Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

domingo, agosto 30, 2009

As eleições autárquicas,

tal como as presidenciais, têm a faculdade de relegar para segundo plano os apegos politico-partidários. O eleitorado consciente procura assim identificar-se com o pensamento e propostas dos candidatos, o que justifica a normal e frequente flutuação de votos de eleição para eleição.
Não se pode dizer, por isso, que os eleitores não são, ou deixam de ser, fiéis ao partido da sua simpatia mas que este acto de, conscientemente saber diferenciar o que se joga nessas eleições, é revelador, por si só, de maturidade política e do saber o que se quer.
Qualquer cidadão, com verdadeiro sentido de responsabilidade social, sabe que enterrar a cabeça na areia e votar cegamente numa cor partidária pode comprometer o futuro em mais 4 ou 5 anos. Ora, é essa capacidade de discernir e escolher, a bem do país ou da autarquia, que faz a diferença e que é sinal de evolução, preocupação e interesse pela vida pública.
Daí que, tanto nas autárquicas como nas presidenciais, a escolha se faça entre homens e mulheres com perfis, ideias e programas próprios, porquanto se sabe que após as eleições o que conta é a sua determinação, organização e querer.
Um exemplo claro disto são os cartazes dos candidatos às Câmaras Municipais, que já se começam a ver por todo o país, e nos quais o destaque vai inteiramente para a pessoa que lá figura, enquanto os símbolos partidários são quase imperceptíveis.

terça-feira, agosto 25, 2009

... NÃO É COM CERTEZA O MEU PAÍS

A CAIXA DE COMENTÁRIOS

Pela primeira vez, em quase três anos, fechou-se a caixa de comentários do Sem Rumo. O autor do Terra Nostra diz neste post que foi o facto de não aguentar a pressão que levou a tal. Nada mais errado! O Zé conhece-me e sabe que convivo muito bem com a pressão, quando ela existe, o que não é o caso. Se há pressão ela não está, seguramente, do meu lado. E o Zé sabe disso. Sabe, embora queira fazer passar a ideia contrária. É o tal jogo que diz não jogar.
De facto, e cito, "depois deste calor, (apareceu) muito ódio partidário, muito ódio tribal, que só leva ao insulto pessoal e ao embrutecimento do discurso." Nem mais. Aqui estamos completamente de acordo. Há cerca de dois meses a esta parte, esses ódios, tão bem escondidos ou disfarçados, emergiram repentinamente pondo a nu personalidades escabrosas e horripilantes que não admitindo formas de pensar diferentes tudo fazem para desesperadamente as desacreditar com falsos argumentos.
Pois bem; como disse aqui, sempre permiti que todos manifestassem a sua opinião acerca do que escrevo ou digo, mesmo que discordando em absoluto, porque sei respeitar o espaço de pensamento de cada um. O que não aceito - e jamais aceitarei - é a falta de educação e o insulto gratuito que alguma escória social aqui entendia ter o direito de vomitar.
Gente incapaz de debater ideias e que cobardemente se cobre com o anonimato para conseguir a coragem suficiente para dizer o que de outra forma não é capaz.
Como o Zé diz, "o que digo aqui, digo a qualquer um pessoalmente - um problema que muita gente tem."

sábado, agosto 22, 2009

É DISTO QUE O POVO GOSTA

Um dia destes terei de refazer o post do dia 17 de Agosto. É justo que o faça.
Canelas, da noite para o dia, tornou-se numa imensa tenda de circo onde impera o malabarismo político em todo o seu esplendor. Em cada esquina não há um amigo mas há um empreiteiro.
Ainda falta um mês e meio para as eleições autárquicas mas, por este andar, até lá ainda se vão cumprir os Planos de Actividades de 2006, 2007 e 2008, porque o d0 corrente ano já está quase.
Como diz o colega de Fermelã: só para ver isto, já valeu a pena e aqui fica, publicamente, o mea culpa... por não ter acreditado na capacidade realizadora do poder local.
Como dizia Jorge Perestrelo, é disto que o meu povo gosta!

quinta-feira, agosto 20, 2009

UMA REFERÊNCIA

Conheci o JCV há alguns anos, como vereador da CME e como companheiro da blogosfera . Foi com muita pena que vi o Vela Latina deixar de navegar, mas é com redobrada satisfação que vejo (ainda que tardiamente) que se mantém no activo com o "A Oeste Nada de Novo".
Sempre o tive como um dos melhores elementos que passou pela Câmara de Estarreja, pela inteligência, pela coerência e pela determinação.
Uma referência, infelizmente rara, que este seu post confirma.

