Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

sexta-feira, outubro 31, 2008

ANÁLISE

O jornalista Mário Crespo escreveu um artigo de opinião em 04 de Agosto, no JN, que vale a pena ler. Uma análise simples, objectiva e clara.

Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento.
Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.
Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.
Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas.
Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público.
Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar.
Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês. Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.
Imaginem remédios dez por cento mais baratos.
Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde.
Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros.
Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada.
Imaginem as pensões que se podiam actualizar.
Imaginem todo esse dinheiro bem gerido.
Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal.
Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas. Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.
Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos.
Imaginem que país seremos se não o fizermos.

Esclarecidos?

MAIS VALE TARDE QUE NUNCA

Saúda-se a posição da Câmara Municipal de Estarreja que, pela voz do seu Presidente, “atira” para decisão local, o encerramento das escolas básicas do concelho.
Fica a saber-se que, não obstante a construção da nova Escola Básica Integrada em Salreu, far-se-á depender do número de alunos neles inscritos, a continuidade dos estabelecimentos de ensino das freguesias. E assim é que deve ser.
Teremos então que caberá aos pais a decisão de matricular, ou não, os seus filhos na escola da freguesia onde habitam.
A nova escola estará, muito provavelmente, mais vocacionada para oferecer aos alunos do sul do concelho, a continuação dos estudos a partir do 5º ano de escolaridade. Parece-me ser esse o caminho natural.
Porque pior que errar seria persistir no erro, a CME deu assim um sinal de abertura e de proximidade do que é tido por importante para a vida das freguesias, sobretudo a das mais pequenas.
Mais vale tarde que nunca!

terça-feira, outubro 28, 2008

Até que enfim

que se ouve alguém dizer alguma coisa de jeito acerca da crise económica mundial.

domingo, outubro 26, 2008

PORQUE ESTÁ NA HORA

Agora que o projecto de alargamento do espaço Bioria parece começar a querer sair da gaveta, é tempo de se retomar a luta noticiada [aqui].
A projecção da causa a nível nacional, peca apenas por tardia mas, como diz o povo, mais vale tarde que nunca.
A petição de que se fala aqui e aqui é, sem dúvida, uma peça importante neste processo que visa o fim da caça nos campos do Baixo Vouga e, sobretudo nas imediações dos percurso Bioria.
Como sempre se disse, não está em causa - nunca esteve - qualquer animosidade contra o exercício da caça. O que há é uma intenção séria e um objectivo claro e legítimo: preservar um espaço de excelência, reconhecido já internacionalmente.
Há no território nacional e concelhio, imensas áreas direi, milhares de ha, onde é pacífica a actividade cinegética.
Acontece que, estupidamente e em meia dúzia de dias, se transformou todo o território nacional em zona de caça. E mais estúpido parece ser não se perceber que há zonas desse território, consideradas de interesse mundial e cuja desanexação das zonas de caça em nada afecta o exercício dessa actividade.
Este é um assunto a que o poder local - Câmara Municipal de Estarreja e Junta de Freguesia - podia e deveria dar atenção, por forma até de sustentar e enquadrar com harmonia o alargamento do Bioria, que se saúda e se deseja há muito.
Há um significativo grupo de cidadãos que há muito se dispôs a contribuir para que o objectivo seja alcançado. Não têm, provavelmente, tido os apois necessários para tal mas, estou certo, não desistirão.
Como atrás disse, a oportunidade para regulamentar tudo isto é esta, uma vez que os novos percursos se encontram já definidos e espera-se para breve a sua sinalização e abertura.
A petição, (aqui), continua à espera de ver engrossada a lista dos que entendem justa esta causa.
Um mail a todos os nossos contactos é uma excelente forma de sensibilização. Vamos lá!


