Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

No rescaldo

dos três dias de Carnaval, diz o Zé Matos que estiveram em Estarreja 15 mil energúmenos, na perspectiva de alguns comentadores locais.
Provavelmente também me quererá incluir nesse grupo de comentadores e, por isso, gostaria de aprofundar um pouco mais alguns aspectos que aflorei aqui ao falar do Carnaval.
E, antes de mais, importa dizer que classificar de energúmenas (possessas, possuídas pelo demónio, desnorteadas, fanáticas) as 15 mil pessoas que assistiram ao desfile é uma atitude que não fica bem e que não foi retratada nem referida por nenhum dos tais comentadores locais. Aliás, esses pagaram livremente o seu bilhete para assistir ao desfile e, como tal, ninguém terá nada a ver com isso.
O problema dos Carnavais está do outro lado, do lado de dentro, desse lado que consome os 175 mil euros em Estarreja, os 400 mil em Ovar e por aí adiante.
Entende-se a necessidade e o direito à diversão mas importa discernir entre o normal e o exagero. E é esta diferença que parece diluir-se nas mentes de quem prepara a festa.
Nada haveria a obstar se os bilhetes vendidos custeassem as despesas por inteiro ou, se quisermos, se o orçamento fosse feito à medida das receitas directas; mas sabe-se que isso está muito longe de acontecer.
Infelizmente, lá teremos de concordar com aqueles que dizem que o Carnaval é o maior evento do concelho de Estarreja. Mas mal vai a terra e o concelho que faz do Carnaval a sua principal bandeira.
Pode perguntar-se o que deixaram em Estarreja as tais 15 mil pessoas. Nada, absolutamente nada, além dos 5 ou 10 euros que pagaram para assistir ao desfile.
Justificar-se-á, numa altura em que muitos países se abeiram do colapso económico, entre eles Portugal, gastar-se essas somas monstruosas em nome do direito à diversão?
Será justo, num país que encerra escolas e Urgências porque não rentáveis economicamente, que se apresta para dar o golpe final nos Centros de Saúde, que tem milhares de idosos com pensões que mal dão, quando dão, para os gastos com medicamentos, que vê o número de desempregados crescer astronomicamente de dia para dia, que tem gente, e muita, a passar fome, será justo, dizia, queimar milhões de euros nesta verdadeira loucura abrasileirada?
Não se divertirão por acaso, os habitantes de Aveiro, Ílhavo, Murtosa ou mesmo Canelas, sem tamanha loucura financeira?
Concordando com o Zé que o Carnaval é uma festa e não uma sessão de literatura importa, no entanto, perceber que nem isso justifica, sobretudo no momento actual, a embriaguez colectiva que se apodera de muita gente. E muito menos daqueles que, gerindo municípios, com frequência justificam a não realização de obras de importância relevante, com a falta de verbas para tal.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

O ENTRUDO

Os Canelenses continuam a saber divertir-se e, de uma forma espontânea e gratuita, continuam a trazer às ruas da freguesia o Entrudo trapalhão, genuinamente português.
Durante a tarde de ontem a animação foi muita, para gáudio de centenas de pessoas que aqui se deslocaram para assistir a esta manifestação que faz já parte da vida desta terra.
Contrariamente a outros, aqui pensa-se no Entrudo uma meia dúzia de dias antes e brinca-se naturalmente e por conta própria.

domingo, fevereiro 22, 2009

O OUTRO LADO DO CARNAVAL

Longe vai o tempo em que o Distrito de Aveiro era tido como uma referência na criação e manutenção de emprego.
Os números actuais, que apontam para cerca de 40 mil desempregados, são demasiado preocupantes e fazem antever um futuro cada vez mais difícil. O drama dos que perdem o seu emprego e a incerteza do futuro de centenas ou milhares de jovens que saem anualmente das Universidades sem que vislumbrem uma qualquer oportunidade de emprego está a transformar-se no principal flagelo deste início de século.
Não será estranho a este facto, o aumento da criminalidade, muitas vezes acompanhada de violência extrema, que vai espalhando o medo e a insegurança.
A ser verdade que 33% da população do Distrito vive sem emprego ou em situação de precariedade, espera-se pelo pior, também por aqui.
E o mais preocupante e incompreensível é o facto de que ninguém parece preocupar-se com isso...

sábado, fevereiro 21, 2009

MAS QUAL CRISE?

