Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

sexta-feira, dezembro 31, 2010

quinta-feira, dezembro 30, 2010

Balanço

Intervenção na Assembleia de Freguesia de 30/12/2010.

No final de mais um ano impõe-se, como é natural, o necessário balanço - uma forma de sublinhar os aspectos mais importantes ocorridos, tenham sido eles positivos ou negativos.
Quero começar  hoje a minha intervenção nesta Assembleia, felicitando o Sr. Presidente da Junta, pela coragem e verticalidade demonstradas na última sessão da Assembleia Municipal,  traduzidas no voto contra o Orçamento da Câmara Municipal de Estarreja para o próximo ano.
Completarei 24 anos de dedicação à vida autárquica no final deste mandato - se lá chegar - (4 como membro da Assembleia Municipal + 8 como secretário da Junta de Freguesia + 7 como presidente desta Assembleia e 5 como membro da mesma). E isso deu-me o tempo e experiência suficientes para conhecer todas, ou pelo menos as principais figuras ligadas à política local, bem como as linhas com que a mesma – política autárquica – se cose,  e é por isso que lhe digo, Sr. Presidente, que em Estarreja, é necessário coragem para se votar contra o que quer que venha da Câmara Municipal.  E só quem sente a política de uma forma isenta, responsável e séria é que tem essa coragem. Por isso o felicito vivamente.
Quando atrás referia igualmente a sua “verticalidade” projectava a minha ideia no dever que deve nortear um presidente de Junta e que o deve fazer colocar, acima de tudo, os interesses da sua freguesia não  se deixando  manipular  por aqueles, mais experientes e hierarquicamente superiores que nos vão (des) governando.
Por isso, se há alguns meses lhe disse aqui, neste mesmo local,  que esteve mal - referindo-me à  embrulhada que foram os Protocolos das Delegações de Competências – da mesma forma o aplaudo pela atitude no que diz respeito ao Orçamento Municipal para 2011.
Não se creia, no entanto, que sinto qualquer satisfação pelo facto de o Sr. Presidente da Junta de Canelas ter votado contra o dito Orçamento. Qualquer um de nós teria certamente preferido  ter assistido a um voto favorável, sinal de que Canelas teria – finalmente -  sido contemplada meritoriamente nas intenções da Câmara Municipal, coisa que perante este Orçamento, nenhum presidente de Junta poderia fazer em consciência, tal como o fez – e muito bem – o José Gabriel. Pela minha parte, fico-lhe grato e posso dizer-lhe que tomaria a mesma atitude.
De facto, o Orçamento Municipal para o próximo ano de 2011 é, uma vez mais, desigual e penaliza, como tem sido hábito nestes últimos anos, as freguesias mais pequenas do concelho.
 A propósito, é importante que se diga quais são as obras que a Câmara inscreveu no seu Plano da Actividades para realizar em Canelas mas, mais interessante será fazer uma, ainda que breve, análise comparativa entre a ficção e a realidade, o mesmo é dizer, entre o que se escreve e o que se faz.
Recorrerei, para tal,  a um pequeno mapa e para cuja análise  peço a vossa atenção.
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Depois de esclarecidos sobre esta forma já usual de desrespeito por estes documentos e, em última análise, pelo povo desta freguesia e que é sobejamente conhecida de todos quantos se preocupam com estas coisas, a atitude do Sr. Presidente da Junta é, de facto, um exemplo, como disse, de coragem e de verticalidade. Pena é que pouca gente dele se aperceba, da mesma forma que a maior parte dos habitantes da freguesia permanece alheia  a tudo isto.
Não fosse isso e, com toda a certeza, teríamos hoje uma Câmara diferente, com projectos diferentes e sérios para o concelho e para esta freguesia, e que trabalharia - mesmo com uma Junta de Freguesia eleita por partidos diferentes  - de uma forma completamente distinta, concedendo-lhe os apoios necessários para o desenvolvimento de projectos de  outra dimensão.
Estou certo que se não nesta legislatura, na próxima o tema da Regionalização voltará a estar no agendamento político nacional, e com ela a reestruturação administrativa dos Distritos, Concelhos e Freguesias.
