Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

segunda-feira, março 29, 2010

POLÍTICA SÉNIOR

... o que faz falta é animar a malta,
O que faz falta,
O que faz falta é empurrar a malta,
O que faz falta.

Quando um homem dorme na valeta
O que faz falta,
Quando dizem que isto é tudo treta
O que faz falta,

O que faz falta é agitar a malta
O que faz falta,
O que faz falta é libertar a malta
O que faz falta...
 

A letra da canção de Zeca  continua [aqui].

domingo, março 28, 2010

A ESCOLHA DA SEMANA

Arouca, Estarreja, Ílhavo, S. João da Madeira e Vale de Cambra: percebe-se... e não se esperava outra coisa.

sexta-feira, março 26, 2010

Hoje

poderá ser o tal dia "D" para o PSD e, melhor seria que o pudesse ser, também,  para o País.
Muita coisa está em jogo nestas eleições internas que, mais que definirem um novo líder partidário, irão credenciar um futuro primeiro ministro.
Entre os 4 (!) candidatos, parecem-me óbvias algumas diferenças que, na minha perspectiva, fazem pender a balança para o lado do Pedro Passos Coelho - o candidato que me merece alguma confiança.
E, desde já, importa realçar que, antes de mais, qualquer líder tem de criar, às primeiras impressões, uma empatia com os militantes e simpatizantes. Essa afectividade  forçosamente terá por base uma imagem de serenidade e credibilidade, e aqui, o Pedro parece tê-lo conseguido.
O seu acompanhamento e presença algo discreta  da vida política activa, após um intenso trabalho na JSD, poderá ter sido importante para criar o seu próprio estilo de liderança sem amarras ao passado, sobretudo ao passado recente.
O diagnóstico do País e do PSD, bem como as ideias que explana no seu livro "Mudar",  demonstram uma visão lúcida, correcta e preocupada, digna de um verdadeiro líder.
É certo que a tarefa primeira não se lhe afigurará fácil. É necessário um pulso fortíssimo para reorganizar o partido e uni-lo em torno da sua liderança, tendo em conta o terreno minado pelos eternos barões que, ora na sombra, ora na ribalta, mais não têm feito do que o espartilhar. E esta será a sua primeira prova de fogo que, se a ousar superar, será um importante e gigantesco passo para a conquista do governo.
Importa então que este rompimento com o passado seja para ficar porque quer o PSD, quer o País disso necessitam urgentemente.
Um Partido com responsabilidade - seja ela governativa, seja de oposição - não pode abster-se na votação de um qualquer PEC e umas horas depois lavar as mãos dizendo que esse acto não implica a concordância com o documento. Então significa o quê?
Ora, se o PSD não concorda com este PEC, só teria uma forma de o demonstrar: votar contra; se concorda, deveria ter votado a favor. A abstenção é o refúgio dos  Pilatos  e serve apenas de arma matreira: se correr bem, para dividir os louros; se correr mal, para responsabilizar apenas o PS.
É esta dúbia e cinzenta forma de estar, tão característica nos tempo de hoje, que importa combater, e  quero acreditar que será a linha orientadora do Pedro Passos Coelho. O mesmo não se poderá dizer dos outros seu parceiros de corrida que já deram incontáveis mostras de serem mais do mesmo.
Um partido e um líder têm de se assumir por si e não ficar reféns daquilo que aprovam, por chantagem política do governo, mesmo que isso lhes custe perder eleições.
Daqui a pouco se saberá quem se seguirá na presidência do PSD, e eu espero mesmo que seja o Pedro, quanto mais não seja, pelo benefício da dúvida que merece, coisa que os outros há muito já deixaram de merecer.

terça-feira, março 23, 2010

A (triste) FAMA

... ou um novo destino para o Verão...

