Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

sábado, maio 29, 2010

SR. PRESIDENTE, FAÇA UM FAVOR AO PAÍS

Tenho acompanhado com perplexidade - tal como milhares de Portugueses - o desenrolar dos acontecimentos relativos à situação económica do país, e há duas ou três coisas que me preocupam seriamente.
A primeira, é perceber que ninguém percebe que todas estas medidas agora impostas pelo governo não vêm recuperar a economia mas tão só e apenas permitir que a burguesia continue a manter os altos salários e regalias que, indevidamente e ao longo dos anos, foi cavando das finanças públicas.  Pretende-se simplesmente criar alguma credibilidade, para que as instituições financeiras internacionais voltem a emprestar dinheiro a rodos para que tudo possa continuar como dantes. É isso que verdadeiramente importa e a  prova de que nada mudará  é a teimosia em  manter a pretensão de avançar com algumas obras de envergadura financeira incomportável para o país, endividando-o cada vez mais, em nome de uma suposta e miserável modernidade.
A segunda causa de preocupação é a confusão que reina entre ministros e secretários de estado e onde ninguém se entende, tal o desnorte que reina neste governo: uma vergonha!
Por último, a percepção de que o País é hoje um pau-mandado, completamente à deriva e ao sabor dos ventos que vêm de leste, ajoelhado que está perante os países mais fortes que ditam as leis e controlam a economia Europeia a seu belo prazer e em exclusivo proveito próprio. A Alemanha & C.ª estão a tomar conta da Europa e ninguém parece perceber isso. As leis que nos asfixiam a agricultura e as pescas, e a  que se juntam as recentes medidas que levam ao agravamento da carga fiscal são disso a prova evidente. A Europa manda, governo português obedece.
Por esta altura, o único serviço público que o Sr. presidente da República deveria ter coragem de assumir, era correr com toda esta gente e depois ir também ele pregar para outra freguesia já que são demasiadas as vezes que promulga leis com as quais não concorda e que vão - segundo diz -  contra os seus princípios, além de que já  por diversas vezes deu a entender a sua preocupação pela forma como o país está a ser governado. Ora, perante uma governação fértil em trapalhadas, mentiras, compadrios e sei lá mais o quê, o consentimento do Presidente da República  responsabiliza-o igualmente pelo estado deplorável em que o país se encontra.

quinta-feira, maio 27, 2010

DOS OUTROS

Gosto de ler [este] homem.

segunda-feira, maio 24, 2010

AH GRANDE MIGUEL




Intervenção de Miguel Portas no Parlamento Europeu; pena que ninguém tenha percebido o que disse pois a língua Portuguesa ainda não é tida nem achada no PE.

sexta-feira, maio 21, 2010

A METER ÁGUA

Segundo a empresa AdRA, perde-se actualmente 40% da água de abastecimento público, o que representa a módica quantia de 4 milhões de euros/ano. Obviamente que estes 4 milhões estão presente e indevidamente a ser pagos pelos consumidores.
Ora, parece que bastaram  apenas cerca de três semanas para que a novel empresa responsável pela gestão deste recurso desse conta deste louco desperdício. Significa isto que ou as Câmaras Municipais, até agora responsáveis por esta área, andavam a comer sono, ou sabiam, e pouco se importaram com o assunto - o que também não é de estranhar.
Bem, resta aplaudir o trabalho efectuado pela AdRA, pois está encontrado o caminho para que as facturas da água passem a ser substancialmente mais magras. É óbvio... ou nem por isso?

quarta-feira, maio 19, 2010

RECEITAS DE CULINÁRIA

O presidente da Semapa, Pedro Queirós Pereira, propôs esta terça-feira um aumento do salário dos políticos, argumentando que dessa forma Portugal teria «políticos de mais qualidade».
(...) «Quando falo em pagar aos políticos três, quatro ou cinco vezes mais é para termos políticos de mais qualidade», afirmou, acrescentando que ser necessário «criar condições para sermos governados por quem saiba».
(Notícia TVI 24)