Três milhões e quatrocentos mil euros é, segundo o Correio da Manhã, o orçamento para os 15 desfiles mais famosos do país. Desses, uma substancial fatia é assegurada pelas Câmaras Municipais, ou seja, um pouco por todos nós.
Um país estupidamente anestesiado durante três dias e que acordará na quarta-feira para a realidade brevemente esquecida. De repente, olha-se para trás e... fica nada.
Convenhamos que a época é naturalmente de festa, de euforia, de alegria mas, queimar cerca de três milhões e meio de euros em três dias, retira a muita gente o direito à indignação pela actual situação económica do país.
Aqui por Canelas, a diversão também acontece e na próxima terça-feira haverá o já tradicional desfile pelas principais ruas da freguesia e que terminará com o lanche-convívio no largo Campo da Cruz.
Espontaneamente e sem qualquer organização, revive-se aqui o Entrudo d'outros tempos.
Sem apoios financeiros, toda a despesa com as fantasias, enfeites e construção de carros alegóricos é suportada por quem participa na diversão. Assim deveria ser por todo o lado.
Fica o convite. Terça-feira, a partir das 15h00, aqui em Canelas.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

COMO É QUE É?

A Administração Regional de Saúde do Alentejo - pasme-se - adquiriu à empresa João Se, um armário, duas mesas e três cadeiras por... 97.560,00€!!!
Está tudo oficialmente [aqui].
Haverá alguém que consiga dizer alguma coisa perante isto?