segunda-feira, março 22, 2010

O OUTRO LADO

De mãe para mãe...
Vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, menor, infractor, das dependências da prisão de Custoias para outra dependência prisional em Lisboa.
Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter, para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela mesma transferência.
Vi também toda a cobertura que os média deram a este facto, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONG's, etc...
Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto. Quero, com ele, fazer coro. No entanto, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho. Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo.
Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família. Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual.·
Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a um vídeo-clube, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.
No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias ao seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores na sua humilde campa rasa, num cemitério da periferia.
Ah! Já me ia esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranquila, pois eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá, na última rebelião de presidiários, onde ele se encontrava cumprindo pena por ser um criminoso.
No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas 'Entidades' que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto, e talvez indicar quais "Os meus direitos".
Para terminar, ainda como mãe, peço "por favor": Faça circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta (falta de vergonha) inversão de valores que assola Portugal e não só...Direitos humanos só deveriam ser para "humanos direitos" !!!

E, já que falamos de Justiça... começa [aqui] o incentivo à criminalidade. Depois disto, que mais haverá para dizer?

Suécia vs Portugal

Comparado com a realidade de Portugal, este vídeo faz lembrar um conto de fadas.

sábado, março 20, 2010

A ESCOLHA DA SEMANA

O vídeo abaixo não é uma produção de "Apanhados",  mas apenas excertos da realidade. O(s) interveniente (s) poderiam ser quaisquer outros - destes que ao longo destes últimos 35 anos nos têm desgovernado. O passado histórico da governação assim o diz, e já nos habituámos a que os discursos mudem do dia para a noite, o mesmo é dizer, se se está na oposição ou no governo.
E, pergunta-se então: como quer esta gente trazer credibilidade à política?

sexta-feira, março 19, 2010

BRIGADA DE LIMPEZA

Amanhã é dia de limpeza. 
Que me perdoem todos os envolvidos no PLP,  mas várias razões me impedem de concordar e colaborar com este acto de generoso voluntariado.
Consultado o [site oficial do Projecto],  não se consegue perceber bem a génese de tão abrangente causa. Da Lista de Parceiros, uma infinidade de Juntas de Freguesia que esperam resolver,  desta maneira, um problema que é seu. Contudo, Câmaras Municipais a apoiar...  niente. Sintomático.
Louve-se a generosidade da juventude envolvida, mas esclareça-se a mesma de que compete às Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais tal  acção, bem como a designação de espaços onde podem ser depositados entulhos diversos por parte da população. Ora, é precisamente a falta de espaços confinados para este efeito, que levam à criação de lixeiras um pouco por todo o lado.
Tomando por base o que se passa nesta freguesia de Canelas do concelho de Estarreja, não há um único sítio destinado a este fim, apesar dos insistentes alertas, sugestões e pedidos da Assembleia de Freguesia ao órgão executivo e que duram já há vários anos.
Assim sendo, toda a acção de limpeza prevista para amanhã, terá uma efectividade prática de apenas algumas horas, tão só as suficientes até que alguém necessite de voltar a criar  a sua lixeira privada na beira de um qualquer caminho.
A Jornada será então um esforço à escala nacional, mas que nada resolverá.  E é pena que esta sinergia agora obtida em torno desta causa, não seja aproveitada para uma efectiva e verdadeira Acção de Limpeza do País, que tanto necessita...