Salários têm de cair 30 em Portugal
O Prémio Nobel da Economia, Paul Krugman, considera que a solução para os desequilíbrios na Zona Euro passa por uma descida entre 20% e 30% dos salários nos países com menor competitividade. "Com uma moeda única, um ajustamento a choques requer ajustes nos salários e como os países da periferia europeia passaram do crescimento a uma recessão, o seu ajustamento tem de ser feito em baixa", escreveu Paul Krugman no seu blogue. O economista defende que "nesta altura, os salários na Grécia, Espanha, Portugal, Lituânia, etc. precisam de cair qualquer coisa como 20 a 30% face aos salários na Alemanha".
(Notícia DN)

Finalmente parece encontrada a fórmula que permite a resolução da crise económica do país: subir 4 ou 5 vezes os ordenados dos políticos e baixar em 30% os salários de quem trabalha. Merece medalha!
Para se perceber de que fala o senhor presidente da Semapa, aconselha-se [esta leitura] e não será necessário dizer mais nada.
Quanto à brilhante ideia do conceituado Prémio Nobel da Economia, é óbvio que os portugueses são dos trabalhadores mais bem pagos da Europa, pelo que reduzir os seus salários em 30% pouco ou nada os afectará. Os que já não ganham para comer, medicamentos e um ou outro encargo - que auferem 500 ou 600 euros/mês - ficarão quase na mesma; para os outros a seguir (1000 euros/mês), é mais 300 menos 300 euros, e assim ficam ao nível dos primeiros. Chama-se a isto justiça social, talvez.
Juntando a estas duas iguarias a carga fiscal redobrada com que o governo decidiu vergastar o povo nos próximos 3 ou 4 anos, teremos a ementa perfeita...
Lunáticos! - para não lhes chamar outra coisa  que bem merecem.

Está na ordem do dia

o tema dos casamentos homosexuais. Já aqui referi há algum tempo que pouco me importa a orientação sexual de cada um. Deve ser respeitada, partindo do princípio de liberdade consignado na Constituição e, a partir daí, cada um que faça o que melhor lhe der jeito e nada mais. O que vai além disso é que me parece preocupante.
O diploma agora promulgado, não se fica pela alteração à lei - essa seria preocupação menor - mas altera um conceito milenar em que assentam as sociedades, envaziando por completo e em absoluto os conteúdos de casamento e família. Ora é nisto que discordo, por uma questão de princípio. Um dia destes, provavelmente, estaremos a ser confrontados com propostas de bigamia, legalização do incesto e sabe-se lá o que mais, pois nestes tristes pseudo-sinais de modernidade, o país esfalfa-se para estar sempre na linha da frente.
Por outro lado, a forma irritante como certa gente usa o argumento da igualdade de direitos numa tentativa de sustentação deste contrato, como se a justiça punisse quem quer que seja pelo facto de se assumir como homosexual, parece-me  abusiva Ora, por mais leis que se façam a dar cobertura a esta subversão contra-natura, os seus adeptos serão sempre considerados a excepção. Quer queiram ou não.
Reconheço que não será fácil para muitos a assumpção pública da homosexualidade e não é a lei que o vai tornar mais fácil, da mesma forma que a falta dela não inibe os que optam por se assumir. Estamos então perante a obrigatoriedade de impingir à sociedade um novo conceito social para o qual nem sequer houve a inteligência suficiente para  descobrir um termo que o defina, já que designá-lo de casamento é uma aberração.
Incompreensível é a atitude do Sr. Presidente da República que, mais uma vez,  promulga uma lei com a qual está em desacordo, dizendo que o que importa é não desviar a atenção do país para a necessidade de lutar contra a crise que o país atravessa. Disse ainda que " há momentos na vida de um país em que a ética da responsabilidade deve estar acima das convicções pessoais de cada um".
Resta dizer, em análise a estas palavras que, arrumado que está o assunto, já todos podemos concentrar-nos na recuperação económica do país - pelos vistos eram os homosexuais que estavam a desviar a atenção para o assunto.
A respeito das convicções pessoais (relegadas para segundo plano), bom seria que o Sr. presidente se lembrasse que muita gente votou nele precisamente por elas. O cargo que desempenha exige-lhe  verticalidade e coerência, coisas que com alguma frequência vai esquecendo.

domingo, maio 16, 2010

IMPARÁVEIS E INTOCÁVEIS

Enquanto o país é vergastado com incomportáveis medidas anti-sociais,  a Assembleia da República e os senhores deputados sugam do Estado, no corrente ano,  a módica quantia de 191.405.356,61 (cento e noventa e um  milhões quatrocentos e cinco mil trezentos e cinquenta e seis euros e sessenta e um cêntimo)! Estamos a falar de qualquer coisa  como 38 milhões de contos... para ver ou relembrar  [aqui].


