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sábado, janeiro 24, 2009

2009

apresta-se a ser um ano de intensa actividade política. Um pouco por todo o lado, começam já a agitar-se as águas na procura de candidatos e, em breve, seguir-se-ão os habituais discursos dos novos salvadores da Pátria.
Aqueles que em breve terminam os seus mandatos, dirão que fizeram mais em 4 anos que os "outros" em oito ou dez, e os que nos últimos actos eleitorais não alcançaram o poder, dirão que tudo o que foi feito foi pouco e o que deveria ter sido feito não o foi. Vivemos disto há trinta anos!
Em breve, escancarar-se-ão as portas do circo.
Otto von Bismarck dizia que nunca se mente tanto como em véspera de eleições, durante a guerra e depois da caça. E tinha razão.
Haverá então, no corrente ano, três frentes de batalha que deixarão os políticos cá do burgo exaustos, pelo que não será de espantar uma aprovação de aumento salarial. E o governo que temos tem alguns sheriff's de Notthingam, ou não se dedicasse permanentemente à espoliação do povo para manter a burguesia cá do sítio.
A pouco e pouco, o que era tido como um Estado de Direito passou a Estado Fiscal onde o que importa é surripiar à classe média e média baixa - na sua maioria trabalhadores por conta de outrém - o que muitas vezes não chega para uma vivência digna. Os tubarões, esses, engolem cardumes inteiros de peixe miúdo que lhes são servidos em bandejas de prata.
Virão então novamente e em breve, iludir o povo que, na sua eterna subserviência, os levará em ombros até às cadeiras do poder.
Os governos de quase todo o mundo (incluindo o de Portugal) têm, nos últimos tempos, desencantado milhões e milhões de dólares/euros para "salvar" os que mais ganham e que mais têm. Esses mesmos que se abotoaram com o dinheiro dos outros. Milhões que não aparecem para erradicar a fome, a falta de habitação, a pobreza, o alívio da carga fiscal, o pagamento de cirurgias de preço elevado, a criação de emprego, etc.
Milhões que não aparecem para benefício do povo e que surgem da noite para o dia para dar cobertura a situações de fraude, roubo, incompetência, gestões escabrosas ou o que se lhes queira chamar.
Até onde será necessário ir para que o povo acorde?

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