transparente e diga aos portugueses, antes de mais, qual é actualmente o valor global dos impostos assacado aos contribuintes e para onde vai o mesmo; que diga ao país quanto desse dinheiro suporta tantos e tantos cargos altamente remunerados; que explique quanto desse astronómico montante tem sido desbaratado em Fundações e outras futilidades; que ponha as cartas todas na mesa e que explique como chegaram as contas públicas ao estado em que estão, apesar dos sucessivos aumentos de impostos que fustigam barbaramente os contribuintes. E, de seguida, encontrar mecanismos de relançamento da economia assente na produtividade e numa rigorosa aplicação dos dinheiros públicos, evitando ou adiando, tudo o que possa ser evitado ou adiado.
Não parece difícil de perceber e reconhecer que o governo de José Sócrates há muito caíu em total descrédito, ou alguém duvida que as embrulhadas e sucessivas mentiras, o hoje sim, amanhã não, são tema de apreciação internacional, com todas as consequências de falta de confiança no país que daí advêm?
José Sócrates foi, de facto e de muito longe, o pior chefe de governo que o país já teve, e que cedo revelou que, ou não sabia o que dizia ou mentia compulsiva e frequentemente aos portugueses quando, nos piores cenários reais, colocava o país num mundo de fantasia. E muito se poderia ainda dizer sobre tudo isto mas não é isso que presentemente importa. Importa sim, mudar de rumo rapidamente,  e isso só se consegue com outra gente. Gente com outras propostas, com outra verticalidade e unicamente disposta a servir o país e os portugueses.
A dúvida é saber se, de facto, haverá por aí no actual espectro político quem se encaixe neste quadro.
Não creio, mas vamos esperar para ver...

segunda-feira, março 21, 2011

MAIS UM ILUMINADO

Hans-Werner Sin:

“Portugal precisa de um aumento radical de impostos”   (ler mais)


Ora, mas como é que este tipo descobriu que afinal os contribuintes portugueses ainda estão aqui para as curvas, que é como quem diz, folgadinhos, alegres e felizes, e dispostos a ficar sem comer para pagar a desbunda dos sucessivos governos que atiraram o país para o charco?
O que vale é que o governo deve estar por dias, caso contrário não seria de espantar  que o nosso ilusionista primeiro fizesse deste abjecto palavreado mais um PEC.
É difícil não ser mal educado e não o mandar para o c......., sr. Werner!


sábado, março 19, 2011

LEI 2105

Artigo de opinião.

Acabemos de vez com este desbragamento, este verdadeiro insulto à dignidade de quem trabalha para conseguir atingir a meta de pagar as contas no fim do mês.
Corria o ano de 1960...
(Continuar a ler aqui).

segunda-feira, março 14, 2011

MAIS UM NÚMERO DE CIRCO

O primeiro ministro acaba de dizer mais umas larachas para entreter o povo. Nada mais fez do que sacudir a água do seu capote. Já não há mesmo paciência para tanta demagogia, tanta mentira, tanta falta de vergonha.
No início, Portugal era um paraíso à margem de todas as crises; mas veio a crise e... o PEC1. A oposição criticou mas acedeu. O país resmungou mas achou que era inevitável. Mas as contas do governo não eram as contas da Europa e foi necessário criar o PEC2. Com este, Portugal dava um passo de gigante para saír da crise, muito antes do que os outros. Pura mentira; o país estava muito pior do que se pensava.
Veio então o PEC3 com a anuência do PSD que encheu o peito de ar para dizer que estava a prestar um serviço ao país,viabilizando um conjunto de medidas inteiramente direccionadas a quem já mal pode respirar. José Sócrates mostrava o seu sorriso irónico por todo o lado, apresentando-se como o salvador de um pátria que ele próprio degolou. Medidas corajosas que afastavam o fantasma do FMI. E o país lá foi, mais uma vez, no conto do vigário deste mentiroso compulsivo.
Nada mudou e...  veio o PEC4 à revelia da oposição e mesmo do presidente da república.  E com esta gente  virá o PEC5, 6, 7 e nada mudará, porque o compadrio, a trafulhice, os jobs for the boys, os arranjinhos, o despesismo incontrolado, os administradores a ganhar milhões, as fundações, as parcerias, as obras faraónicas, etc, continuam desavergonhadamente a ficar de fora de todos os PEC's.
Como já anteriormente o disse, a culpa de tudo isto há muito que tem um só nome: Cavaco  Silva: um político acomodado, sem coragem e amorfo que parece ter-se demitido das suas responsabilidades. Não lhe basta o discurso crítico na tomada de posse; ao reconhecer o mau serviço que este governo tem prestado ao país, só lhe resta uma opção: correr com ele.
Está à espera de quê? 

domingo, março 13, 2011

UM PAÍS À RASCA

Imagem de "O Público". Clicar para ler a notícia.