A ESCOLHA DA SEMANA

A visita de Sua Santidade, o Papa, Bento XVI, marcou a semana política, social ou religiosa de todos os Portugueses.
O acontecimento serviu para tudo, mesmo até para, de uma ou outra forma, misturar a visita do Papa com os problemas económicos do país, como se também ele fosse co-responsável pelos mesmos.
Estou certo que não terá sido a permanência de Bento XVI por três dias entre nós que terá agravado as contas públicas a ponto de merecer o fel de alguns opinion maker's cá do burgo. Tão pouco terá servido para que os portugueses esqueçam a carga de impostos que aí vêm, como também se escreveu por aí. Os portugueses não esquecem ou não precisam esquecer, porque não têm  a verdadeira noção do descalabro actual. Esta parece-me ser a triste realidade.
Posso dizer aqui que não me impressionou a visita do Papa. Vejo-a, utilizando uma linguagem bíblica, como a de um pastor que visita o seu rebanho. E, mesmo não concordando com certos engalanamentos que marcaram o acontecimento, e lhe conferiram algum exagero desnecessário, nem por isso deixo de reconhecer que se tratou de um marco na vida de muita gente. Gente que tem Fé e que quis, de livre vontade, e a expensas suas, estar presente. Não me parece que, por isso, sejam seres menores ou envoltos em mediocridade.
Acredite-se ou não em Deus, na religião ou na igreja, parece-me revelador de falta de carácter o desrespeito pelo sentimento de milhares de cidadãos - crentes ou não - que quiseram comungar deste momento.
Uma coisa seria ignorar o acontecimento; outra é fazer dele  um incómodo tamanho, capaz de gerar ódios e crónicas patetas.
Houve, de facto, um sinal de hipocrisia, mas  partiu do governo que, por um lado, cria e aprova leis contra os mais básicos princípios da igreja e por outro, concede tolerância de ponto no dia 13 de Maio fazendo da visita do Papa um acontecimento  político do mais alto nível.
É esta dualidade que revela sinais de mediocridade e que se não compreende.

sábado, maio 15, 2010

DELEGAÇÕES

Por cá, e numa perspectiva muito pessoal, o tema que dominou a semana foi a assinatura dos Protocolos de Delegação de Competências da Câmara Municipal de Estarreja nas Juntas de Freguesia.
Acto já anteriormente anunciado (a 5 de Maio), parece ter sido agora formalizado, segundo se documenta novamente no site da Câmara Municipal.
Diz a Lei 5-A de 2002, que - para quem não sabe -  estabelece o Quadro de Competências e o Regime Jurídico de Funcionamento dos Órgãos dos Municípios e das Freguesias - no seu Artº 37º,
1- A junta de freguesia pode exercer actividades, incluídas na competência da Câmara Municipal, por delegação desta.
2- A delegação de competências depende de aprovação dos órgãos representativos da freguesia e é efectuada com observância do disposto no artigo 66º (o artigo 66º especifica  as regras dos protocolos bem como as competências delegáveis).