domingo, fevereiro 15, 2009

A CONFIRMAÇÃO

REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE 13/02.
Passados cerca de dois anos e meio finalmente foi admitida, de forma clara e evidente, a responsabilidade da SIMRIA - para todos inequívoca desde a ocorrência – pelo atentado ecológico que ocorreu no Esteiro de Canelas em 2006.
É certo que para a grande maioria da população este, como muitos outros assuntos, passa completamente ao lado. Mais morte menos morte, mais atentado menos atentado, mais descarga menos descarga, que importa lá isso? É muito mais importante a vida da vizinha, o diz que diz, a alcoviteirice manhosa e nojenta do que qualquer assunto de interesse público.
Felizmente há ainda uma meia dúzia que procura demarcar-se da restante apatia e lá vai “estrebuchando” conforme pode.
Pois bem, de volta à reunião, a presença de três representantes da SIMRIA serviu para tudo: para contar por letras de ouro a história de sucesso da empresa (de que a Câmara Municipal de Estarreja é associada desde a sua constituição); para apresentar o volume de efluentes tratados e rejeitados no mar através dos emissários submarinos; para demonstrar a capacidade folgada das instalações; para deixar ainda mais preocupação no ar; para justificar a construção da bacia de retenção em Canelas, etc, e para uns “recados” que levaram, obviamente.
Passando a explicar:
Definindo a SIMRIA poderá dizer-se que se trata de uma empresa que nasceu com o objectivo de recolha, condução e tratamento dos efluentes que normalmente eram descarregados na ria de Aveiro, passando a rejeitá-los em alto mar.
Trata-se de uma empresa Certificada, o que lhe acarreta maior rigor e responsabilidade no seu funcionamento.
Assim sendo, fica por compreender a fuga a essa responsabilidade aquando da descarga ocorrida no Esteiro de Canelas.
Mais grave que o desastre ecológico ali ocorrido em Setembro de 2006, foi o esconder da mão depois da pedra atirada, deixando para a Câmara e Junta a remoção das toneladas de peixes mortos. Nessa altura, era seu dever assumir, explicar e participar nas operações de limpeza do Esteiro. Não o fez e deixou aqui instalada a dúvida acerca da seriedade dos seus actos.
Vem então aqui e agora a SIMRIA brindar-nos com a construção de uma bacia de retenção, por sinal o primeiro equipamento de género em toda a sua área de abrangência, que se estende actualmente por 11 municípios. É de desconfiar...
Questionados os técnicos presentes sobre a honrosa escolha deste local, apenas disseram que se tratava de uma decisão política e que tinha como finalidade evitar o que sucedeu há dois anos e meio. Uma decisão política que a Câmara e a Junta de Freguesia desconheciam??? E, afinal, sempre aconteceu há dois anos e meio...
Mas o mais grave de tudo isto é o facto de que a construção da tal bacia não inibe a presença de uma conduta de emergência com saída para o Esteiro, tal como lá está presentemente. E aqui sim, parece-me que andam a querer brincar connosco.
Segundo as informações técnicas prestadas, este equipamento terá capacidade para retenção dos efluentes da estação elevatória durante 2 dias, cenário este de remota previsibilidade uma vez que dos oito acidentes / avarias ocorridos até agora, o período máximo necessário à sua correcção foi de cerca de três horas. Normalizada a situação, os ditos efluentes, regressam à estação e seguem o seu curso normal.
Podendo aceitar-se como mal necessário a construção da tal bacia, pergunta-se o porquê da necessidade de manter ainda a saída de emergência.
Entendo que a estação elevatória seja passível de avaria ou da ocorrência de qualquer acidente, mas não concebo que um equipamento construído para situações de emergência não seja suficientemente capaz de cumprir a missão que lhe está destinada e necessite, também ele, de uma solução de emergência.
Pode inclusivamente questionar-se se tecnicamente é esta a única solução.
Teremos aqui uma história mal contada ou querem mesmo fazer de nós parvos?
Não se percebe também que, num momento em que existem já dois projectos elaborados e que foram presentes na reunião, não tenha havido comunicação prévia com a CME e com a Junta de Freguesia, no sentido de informar do que aqui se pretende fazer. Evitar-se-ia, pelo menos, a ridícula elaboração do designado Projecto 1 que aponta para a construção da bacia nos terrenos entre o Esteiro Velho e o Esteiro Novo.
Como não se entende como é possível projectar uma obra destas para a entrada de uma das mais bonitas zonas do Baixo Vouga, à qual foi atribuída a classificação de Zona de Protecção Especial, entre outras.
É certo que, segundo o projecto, é possível enquadrar e disfarçar o equipamento no contexo paisagístico do local desde que seja construído junto à estação elevatória. Mas, e o cheiro?
Há silêncios que são comprometedores e há acções que deixam muita incerteza a pairar. Estaremos atentos... pelo menos a meia dúzia do costume.

sábado, fevereiro 14, 2009

WE ARE THE WORLD

Vinte e quatro anos passaram já sobre a data da criação de uma música que juntou alguns dos maiores cantores da actualidade, em torno de uma grande causa. O tema que pretendeu ser um grito de alerta em favor das crianças desfavorecidas de todo o mundo, em especial as de África, é verdadeiramente empolgante. Vale a pena recordar.

There comes a time when we heed a certain call (Lionel Richie)
When the world must come together as one (Lionel Richie & Stevie Wonder)
There are people dying (Stevie Wonder)
Oh, and it's time to lend a hand to life (Paul Simon)
The greatest gift of all (Paul Simon/Kenny Rogers)

We can't go on pretending day by day (Kenny Rogers)
That someone, somehow will soon make a change (James Ingram)
We're all a part of God's great big family (Tina Turner)
And the truth (Billy Joel)
You know love is all we need (Tina Turner/Billy Joel)