JOGUINHO DE FIM DE SEMANA

Um entretenimento para o fim de semana AQUI

Vamos lá, a diversão será tanto maior quanto nos lembrarmos do que produziram na passada semana essas cabeçinhas pensadoras.
Divirtam-se!

sábado, outubro 25, 2008

O PAÍS DAS MARAVILHAS

Não há como o governo português.
Há cerca de duas semanas anunciava, a todo o mundo, que Portugal iria resistir à crise internacional; há oito dias tinha como certo que a economia do país iria crescer, em 2009, o triplo do previsto para os principais países europeus.
Entretanto, sem que os bancos portugueses dessem ainda sinal de dificuldades, oferece-lhes uma garantia de 20 mil milhões de Euros aos quais, hoje mesmo, o BPI, o Santander, o Totta , o BCP e o BES se preparam para deitar a mão, obviamente.
Quer dizer então que vai haver festa na corte pelo agravamento da situação dos mercados financeiros. Sim, porque só nesse caso é que se justificará o recurso a esse dinheiro.
É evidente que essa concessão está sujeita a determinadas regras e garantias mas, não seria bom, antes de mais, saber-se e tornar público quanto estão a sugar os gestores desses bancos?
Parece-me que há uma obra de importância nacional a merecer ser incluída ainda no Orçamento para 2009, e que assume desde já um carácter de extrema urgência: a construção de um hospício. Sugere-se suficientemente grande para que os possa albergar todos.

UM PAÍS DE MISERÁVEIS

Atente-se nesta notícia, nesta em em muitas outras do género, e tirem-se as devidas conclusões. É que não restam quaisquer dúvidas do bando miserável que vai levando o país para uma situação da qual dificilmente conseguirá sair.
A estratégia é clara: encher os bolsos próprios e abalar.
Quando é que se cria uma entidade independente, isenta e credível, com poderes para responsabilizar esta corja, verdadeiras sanguessugas do pouco bem estar que ainda resta ao povo?
A delapidação constante do erário público em proveito de quem o deveria saber gerir não parece ser preocupante e assume-se já com a maior das normalidades.
Será este o rigor das contas públicas que o primeiro ministro tanto gosta de apregoar?
Bem, já que não há vergonha na cara da maioria dos políticos de hoje, que a tenham quem os elege porque também são responsáveis, ainda que indirectamente, pelos seus actos.

quinta-feira, outubro 23, 2008

Tradução

do que se julga ser uma carta de S. Paulo aos cristãos de Éfeso.

Caríssimos,
Sei que andam por aí alguns, que se dizem profetas de um mundo novo, mas que mais não são do que falsos representantes do povo. Afirmam-se como defensores dos vossos interesses e pretendem passar por homens sérios e verdadeiramente interessados nas causas públicas.
Defendem-se uns aos outros e abusam de discursos bonitos e matreiros para conseguir ter-vos do seu lado. Escondem a verdade com palavras ilusórias e esforçam-se apenas em demonstrar que muito trabalham para o bem comum quando, na verdade, se preocupam apenas com o bem próprio.
Vivem de ciclos, pois passam cerca de três anos afastados de vós para, de repente, aparecerem cheios de ideias novas e imensamente preocupados com as vossas dificuldades, mas os seus objectivos são claros: chegar ao poder.
Procuram conquistar o povo com festas, jantares e obras vãs, ignorando o que vos faz mais falta e o que é tido como mais importante para a melhoria da vossa vida e da sociedade em geral.
Por isso vos digo: não vos deixeis enganar; afastai-vos de tal espécie de homens que tudo farão por subir à vossa custa enquanto vós, que os elegeis, permaneceis no seu esquecimento.
Quando estão na oposição, criticam quem está no poder; quando estão no poder, fazem pior do que aqueles que criticavam.
Há ainda outros que, a troco da progressão na carreira, a eles vendem a liberdade e o pensamento, numa total e estúpida atitude de submissão. Esses, assemelho-os a papagaios que, habituados a ouvir repetidamente as mesmas frases, as reproduzem mecanicamente sem que percebam nada do que dizem.
Por isso, não lhes deis crédito. Abandonai-os e fugi deles enquanto tendes pensamento próprio e capacidade de saber o que vos interessa efectivamente.
Rogo-vos, pois, que permaneçais unidos e atentos para que não vos enganem tais criaturas.