Assim sendo, não faz qualquer sentido que a Câmara convide os Srs. presidentes de junta a assinar um documento sem que o mesmo seja previamente discutido e aprovado pelos órgãos das freguesias. 
É certo que a forma como o fez não é ferida de ilegalidade, mas traduz um desrespeito pelos órgãos representativos da freguesia e não havia necessidade disso.
Sabe-se que a Câmara é detentora de confortáveis maiorias em todas as Assembleias de Freguesia, com excepção de Avanca, e que, por isso, os ditos Protocolos estão antecipadamente aprovados, mas o facto de se inverter o rumo natural do processo, liberta um certo ar de prepotência que não é desejável.
Bastaria  lembrar que há pouco mais de 15 dias reuniram em sessão ordinária todas as Assembleias de Freguesia do concelho para se perceber que não foi por falta de oportunidade que os Protocolos não foram analisados.
Das Delegações em si, ressalta o aumento das áreas que passam para a responsabilidade das juntas de freguesia, e que podem levar a algum deslumbramento por parte destas, mas aguarda-se a sustentação dos Protocolos para  posterior análise dos mesmos.

UM MAU COMEÇO

Começa mal o novo líder do PSD.
Ao ceder, neste volte face caricato do governo, no que diz respeito ao aumento da carga fiscal sobre os contribuintes como meio para atingir a redução do déficit, demonstra não ser alternativa a este governo. E não seria difícil sê-lo, sobretudo nesta altura em que naturalmente se reconhece que uma grande parte  da responsabilidade - a principal - deste desnorte recai sobre o executivo de José Sócrates.
Dir-se-á que ainda não teve tempo, mas quem se candidata ao mais alto cargo do principal partido da oposição, e que mais cedo ou mais tarde acabará por ser governo, terá de ter trunfos para, desde o início, demonstrar que é, de facto, alternativa. E o momento exige-o!
Este estender de mão ao aumento dos impostos decretado pelo governo é preocupante. E mais preocupante se torna quando o novo líder do PSD  parece não perceber que o país vive, desde há muito, sob um verdadeiro flagelo fiscal que tem levado ao desespero e pobreza de muitas famílias, enquanto outra parte da sociedade vive douradamente, alheia a todas as dificuldades.
As [novas medidas] de agravamento tributário sufocarão de vez essas famílias mais carenciadas, abrindo brechas na justiça social, que mais não é do que um chavão deste executivo, nada preocupado com questões de justiça ou falta dela. E se o governo, cego pela determinação do abaixamento do déficit, não consegue ver o inevitável esfrangalhamento da sociedade que está a provocar, exigia-se ao PSD outra postura, outra visão e outras soluções a negociar nesta altura.
O aumento de impostos, a redução de salários, a diminuição das deduções fiscais e outras medidas do género, retirarão aos portugueses poder de compra e funcionarão como redutoras do desenvolvimento económico. Parece óbvio!
Mas, para quem governa, este é o caminho mais curto e fácil e, se tudo correr bem, daqui a 2 ou três anos, aí os teremos a bajular-se com o feito histórico jamais  alcançado. Pelo caminho ficam os destroços de uma parte da sociedade a viver miseravelmente, sem emprego e economicamente sugada. E o PSD terá aqui a sua quota parte de culpa.
Exige-se rigor e este tem de começar por cima. Esta gente que levou o país à situação em que se encontra, e que foi e continua a ser paga e bem paga -como se estivesse a fazer um bom trabalho - e que agora nos obriga a todos a sacrifícios violentos deveria, no mínimo, deixar de receber qualquer cêntimo até à estabilização da economia. E nem assim pagariam pelos os estragos que provocaram. Retirar-lhes 4 ou 5% do vencimento traduz-se em meras e ridículas comichões...

SEM VERGONHA



 
Já não espantam as sucessivas mentiras e trapalhadas deste governo - de longe o pior de todos os que já tivemos de aturar. 
O que espanta,
- é o silêncio do Sr. presidente da República;
- é a mão dada pelo PSD ao aumento de Impostos, sinal claro de que também não tem uma solução alternativa para o país;
-  é a falta de vergonha de toda esta gente que hoje diz uma coisa e amanhã faz o inverso;
-  é termos um governo e um primeiro ministro que não sabe o estado das contas públicas; 
-  é a ligeireza com que esta gente encara o exercício da governação;
-  é percebermos que o governo não tem um programa de governação e anda completamente à deriva, influenciado pelos ventos que vêm de fora;
-  é vermos o país subjugado aos interesses e desejos da Comunidade Europeia.
Mas o  que mais espanta é a passividade do povo, adormecido numa letargia mortal e incapaz de reagir e se reerguer. 
Um povo cuja função não é governar, logo não tem que ter responsabilidade no caos instalado, e não tem que pagar por ele enquanto os responsáveis se vão pavoneando  por aí com uma principesca qualidade de vida superior. O silêncio é sinal de consentimento.
Diz-se que a vergonha deve ser a última coisa a perder-se. Perdida que está pela classe política que governa, que mais resta a este pobre país?


