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terça-feira, setembro 29, 2009

A campanha eleitoral

para as eleições autárquicas aí está, na máxima força. Muito se tem dito e escrito sobre os candidatos à Câmara Municipal e às Assembleias de Freguesia, em discursos normalmente pautados pelo insulto gratuito e por ataques pessoais, perpetrados por gente que nem altura tem para, olhos nos olhos, defender o que pensam. Gente irascível, cobarde e medíocre, que se julga no direito de julgar os outros pelos seus miseráveis níveis de educação.
Obviamente que, como diz o povo, vozes de burro não chegam ao céu, e todos os escritos assentes no anonimato me merecem o normal desvio para o cesto do lixo, onde se misturam com os seus autores.
Mas, de facto, estas eleições autárquicas têm tido coisas mirabolantes (falaremos delas noutra ocasião) desde que a freguesia de Canelas foi colocada no mapa político do concelho. Pena é que alguns inteligentes, na explanação das suas idiotices, demonstrem tão claramente o quanto afastados estão da realidade, confundindo até as funções de órgãos executivos - Juntas de Freguesia - com as de órgãos deliberativos, como é o caso das Assembleias de Freguesia. E, para esses, eu explico com prazer, que um órgão executivo, como o nome indica, tem o poder de execução, sendo o responsável pela gestão efectiva da freguesia. A talho de foice, cabe aqui dizer que, no primeiro debate da Rádio Voz da Ria dedicado às Autárquicas/2009, não raras vezes ouvimos o candidato da Coligação dizer que fez enquanto o Fernando Mendonça não fez. Ora, parece-me que começa aqui a confusão geral de certas pessoas que, estando nos órgãos Executivos, acham que são os outros - os que lá não estão - que devem fazer as coisas. Se a memória me não falha, parece-me que o Fernando Mendonça nunca foi responsável pela Câmara Municipal, da mesma forma que eu não fui também Presidente da Junta.
Mas, voltando ao passado recente, é pública a minha defesa pelo desenvolvimento ou, se quisermos, pela definição de um Programa que estabeleça e dote a freguesia daquilo que é, na minha opinião, prioritário para a vida dos cidadãos que aqui habitam. E foi essa a luta travada, sobretudo ao longo dos últimos 4 anos, contra aqueles que, com alguma argúcia e falinhas mansas iam conseguindo dar verdadeiros shows de hopnotismo colectivo. Só que, normalmente neste tipo de realizações, há sempre alguém que resiste, não adormece, e isso é que estraga o espectáculo.
No exercício do cargo de membro da Assembleia de Freguesia, procurei defender, intransigentemente, os interesses da freguesia, porque os soube colocar, em todos os momentos, acima de pressões ou disciplinas partidárias, que infelizmente ainda dominam a maior parte daqueles que estão nos cargos públicos. E isso incomodou, obviamente. Serve isto para dizer que no futuro, onde quer que esteja, continuarei a exigir para a minha freguesia, tratamento igual como o que foi dado a Pardilhó, Avanca, Beduído e Salreu, salvaguardando, naturalmente, a devida proporcionalidade.
É pena que a falta de argumentação leve certa gente a produzir os maiores disparates, pelo que se percebe que os digam sem nome. Dizer-se que um candidato a uma junta de freguesia em que executará o seu cargo em regime de não permanência, anda à procura de "tacho" é a prova provada da ignorância no seu estado mais puro. E nem havia necessidade disso pois bastaria perguntar ao actual presidente da junta que enriquecimento obteve das compensações que recebeu, apuradas as despesas não contabilizadas, pelo exercício do cargo desde 1997.
É bom lembrar também que não escrevi ou proferi, ainda, qualquer palavra em relação à actuação da junta enquanto cumpridora ou não das obras a que se propôs, pelo que, apesar de perceber a intenção dos disparos, não serão esses que me derrubam. O que tenho feito e farei sempre, é apontar o dedo para a realidade, o que qualquer cidadão pode comprovar com a maior das facilidades.
A preocupação permanente que tenho para com a freguesia levou-me a ter - há algum tempo já - um projecto perfeitamente definido, enquadrado com a realidade e com as necesidades do povo de Canelas. Apresentei as suas linhas mestras no dia 23 de Julho, integrando-o depois num folheto informativo que foi distribuído por todas as casas em finais de Agosto. Posteriormente, coloquei-o [aqui] no dia 16 de Setembro, agora de uma forma mais esquematizada e perceptível, estando presentemente a chegar a todos os habitantes de Canelas em formato impresso.
É tão só, um Programa simples, de prioridades concretas e definidas, que está a ser colocado à apreciação pública para que esta sobre ele se manifeste no dia 11 de Outubro, e é suportado por uma extraordinária equipa que é o garante da sua exequibilidade.
Esta é a diferença entre dizer disparates e falar verdade, entre estar fora dos temas e conhecê-los suficientemente bem para deles falar, entre vociferar ensinamentos sectários e dizer as coisas livremente, porque se é livre para tal. E, se dúvidas ainda existirem, terei todo o gosto em as esclarecer no próximo dia 8, na sessão pública que ocorrerá na Junta de Freguesia de Canelas, pelas 21h00.


3 comentários:

Anónimo disse...

Nao gostei de ter ido a um local one vi apenas acusaçoes ao executivo camarario, em vez de se falar de um suposto projecto...

CR disse...

Caro anónimo.
Nesse local a que se refere, o que viu, ou melhor ouviu, foi o que a Câmara Municipal prometeu aqui fazer e não fez.Não foi feita alguma acusação nem sequer foi dito que não tinha feito obra.Se precisar do documento que serviu de base à análise, terei muito gosto em o ceder.
Tive oportunidade de louvar a CME quando entendi que o mereceu, como por exemplo a respeito da manutenção do apeadeiro, do Projecto Bioria de Canelas e da requalificação do Esteiro que só pecou por ter ficado a meio (mas aguarda-se a 2ª fase). E tenho pena de não ter tido mais oportunidades para o fazer pois era sinal que em Canelas teria sido feita mais alguma coisa digna de nome.

Anónimo disse...

Nao! vcs lavaram roupa suja...eu ouvi..ate o presidente da assembleia se levantou e criticou??? Mas ele votou contra???