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domingo, fevereiro 28, 2010

QUE FUTURO?

Diariamente surgem notícias que engrossam o iceberg que envolve o primeiro ministro e alguns seus colaboradores mais ou menos chegados.
Os casos são muitos, desde o Freeport à Face Oculta, passando pela licenciatura e pelas tentativas de controlo de órgãos de informação.
É certo que até agora nada está provado (nem desmentido)e, mesmo que venha a estar, haverá sempre quem, por óbvia conveniência, se recuse a aceitar a realidade.
Mas, e se [tudo isto], [isto] e [isto] e muito mais, for verdade? O país continuará a fechar os olhos como se nada fosse?
A evidência é que hoje José Sócrates é um primeiro ministro fragilizado e encurralado nas políticas de castelos no ar que ele próprio criou, numa tentativa de esconder a realidade do país. Uma realidade que emana também da difícil conjuntura internacional, mas que o primeiro ministro quis esquecer, e para a qual não soube encontrar outra resposta que não tentar vender a ideia de que Portugal estaria imune aos ventos funestos que açoitavam o resto da Europa e do mundo. O resultado está à vista.
Parece-me que, nesta altura, apenas duas opções se afiguram como viáveis, sendo que nenhuma delas é solução para nada: a demissão do governo ou a substituição do Primeiro Ministro.
Ora, atendendo a que estamos a caminho de eleições Presidenciais, não se prevê que o Sr. Presidente da República corra com o governo porque isso iria custar-lhe alguns milhares de votos, como é facilmente perceptível. É também verdade que Cavaco Silva não é exactamente o protótipo do político coerente que tem o interesse do país acima dos seus próprios interesses. Caso contrário, teria já tomado uma posição pública de apoio ou de falta de confiança no governo, tal como o fez em relação a Santana Lopes. Percebe-se porquê: por um lado a prudência de não fazer ondas até às presidenciais e por outro, a necessidade de dar tempo ao PSD para se reorganizar, com vista a poder enfrentar o eleitorado.
Por outro lado, só uma questão de orgulho pessoal faz com que José Sócrates não tenha ainda decidido ir "pregar para outra freguesia". O próprio PS percebe que as trapalhadas são tantas que algo tem de ser feito, só que a única forma de tirar algum benefício da situação é atirar essa responsabilidade para cima do Presidente da República, esperando que o mesmo decida agir.
Por mim não tenho dúvida que, se as coisas se mantiverem até às eleições presidenciais e, caso o prof. Cavaco Silva ganhe o segundo mandato, como é provável, daí não passam e, ou o PS arranja até lá um novo primeiro ministro, ou teremos eleições legislativas antecipadas.

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