segunda-feira, agosto 17, 2009

OS PLANOS DE ACTIVIDADES (NÃO) MENTEM

Em devido tempo, já aqui tinha feito uma análise às Grandes Opções do Plano da Câmara Municipal de Estarreja para o ano em curso, no que diz respeito a esta freguesia de Canelas. E a cerca de dois meses do fim do mandato, parece-me importante avaliar se as coisas mudaram relativamente aos anos anteriores.
Ora, um "mega" Plano, com obras no valor de 420.000 euros, a ser cumprido, faria alguma diferença, obviamente.
Vejamos então, item por item:
» Largo do Novo Cemitério (17.500€) - Até ao momento permanece como em 2008.
» Centro Cívico (35.000€) - No ponto zero.
» Passeios (9.500€) - Uma pequena reparação em frente ao Centro Social...
» Arranjo Paisagístico da Ribeira (90.000€) - Concluído
» Variante Sul (20.000€) - Nada de novo.
» Rua Picoto Sul (12.500€) - ???
» Rua Vale do Picoto (16.500€) - Obra realizada em 2008.
» Rua da Barroca (45.000€) - Nada.
» Caminho de Ligação a Albergaria (20.000€) - ???
» Estação Viva (25.000€) - ???
» Parque do Mercado (47.500€) - Em execução.
» Gavetos da Rua da Aldeia/Entrevinhas (17.500€) - Colocado tapete.
» Caminhos agrícolas (15.000€) - Aconselha-se uma visita.

