Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

terça-feira, novembro 30, 2010

LINK XXX

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nacional de actos sexuais explícitos e outras coisas piores...
(PARA MAIORES DE 18 ANOS)

ANÁLISE

"Devemos ter a coragem de libertar as forças produtivas."

Uma entrevista para ser levada a sério, a ler [aqui].

terça-feira, novembro 23, 2010

A propósito

 da greve geral marcada para amanhã, adivinha-se uma paralização quase completa de diversos sectores,  os mesmos de sempre a responderem à chamada das centrais sindicais.
Importa referir que entendo por justos os motivos de mobilização da sociedade portuguesa que vê, na  generalidade, a sua qualidade de vida baixar drasticamente e muito por culpa das medidas a que está a ser submetida por este governo enquanto, por outro lado, a despesa pública continua a aumentar.
E, se quisermos ilustrar o desnorte, a  falta de rigor e o abuso de poder perpetrados por esta gente, encontraremos um nunca mais acabar de situações. Bastaria até lembrar o recente caso dos blindados comprados (com carimbo de urgência, que terá sido motivo para evitar o "obrigatório" concurso público) para segurança da cimeira da NATO e que chegaram... depois da dita ter terminado.
Pois bem, apesar de todos os que decidirem aderir à greve estarem a fazer uso de um direito consignado na Constituição Portuguesa (artº 57º), bem como da justiça dos princípios inerentes à dita (greve), parece-me, neste momento um acto irreflectido e irresponsável, porquanto se adivinham sérias repercussões nos sectores económicos do país, já de si tão debilitados.
De facto, se é justa a manifestação de desagrado, o mesmo não se poderá dizer do impacto que possa vir a ter uma acção do género havendo, por certo, outras formas de o demonstrar. E, uma delas, é certamente o uso de um outro direito ao dispor de todos os cidadãos com 18 ou mais anos de idade: o voto.
Se a memória não me falha, a última greve geral aconteceu em Maio de 2007, contra as políticas deste mesmo governo. Passados dois anos, a maioria do povo português voltou a confiar-lhe o destino do país. A isto chamaria eu de imaturidade da democracia. Uma imaturidade que tem produzido os efeitos que estão à vista de todos - os de cá e os de fora.
Por outro lado, valerá a pena pensarmos que a greve geral não vem resolver coisa alguma. O manancial de medidas, asfixiantes da classe média, vai mesmo cair sobre ela  e o seu impacto hostil será uma realidade, como real é a grave situação  do país.
Mas, pior ainda, é o facto de pouca gente acreditar que, mesmo com todas essas medidas, se consiga alcançar algum equilíbrio das contas públicas, tal a falta de racionalidade das opções que o governo vai tomando pois, apesar da completa dependência externa em que o país se encontra, continua a insistir em projectos desajustados para o momento actual.
Para finalizar, a acontecer uma paralização geral, parecia-me mais justa na altura em que se começaram a cozinhar as trapalhadas que nos levaram ao actual estado de coisas. E estou certo de que muita gente sabia - ou tinha a obrigação de saber - o caminho que estava a ser trilhado. 
Assim, para a história ficará apenas o registo de mais uma greve que, por maior adesão que tenha, não produzirá qualquer efeito prático e de melhoria no futuro dos portugueses. E é por isso que se luta, ou não?

terça-feira, novembro 16, 2010

O CIRCO NO SEU MELHOR

"Os participantes no primeiro Congresso Internacional sobre Sexualidade e Educação Sexual, que terminou anteontem em Aveiro, defendem o alargamento da educação em sexualidade aos jardins de infância e estabelecimentos de ensino superior." 
In O Diário de Aveiro (aqui).

Parece que, finalmente, foi encontrada a solução para o insucesso escolar. E, como de pequenino é que se torce o pepino... lá teremos um dia destes aulas de sexualidade aos 4 anos de idade. 
Bem, pode ser que seja um passo importante para que daqui a 20 anos o país possa ter gente de "tomates" pois bem precisará, certamente.
Quanto ao ensino superior, já estava a fazer falta mesmo. Poderá, porventura, perguntar-se quem é que vai dar as aulas: os professores ou os alunos?
País de fantoches.

sábado, novembro 13, 2010

MAIS QUE LIMPAR FLORESTAS...

