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domingo, agosto 30, 2009

As eleições autárquicas,

tal como as presidenciais, têm a faculdade de relegar para segundo plano os apegos politico-partidários. O eleitorado consciente procura assim identificar-se com o pensamento e propostas dos candidatos, o que justifica a normal e frequente flutuação de votos de eleição para eleição.
Não se pode dizer, por isso, que os eleitores não são, ou deixam de ser, fiéis ao partido da sua simpatia mas que este acto de, conscientemente saber diferenciar o que se joga nessas eleições, é revelador, por si só, de maturidade política e do saber o que se quer.
Qualquer cidadão, com verdadeiro sentido de responsabilidade social, sabe que enterrar a cabeça na areia e votar cegamente numa cor partidária pode comprometer o futuro em mais 4 ou 5 anos. Ora, é essa capacidade de discernir e escolher, a bem do país ou da autarquia, que faz a diferença e que é sinal de evolução, preocupação e interesse pela vida pública.
Daí que, tanto nas autárquicas como nas presidenciais, a escolha se faça entre homens e mulheres com perfis, ideias e programas próprios, porquanto se sabe que após as eleições o que conta é a sua determinação, organização e querer.
Um exemplo claro disto são os cartazes dos candidatos às Câmaras Municipais, que já se começam a ver por todo o país, e nos quais o destaque vai inteiramente para a pessoa que lá figura, enquanto os símbolos partidários são quase imperceptíveis.

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