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quarta-feira, outubro 15, 2008

Dizia o Sr. Presidente

da Câmara Municipal, a dois de Outubro no Jornal de Estarreja que, para Canelas, "há um conjunto de outras acções ou intervenções ou projectos que vão desde a escola (que já tem uma nova sala polivalente), (...)".
Pode ler-se [aqui] que, finalmente, está dado o primeiro passo para a tal intervenção na escola de Canelas e também na de Fermelã: começou a contagem decrescente com vista ao seu encerramento.
Não deveria ser eu a preocupar-me em demasia com o assunto. Não tenho descendentes em idade de frequentar a escola da terra mas, quando de fora aparecem uns iluminados, que em nome de uma aplicação "racional" das magras verbas disponíveis, levam tudo à frente sem se importarem com as repercussões que isso possa ter no futuro destas pequenas comunidades, é claro que não posso calar-me.
Isoladas e abandonadas pelo próprio poder autárquico, assim vão definhando sem se dar conta de que tudo o que presentemente têm perto, cada vez estará mais longe.
Sem se importar com este facto, o povo vegeta alegremente, sorvendo cuscovilhices e festarolas.
Aproximam-se rapidamente novas eleições. Os partidos, de quem até agora se não tem ouvido uma palavra de jeito, uma preocupação, um acompanhamento, preparam já o discurso com que hão-de iludir novamente o povo - afinal, é tão fácil iludir este povo! E eles sabem-no bem.
É triste. É repugnante. Mas merecido.
Como dizia ontem um ex-ministro das finanças e fiscalista, os partidos existem hoje para se governar. O objectivo é colocar nas Câmaras, no Governo, no Parlamento, os amigos e os amigos dos amigos. Não percebem nada de nada. Chegam lá, leem uns dossiers e passados seis meses começam a fazer umas coisas para iludir a malta. O sentido de Estado exige desprendimento e sacrifício que ninguém hoje tem em linha de conta - Medina Carreira no Jornal das 9 da Sic Notícias. Subscrevo.

1 comentário:

Falcão Peregrino disse...

E eu também! Completamente.