segunda-feira, maio 10, 2010

Ainda não há muito tempo aqui vaticinava que, mais tarde ou mais cedo,  vinha aí nova subida de impostos. Por essa altura, o governo jurava a pés juntos a todo o país que não, que a subida de impostos estava completamente fora de questão.  Anunciava mesmo que os grandes investimentos seriam para manter, como se nada se passasse.
De repente, tudo muda: são repensadas as grandes obras e está eminente nova subida de impostos, conforme se pode deduzir [desta] leitura. Nada de espantar; nem mesmo esta forma ligeira  de governar, assente em sucessivas faltas à verdade.
Não resisto a colar a seguir um mail recebido há já algum tempo, mas que parece espelhar - e bem - um certo sentimento que se está a entranhar na sociedade portuguesa...
As ** são da minha autoria.


Justo é o C******!.
Parece que o Primeiro Ministro terá dito que desta vez os sacrifícios serão distribuídos de forma mais justa. Justa é o C******!!!!
São 23 horas, cheguei agora a casa e trabalhei hoje doze horas. O meu filho já esta a dormir. Este ano já paguei em impostos e multas dezenas de milhares de euros, todos os meses pago um balúrdio de TSU, tenho custos financeiros indescritíveis por causa da forma como é cobrado o IVA, pago o PEC sobre um rendimento que pode não acontecer e este (...) vem-me dizer que os sacrifícios serão distribuídos  de forma mais justa??? O C******!!!!!
Tenho semanas durante o ano em que trabalho 20 horas por dia, este fim de semana não sabia sequer que dia era, no dia da greve de uma chusma de paneleiros andei na estrada a pagar portagens e a trabalhar para
poder pagar impostos, comecei numa puta duma garagem sozinho e dei trabalho a uma carrada de gente a quem pago o IRS, a Segurança Social, Seguros de Trabalho e todas as taxas que o estado me exige, não
negoceio salários brutos, por isso que vão para o C****** com as contribuições dos trabalhadores, pago salários decentes e recuso-me a pagar o salário mínimo seja  a quem for. Investi e perdi; arranjei-me, voltei a investir e falhei de novo; recuperei e investi de novo e consegui.
E estes paneleiros do C****** vêm agora dizer-me que os sacrifícios são distribuídos de forma justa???; e ainda por cima querem casar uns com os outros !!! Como o Guterres que f**** o pais todo com o rendimento mínimo garantido - a pior opção económica de sempre - nem sabem sequer o que é não dormir, desesperar, cair e levantar sem pedir um tostão que seja ao filho da p*** do Estado?! Nem subsidio de
desemprego nem o C******?! E tenho que ouvir todos os dias as queixinhas dos funcionários, dos professores com horário zero (!), dos funcionários dos correios, dos anacletos e afins, que fujo ao fisco,
que exploro os trabalhadores, que tenho que pagar mais impostos, que sou um parasita?!
Já paguei todos os impostos de facturas que até agora não consegui cobrar (IVA e IRC), paguei IRC sobre stocks que não sei se algum dia conseguirei vender e os sacrifícios são distribuídos de forma justa?!
Justo é o C******.
Os 2000 funcionários da CM de Portimão trabalham das 9h às 15h com intervalo para almoço e de caminho a mesma CM gasta o nosso dinheiro em foguetes, almoços, festivais de aviões e de motas de água. etc e
depois entrega e paga serviços a empresas privadas; Decidiram mudar a escada da parte velha, fecharam-na, derrubaram a antiga e colocaram a estrutura em metal, e após quinze dias retiraram a mesma estrutura e
colocaram-na em madeira! E ainda queriam fazer um elevador até à praia!!! E eu pago. Num qualquer Instituto mais de 50 chulos tratam de 9(!) putos. E eu pago.
Substituem administradores pagando indemnizações, contratam o Fernando Gomes e o Nuno Cardoso(!!!!). E eu pago. Inventam Institutos e Fundações. E eu pago. Inventam as SCUTS. E eu pago. O PEC. E eu pago.
O presidente apela ao patriotismo. E eu pago. Sr. Presidente, com todo o respeito que me merece: Vá-se f****!, você e os camaradas no avião fretado para irem passear para a China.
A CM de Paredes de Coura faz Parques de estacionamento sem trânsito. E eu pago. O anacleto Sá Fernandes rebenta com o C****** do orçamento da CM de Lisboa. E eu pago. O Sócrates vai à borla de avião Falcon da Força Aérea. E eu pago. Sacrifícios???!! De quem, C******?! Prestam-me um serviço de m**** na saúde, a educação é tão miserável que sou obrigado a por o meu puto num colégio privado, nem me atrevo a cobrar dividas em Tribunal devido à miséria que é a Justiça. E pago. Preciso de uma p*** de uma cirurgia e tenho dezasseis mil pessoas em lista de espera, pelo que se não tivesse um seguro de saúde estaria como milhares de desgraçados que se calhar já morreram. E eu e eles pagamos. Os sacrifícios são distribuídos de forma justa?
E aquela esfinge p******** de óculos que preside ao Banco de Portugal, ganha mais que o secretário do tesouro dos E.U.A., está à espera  colectar mais 0,03% do PIB com o aumento do IVA? Pois tenho uma
pequenina novidade para o reconhecido génio. Talhos, advogados, lares, lojas de moveis e outros pequenos negócios que conheço já têm a contabilidade e pagam impostos em Espanha e eu, assim seja possível,
no ano da graça de 2010 pagarei todo o IVA, IRC e contribuições em Vigo. A chulice destes filhos da p**** que vá cobrar ao C******!!! E quero que se f*** a solidariedade e a conversa de m**** porque não me sai do corpo para o dar a chulos. Por alma de quem? Mais Justo??!!  E mais, passo a meter gasolina , gasóleo e gás em Espanha.
Pois é meus amigos, Justo é o C****** QUE OS F***!!! mais ao Vara e aos sucateiros que nos f**** a nós. Só nos faltava este para completar o baralho dos gate: Diplomagate; universidadegate, casasgate, CovadaBeiragate, relatóriogate, sobreirogate, freeportgate, etc, etc, mais este Varagate... realmente é demais.
Um abraço