A nossa freguesia tem presentemente cerca de 1280 cidadãos inscritos nos cadernos eleitorais, dos quais apenas costumam votar cerca de 800 / 850, sendo que, em bom rigor, os eleitores efectivos pouco passarão dos mil, o mesmo é dizer que Canelas está muito próxima do limite mínimo aceitável para manter a sua independência administrativa – 1000 eleitores.
O que resultará muito provavelmente com a reestruturação das autarquias – não é novidade para ninguém -  é a junção de duas ou mais freguesias com menos de 1000 eleitores cada.
Não querendo transformar a freguesia numa super-metrópole, urge no entanto criar condições para que a população aumente, ainda que pouco,  nos próximos anos.
Isso implicará inevitavelmente o abandono desta política de tapa-buracos, de pontes para o deserto e de parques de merendas, que vem sendo seguida dando lugar à projecção de obras, infra-estruturas e equipamentos que tragam bem-estar à população, tornando a nossa terra habitacionalmente atractiva.
Uma terra cujos habitantes tenham de ir comprar os seus medicamentos fora, que vê a sua escola ameaçada, que convive constantemente com a falta de médico na sua Unidade de Saúde, que tem o seu Centro Social sem possibilidade de receber sequer mais um utente, que de eventos  culturais  pouco tem a oferecer ao longo do ano a quem por aqui passe e onde quem quer que se desloque a um estabelecimento comercial não tem onde estacionar, não é atractiva para ninguém.
E é isso que importaria combater e inverter, e para o qual a Câmara Municipal tem a obrigação de colaborar através da delineação de Planos de Actividades onde se inscrevam obras que tragam alguma mais-valia  às freguesias mais pequenas do concelho, por forma a que  as mesmas possam sair da linha de água em que se encontram.
Ao concentrar e aplicar todo o esforço financeiro nas freguesias maiores do concelho, a Câmara Municipal está a traçar o destino das mais pequenas.
Uma análise pelas Grandes Opções do Plano para os próximos anos é sintomática e mostra perfeitamente que para esta Câmara, Canelas não é motivo de qualquer preocupação.
Poderia aqui perguntar, exceptuando o almoço acontecido durante a Mostra Gastronómica de Setembro, quantas vezes mais veio cá o Sr. Presidente da Câmara. A quantas sessões da Assembleia se dignou estar presente para nos ouvir? É óbvio que lhe reconheço a falta de tempo, mas não era presidente da Câmara quando há um ano e pouco percorreu porta-a-porta as ruas da freguesia (desta e das outras)?
Que me recorde -  e fica para a história - durante o ano que se apresta para terminar, tivemos a honra de aqui ter tido uma única vez,   não o Sr. Presidente mas o seu vice que, efusiva e brilhantemente,  ousou – diria -  quase insultar alguns elementos desta Assembleia.
É pena, de facto, que aquele mundo cor-de-rosa pintado durante as campanhas eleitorais, cedo se transforme naquilo a que já estamos habituados e que só ilude mesmo quem anda distraído ou desligado destas coisas.
Não pretendo abordar aqui e agora a actuação da Junta de Freguesia durante o presente ano, que excluindo algumas situações pontuais me parece positiva.
Reconheço-lhe a boa vontade e também a dificuldade de se mexer num meio que lhe é/era completamente desconhecido e onde os apoios prometidos acabam por não vir ou ficar muito aquém, muito embora não sirva esse facto de justificação para tudo pois, como diz o povo, “quem não quer ser lobo não lhe veste a pele”.
O próximo ano será, seguramente de mais exigência, de mais rigor  e de maiores desafios. Aqui estaremos para colaborar sempre que necessário for, felicitando ou criticando construtivamente, baseados no respeito que nos merecem as pessoas e as instituições e com o sentido exclusivamente apontado para os  superiores interesses da freguesia e da sua população, em detrimento de qualquer orientação político-partidária, tal como se verificou ao longo do ano presente.
Termino apresentando na mesa duas Propostas que passo a ler.


