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sexta-feira, março 26, 2010

Hoje

poderá ser o tal dia "D" para o PSD e, melhor seria que o pudesse ser, também,  para o País.
Muita coisa está em jogo nestas eleições internas que, mais que definirem um novo líder partidário, irão credenciar um futuro primeiro ministro.
Entre os 4 (!) candidatos, parecem-me óbvias algumas diferenças que, na minha perspectiva, fazem pender a balança para o lado do Pedro Passos Coelho - o candidato que me merece alguma confiança.
E, desde já, importa realçar que, antes de mais, qualquer líder tem de criar, às primeiras impressões, uma empatia com os militantes e simpatizantes. Essa afectividade  forçosamente terá por base uma imagem de serenidade e credibilidade, e aqui, o Pedro parece tê-lo conseguido.
O seu acompanhamento e presença algo discreta  da vida política activa, após um intenso trabalho na JSD, poderá ter sido importante para criar o seu próprio estilo de liderança sem amarras ao passado, sobretudo ao passado recente.
O diagnóstico do País e do PSD, bem como as ideias que explana no seu livro "Mudar",  demonstram uma visão lúcida, correcta e preocupada, digna de um verdadeiro líder.
É certo que a tarefa primeira não se lhe afigurará fácil. É necessário um pulso fortíssimo para reorganizar o partido e uni-lo em torno da sua liderança, tendo em conta o terreno minado pelos eternos barões que, ora na sombra, ora na ribalta, mais não têm feito do que o espartilhar. E esta será a sua primeira prova de fogo que, se a ousar superar, será um importante e gigantesco passo para a conquista do governo.
Importa então que este rompimento com o passado seja para ficar porque quer o PSD, quer o País disso necessitam urgentemente.
Um Partido com responsabilidade - seja ela governativa, seja de oposição - não pode abster-se na votação de um qualquer PEC e umas horas depois lavar as mãos dizendo que esse acto não implica a concordância com o documento. Então significa o quê?
Ora, se o PSD não concorda com este PEC, só teria uma forma de o demonstrar: votar contra; se concorda, deveria ter votado a favor. A abstenção é o refúgio dos  Pilatos  e serve apenas de arma matreira: se correr bem, para dividir os louros; se correr mal, para responsabilizar apenas o PS.
É esta dúbia e cinzenta forma de estar, tão característica nos tempo de hoje, que importa combater, e  quero acreditar que será a linha orientadora do Pedro Passos Coelho. O mesmo não se poderá dizer dos outros seu parceiros de corrida que já deram incontáveis mostras de serem mais do mesmo.
Um partido e um líder têm de se assumir por si e não ficar reféns daquilo que aprovam, por chantagem política do governo, mesmo que isso lhes custe perder eleições.
Daqui a pouco se saberá quem se seguirá na presidência do PSD, e eu espero mesmo que seja o Pedro, quanto mais não seja, pelo benefício da dúvida que merece, coisa que os outros há muito já deixaram de merecer.

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