segunda-feira, março 15, 2010

No que te tornaste PSD

O PSD tornou-se, definitivamente, numa caricatura de si próprio. 
A lei da rolha proposta por Pedro Santana Lopes e ratificada por 352 palhaços congressistas é, no mínimo, hilariante. Ver[aqui]
Seria preocupante mesmo, se tal aberração fosse para levar a sério.
Perguntar-se-á o que  se pretende com isto. De facto, tão rocambolesca medida é tão só uma forma de prepotência que, com relativa facilidade, se liga a partidos ou regimes de extrema esquerda ou extrema direita, vulgo, ditaduras.
É certo que só é militante do PSD quem quer; eu já o fui muitos anos e, nesta altura dos acontecimentos, regozijo-me com o facto de já o não ser. Sentir-me-ia envergonhado se ainda o fosse porque esta ignóbil tentativa de coerção da liberdade de pensamento é mesmo vergonhosa.
Fica a saber-se que os militantes terão agora de enveredar pelo que se costuma designar de carneirismo, ou seja: o chefe vai à frente e todos os outros o  terão de seguir,  submissos, mesmo que não concordem com as suas opções.
Obviamente que nada tenho a ver com a articulação interna do PSD ou de qualquer outro partido, tal o descrédito que me merecem todos eles há já mais de uma década. Mas, como cidadão preocupado com o futuro deste país, lamento assim, que um dos maiores partidos - por vezes o maior - se entretenha com estas maluquices próprias do mais puro despotismo, ao invés de se afirmar como alternativa credível  e séria ao governo.
Ora, depois disto, a pergunta que se desenha no horizonte é esta: será que, uma vez legitimado um futuro governo Social Democrata, todos teremos de dizer amen e venerar o Sr. primeiro ministro aclamando a sua governação, mesmo que seja péssima? E se o não fizermos, seremos expulsos do país ou suspender-nos-ão os direitos básicos de cidadadania?
Finalmente, terá isto a ver com a tal [suspensão da democracia] de que falava a ainda líder do partido há acerca de 4 meses atrás? Só pode...



sábado, março 13, 2010

A ESCOLHA DA SEMANA



A Escolha da Semana recai [neste post] que subscrevo inteiramente.
É tempo de dizer que a reforma do ensino tem de passar, em primeiro lugar, pela retoma de regras inflexíveis de conduta e pelo reforço da autoridade dos professores.
A Escola existe para ensinar e, para tal, deve criar os meios necessários para que tal seja possível. Exige-se, antes de mais, educação e respeito. Faltando isto, fica subvertido o papel do ensino.
É incomportável que uma classe inteira se tenha de baixar aos abusos, má educação e brutalidade de um punhado de garotos (desde o ensino básico ao secundário), sob pena de que esse punhado em breve não  nos venha a caber nas mãos.

quinta-feira, março 11, 2010

NEM MAIS

Uma análise da situação do País, simples, directa e exemplar. Passou ontem à noite  na SIC Notícias.
Muitas das perguntas, afirmações e conclusões  do entrevistado estão por aí espalhadas pelos posts do blog.
Uma entrevista longa, mas que vale a pena ouvir na íntegra.

terça-feira, março 09, 2010

P(ois) E(stamos) C(ondenados)

Apresentado ontem ao país o Plano de Instabilidade Estabilidade e Crescimento, nenhuma novidade daí advém; será, mais uma vez, a classe média a "pagar as favas".
Desde já, estima-se que 2,5 milhões de contribuintes irão ver o seu IRS agravado, directa ou indirectamente. E este é tão só o início da bola de neve que se adivinha avassaladora nos próximos tempos.
O fantasma do déficit veio para ficar. Nenhum desgoverno conseguiu até hoje um exercício positivo que culminasse com o equilíbrio das contas públicas e com o fim da  desproporção entre o deve e o haver. Todos os Orçamentos  têm nascido enfermos desta debilidade traduzida na supremacia das despesas sobre as receitas.  Traduzindo à letra, significa isto que o Estado gasta mais do que consegue arrecadar, ou seja, o endividamento e a dependência de outrem tem sido constante.
Depois, quando a situação dá mostras de começar a ser incontrolável, o que há a fazer é esmagar  vergonhosamente os contribuintes, sobretudo os da classe média que sempre foram a base das receitas do Estado. É a forma mais fácil e com  resultados imediatos.
E que tal se o PEC ao invés de congelar os aumentos na Função Pública por exemplo,  começasse pela redução do número de deputados da Assembleia da República para 150, ou seja, cerca de 2/3 do número actual? 
E, se  reduzisse para metade as mordomias dos que restassem,  quanto se pouparia?
E se se acabasse com a acumulação de reformas milionárias? 
E se combatesse verdadeiramente a fuga ao fisco de milhares de profissionais liberais e outros?
E se se banissem os paraísos fiscais?
E se acabasse com as promoções dos incompetentes amigos para os mais altos cargos das empresas públicas?
E se os milhões indevida e mensalmente pagos   por conta do Rendimento Mínimo e outros fossem substituídos por emprego ou se se obrigasse quem os recebe, a trabalhar para o bem público, nas autarquias, por exemplo?
E se se responsabilizassem todos os que produzem  as habituais derrapagens financeiras dos investimentos públicos?
Pois... é bem mais fácil congelar aumentos salariais e retirar benefícios fiscais - que se traduzem indirectamente no aumento da carga fiscal - mesmo a quem ganha, por mês, pouco mais de 500 euros!
Não é o povo que governa o país, logo não é o povo o responsável por este estado de coisas. Então porque é que tem de ser o povo a pagar sempre pelas sucessivas más governações do país, enquanto os responsáveis passam completamente à margem das dificuldades e vão engrossando constantemente o seu pecúlio?
Quando é que todos percebemos isto?