segunda-feira, dezembro 27, 2010

BARALHA E TORNA A DAR

A propósito [disto], recordei-me de uma antiga cantiga popular que, se a memória me não falha, rezava  assim:
Ora Viva a pândega,
Ora viva a pândega, ora viva lá,
Como a nossa pandega não há, não há.
Já não há, não há, já não pode haver.
Lari-ló-le-la, toca a folgar toca a rir
Que venha p`ró nosso rancho
Quem se quiser divertir.

sábado, dezembro 25, 2010

Em dia de Natal,

 e a propósito, partilho aqui mais um belo soneto do quase desconhecido Francisco Joaquim Bingre
(1763-1865), poeta de Canelas - Estarreja.
 (Clicar na imagem)

sexta-feira, dezembro 24, 2010

terça-feira, dezembro 21, 2010

PRENDA DE NATAL

É já um hábito, em cada ano e por esta altura, trazer aqui o Plano de Actividades da Câmara Municipal de Estarreja que, por coincidência, irá hoje a votos na Assembleia Municipal.
É certo que, infelizmente,  este assunto continua longe da preocupação da quase totalidade de quem por aqui vive, o que só por si, justifica o esfregar de mãos da edilidade que, como já é hábito, para cá atira umas esmolas  suficientes para calar o povo, mas não aqueles que se preocupam com o futuro da sua terra e com o seu desenvolvimento.
Pois bem, uma vez mais, a digníssima Câmara Municipal esteve ao seu melhor nível no que diz respeito a esta freguesia de Canelas. Senão vejamos o quadro [aqui].
Começando por uma breve análise pelas obras previstas e inscritas para 2010, apenas uma está a decorrer: o alargamento da rua da Barroca que já estava nos planos da Câmara de 2009. Todas as outras que lá constam, nada. Já é hábito. Algumas ainda passaram para 2011; outras simplesmente desapareceram do mapa, como se pode ver.
Mas, voltando ao Plano para 2011, segundo o que se pode ler no Jornal de Estarreja de 10 de Dezembro p.p., Canelas terá 15.000 euros para o Centro Cívico - obra que já vem de 2007 sem que nada tenha sido feito; 17.500 euros para o Parque Álvaro Nora - pagamento de obras realizadas; 10.000 euros para uma variante ao Centro Cívico - que já vem também de 2007, pelo menos; 26.000 euros para o alargamento da rua da Barroca - que está presentemente a ser executado; 23.000 euros para a rua (presumo que seja viela) Banda Bingre - vem também de 2009 sem verba definida nessa altura; 1.000 euros para pagamento de obras realizadas no caminho da Arregaça - obras realizadas em 2009; e por fim, 15.000 euros para uma ligação do Largo Francisco Bingre à rua de S. Tomé (?). 
Tudo somado dá 177.500 euros que, como sempre, serão transferidos para outras obras, provavelmente para outras freguesias, porque aqui o povo, alheio a tudo, contenta-se com umas festarolas de vez em quando.
Pela parte que me toca, como autarca e como Canelense, agradeço publicamente ao Sr. presidente a bondade e o esforço que terá feito para que esta freguesia lhe não estrague o Orçamento Camarário, tão necessário para outras nobres realizações com que vai brindando o concelho, na certeza de que o farei pessoalmente quando tiver oportunidade para tal.
Perante isto, resta-me esperar pela demonstração de desagrado do representante da freguesia na Assembleia Municipal, que só poderá ter uma forma de o fazer: votando contra este Orçamento.