Na ordem do dia está, sem dúvida,  o protesto da denominada "Geração à Rasca."
Entendem-se como válidas as razões que levaram ao ajuntamento das pessoas que se manifestaram ontem em diversas cidades do país. Todavia importa não desresponsabilizar por completo a dita geração, que foi sistematicamente assobiando para o lado enquanto o país se afundava económica, social e culturalmente.
Importa não esquecer que esta é uma geração que se alheou - falo na maioria pois há evidentemente excepções, ainda que raras - dos grandes problemas do país;
Importa também lembrar que foi esta a geração que hipotecou valores e deveres lutando apenas por direitos que ela própria se achou com autoridade de impôr;
Foi esta a geração que descaracterizou escolas e universidades, desautorizando professores e educadores;
Foi essa mesma geração que incentivou, apoiou e efectivou o assassínio da língua portuguesa com africanismos, inglesismos e outros estrangeirismos; bué da fixe, meu, topas?
É a mesma geração que tem permanecido alheia às suas obrigações de cidadania de que os actos eleitorais são mero exemplo. Quantos têm tido uma participação activa demonstrando através do voto a sua linha de pensamento? Estou certo que, se um dos motivos da manifestação foi protestar contra a actual classe política, 600 ou 700 mil votos em branco produziriam muito melhor efeito do que igual número de jovens na rua a gritar palavras de ordem contra o governo e oposição, tanto mais que tanto uns como outros padecem de surdez crónica.
Pergunto daqui a esta geração, onde é que ela está quando se trata de discutir os problemas das suas terras? Quantos se disponibilizam para fazer parte dos órgãos autárquicos locais ou municipais, onde podem adoptar uma forma de actuação que rompa com esse passado contra o qual lutam? E dos poucos que o fazem, quantos assumem posições de isenção, independência e rigor em favor dos que os elegeram, sem se deixarem envolver na engrenagem partidária que lhes estende carris em vez de mar aberto?
A título de exemplo, pergunto  onde tem estado esta geração, aqui na minha terra, quando se discute o encerramento da escola ou do posto médico? Claro, da escola já não precisam e do  posto médico, por enquanto também não. Onde estiveram quando se debateu o tema da bacia de retenção, ou dos crimes ambientais que aqui se produziram? Onde estiveram quando se encetou a luta pela manutenção do apeadeiro, etc., etc...
E esta é a outra realidade da tal Geração à Rasca. Uma geração culturalmente pobre (sem o google não sabe coisa nenhuma), educacionalmente debilitada (uns shots resolvem momentâneamente todos os seus problemas), telemóvel-dependente e,  pior ainda, social e politicamente ausente.
Perante isto que esperavam que acontecesse? Que os da geração mais velha lhes continuassem a proporcionar o paraíso?  Pois; o problema é que essa tal geração mais velha - a dos cotas -  está, na sua maioria, a ser esmagada pelo peso dos deveres que lhes são imputados, ao mesmo tempo que os seus direitos vão sendo reduzidos ao mínimo. 
O ponto de viragem que se impunha emanasse da manifestação de ontem não tem a ver com o correr a (merecidos) pontapés com a actual classe política - pois bem sabemos que tal não é possível e, se o fosse, era à minha geração que caberia fazê-lo  -   mas antes com  o compromisso dessa geração de ser ela a fazer esse ponto de viragem pelo empenho, participação e dedicação à causa pública. Ser ela a disponibilizar-se para começar a integrar a política activa e marcá-la pela diferença, para que daqui a 10 anos possamos dizer que valeu a pena aquele murro na mesa dado em 12 de Março de 2011. Não sendo assim, o que ontem se passou não terá sido mais que uma perda de tempo de que amanhã ninguém se lembrará sequer.
E a pergunta fica: estará essa Geração à Rasca disposta a correr por ela própria e a começar a mudar o presente? Se sim, de que está à espera? Sim, porque mudar o futuro é utópico. Ninguém pode mudar o futuro mas antes o momento presente.

quarta-feira, março 09, 2011

CARNAVAL 2011 - CANELAS (2)


CARNAVAL 2011 - CANELAS


Apesar da chuva, o Carnaval de Canelas, Estarreja,  saíu à rua para divertimento de participantes e espectadores.
Por aqui continua a fazer-se  juz ao ditado "quem quer festa  sua-lhe a testa" e, com meios e custos próprios, todos os anos se coloca na rua o tradicional Carnaval Trapalhão. 
Para ver as imagens, clicar na foto acima. Sugere-se a opção "Slide show", para melhor vizualização.