Este texto, enviado pelo Abel ao Secretário de Estado da Protecção Civil, ao presidente da AR e aos grupos parlamentares que lá têm assento, é um acto de cidadania que subscrevo inteiramente.
Mas, pior que a medida alvitrada pelo ilustre governante é perceber-se que há gente que a aplaude como se tal viesse a ser o justo castigo para aqueles que trabalharam 5, 10, 20 ou 30 anos e, de repente se viram na situação de desempregados.
Ora, o governo ao conceder a estes cidadãos o subsídio de desemprego, nada mais estará a fazer do que restituir-lhes uma parte (ínfima) do que os próprios entregaram ao erário público.  Será difícil de perceber? Infelizmente para muita gente é.
No que diz respeito à medida em si (colocar os recebedores do subsídio de desemprego a limpar as florestas), faltou ao Abel referir, por exemplo, a mão-de-obra hábil e qualificada disponível nos hotéis estabelecimentos prisionais, que todos estamos a pagar, bem como toda a outra que os ilustres juízes deste condado - por força da lei que protege os gatunos, os insurrectos, os agressores, os pedófilos e companhia - desperdiçam diariamente e aos montes, e que vagueia pelas ruas das cidades, vilas e aldeias.
Falta também integrar neste lote, todos os distintos cidadãos a quem - após meia dúzia de anos a contribuir activamente para a derrocada financeira do país -   foram atribuídos subsídios de reintegração no valor de milhares de euros, e os que criteriosamente foram colocados em estâncias de férias e que por lá continuam a sugar os impostos de todos nós.
Somadas as sugestões, estou certo que, por cada um dos titulares do subsídio de desemprego se arranjarão 4 ou 5 dos outros. Mas esses - os outros - são e serão sempre intocáveis.

segunda-feira, novembro 08, 2010

CARTA AO PRIMEIRO MINISTRO

Recebido por mail. (Clicar no texto).
 

PROMOÇÕES

NOVA LÍNGUA PORTUGUESA

Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos pretos 'afro-americanos', com vista a acabar com as raças por via gramatical, isto tem sido um fartote pegado!
As criadas dos anos 70 passaram a 'empregadas domésticas' e preparam-se agora para receber a menção de 'auxiliares de apoio doméstico' .
De igual modo, extinguiram-se nas escolas os 'contínuos' que passaram todos a 'auxiliares da acção educativa'.
Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por 'delegados de informação médica'.
E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em 'técnicos de vendas '.
O aborto eufemizou-se em 'interrupção voluntária da gravidez';
Os gangs étnicos são 'grupos de jovens'
Os operários fizeram-se de repente 'colaboradores';
As fábricas, essas, vistas de dentro são 'unidades produtivas'e vistas da estranja são 'centros de decisão nacionais'.
O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à 'iliteracia' galopante.
Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes 'Conforto' e 'Turística'.
A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e mal educadas»; diz-se modernamente que têm um 'comportamento disfuncional hiperactivo'
Do mesmo modo, e para felicidade dos 'encarregados de educação' , os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, 'crianças de desenvolvimento instável'.
Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado 'invisual'. (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o 'politicamente correcto' marimba-se para as regras gramaticais...)
As putas passaram a ser 'senhoras acompanhantes'.
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em 'implementações', 'posturas pró-activas', 'políticas fracturantes' e outros barbarismos da linguagem.
E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico.
Estamos lixados com este 'novo português'; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress. Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma 'politicamente correcta'.
E falta ainda esclarecer que os tradicionais "anões" estão em vias de passar a "cidadãos verticalmente desfavorecidos"...
Os idiotas e imbecis passam a designar-se por "indivíduos com atitude não vinculativa"
Os pretos passaram a ser pessoas de cor.
O mongolismo passou a designar-se síndroma do cromossoma 21.
Os gordos e os magros passaram a ser pessoas com disfunção alimentar.
Os mentirosos passam a ser "pessoas com muita imaginação"
Os que fazem desfalques nas empresas e são descobertos são "pessoas com grande visão empresarial mas que estão rodeados de invejosos"
Para autarcas e políticos, afirmar que "eu tenho impunidade judicial", foi substituído por "estar de consciência tranquila".
O conceito de corrupção organizada foi substituído pela palavra "sistema".
Difícil, dramático, desastroso, congestionado, problemático, etc., passou a ser sinónimo de complicado
 
É este o nosso Portugal: um país camuflado pela nova linguagem -  grande parte dela importada de quem nunca foi exemplo para ninguém -  que aceitamos pacificamente, como se a realidade se pudesse transformar com vocábulos sonantes e modernos.

sábado, novembro 06, 2010

O CUSTO DA DEMOCRACIA - 2

Ainda na sequência do post infra, parece-me interessante revelar aqui alguns dados de um estudo efectuado por Manuel Meirinho, docente do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade Técnica de Lisboa, que faz uma síntese da despesa pública com os partidos e actos eleitorais entre 1993 e 2004, comparando-a com as previsões para o período 2005-2013.
Importa começar por referir que em 2005 entrou em vigor a Lei do Financiamento dos Partidos Políticos e das Campanhas Eleitorais que tinha sido aprovada em 2003.
Vejamos então os "benefícios" para o País advindos da tal Lei:

Campanhas Eleitorais - Legislativas
Em 1993 a subvenção para as campanhas eleitorais para as legislativas, correspondia a 2500 Salários Mínimos Nacionais (SMNs); Em 2000 passou para os 10.000 SMNs, sendo proibidos os donativos das empresas. Em 2003 o valor  subiu para 20.000 SMN.

Campanhas Eleitorais - Presidenciais
Antes, a subvenção pública era de 1250 SMN; com a nova lei, subiu para os 10.000 SMNs!

Financiamento dos partidos
Entre 1993 e 2004 (11 anos com 17 eleições), o Estado deu de subvenções às campanhas eleitorais  e à actividade dos partidos, um valor global de 97,3 milhões de euros; de 2005 a 2013 (9 anos com 13 eleições) a previsão é de 376,3 milhões de euros!

Conclusão: entre 1993 e 2013, o Estado gastou/gastará cerca de 570 milhões de euros a propagandear, eleger e promover esta gente que tem arrastado o país para a situação caótica em que se encontra.
Somem-se também os vencimentos dos "artistas", as restantes rubricas dos Orçamentos da Assembleia da República (o de 2010 ascende a 100 milhões euros),  carros,  telemóveis, viagens, subsídios, as derrapagens financeiras das empreitadas públicas, etc. e perceber-se-á que esta "democracia" tem um preço em Portugal que o país não pode pagar.

Para terminar, e em jeito de curiosidade, alguém consegue explicar porque é que em todos os Orçamentos da Assembleia da República há uma verba destinada a Campanhas Eleitorais, mesmo nos anos em que  não há eleições (2007: 15 milhões e 826 mil euros; 2008: 2 milhões e 848 mil euros; 2009: 70 milhões e 577 mil euros; 2010: 60 milhões e 938 milhões de euros)?

O CUSTO DA DEMOCRACIA

Aconteceu em Portugal, em 2009, esta coisa assombrosa de ter havido 3 actos eleitorais (distintos e separados) em 4 meses.
Por essa altura, no dizer dos nossos governantes, a crise, que afectava a europa e o mundo, andaria longe do reino luso - o que só por si parece ser motivo para que dos cofres públicos tenham saído de 116,5 milhões de Euros para dar cobertura às 3 eleições referidas.
Deste valor, cerca de 74 milhões foram destinados às campanhas eleitorais, e destes,  60 milhões o foram só para as eleições autárquicas.
Aos membros das mesas ou assembleias de voto foram pagos 14 milhões de euros pelo exercício de tais funções, nos três actos eleitorais.
Ora, parece haver aqui uma grande margem de manobra para encurtar a depesa pública, quer nos montantes atribuídos às campanhas eleitorais (um verdadeiro exagero) quer nas compensações dos membros das mesas de voto que, além dos 70,50 euros têm ainda direito a um dia de folga.
Assuma o Estado a redução da comparticipação para as campanhas políticas e estarão criadas as condições para o que a seguir se propõe.
Não discutirei  a justiça da tal compensação aos membros das mesas de voto mas, em tempos difíceis, tudo o que puder contribuir para a redução da depesa pública poderá minorar os sacrifícios de todos - assim o queiram os nossos governantes - e convenhamos que 4 milhões e 600 mil euros por eleição não são propriamente migalhas.
Por essa razão, agora e mais que nunca, torna-se necessário ressuscitar o sentido do dever e do serviço público, para o exercício de tais funções que mais não são do que naturais actos de cidadania.
Não me parece difícil encontrar em cada freguesia o número de agentes eleitorais que se disponham a exercer as funções de membros das mesas a troco apenas da folga no dia seguinte, tal como outrora acontecia - e nunca ficou uma assembleia de voto por abrir devido à falta de elementos que a constituíssem.
Face à conjuntura actual, parece-me completamente despropositado o dispêndio de mais de 4 milhões e meio de euros por eleição, quando até os elementos disponíveis das juntas e assembleias de freguesia podem prestar esse serviço.
Parece-me ser uma contribuição importante, não esquecendo, porém, que o exemplo deve vir de cima - o que já não será tão fácil, certamente.