domingo, maio 09, 2010

A ESCOLHA DA SEMANA




Porque nem só de pão vive o homem... o destaque desta semana vai para o Andebol do Arsenal de Canelas,  para o site da Colectividade e para o seu  Blog.

Ontem, em Canelas - Estarreja, foi dia de Festa grande no capítulo desportivo - a conquista do Título Nacional de Andebol, num jogo frente ao Odivelas, em que a equipa do Arsenal venceu por 28-21.
Apesar de a subida à 3ª Divisão Nacional ter sido assegurada há uma semana, em Pombal, numa vitória sobre a equipa local por 35-28 (28-35), a verdadeira consagração da subida de divisão e  do Título de Campeão, foi feita ontem, em Canelas, perante uma bancada a rebentar pelas costuras.
O clima foi de festa, para a qual muito contribuiram elementos do Grupo de Samba Trepa Coqueiro que incessantemente contagiaram a assistência e incentivaram os atletas.
O Andebol do Arsenal está assim ao seu melhor nível, e merece inteiramente o destaque. Parabéns, Arsenal!

terça-feira, maio 04, 2010

DOS OUTROS

Um artigo interessante sobre a recém-formada Águas da Região de Aveiro...

segunda-feira, maio 03, 2010

DIZ O ROTO AO NU...

