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quarta-feira, março 04, 2009

Diariamente

surgem, em quase em todos os jornais, artigos de opinião que apontam as mais diversas medidas para a recuperação económica do país.
Geralmente são escritos por políticos, alguns até que o tempo, em boa hora, se encarregou já de fazer esquecer.
Mas, interessante mesmo é ver que a maior parte deles só fala depois de se ter abotoado com duas ou três reformas e, mais grave ainda, é constatar que eles próprios contribuiram para este estado de coisas. Então, as brilhantes ideias para combater a crise batem todas no mesmo: quem trabalha que pague!
Quando é que esta escumalha percebe que a classe política há muito caíu em descrédito e que poucos a levam a sério?
Quando é que se dignam olhar para os resultados eleitorais e ver que os abstencionistas e os que votam em branco são hoje, de longe, o maior partido? Quando é que se dispõem a perceber o que isso significa verdadeiramente?
Este senhor, que por sinal até fez parte de vários governos, deveria ter vergonha de dizer que "Vale mais baixar o rendimento dos que trabalham do que mandar pessoas para o desemprego".
Nada melhor para incentivar e incrementar a produtividade, do que baixar os salários de quem trabalha, pois está claro!
Ou seja: em última análise, quem trabalha é que é responsável pelo desemprego dos outros, pelo que deve repartir com eles o seu salário.
Sendo Portugal um dos países da Europa em que os trabalhadores são compensados com os salários mais baixos, esta é mesmo uma ideia brilhante, ao nível das que se produzem nos melhores estábulos.
Ao invés, porque não começar pelos que não produzem coisa alguma e auferem principescos vencimentos, além de um montão de alcavalas para compor o ramalhete? É que assim, até talvez se conseguisse repor alguma credibilidade nos discursos, se é que isso interessa verdadeiramente.

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