terça-feira, outubro 21, 2008

O FONTÃO

Tenho-me como capaz de me expressar em bom Português ou, pelo menos, em Português aceitável, o que deveria permitir aos outros compreender, o que digo ou escrevo. Estou certo que a maioria o faz com relativa facilidade, até porque procuro ser claro e objectivo, além de ser fiel aos princípios que entendo por certos. Procuro não fazer do que penso verdades absolutas, nem tão pouco é minha intenção fazer com que outros pensem da mesma maneira, ou tenham a mesma visão.
Mas, como não há regra sem excepção, de vez em quando lá vem o amigo Zé Matos, de cima da sua supra sabedoria, dizer que o que por aqui escrevo ou não é bem assim, ou que os exemplos com que procuro sustentar o que afirmo não servem, etc, etc,.
Bem, julgo que quem por aqui passa compreendeu há muito o que ambos pensamos e, longe de mim a intenção de fazer com que o Zé alinhe pelo que penso, escrevo ou digo. Uma coisa tenho como importante: penso por mim, e não me retraio em dizer o que quer que seja e onde quer que esteja, com moderação e na base do respeito por opiniões divergentes.
Pois bem, desta vez a divergência tem a ver com a zona industrial do Fontão. O Zé pode dizer o que quiser; pode sacudir, ou tentar, a água de cima da Câmara dizendo que não se trata de decisões políticas; pode até querer dar uma lição de geografia; pode dizer que o exemplo não serve; pode mesmo dizer que conhece o sítio como a palma das suas mãos e pode inventar os mais variados factores para justificar a localização da referida zona industrial. O que é certo é que um lugar de uma pequena aldeia lá terá a sua zona industrial e, acredito, em poucos anos, crescerá a olhos vistos. Tal não aconteceria se não houvesse decisão política e vontade de ali investir. Diga-se o que se disser mas, num concelho com 165 Km2 de área, haverá certamente muita área disponível e até mesmo junto à sede do município. Aconteceu ali e o Zé diz que a "culpa" é da geografia. Até pode ser, mas não creio que a geografia crie obras, zonas industriais ou outras. A mim, parece-me que são os homens e, sobretudo, os que podem decidir.
Mas, o que eu pretendia dizer com este post, e que o Zé parece não ter percebido, é que a única forma de desenvolver as pequenas freguesias do concelho - essas que não têm indústria e comércio - é rentabilizar o que têm. E o que essas freguesias têm de valioso é o solo, onde se pode implantar tudo, desde habitações, escolas, fábricas, oficinas, etc.
Mas para isso, terá de haver um planeamento sério e honesto que é o que nunca houve.
Dizer-se que "aquilo a que chamamos “política centralizadora da Câmara”, é no fundo a política normal de qualquer autarquia, que é centralizar os grandes investimentos nas freguesias de maior dimensão ou na sede do concelho, " atira-nos para a mediania.
Quis acreditar que quem se predispõe a mudar alguma coisa - depois de passar anos e anos a maldizer as políticas seguidas por outrem - tivesse a coragem de ser diferente e de mudar mesmo mas, cada vez mais, reconheço que a política se transformou num jogo de mentiras onde se refugiam os medíocres.
Deveria espantar-me o facto de gente com responsabilidade na política local estar permanentemente a dar cobertura ao desinvestimento nas freguesias mais pequenas, posicionando-se numa clara submissão às directivas partidárias ou camarárias mas, nesta altura, já o tenho como normal. Mas daí me distancio, com alguma satisfação.
Queira o Zé alegrar-se com o que julga serem exemplos infelizes; outros se alegrarão por terem as obras consigo. E essa é que é a realidade!

segunda-feira, outubro 20, 2008

E VIVA O FOLCLORE!