Nota: a galeria de imagens será actualizada ainda hoje.

terça-feira, março 08, 2011

Começa a ser insustentável

 o que se está a passar com os combustíveis neste reino onde só falta o Ali Bá-Bá, porque os outros estão cá todos e são muito mais que quarenta.
Há muito que o governo deveria ter actuado e, desde já, colocar um fim na liberalização dos preços, que não resultou em outra coisa que o enriquecimento (ainda mais) das empresas que comercializam os combustíveis, com prejuízo claro dos consumidores.
Urge parar este processo ganancioso que visa lucros desmedidos, sacados barbaramente e sem qualquer resquício de escrúpulo a quem não tem alternativa (abençoados os que moram perto da fronteira).
Hoje, uma vez mais, voltaram a subir os preços. Estamos a falar de aumentos entre 4 e 6 escudos/litro (clicar na imagem), o que constitui uma verdadeira loucura.
Estará o valor destes aumentos directamente relacionado com o aumento do barril do petróleo? Obviamente que não. A relação directa que se pode estabelecer é apenas com [isto], pois já por aqui se provou, há algum tempo, que Portugal chega a negociar o barril de petróleo a menor preço que a Espanha.
Sabendo-se da importância fulcral do gasóleo no desenvolvimento do comércio e das empresas, colocá-lo  ao mesmo preço da gasolina é querer rebentar por completo com o que resta da economia do país, esfrangalhando ainda mais um sector com sinais claros de debilidade.
Bem sabemos que quem está por trás destas monstruosidades não paga do seu bolso nem os combustíveis nem os carros. Não fosse isso e provavelmente as coisas seriam bem diferentes.

domingo, março 06, 2011

Na linha da frente.

Clicar na imagem para aceder à notícia.
          Já estamos habituados a ser os primeiros onde deveríamos ser os últimos e vice-versa.
Dizia há dias a Srª Merkel que os mercados só voltarão a ter confiança em Portugal quando a economia voltar a crescer.
          O problema para os portugueses é que o governo parece entender que a economia cresce na proporção do aumento de impostos, e não há ninguém que queira perceber que a economia só pode crescer quando o povo tiver dinheiro para comprar o que as empresas produzem.
Uma boa parte da saúde da economia do país, predominantemente importador,   baseia-se no comércio, que gera produção, que gera emprego, que melhora o bem estar social e que, em última análise, gera riqueza.
         O aumento sistemático da carga fiscal e do preço dos  combustíveis resultam em lucros fabulosos das gasolineiras e das receitas do Estado enquanto  asfixiam progressivamente os orçamentos familiares de milhares de portugueses.
         Se a questão da recuperação económica passasse pela injecção de dinheiro no país, Portugal deveria ser hoje uma referência, tendo em conta os milhões de euros provenientes da CE que aqui caíram (ainda caem?) por dia e que, aliados a uma pesadíssima  carga fiscal, deveriam fornecer ao governo todas as condições para um crescimento económico muito acima da média europeia.
          Mas o verdadeiro problema do País enraíza na falta de seriedade  que tem sido transversal a todos os governos, com particular incidência no actual.
          O exercício governativo transformou-se num completo e irresponsável abandalhamento do sentido de estado - que deveria ser a base de toda a governação - e onde impera livremente o jogo de interesses pessoais, acima de tudo.
          Esta forma ligeira, livre  e medíocre de fazer política, outra coisa não pode produzir que o descalabro em que o país se encontra, sem que a responsabilidade por esse facto seja algum dia assacada a alguém.
          Enquanto isso, o povo paga, pacífica e alegremente - enquanto puder -  todas as crises financeiras para as quais nunca contribuiu.
         E de quatro em quatro anos apenas se muda de moleiros...
         