Foram estas as obras com que a CME entendeu presentear a freguesia de Canelas no corrente ano.
Bom, é certo que há o Bioria, com fundos Europeus, mas sob a responsabilidade da Câmara; e há um Posto Médico a quem foi lavada a cara por culpa do encerramento das Urgências de Estarreja e onde se vê gente a guardar lugar a partir das 5 horas da manhã, para obter um simples atestado para tirar a carta de condução.
Tendo em conta que este até foi o ano menos mau do mandato, como se pode comprovar [aqui], lá teremos de voltar ao mesmo discurso: afinal, a Câmara Municipal de Estarreja voltou a vender aos Canelenses gato por lebre. Ora, tendo em conta que goza de uma confortável maioria, seja na Câmara ou na Assembleia Municipal, entende-se que não fez o que pode mas o que quis.
De facto, quem convive diariamente com pessoas de todo o concelho, ouve com frequência dizer que as agulhas emperraram na direcção de Pardilhó. Há até quem diga que se fez alguma coisa em Avanca e Beduído, para justificar o que se investiu naquela vila. Está à vista, e as fotografias na Revista de obras da Câmara assim o atestam - uma revista que deixou de chegar à minha caixa de correio há cerca de um ano. Curiosamente terá sido nessa altura que deixei a presidência da Assembleia de Freguesia, mas acredito que é mera coincidência. Não quero crer que em Estarreja se passe o mesmo que se passou com os que não apoiaram a Manela... em todo o caso, acautele-se o Moita Flores porque nunca se sabe... a tomada de posição que tornou pública poderá custar-lhe um alto preço, porque isto de ser-se livre de pensamento na esfera de acção do PSD é deveras complicado e ultimamente isso tem vindo vezes demais à superfície.
Mas regressemos ao assunto do post. Voltámos a assistir a mais um embuste no que diz respeito ao cumprimento do Plano de Actividades para o corrente ano. Ou seja: a CME, uma vez mais, desenhou uma série de obras para constar apenas no CD das Grandes Opções do Plano. É certo que pouca gente se preocupa em saber o que foi ou não cumprido e esse é o suporte para que, ano após ano, tudo continue na mesma pelo que a falta de rigor é a principal conclusão a tirar a este respeito.
Em tempo questionei o Sr. Presidente onde foram empregues as verbas definidas destinadas a Canelas nos anos 2006, 2007 e 2008. Agora faço-o novamente acerca dos 420.000 euros deste último PA. Certamente que a resposta será a mesma, o que justifica e cimenta a minha ideia de que os Planos de Actividades e Orçamentos da CME são uma mentira.
Mas há outras questões sobre as quais importa reflectir. Assuntos importantes ocorridos nos últimos anos e que não tiveram por parte da Câmara o melhor tratamento .
Comecemos pelas descargas ilegais de lamas nos terrenos da freguesia e que a Câmara acompanhou ao largo. Comprovada a ilegalidade da acção pela CCDRC, exigia-se todo o apoio e empenho para responsabilizar criminalmente a empresa transgressora, nos termos do Dec. Lei nº 118/2006, de 21 de Junho. A Comissão de Acompanhamento, entretanto criada, nunca sentiu esse apoio e o assunto foi perdendo visibilidade até cair no esquecimento. As últimas informações a este respeito indicavam que havia sido movido um processo contra a empresa Terra Fértil. A partir daí... o silêncio.
Logo de seguida, a freguesia foi brindada com mais um atentado. Desta vez no Esteiro. Até o mais humilde agricultor desta freguesia não terá qualquer dúvida de que a responsabilidade e a causa estavam ali ao lado do esteiro, na Estação Elevatória da Simria. Decorridos 3 anos, responsáveis da empresa assumiram publicamente a descarga, propondo-se construir uma bacia de retenção a céu aberto, como solução de emergência a ser utilizada em caso de avaria nas bombas da Estação. E, se acerca da descarga ocorrida em Setembro de 2006, a CME - associada da Simria - voltou a dar mostras da sua impotência no apuro da verdade e na responsabilização da empresa em causa, já quanto à construção da bacia, adoptou de imediato uma posição activa, chegando mesmo a oficiar a Simria para que a construísse, a sul do ribeiro que separa as freguesias de Canelas e Fermelã. E, não fosse a determinação de alguns populares e das Assembleias de Freguesia das duas localidades, muito provavelmente, a obra estaria já no terreno.
Posteriormente todo o processo foi suspenso, mas até quando?
Já foi solicitado ao Sr. Presidente da Câmara uma posição definida acerca da construção da bacia. Ficar-lhe-iamos gratos se a tomasse com a celeridade que usou para assinar o despacho relativo à sua construção.
A construção da A29 tem também a sua história por contar.
Expoliada a freguesia de uma das suas melhores zonas agrícolas, nenhuma contra-partida foi conseguida em benefício desta terra. O alinhamento da estrada veio efectivamente encolher a área geográfica da freguesia e desvalorizar os terrenos entalados entre a A1 e a A29, pelo que seria natural assacar algo em compensação. Parece-me, por exemplo, que a reparação de diversos caminhos agrícolas era perfeitamente possível, por conversas informais havidas com pessoas ligadas à obra mas que, por razões óbvias, não querem aqui ser identificadas. Mas as negociações efectuadas pela Câmara junto do Governo, tiveram a particularidade que se pode ver [aqui]. A observação é óbvia: até Pardilhó e Veiros e a Murtosa receberão benefícios no âmbito do Protocolo inerente à construção da A29, que lhes passa a quilómetros... mas Canelas e Fermelã, uma vez mais foram completamente ignoradas.
E esta é a realidade que é conveniente evitar e que se não divulga. Mas é uma realidade demasiado pesada para uma freguesia que, como tive oportunidade de dizer [aqui] e [aqui], sofre do permanente desprezo por parte do poder.
Atente-se, por exemplo, no que estará na origem de, em pouco mais de um século, todas as freguesias homónimas terem multiplicado o seu número de habitantes. E, mesmo a de Arouca, numa zona serrana, convidativa à desertificação, passou de 483 para 864 almas. Só esta, de Estarreja, reconhecidamente numa das melhores zonas passíveis de desenvolvimento, permanece na mesma.
É este estado de coisas que me recuso a aceitar e que importa alterar no futuro.
Posto isto, de facto os Canelenses terão de repensar o que pretendem a partir do dia 12 de Outubro próximo: continuar a confiar numa equipa que, sobretudo nos últimos 4 anos, produziu o que acima está relatado e à vista de todos, ou alimentar alguma esperança de mudança, o mesmo é dizer, permitir que outros mostrem do que são capazes.