domingo, dezembro 12, 2010

ESTAÇÃO VIVA

Canelas tem a partir de hoje a sua Estação Viva aberta ao público. Um espaço que, tal como foi referido no momento da inauguração, se pretende de todos e para todos.
Neste abrir de portas, o visitante pode apreciar e comprar alguns trabalhos de artesanato produzidos por gente da freguesia, bem como outros artigos da região.
O espaço serve também de apoio aos percursos da Bioria disponibilizando informação e bicicletas aos interessados.
Para já, a Estação Viva estará aberta às segundas em dois períodos - das 9h30 às 12h30 e das 20h00 às 23h00 - e às terças, quartas e quintas das 14h30 às 17h00, funcionando nesses períodos como oficina de artes.

Da inauguração  propriamente dita, pena que não tivesse sido feita qualquer referência histórica ao edifício, cujas paredes latejam de histórias e memórias.
Canelas possui apeadeiro próprio desde o longínquo ano de 1902 (Salreu veria essa conquista apenas em 1911), mas o edifício da antiga Estação - erecto pelo povo da freguesia - viria a ser construído apenas em finais dos anos 30 do séc. XX.
Inaugurado   em 1940,  desde logo se revestiu   de grande importância e orgulho para as gentes de Canelas.   Do carinho a ele dispensado falam os diversos prémios arrecadados nos concursos das Estações Floridas da CP.
O processo de reestruturação da CP votou-o ao abandono durante cerca de duas décadas e meia, tendo sido recuperado para a freguesia através de um protocolo entre a REFER e a Câmara Municipal de Estarreja, responsável pelas obras de restauro em 2009.

sexta-feira, dezembro 10, 2010

TEMOS DE MUDAR DE VIDA

Do Diário de Aveiro: 
Estarreja: “Vamos ter de mudar de vida”, avisa presidente da Câmara.
 (ler aqui).
Eu diria que já devíamos de ter mudado de vida há tempo suficiente para que se pudesse aproveitar o que ainda é possível.
Aproximamo-nos do fim dos QREN's (que novidade!),  o mesmo é dizer, das candidaturas aos Fundos Europeus que permitiriam a aplicação de apoios comunitários em Projectos de desenvolvimento local e/ou regional.
No entender do Sr. presidente, "Estarreja  tem sido uma boa aluna" nesta matéria de captação de fundos. Pena é que os mesmos não tenham sido aplicados no que deveriam: nos tais Projectos   que pudessem trazer a  Estarreja ( e Estarreja são 7 freguesias, convém lembrar), as estruturas que levassem  ao progresso e desenvolvimento do concelho.
Os anos passam e vamos batendo palmas pela instalação de um punhado de pequenas empresas  num Eco-Parque último modelo, mas de onde têm fugido os grandes empregadores. Mas somos felizes assim.
Aqui por esta mui nobre, leal e serviçal Canelas, o único Projecto co-financiado  dado à luz por tão ilustre aluna, dá pelo nome  de Bioria, e traduz pela implantação de  cerca de uma dezena de painéis e  uma torre de observação,  ao longo de dois pequenos percursos existentes há séculos no  coração dos campos do Baixo Vouga Lagunar. E por aqui se ficou a aula, porque a seguir tocou para intervalo e não houve tempo para mais lições.
Canelas tem hoje inscritos no Recenseamento Eleitoral 1280 cidadãos, sendo que a realidade apontará apenas para pouco mais de mil. Não tenho grandes dúvidas de que, num futuro próximo, as freguesias com menos de 1000 eleitores perderão a sua independência administrativa, o mesmo é dizer que serão absorvidas por outras com maior população.
É por isso que tenho insistido na necessidade de desenvolvimento das pequenas freguesias, contrariando esta tendência estúpida de tudo concentrar na sede do concelho enquanto, sem que nos importemos, se vão perdendo as oportunidades que poderiam inverter a situação. E isto porque nos contentamos com uns arranjos de um ou outro caminho, uma ou outra festarola e uma pincelada de cal branca nos "muros" a caír de velhos.
Apetece-me, a propósito,  transcrever aqui e agora um poema de Maiakovski:
Na primeira noite, eles aproximam-se
e colhem uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam o nosso cão.
E não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles, entra
sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo o nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.

