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quinta-feira, dezembro 04, 2008

A ILUSÃO

SÓCRATES SEGURA 10.000 EMPREGOS
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O governo passou a gerir a actualidade ao jeito do melhor mágico do mundo. Ao lado de Sócrates, Copperfield ou Luis de Matos não serão mais que aprendizes.
Sem se perceber bem onde tem ido o governo desencantá-lo, a injecção de dinheiros - verdadeiras fortunas - do erário público, em empresas ou instituições privadas, tem sido anunciada como a medida salvadora de milhares de empregos. Nada mais falso.
Tomando por base a indústria automóvel, a realidade é simples: face à conjuntura europeia e mundial, de nada adiantará às empresas portuguesas produzirem desenfreadamente, se o que produzem não tem, a curto e médio prazo, escoamento. E a responsabilidade não pode ser assacada a essas empresas mas tão só ao facto de a venda de automóveis ter caído a pique, como resultado da crise económica instalada.
Assim sendo, a medida do governo mais não fará do que adiar por algumas semanas ou meses, o que acabará por acontecer: o despedimento de milhares de trabalhadores e a possível e provável descontinuação de muitas empresas.
Além disso, esses encargos acrescidos na gestão das empresas em dificuldade, acabarão por lhes dificultar ainda mais a sobrevivência, precisamente porque delas próprias não depende a sua recuperação económica.
Tenho por certo que durante o próximo ano o governo, irresponsavelmente, vai continuar a armar-se em pai natal, distribuindo milhões e milhões a quem lhe estenda a mão, ao invés de preparar planos de reestruturação e recuperação onde sejam necessários (empresas) e de responsabilizar os intervenientes nas derrocadas financeiras (bancos) que têm vindo a público. Enquanto isso, os senhores gestores "amanham-se" [assim] e [assim].
É mais que certo que a economia portuguesa, contrariamente ao que o governo pretende transmitir, estará em recessão no (s) próximo (s) anos (s). E a este propósito, acho curiosa a expressão, que tantas vezes se ouve da boca de jornalistas e até de economistas, de que em 2009 a economia Portuguesa terá um "crescimento negativo". Crescimento negativo??? Enfim!
E o pior é que a partir de 2010, passadas as eleições, haverá que repor todos estes milhões nos cofres do estado... adivinhando-se quem terá de o fazer: o contribuinte, obviamente!

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