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sábado, maio 29, 2010

SR. PRESIDENTE, FAÇA UM FAVOR AO PAÍS

Tenho acompanhado com perplexidade - tal como milhares de Portugueses - o desenrolar dos acontecimentos relativos à situação económica do país, e há duas ou três coisas que me preocupam seriamente.
A primeira, é perceber que ninguém percebe que todas estas medidas agora impostas pelo governo não vêm recuperar a economia mas tão só e apenas permitir que a burguesia continue a manter os altos salários e regalias que, indevidamente e ao longo dos anos, foi cavando das finanças públicas.  Pretende-se simplesmente criar alguma credibilidade, para que as instituições financeiras internacionais voltem a emprestar dinheiro a rodos para que tudo possa continuar como dantes. É isso que verdadeiramente importa e a  prova de que nada mudará  é a teimosia em  manter a pretensão de avançar com algumas obras de envergadura financeira incomportável para o país, endividando-o cada vez mais, em nome de uma suposta e miserável modernidade.
A segunda causa de preocupação é a confusão que reina entre ministros e secretários de estado e onde ninguém se entende, tal o desnorte que reina neste governo: uma vergonha!
Por último, a percepção de que o País é hoje um pau-mandado, completamente à deriva e ao sabor dos ventos que vêm de leste, ajoelhado que está perante os países mais fortes que ditam as leis e controlam a economia Europeia a seu belo prazer e em exclusivo proveito próprio. A Alemanha & C.ª estão a tomar conta da Europa e ninguém parece perceber isso. As leis que nos asfixiam a agricultura e as pescas, e a  que se juntam as recentes medidas que levam ao agravamento da carga fiscal são disso a prova evidente. A Europa manda, governo português obedece.
Por esta altura, o único serviço público que o Sr. presidente da República deveria ter coragem de assumir, era correr com toda esta gente e depois ir também ele pregar para outra freguesia já que são demasiadas as vezes que promulga leis com as quais não concorda e que vão - segundo diz -  contra os seus princípios, além de que já  por diversas vezes deu a entender a sua preocupação pela forma como o país está a ser governado. Ora, perante uma governação fértil em trapalhadas, mentiras, compadrios e sei lá mais o quê, o consentimento do Presidente da República  responsabiliza-o igualmente pelo estado deplorável em que o país se encontra.

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