Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

quarta-feira, novembro 25, 2009

A VERGONHA DA (IN)JUSTIÇA PORTUGUESA

Completam-se hoje 5 anos sobre o início do julgamento do caso Casa Pia. Não fosse a televisão e os jornais a lembrar o facto e ninguém se lembraria da triste efeméride.
De facto, passaram já 2.555 dias ou, se quisermos, 61.320 horas desde o dia 25 de Novembro de 2002, data da detenção de Carlos Silvino, após a denúncia de abuso sexual de menores feita pelo jormal "Expresso" em 23/11/2002.
O processo remonta já ao longínquo ano de 1982, data em que duas crianças, tidas como fugidas da Casa Pia, são encontradas no apartamento do embaixador Jorge Ritto, frequentado habitualmente por Carlos Cruz.
Parece-me evidente que há provas de culpabilidade inequívocas pelo que não se compreende que mais de 61 mil horas não sejam suficientes para o apuramento da verdade. O adiamento ad aeternum do fim desta vergonhosa situação não parece ter outra finalidade do que dar todo o tempo do mundo aos presumíveis culpados, para que urdam os mais diversos alibis, com vista à sua total ilibação.
Todo o país sente, à semelhança de tantos outros casos mediáticos, que a impunidade é a auréola que protege os grandes, pelo que ninguém se pode espantar com o aumento da criminalidade doutorada.
Estou certo que o primeiro juíz deste caso, o magistrado Rui Teixeira, teria há muito concluído este processo, não tivesse dele sido afastado. E foi-o, porque importa não se chegar ao fim...

1 comentário:

Acácio Rouxinol disse...

Este é o mais fiel retrato da imoralidade portuguesa… Que (embora aureolada de políticos sacrossantos, de santos politizados, duma igreja que é distante e infiel à sua própria moral, de batalhões de juízes, de gente borrada se babando de tanta presunção, em todos os quadrantes da nossa lastimável SOCIEDADEZECA de fantoches e novos ricos), não mais se desfaz da sua essência cobarde e mesquinha.
O grau de ascendência hierárquica de qualquer sociedade, amplifica a essência das verdadeiras razões que norteiam cada povo.
Nós somos isto!
Alguns de nós nunca quiseram, não querem nem quererão isto para predicados duma nação.
Acácio Rouxinol