Todos os órgãos de informação destacam hoje o acto eleitoral ocorrido ontem nos Açores. É natural.
A euforia leva a que, quase todos os partidos, se assumam como vitoriosos embora só um o tenha sido. Também já é natural.
No entanto, a análise e conclusões a retirar destas eleições deveriam ir muito além dos resultados alcançados pelos partidos. Ganhar o PS com maioria absoluta, embora com menos votos; subir o CDS ou o Bloco de Esquerda; baixar o PSD - tudo isso é normalíssimo neste país. A flutuação de votos úteis é já um lugar comum.
Porém, com tudo isto, há uma análise que os partidos se recusam a fazer - óbvio, também - e que diz respeito aos 53,2 % que, simplesmente, resolveram virar as costas ao acto.
Temos assim que, mais de metade da população não votou. Nunca a fasquia dos 50% tinha sido dobrada.
E, se a este número se acrescentar 1,88% de votos brancos e ainda 0,84% de votos nulos, teremos então que 59% dos votantes açorianos se "marimbaram" para as eleições.
Parece-me que isto é um claro sinal do descrédito de um sistema político, e dos políticos que temos.
E é pena que esta democracia - que no seu sentido mais genuíno significa que o poder emana do povo - permita que a minoria se assuma como maioria e assim governe.
Se pensarmos que 59% da população votante se não reviu em nenhum candidato, ou que, por qualquer outro motivo, não deu o seu aval político a quem quer que seja e, mesmo assim, terá de ser governada por quem não deseja, perceberemos então a podridão da tal demo/cracia que, em última análise, parece aproximar-se verdadeiramente de uma ditadura.
Esta forma de ver a questão é de tal forma incómoda para os partidos, que nenhum virá, com toda a certeza, chamar a atenção para ela, até porque quase todos estarão a celebrar a falsa vitória alcançada, entre taças de champanhe pagas pelo povo que os elegeu. O mesmo povo que os sustenta e que se vê, cada vez mais, privado do essencial para uma vivência condigna do dia-a-dia.
Enquanto assim for, não há motivo para mudar o que quer que seja. E viva o folclore!

domingo, outubro 19, 2008

sábado, outubro 18, 2008

MAS QUAL CRISE?

Dizia o amigo P. Ivo, há já muitos anos, quando foi pároco desta freguesia, que "quem cabritos vende e cabras não tem... de algures eles vêm."
Ora, em tempo de vacas magras, o governo continua imparável. Cento e onze milhões e meio destinados ao Distrito de Aveiro no próximo ano - a quarta maior fatia do bolo. Nada demais ou que não devesse ser aplaudido, não fora a complicada e preocupante conjuntura mundial.
Juntando isso à determinação de se avançar com as construções do novo aeroporto de Lisboa, da Linha de Alta Velocidade e de mais umas quantas auto-estradas, teremos certamente uma ementa digna do país miserável que somos.
Percebe-se que 2009 é ano de eleições, claro! O que não se percebe ainda muito bem é onde vai o governo roubar desencantar as receitas para cobrir uma série de medidas que não passam de um mero espectáculo de pirotecnia para pôr o Zé a olhar para o ar.
Não tenho qualquer dúvida que nos anos seguintes ter-se-á de pagar, e com juros, as pequenas loucuras que se vão cometer, para que os parolos eleitores coloquem o "X" no quadradinho que se pretende.
Já estamos habituados. Há 30 anos que é assim.

sexta-feira, outubro 17, 2008

A CRISE

Numa altura em que tremem os países tidos como mais fortes económicamente, por aqui propagandeia-se a imunidade à crise.
O governo insiste em, diáriamente, apregoar a saúde financeira do país, muito embora se saiba que as coisas não deverão ser bem assim. E, a não serem mesmo, mais dia menos dia, pagaremos, com juros, a parvoíce "simpatia" do governo que, continua a agir como se a crise que se instalou fosse apenas um problema dos outros. Ora, dependendo o país do estrangeiro como depende, não se percebe como é possível tamanha irresponsabilidade fantasia.
Continua a assumir-se a realização de mega investimentos, como se neles estivesse a salvação do país, quando se aconselha alguma contenção ou mesmo o repensar de alguns projectos que, desde o início, se apresentam de utilidade/benefíco duvidoso, face ao estado das contas públicas que o governo insiste estarem controladas. A julgar por notícias [destas], não sei, não...