( CHORUS )
We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day so let's start giving (Michael Jackson)
There's a choice we're making we're saving our own lives (Diana Ross)
It's true we'll make a better day just you and me (Michael Jackson/Diana Ross)

Well, send'em you your heart so they know that someone cares (Dionne Warwick)
And their lives will be stronger and free (Dionne Warwick/Willie Nelson)
As God has shown us by turning stone to bread (Willie Nelson)
And so we all must lend a helping hand (Al Jurreau)

( REPEAT CHORUS )
We are the world, we are the children (Bruce Springsteen)
We are the ones who make a brighter day so let's start giving (Kenny Logins)
There's a choice we're making we're saving our own lives (Steve Perry)
It's true we'll make a better day just you and me (Daryl Hall)

When you're down and out there seems no hope at all (Michael Jackson)
But if you just believe there's no way we can fall (Huey Lewis)
Well, well, well, let's realize that a change can only come (Cyndi Lauper)
When we (Kim Carnes)
stand together as one (Kim Carnes/Cyndi Lauper/Huey Lewis)

(REPEAT CHORUS )

(additional ad-lib vox by Bob Dylan, Ray Charles, Stevie Wonder, Bruce Springsteen, James Ingram).

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Hoje há

Assembleia de Freguesia Extraordinária para análise da proposta de construção de uma bacia de retenção que a SIMRIA quer implantar junto ao Esteiro de Canelas.
Veremos então a justificação para a localização da mesma, num espaço que está a ser requalificado pela CME, enquanto existem terrenos disponíveis junto à estação da SIMRIA e que são propriedade desta entidade.
Parece-me que a dita bacia - cuja construção foi proposta em tempos pela Assembleia de Freguesia, a fim de precaver uma qualquer deficiência de funcionamento da estação - deverá ficar o mais próximo possível desta, a fim de que, normalizada qualquer situação extraordinária, os efluentes possam voltar a ser introduzidos no circuito normal.
A pretensa colocação desta em local afastado e junto ao Esteiro leva a crer que este poderá continuar a ser... a porta de saída. E é isso que se não pretende.
Infelizmente parece que todo e qualquer organismo entende que aqui por Canelas habita um bando de pacóvios amorfos e acéfalos, que bate palmas a tudo o que aqui se queira colocar.
Na reunião de hoje, às 21h00 é, obviamente, importante a presença de elementos da SIMRIA, da CME e do Departamento do Ambiente da CME. Veremos... se dão a cara.
Ora vamos lá então a ver se a gente se entende por aqui, ou se continuamos a aceitar todas as barbaridades, neste caso ambientais, com que nos queiram brindar.