COMENTÁRIOS

Sempre procurei que este espaço por mim criado em 2006, mantivesse alguma elevação no tratamento dos assuntos que aqui tenho trazido.
Porque entendo que todo o cidadão tem direito a manifestar a sua opinião tenho, até à presente data e sem restrições ou censuras, deixado passar todos os comentários aqui deixados: sejam eles mais ou menos agradáveis, concordantes ou discordantes com o que escrevo ou penso, e mesmo os de carácter eminentemente crítico. São opiniões que respeito e sempre respeitarei porque entendo que se há quem se reveja na minha humilde escrita, outros haverão que nem por isso. É um direito que têm.
Contudo, ultimamente aqui têm sido deixados um ou outro comentário de baixo nível, usando de linguagem grosseira e ofensiva e com a qual me não identifico nem tolero. Todas as pessoas me merecem o mesmo respeito, pensem elas ou não como eu.
Se a intenção é "incendiar" a campanha eleitoral que se avizinha, esqueçam-no. Todos os elementos da lista que formei, apesar de usarem de toda a liberdade para se exprimirem, jamais entrarão nesse repudiante jogo.
Procuraremos apenas e tão só, divulgar as nossas linhas de actuação e o que pretendemos para esta freguesia, sempre com respeito e consideração por todos os que, como nós, se apresentarão a sufrágio.
Não permitirei de ora em diante, o uso de linguagem grosseira e ofensiva para com quem quer que seja, pelo que todos os comentários que a usem serão eliminados.

domingo, agosto 02, 2009

ESCLARECIMENTO

Por hábito, não sou muito permeável a comentários de outrem, sejam eles agradáveis ou desagradáveis, desde que, seriamente, manifestem opiniões pessoais, ainda que delas possa discordar.
Entendo que toda a gente tem direito a expressar as suas ideias e, desde que o façam com sensatez, este espaço manter-se-á sempre aberto à sua publicação.
Não é costume meu também, fazer com frequência, qualquer referência às linhas de pensamento que quem por aqui passa entende deixar. No entanto, há uma situação que, embora não passando directamente por aqui, anda de boca em boca e que penso merece ser esclarecida.

Tenho pela Sociedade Musical e Recreativa Banda Bingre Canelense o maior respeito e carinho, enquanto reconhecida e emblemática Colectividade desta freguesia. Já o disse e já o escrevi há muito tempo atrás e mantenho-o absolutamente.
Não posso, por isso, aceitar o envenenamento público que gente, sem escrúpulos, mal intencionada e imbuída de um espírito maldoso, procura levar a cabo, dizendo que me propus – aquando da apresentação pública às eleições Autárquicas – retirar a Sede à Banda Bingre Canelense, ou retirar a Banda da sua Sede. Nada mais absurdo!
E, para que se esclareça definitivamente esta situação, quero deixar claro que, na sequência de um projecto de construção de um Lar na freguesia, que tenho por muito necessário, libertar-se-ão as instalações do actual Centro Social, uma vez que todos os seus utentes passariam para as novas instalações.
De facto, a concretizar-se este projecto, havia que repensar a utilização a dar ao actual Centro e, uma das possibilidades seria colocar o edifício à disposição da Banda, para o que mais conveniente fosse. Embora tenha para o mesmo outros fins, entendia que a prioridade era essa, caso interessasse, obviamente.
Jamais em momento algum se colocou ou colocará qualquer imposição a esta ou a qualquer outra colectividade da freguesia, pelo que tenho de repudiar veementemente esta forma de deturpar aquilo que tenho por sério.
Aceitarei sempre a análise e discussão e mesmo o confronto das ideias e projectos que tenho para a freguesia (algumas delas já tornadas públicas), mas nunca pactuarei com essa vergonhosa forma de espalhar veneno que denota uma falta de seriedade para com a colectividade e não só.
Se a ideia é criar um clima de guerrilha interna na freguesia, devo dizer que não contem comigo, pelo que poderão virar-se para outro lado.
Disponibilizei-me a reunir um grupo de gente que sei que reune as condições necessárias para a realização de um bom trabalho na freguesia, perfeitamente consciente do passo que estava a dar.
Como já o disse, trata-se de uma equipa que, apesar de apoiada por um partido, se uniu em torno de um objectivo claro e que nada tem a ver com política, como alguns querem fazer crer.
Equipa essa que discute o que pretende fazer e como o conseguir, e que nunca fez qualquer comentário acerca das outras candidaturas que, igual e legitimamente, se apresentarão à eleição de Outubro. E isso, para mim, marca uma diferença que me satisfaz inteiramente.
Continuaremos, em tempo oportuno, a apresentar as nossas linhas de orientação e a discuti-las com quem assim o queira, porque é apenas isso que nos motiva.
Os eleitores, depois de devidamente esclarecidos, saberão certamente ver o melhor Programa para o futuro da freguesia. Nessa altura, deseja-se apenas que o interesse público se sobreponha a caprichos e demagogias, alicerçadas em falsas ideias e sórdidas mentiras.