A RODA DA VIDA

Timor Lorosae envia 556 mil euros para ajudar na reconstrução da Madeira numa clara e evidente demonstração de solidariedade.
Um país pobre, que luta com imensas dificuldades para se reerguer da destruição e da miséria, fustigado pelas palavras de João Jardim proferidas há uma década,  dá um verdadeiro exemplo de dignidade.
Como dizia alguém, a vida é uma roda...

sexta-feira, março 05, 2010

EN 224-2

A blogosfera tornou-se, de facto, num poder emergente que divulga, aplaude, critica, informa sobre as mais variadas situações. Pelo facto de chegarem onde nunca chegaram os jornalistas ou os repórteres de rádio ou televisão, os blogs tornam-se, por vezes, incómodos ou mesmo corrosivos sobretudo para o poder e seus detentores que gostam apenas de publicitar o que convém, omitindo a outra parte do copo - a vazia.
É por isso que, se os blogues incomodam, os seus autores são geralmente considerados personae non gratae e a vontade de os calar é mais que muita.
Contudo, quer seja nas empresas, nas repartições ou outros organismos públicos, ou no conforto do lar, diariamente os contadores de visitas e os registos de IP's contabilizam milhões de horas de leitura blogosférica, mesmo que se não queira admitir tal.
É por isso sabido que, na primeira oportunidade do dia, lá estão os "Sem Rumos" deste país nos monitores dos computadores de norte a sul do país.
Vem isto a propósito de que, por vezes, os blogues também servem para empurrar o "barco" como parece ter acontecido com a questão da EN 224-2 que se vem arrastando no tempo indefinidamente.
Claro que tudo estava previsto e, o facto de só agora a autarquia dar mostras de querer resolver em definitivo o problema, é uma mera coincidência - todos o sabemos.
Também foi assim com a reparação da margem do rio Antuã e já o tinha sido anteriormente com os casos das lamas, morte dos peixes e suposta plantação de kiwis, para não falar em mais nada.
Mas, voltando ao assunto da EN 224-2 que liga Avanca a Pardilhó aí vem, ao que parece, mais um negócio "daqueles" para Estarreja. Segundo o JN (ler aqui), a Câmara propõe a transferência da referida via para a competência municipal, o que por si só representa, no futuro, a responsabilidade financeira da conservação de mais 7 Km de estrada, à semelhança do que aconteceu com a EN1-12 que liga Salreu a Soutelo.
Segundo a Câmara Municipal de Estarreja, a dita transferência implica a realização prévia de obras com as quais se pretende, e cito, "ultrapassar durante o lapso de tempo de 2 anos o problema que há tanto tempo se arrasta". O que quer que seja que isto queira dizer, o mais provável é que depois das obras feitas, [este] e outros Pardilhoenses lá tenham de ir fazer praia para outro lado.

quinta-feira, março 04, 2010

VERGONHA NACIONAL

Um mail dava hoje conta disto: