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terça-feira, setembro 14, 2010

Aldeia de Canelas - 4

... do Património.
A igreja paroquial.
A data da sua construção perde-se nos tempos, muito embora se saiba que o templo foi edificado em substituição de uma capela que terá existido no mesmo local.
Presume-se que a primeira reconstrução,   tenha acontecido entre os séculos XVII e XVIII, devido ao número significativo de elementos de calcário Ançanense que remontam a esse período.
É tido como certo que o arco do flanco do corpo, à direita, remonta aos finais do séc. XVI, sendo o fronteiro de finais do séc. XVII.
Nessa reconstrução foi igualmente preservado o grande arco frontal do coro.
No séc. XIX o templo voltou a sofrer obras de reformulação com aproveitamento da arquitectura antiga. A última restauração é do séc. passado (1976) e aconteceu sob a orientação do Padre Ivo Fernandes da Silva. Apresenta actualmente paredes lisas em azulejo de século e apenas um retábulo frontal, tendo sido preservados quase todos os elementos de pedra Ançã.
Os altares laterais provenientes da reforma oitocentista, bem como o retábulo do arco da parede direita da nave, que datavam do séc. XVIII, foram (infelizmente) removidos, assim como o candelabro central em cristal, onde o azeite se abria em luz, e uma porta lateral aposta a sul.
Substituído foi também o grande Cristo Crucificado, que data igualmente do séc. XVIII, e que recentemente foi recuperado pelo actual pároco permanecendo numa das salas anexas.
As imagens que o templo ostenta, são em madeira, e datam de finais do séc. XVII. A do padroeiro, S. Tomé, do nicho alto da frontaria  é de calcário e pertence também ao séc. XVII.

Fazendo igualmente parte do património da freguesia, a Capela de Santo António ergue-se nos limites da Quinta com o mesmo nome. Trata-se de um edifício do séc. XIX, e foi construída para substituir uma outra existente um pouco mais a nascente, a mando do Padre António Domingues da Silva, tendo sido inaugurada em 1898.
Mais alta que o usual, ocupa um lugar sobranceiro sobre a rua da Aldeia. 
Em finais  do séc. passado, princípio do séc. XXI, foi totalmente  restaurada, apresentando hoje o aspecto magnífico que a foto documenta.

Fontes: Inventário Artístico do Distrito de Aveiro e outras.

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