         

terça-feira, março 01, 2011

É carnaval... ninguém leva a mal

Tentado a assistir à última sessão da Assembleia Municipal, acontecida no último dia de Fevereiro e, depois de ponderar se valeria a pena o incómodo, decidi ficar a fazer outras coisas bem mais interessantes.
Confesso que a aprovação da Delegação de Competências nas Juntas de Freguesia era tema merecedor de uma intervenção esclarecedora, não fosse o alheamento e indiferença de 99% da população do concelho sobre o assunto. Mais; arriscaria dizer que, dos cidadãos eleitos para Juntas e Assembleias de Freguesia, e mesmo para a Assembleia Municipal, apenas meia dúzia se terão alguma vez preocupado em, pelo menos, saber as regras por que se regem as ditas Delegações. Daí o ter preferido (também) não me incomodar muito com o assunto.
Contudo, como membro de uma Assembleia de Freguesia, jamais poderia deixar de repudiar a forma como têm vindo a ser preparados e votados (?) os Protocolos com as Juntas.
E, se já começam mal quanto à forma, é no que diz respeito ao conteúdo que a trapalhada é mais visível.
Talvez seja por isso que a Câmara Municipal, após distribuição dos documentos pelas freguesias os quis analisados e devolvidos em dois dias. Coisa nunca vista mas, pelo menos, já terá sido um pouco melhor do que nos anos passados.
Gostaria de dizer aos senhores deputados que ontem terão aprovado as propostas da Câmara Municipal, que existe uma Lei que regulamenta os ditos, Lei essa que nunca tem sido respeitada nas trapalhadas que têm sido remetidas às Juntas. E, se por mero esquecimento ou falha de memória, necessitarem de saber qual é a dita lei, é só dizer.

Antes de mais, as obras delegadas têm de constar obrigatoriamente no Plano de Actividades da Câmara e no Orçamento Municipal, com verbas definidas para a sua realização. Sâo, portanto, obras da responsabilidade da Câmara e que, através de mútuo acordo são delegadas nas Juntas de Freguesia, e não umas tretas forjadas de qualquer forma e feitio à revelia do Plano e Orçamento Municipais, como se pode ver nos tais Protocolos.
Depois, as verbas (constantes no Orçamento Municipal) afectas a essas obras devem ser, nos termos da Lei, transferidos na sua íntegra para as Juntas de Freguesia, ficando estas com a responsabilidade de dar cumprimento à realização das mesmas usando, porém, de liberdade para conseguir formas e meios que levem a que as mesmas se realizem por menor custo, com óbvia vantagem própria.
Como se pode ver , o processo é simples, e quando segue o caminho natural, é eficaz e concede liberdade de acção aos executivos das freguesias, que assim podem mostrar do que são capazes, sem ter que se pautarem por regras unilateralmente impostas.
Bastará pesquisar na internet e analisar meia dúzia de Protocolos de Delegação de Competências, das centenas que por lá estão, para ver que aquilo a que se tem assistido em Estarreja se trata apenas de uma embrulhada ao jeito da Câmara, resultante da acção prepotente, normalmente própria do poder maioritário.
Talvez por isso, e para condizer, tenham sido aprovados em época carnavalesca, o que só por si, representa um bom contributo da CME para a folia.

CARNAVAL INFANTIL 2011

 
Para ver o álbum de fotografias do Carnaval Infantil de Estarreja, 2011, clicar na foto acima. 
Para melhor vizualização, aconselha-se o uso da opção slideshow.

Nota: As fotos estão sem qualquer tratamento, pelo que se alguma for do interesse de alguém, basta que a peça [aqui] para que lhe seja enviada com os ajustes necessários e no tamanho original.


RIA... LIDADES

Um emigrante de Angola chega a Portugal.
No seu primeiro dia, decide sair a ver os arredores da sua nova cidade.
Andando rua abaixo em Lisboa, pára a primeira pessoa que vê e diz:
- Obrigado senhor Português por permitir-me estar em este país onde me deram casa e comida grátis, seguro, médico e educação grátis, obrigado.
A pessoa sorri e reponde:
- ... Sinto muito mas eu sou ucraniano!
O Angolano continua rua abaixo e encontra um outro que caminhava na sua direcção e diz: 
- Senhor português, obrigado por este país tão belo que é Portugal.
A pessoa responde:
- Sinto muito, mas eu não sou português, sou brasileiro.
O Angolano continua o seu caminho. Vê outra pessoa, cumprimenta-a e diz: 
- Obrigado por este país tão belo que é Portugal.
A pessoa, depois de o cumprimentar, diz:
- Muito bem, mas eu não sou português, sou Marroquino.
O Angolano continua o seu caminho, e finalmente vê uma senhora morena e mais ou menos bem vestida que vem ao seu encontro e pergunta:
- Você é Portuguesa?
A mulher sorri e diz:
- Não, sou cigana e sou romena.
Estranho e confuso o angolano pergunta: Mas onde estão os portugueses?
A cigana olha-o de cima abaixo e reponde:
- Espero que estejam a trabalhar para nos sustentar!