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sábado, novembro 13, 2010

MAIS QUE LIMPAR FLORESTAS...

Este texto, enviado pelo Abel ao Secretário de Estado da Protecção Civil, ao presidente da AR e aos grupos parlamentares que lá têm assento, é um acto de cidadania que subscrevo inteiramente.
Mas, pior que a medida alvitrada pelo ilustre governante é perceber-se que há gente que a aplaude como se tal viesse a ser o justo castigo para aqueles que trabalharam 5, 10, 20 ou 30 anos e, de repente se viram na situação de desempregados.
Ora, o governo ao conceder a estes cidadãos o subsídio de desemprego, nada mais estará a fazer do que restituir-lhes uma parte (ínfima) do que os próprios entregaram ao erário público.  Será difícil de perceber? Infelizmente para muita gente é.
No que diz respeito à medida em si (colocar os recebedores do subsídio de desemprego a limpar as florestas), faltou ao Abel referir, por exemplo, a mão-de-obra hábil e qualificada disponível nos hotéis estabelecimentos prisionais, que todos estamos a pagar, bem como toda a outra que os ilustres juízes deste condado - por força da lei que protege os gatunos, os insurrectos, os agressores, os pedófilos e companhia - desperdiçam diariamente e aos montes, e que vagueia pelas ruas das cidades, vilas e aldeias.
Falta também integrar neste lote, todos os distintos cidadãos a quem - após meia dúzia de anos a contribuir activamente para a derrocada financeira do país -   foram atribuídos subsídios de reintegração no valor de milhares de euros, e os que criteriosamente foram colocados em estâncias de férias e que por lá continuam a sugar os impostos de todos nós.
Somadas as sugestões, estou certo que, por cada um dos titulares do subsídio de desemprego se arranjarão 4 ou 5 dos outros. Mas esses - os outros - são e serão sempre intocáveis.

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