sábado, fevereiro 07, 2009

ESTARREJA NO SEU MELHOR

A coisa aqui por Estarreja promete. A julgar pelo que se vai escrevendo a cor-de-rosa e a laranja, parece que vamos ter no próximo mandato dois presidentes da Câmara, tal é a convicção da vitória de certos elementos dos partidos com maior representatividade no concelho.
As farpas de lado a lado já começaram, o que deixa antever o que vai ser a próxima campanha eleitoral: uma badalhoquice pegada, com meia dúzia de promessas pelo meio. Jamais se verá um debate de ideias sério, fundamentado e coerente com as necessidades do concelho.
Mas pronto, a seu tempo se verá.
Entretanto clama-se [aqui] por um novo hospital com serviço de urgência 24 horas. A minha memória é curta, ou Estarreja (concelho) tinha um serviço desses no hospital Visconde de Salreu, e que foi extinto há cerca de dois meses e meio? Em que é que ficamos: é necessário um novo hospital ou faz falta o serviço de urgência, ou ambas as coisas? Será que as urgências fecharam de noite porque o hospital era velho?
E, já agora, [daquele famoso protocolo] de 14 cláusulas, o que é que já foi cumprido? Alguém sabe, ou alguém quer dizer?
É interessante também saber que as consultas abertas no HVS irão funcionar 24 horas por altura do Carnaval. Quer dizer... para atender os excessos e as mais que prováveis bebedeiras do costume, há médicos e há consulta; para atender uma necessidade urgente que surja nas outras noites do ano... Aveiro ou Santa Maria da Feira, pois claro!
Aqui por Canelas, o Posto Médico encerrou para obras. Ao que parece, a Junta de Freguesia terá oferecido, e bem, espaço no seu edifício sede para o atendimento dos doentes. Comenta-se que a Srª Doutora se recusou a prestar ali os seus serviços por falta de condições. A ser assim, lamenta-se, tanto mais que, com o recurso a divisórias amovíveis, se poderia transformar o salão da junta em três ou quatro salas, com a maior das facilidades e baixo custo, - o que seria mais que suficiente para a continuação do atendimento.
O que sucede é que quem necessitar de uma simples receita tem de ir a Estarreja. E, se não tiver carro próprio, o remédio é recorrer aos táxis, claro! Que importa lá se uma embalagem de um qualquer medicamento passe assim a custar mais do dobro? Isso é lá coisa que preocupe?
Mudando de ares... iniciaram as obras do arranjo da zona envolvente do Esteiro de Canelas. Ali perto, o entulho que permanecia há muito no espaço destinado ao Parque de Marendas foi também removido. Espera-se assim que, a curto prazo, aquela zona seja transformada numa verdadeira e digna porta de entrada para os campos do Baixo Vouga. Mas sê-lo-á mesmo?
Acontece, porém, que os proprietários dos terrenos situados entre os dois espaços a requalificar, recberam umas cartitas da SIMRIA para estarem presentes no local hoje, dia 07/02. Ao que consta - sim, porque da Câmara e da Junta de Freguesia parece que ninguém sabe do que se está a passar - o objectivo é a expropriação dos terrenos para a construção de uma bacia de retenção de efluentes da estação, em caso de avaria técnica.
Brilhante ideia esta de querer implantar uma bacia de m**** entre o futuro parque de Merendas da Freguesia e o Esteiro, agora em fase de alindamento!!!
Mas esta gente tem o quê dentro da cabeça?

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

O PAÍS REAL

[AQUI]


PS. Cortesia do companheiro Fermelanidades.

domingo, fevereiro 01, 2009

NÃO GOSTO DISTO

Esta "coisa" que plantaram numa rotunda de Estarreja, junto à ponte sobre a linha do caminho de ferro, e que dizem representar Santo António... não diz nada com os meus conceitos de estética. Nem tem que dizer, obviamente!
Mas, partindo da constatação de que as imagens de Santo António são das mais belas de todas as que representam os santos da história da igreja, não consigo ali encontrar nada de belo. E, se a parte que cabe ao santo, enfim, é o que se vê, então o menino, com aquelas pernas abertas, lembra-me uns bonecos que os trolhas antigamente pintavam a cal nas paredes das obras que faziam.
Gosto de arte moderna e, mais ainda, quando um artista consegue uma simbiose agradável entre a modernidade e o passado, tal como se pode ver em Aveiro nas homenagens aos Marenotos, Santa Joana, etc., onde o ferro ganha forma agradável à vista e nos situa no tempo e na homenagem pretendida
Perdoem-me lá os apreciadores da obra, mas quem deixa Estarreja para trás, merecia levar outra imagem na memória.

QUALIDADE DO AR

Continua o circo em torno do caso Freeport e, sempre com novidades em cada serviço noticioso. A continuar assim, em breve poderá o governo dispensar as investigações oficiais e nomear os jornalistas e opinantes como tutelares da justiça em Portugal.
Enquanto isso, [isto] preocupa-me muito mais. Mas quem é que dá importância a um problema que, segundo diz quem sabe, provoca asma, problemas cardiovasculares, cancro e morte prematura da população?
No relatório da CE está lá Estarreja, uma vez mais, e para mal de todos nós que aqui nascemos e aqui haveremos de acabar. Mas que importa lá isso?