E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.



 

terça-feira, dezembro 07, 2010

NU E CRU


 Texto recebido por mail. Se alguém conhecer o autor, dê-lhe os parabéns pela clarividência, pela coragem e pela lucidez que parece rarear no espírito dos portugueses.

Aparentemente, passámos de um destino de navegadores a clientes de segunda de alfaiatarias, uma, dos anos 50, da Rua dos Fanqueiros, outra, ainda mais miserável, de um gajo "licenciado" nas Novas Oportunidades, que se deslumbra com tecidos que lhe assentam francamente mal.
Vou ser breve, e introduzir já a frase com que se deverá concluir este texto: chegámos ao tempo em que é preciso fazer cortes, mas não nos salários, e, sim, em certas cabeças.
O Sr. Aníbal, de Boliqueime, com a sua corja de Ferreiras do Amaral, de Leonores Belezas, de Miras Amarais, de Dias e Valentins Loureiros, de Duartes Limas, do Eurico de Melo, de Durões Barrosos e tantos outros nomes do estrume que já se me olvidaram, inaugurou o derradeiro ciclo de declínio de Portugal, quando vendeu o Estado a retalho, e permitiu que os Fundos, que nos iam fazer Europeus, fossem fazer de forro de fundo de bolsos de gente muito pouco  recomendável. A apoteose dessa desgraça teve vários rostos, as Expos, do ranhoso Cardoso e Cunha, e a mais recente, o BPN, onde estavam todos, 20 anos depois, refinados, enfim, tanto quanto o permite o refinamento da ralé, e isso custou ao Estado um formidável desequilíbrio,
que a máquina de intoxicação, feita de comentadores de bancada, de ex-ministros que tinham roubado, e queriam parecer sérios, e de carcaças plurireformadas, de escória, em suma, que há muito devia estar arredada do palco da Opinião, nos fez crer ser uma "Crise".
Depois, veio a outra "Crise", a Internacional, cozinhada em Bilderberg, e que se destinava, como se destinará, a criar um Mundo mais pobre, de cidadãos mais miseráveis, cabisbaixos, e impotentes. Nem Marx sonhou com isso: é mais Asimov, Orwell e uns quantos lunáticos de ficção científica reciclada em Realidade, e vamos ter, nós, os intelectuais, de prever e preparar as novas formas de reagir, contra esse pântano civilizacional. A seu modo, será uma Idade do Gelo Mental e Social, minuciosamente preparada, para a qual, aviso já, não contem comigo.
Como na Epopeia de Jasão, depois do miserável Cavaco, vieram os Epígonos, os "boys-Matrix" do Sr. Sócrates, um Matrix de Trás os Montes, o que, já de si, cheira a ovelha, animal que só estimo naquela classe de afectos que São Francisco de Assis pregava, e nada mais. Podem chamar-se o que quiserem, Pedros Silvas Pereiras, a Isabel Alçada, a aquecer os motores para substituir o marido na Gulbenkian, mal ele se reforme; a mulher a dias do Trabalho, e aquele pequeno horror, chamado Augusto Santos Silva, que parece uma barata de cabelos brancos. Esta gente toda convive connosco, quer-nos levar ao abismo, e fala da inevitabilidade de "cortes".
Eu também estou de acordo: toda a frota de carros da Administração Pública deve ser vendida em hasta pública -- pode ser aos pretos da Isabel Dos Santos, que adoram essas coisas... -- e passe social L123, para todos os Conselhos de Administração, com fedor de Vara, Cardona, Gomes, ou Zeinal Bava. Os gabinetes imediatamente dissolvidos, e os assessores reenviados para os centros de reinserção social, para aprenderem o valor do Trabalho, e não confundirem cunhas com cargos; os "Institutos", de quem o Vara era especialista, e o Guterres, num súbito fulgor de não miopia chamou "o Pântano"; os "off-shores"; a tributação imediata de todas as especulações
