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quarta-feira, outubro 08, 2008

A CRISE DO DEBATE

Terminou há minutos o debate quinzenal da Assembleia da República. O tema prometia: a crise económica mundial que, como se sabe, está na ordem do dia, e assume uma dimensão deveras preocupante.
Mesmo assim, o debate traduziu-se apenas e só, por um alegre passeio do governo, muito por culpa da oposição que, mais uma vez, não o soube ser.
Registe-se que todos os partidos da oposição se fizeram ouvir pela voz dos seus líderes, menos o PSD. Uma vez mais, de Manuela Ferreira Leite, nem sinal, nem uma palavra sequer.
Retomando ao debate, depois de chamar a atenção para a situação do mundo, o primeiro ministro tranquilizou os portugueses quanto às suas poupanças, dizendo que o Estado as garantirá num eventual cenário mais complicado, cenário esse que não se prevê, no entanto.
Depois tirou ainda da cartola algumas medidas tais como: a redução para metade do IRC nos primeiros 12500 euros de matéria colectável das empresas, a abertura de mais uma linha de crédito de 1000 milhões de euros às PME e o pagamento de mais uma prestação do Abono a todas as famílias, no mês de Setembro.
Como atrás se disse, sem oposição, José Sócrates levou o debate para onde quis. Culpabilizou o sistema norte americano pela situação internacional e reafirmou o rigor e recuperação das contas públicas do país, responsáveis pelo clima de tranquilidade interna.
Será que o país pode mesmo confiar nesta blindagem, que o governo entende existir na economia portuguesa e que o deixará imune à crise internacional?
Uma nota final para dizer que as intervenções da oposição quedaram-se pelas já habituais críticas ao governo, fugindo claramente do tema do debate. Um debate pobre, insípido e curto. Exigia-se muito mais, sobretudo pelo tema em discussão.

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