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quinta-feira, fevereiro 11, 2010

CANDIDATOS

São já 3, os candidatos à liderança do PSD.
É certo que o partido se afirma como democrático e, nessa base, podem surgir diversas candidaturas à sua presidência. Contudo, olhando para os últimos 10 ou 12 anos de vida interna do PSD, e para todos os que já foram candidatos a presidentes ou que lá chegaram (e já foram todos, ou quase todos os "ilustres"), fica-se com a ideia de que a principal preocupação tem sido queimar/substituir líderes.
Confesso que estava a seguir, com alguma expectativa, o envolvimento do Pedro Passos Coelho, que me parecia capaz de trazer uma lufada de ar fresco ao partido, se se conseguisse rodear de um núcleo duro forte, coeso e determinado a erguer o partido das cinzas em que se arrasta, cortando a direito aquilo que são os vícios da política actual.
Privei com o Pedro nos nossos tempos da "Jota." Foi nesses longínquos tempos em que, aqui por Canelas, havia um núcleo de cerca de 20 elementos, que seguiam de perto e com interesse a política nacional e local, e que reuniam assiduamente em minha casa que, pelo menos por duas vezes, lá esteve connosco.
O Pedro é, por isso, da minha geração ou seja: nem demasiado novo para ser inexperiente, nem demasiado velho para não ter a pujança suficiente.
O aparecimento de pelo menos mais dois candidatos, é sintomático da enfermidade que tomou conta do PSD nas últimas décadas, e que mostra que nenhum militante consegue aglutinar o partido em torno de si para conseguir, assim, uma liderança forte.
Ora, neste contexto, quem quer que seja o próximo presidente poderá, no dia seguinte à eleição, começar a contar os dias do seu reinado. E não será necessária intervenção externa para tal, pois os apoiantes dos perdedores encarregar-se-ão de o fazer com mestria.

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