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sexta-feira, setembro 11, 2009

HIPERACTIVIDADE

"Não se pode ir para uma junta ou uma câmara a pensar que vão os outros trabalhar por nós, não pode ser uma brincadeira"
(Teresa Lopes, 97 anos, candidata à Assembleia de Freguesia de Vila Franca da Beira). Para ler [aqui].


Aqui, nesta fregueisa de Canelas, um sono de pelo menos 3 anos e meio, parece ter dado lugar, de repente, a uma hiperactividade anormal, como se assim, dessa forma, fosse possível passar uma esponja pelo passado recente.
Há muitas formas de se chamar estúpido a um povo e esta é, seguramente, uma delas. Veremos se as gentes de Canelas se vão deixar influenciar por estes actos demagogos e que podem valer pela quantidade mas de qualidade pouco ou nada têm.
Após 35 anos de regime democrático em que os eleitores foram chamados a exercer o seu direito de escolha por 35 vezes, nunca por aqui se viu tamanha azáfama em vésperas de eleições. Pena que as haja só de 4 em 4 anos...

Mas, enquanto uns se entretêm a atirar areia aos olhos do povo, outros há que têm dedicado o seu tempo a insinuar, maldizer e até caluniar, tentando transformar a habitual pacatez do meio, numa espécie de guerrilha incompreensível, onde vagueia a suspeição e a mentira.Por mim, não o conseguirão.
Há pessoas para quem o simples, tradicional e educado gesto de dizer bom dia deixou de existir, deixando antever que foram envenenadas por um qualquer cão raivoso desses que, embora referenciados, continuam o seu vil trabalho de entoxicação colectiva, dando a cara apenas onde sentem algum apoio.
Os Períodos de pré-campanha e campanha eleitoral devem ser credibilizados, a bem das populações e do país. E não será difícil de o conseguir se cada candidato, quem os apoia e a população em geral, se centrarem na análise das propostas para o futuro que têm ou vão ter em mãos.
Aceita-se a discussão séria do passado e do presente, como base de fundamentação dos projectos futuros; pelo contrário, criticar gratuitamente, ou insurgir-se contra este ou aquele plano de trabalho, pelo simples facto que vem deste ou daquele lado, é demonstrativo de falta de inteligência, de capacidade e de respeito para com quem tem a coragem de os apresentar.
Mas, como dizia Shakespeare, os cobardes morrem várias vezes antes da sua morte, enquanto o homem corajoso experimenta a morte apenas uma única vez.


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