O preocupante momento que o país atravessa é o inevitável resultado de sucessivas governações onde o rigor, o sentido de estado e de serviço público foram inexistentes.
Habituaram-nos a que quando a crise aperta um pouco mais, a primeira - e por vezes única - medida para fazer entrar mais "algum" nos cofres do estado, é o aumento dos impostos, directos ou indirectos. Acontece que essas injecções extras de dinheiro acabam por não dar resposta a qualquer crise financeira, sendo  a sua finalidade  apenas e  só, permitir a manutenção dos altos salários e principescas regalias de uma mão cheia de sanguessugas que por aí proliferam cada vez mais.
Parece-me óbvio que o país só conseguirá reerguer-se através do controlo apertado da despesa pública e  sua redução, e da contenção nos investimentos susceptíveis de aumentar o desiquilíbrio orçamental do Estado.
Estes dois factores, aliados ao combate à evasão fiscal e a uma aposta forte na produtividade, poderão traduzir-se na receita acertada para a redução significativa do déficit.
Não creio, no entanto, que o caminho venha a ser este. Como de costume, o mais fácil é atacar a classe média - a que suporta calada e submissa todos os devaneios do Estado. Não tenho dúvida que vem aí aumento de impostos. É o mais fácil e produz resultados imediatos.
A acrescentar a isto, a recente decisão da Comissão Europeia de incluir Portugal no lote dos países que vão emprestar dinheiro à Grécia, parece ser coisa de loucos!
De facto, isto parece-se mais como uma peça de humor negro do que com a realidade. Parece que de repente o país se transformou num  financiador dos pobres. E, chegados aqui, a pergunta é óbvia: andam a brincar com o povo, ou andam a fazer o quê? Sim, porque, segundo a Agência Financeira, a brincadeira vai custar 535 euros a cada família!
Mas, não está Portugal numa situação muito semelhante à da Grécia? E será que quando Portugal estender a mão - o que se adivinha para muito breve - vai ser a Grécia também a mandar para cá uns Euritos??? Alguém percebe isto???

COM PAPAS E BOLOS...

Muito se tem dito, escrito e reivindicado sobre a pretensão do governo em introduzir as portagens nas vias designadas por SCUT.
Ao que me lembro, este tipo de estradas pretendia afirmar-se como alternativas não pagas quer às Auto-estradas quer a Estradas Nacionais,  que se veriam aliviadas de grande parte do trânsito que as povoam, com incidência particular nos pesados de mercadorias.
E, se mesmo assim, houve (e há) alguma dificuldade em perceber e justificar a construção de algumas dessas vias, como por exemplo a A29, que passa pelo concelho de Estarreja de mãos dadas com a A1, com a introdução das portagens, não só se não justifica como se torna uma aberração.
Fica claro que o objectivo é sacar mais dinheiro aos contribuintes. É óbvio que assim o Estado pode dizer que não vai aumentar os impostos mas, o que são as portagens senão mais um imposto?
Diz-se que na base da medida está o conceito do utilizador-pagador. Nada mais falso.
Não tenho dúvida de que mesmo quem não passa nas ditas vias, acabará por pagar tanto ou mais do que se as utilizasse, uma vez que uma grande parte dos bens essenciais (alimentos, vestuário, materiais de construção, etc.) por ali circulam e acabarão por sofrer aumentos nos seus preços.
Assim sendo, esvazia-se completamente o conceito das SCUT (Sem Custos para UTilizadores).
Percebo a preocupação da Câmara de Estarreja em tentar sacar contrapartidas (obras na EN 109), mas penso que não estão ainda esgotadas todas as formas de impedir que as portagens sejam uma realidade.
E se, no que diz respeito a outras decisões do governo o que resta é mesmo lutar pelas melhores contrapartidas para o concelho, neste caso das portagens, julgo que tudo está sereno demais, não se vendo ou prevendo quaisquer manifestações que possam levar à suspensão da decisão ou a uma renegociação sobre a mesma.
As contrapartidas pedem-se quando a causa está já perdida...se bem que não se vê a população do concelho verdadeiramente sensibilizada para o problema, e é isto que preocupa: o povo há muito que aceita tudo de mãos abertas, mesmo as vergastadas que o vão atirando ao chão.
É caso para dizer que, com papas e bolos se enganam os tolos...