financeiras com palco português, feitas em plataformas externas; a indexação do salário máximo, dos tubarões, aos índices mínimos das bases, enfim, uma espécie de socialismo nórdico, não o socialismo da treta, inaugurado pelo Sr. Soares, e transformado depois, nesta fase terminal, em esclavagismo selvagem, pela escória que nos governa.
Acontece que, se os Portugueses sentissem que estavam a ser governados por gente honesta, e tivesse acontecido um descalabro financeiro, prontamente se uniriam, para ajudar a salvar o seu pequeno quintal. Na realidade, a sensação geral é a de que há, ao contrário, um bando de criminosos, inimputáveis, que se escaparam de escândalos inomináveis, de "Casas Pias", de "Freeports", de "BPNs", "BPPs", "BCPs", "Furacões", "Independentes", Hemofílicos", "Donas Rosalinas", "Noites Brancas" e tanta coisa mais, que dispõem de um poder de máfia e associação tal, que destruíram a maior conquista do Liberalismo, a separação dos Poderes, tornando o Judicial uma sucursal dos solavancos políticos, do rimel das Cândidas e das menos cândidas, das Relações, e das relações dos aventais, das "ass-connections" e das Opus, enfim, de uma Corja, que devia ser fuzilada em massa, que roubou, desviou, pilhou e, agora, vem tentar sacar a quem tem pouco, muito pouco, ou já mesmo nada.
Somos pacíficos, mas creio que chegou a hora de deixarmos de o ser. Pessoalmente, não tenho armas, mas já escolhi alguns alvos.
Curiosamente, se pudesse, nem seria um Político aquele que eu primeiro abateria, seria uma coisa, uma lêndea, um verme pútrido, chamado Vítor Constâncio, que julga que, por estar longe, fugiu da alçada de um qualquer desvairado que se lembre de ainda o esborrachar com o tacão.
Infelizmente, ou felizmente, nem sou violento, nem tenho armamento em casa, porque é chegada a hora, não dos cortes no bem estar de quem tem pouco, mas nas cabeças que provocaram, ao longo de décadas, o imenso horror em que estamos.
Toda a gente lhes conhece os rostos, e suponho que será unânime na punição.
Por muito menos, há quase 100 anos, deitou-se abaixo um regime, cuja corrupção era uma brincadeira, ao lado do que estamos a presenciar.
Não tenho armas, digo, mas menti, porque, de facto, tenho uma, e que é a pior de todas, o Dom da Palavra, e acabei, esta noite, de voltar a tirá-la do bolso.
Espero que vos faça acordar.

sábado, dezembro 04, 2010

OS MALABARISTAS

Ministro não vê razões para alterar calendário do TGV.

Para ler [aqui].

Não é para admirar, mas talvez mudasse de ideias se lhe oferecessem um  relatório do estado económico do país em Braille.

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"Escrevi há sete anos sobre o que está a acontecer em Portugal"

Para ler [aqui].

E há quantos anos é  sua Ex.ª o palhaço-mor presidente  deste circo ? Não tem responsabilidade? Nada podia ter feito?
Ora, vá passear, para não dizer mais nada (que bem me apetecia neste momento)!

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Açores: ajuda aos funcionários «não custa um cêntimo ao Estado».

Para ler [aqui].


Pois não. De onde vai o dinheiro para o Orçamento dos Açores?
Vejam-se, por exemplo, [aqui] os Códigos 6.03.01 e 10.3 - são apenas 30 milhões, (mais de metade do Orçamento), coisa pouca.
Já todos percebemos quem é que tem de pagar pela desfaçatez desta gente, mas querem enganar quem?
Roubem, saquem, desviem, encham os bolsos, façam o que quiserem mas, por favor, calem-se!