quarta-feira, outubro 15, 2008

Dizia o Sr. Presidente

da Câmara Municipal, a dois de Outubro no Jornal de Estarreja que, para Canelas, "há um conjunto de outras acções ou intervenções ou projectos que vão desde a escola (que já tem uma nova sala polivalente), (...)".
Pode ler-se [aqui] que, finalmente, está dado o primeiro passo para a tal intervenção na escola de Canelas e também na de Fermelã: começou a contagem decrescente com vista ao seu encerramento.
Não deveria ser eu a preocupar-me em demasia com o assunto. Não tenho descendentes em idade de frequentar a escola da terra mas, quando de fora aparecem uns iluminados, que em nome de uma aplicação "racional" das magras verbas disponíveis, levam tudo à frente sem se importarem com as repercussões que isso possa ter no futuro destas pequenas comunidades, é claro que não posso calar-me.
Isoladas e abandonadas pelo próprio poder autárquico, assim vão definhando sem se dar conta de que tudo o que presentemente têm perto, cada vez estará mais longe.
Sem se importar com este facto, o povo vegeta alegremente, sorvendo cuscovilhices e festarolas.
Aproximam-se rapidamente novas eleições. Os partidos, de quem até agora se não tem ouvido uma palavra de jeito, uma preocupação, um acompanhamento, preparam já o discurso com que hão-de iludir novamente o povo - afinal, é tão fácil iludir este povo! E eles sabem-no bem.
É triste. É repugnante. Mas merecido.
Como dizia ontem um ex-ministro das finanças e fiscalista, os partidos existem hoje para se governar. O objectivo é colocar nas Câmaras, no Governo, no Parlamento, os amigos e os amigos dos amigos. Não percebem nada de nada. Chegam lá, leem uns dossiers e passados seis meses começam a fazer umas coisas para iludir a malta. O sentido de Estado exige desprendimento e sacrifício que ninguém hoje tem em linha de conta - Medina Carreira no Jornal das 9 da Sic Notícias. Subscrevo.

segunda-feira, outubro 13, 2008

A PROVA

de que ninguém nasce grande está nesta notícia do Diário de Aveiro.
No concelho de Vagos, freguesia de Sosa, lugar do Fontão... faz-se nascer uma zona industrial adequada à realidade daquelas gentes e com ambições futuras.
Há dias por aqui se discutia, e se pretendia fazer crer, que um polo universitário, uma escola profissional, um hospital ou outra obra de grande vulto, apenas podiam ser canalizados para os grandes centros urbanos.
Enfim, visões... ou falta delas!!!

sábado, outubro 11, 2008

O CASO DE CANELAS

E DAS PEQUENAS FREGUESIAS

Por mim, tinha já dado este assunto por encerrado, por considerar estar tudo dito pelos intervenientes directos na discussão que há cerca de três semanas dura e que, finalmente pôs, um pouco por todo o concelho, gente a falar desta pequena freguesia.
Os argumentos de ambas as partes parecem claros e restará apenas que cada um tire as suas conclusões.
No entanto, quando menos se pensa... lá aparecem mais umas achas a avivar a fogueira. Desnecessariamente, diria, mas pronto!
Tem isto a ver com mais um artigo de opinião que o amigo Zé Matos mandou publicar no JE e que vem direitinho a Canelas. Uma vez mais.
Bolas, Zé, nunca mais nos deixam em paz, mas ainda bem - direi eu.
Não vou agora falar da "disponibilidade da Câmara para satisfazer os anseios das freguesias"; não vou voltar a trazer os Planos de Actividades; não vou sequer entrar de novo pelo que está por trás da não concretização das tais obras. Tudo isso está suficientemente dissecado em vários lados.
Vou referir-me apenas ao 3º parágrafo do citado artigo. Diz assim:

"Do que sei da situação (e posso obviamente ser contestado), é que o largo do cemitério já está pronto, excepto o muro de suporte. A variante sul à freguesia de Canelas para a frente por culpa das Estradas de Portugal e não da Câmara. A travessa sul à rua Campo da Cruz, ainda não foi não avançou por razões relacionadas com a negociação de um terreno. E o arranjo da Ribeira de Canelas, já tem o projecto aprovado para avançar brevemente no terreno. A rua do Picoto Sul teve atrasos por causa da A29, mas vai para a frente. A rua do Corgo já está pronta e a do Picoto também. A rua da Barroca vai ser feita brevemente e dentro das transferências de competências a Junta tem tido as verbas previstas. O que falta mesmo é o Centro Cívico, a rua de S. Tomé e o caminho de ligação a Albergaria-a-velha que será terraplanado em breve e drenado de águas."
Agora digo eu:

Ora bolas! Então, falta o muro de suporte; a variante não foi; a travessa sul não avançou; a rua do Picoto vai para a frente; a Ribeira é para avançar; a rua da Barroca vai ser, e o Zé diz que o que falta é o Centro Cívico, a rua de S. Tomé e a ligação a Albergaria???
Só pode mesmo estar a brincar connosco ou a brindar os leitores com uma prosa mais humorística para que o fim de semana seja um pouco mais alegre.
Mas há uma coisa que ainda não me parece clara e que está difícil de o vir a ser: é que o problema de Canelas e das pequenas freguesias não está nestas pequenas obras de manutenção ou beneficiação do seu espaço físico. Está na falta de projectos mais ambiciosos e de utilidadade prioritária para as populações. Mas pronto! Ninguém quer perceber isso...

sexta-feira, outubro 10, 2008

OBVIAMENTE!!!

Há muito tempo e por diversas vezes que defendi, aqui e não só, que Estarreja podia e devia exigir do governo contrapartidas pelos prejuízos económicos, sociais e ambientais inerentes à construção da A29.
Obviamente que não foi o meu discurso, a motivação para que tal pudesse acontecer, mas folgo em reconhecer que o acordo com o governo vai mesmo ser assinado, como relata [aqui] o Expresso.
No entanto e uma vez mais, Canelas e Fermelã não farão parte das freguesias que beneficiarão da lista de contrapartidas exigidas ou a acordar, como se não fossem afectadas pela construção referida, enquanto outras, mesmo sem cederem um cm2 de terreno, terão novas vias de acesso ou verão as que têm, melhoradas. Óbvio, também!
Esta aversão ao sul do concelho é digna de se ver... só não vê quem não quer!
Isto já não é uma brincadeira ou um número de circo. É antes, um gozo...

ELE VEM AÍ

Goste-se ou não se goste, tolere-se ou nem por isso, o PSD tem, efectivamente, um homem que, só por si, faz mais oposição ao governo actual do que toda a oposição junta, Sociais Democratas incluídos. E, segundo os ventos, ele vem aí!
A ser verdade, o vendaval vai seguramente ter uma vantagem ecológica para um dos maiores partidos da oposição: a árvore vai abanar e toda a fruta podre vai cair. E bem que é preciso alguém que limpe o terreno para que depois se edifique a casa...
Como o povo costuma dizer, para grandes males, grandes remédios. E, de falinhas mansas e conversas polidas, começa o povo a estar farto. Pelo menos a parte dele que se vê gradual e contantemente privada dos mais básicos requisitos para ter um nível de qualidade de vida aceitável.

quarta-feira, outubro 08, 2008

A CRISE DO DEBATE

Terminou há minutos o debate quinzenal da Assembleia da República. O tema prometia: a crise económica mundial que, como se sabe, está na ordem do dia, e assume uma dimensão deveras preocupante.
Mesmo assim, o debate traduziu-se apenas e só, por um alegre passeio do governo, muito por culpa da oposição que, mais uma vez, não o soube ser.
Registe-se que todos os partidos da oposição se fizeram ouvir pela voz dos seus líderes, menos o PSD. Uma vez mais, de Manuela Ferreira Leite, nem sinal, nem uma palavra sequer.
Retomando ao debate, depois de chamar a atenção para a situação do mundo, o primeiro ministro tranquilizou os portugueses quanto às suas poupanças, dizendo que o Estado as garantirá num eventual cenário mais complicado, cenário esse que não se prevê, no entanto.
Depois tirou ainda da cartola algumas medidas tais como: a redução para metade do IRC nos primeiros 12500 euros de matéria colectável das empresas, a abertura de mais uma linha de crédito de 1000 milhões de euros às PME e o pagamento de mais uma prestação do Abono a todas as famílias, no mês de Setembro.
Como atrás se disse, sem oposição, José Sócrates levou o debate para onde quis. Culpabilizou o sistema norte americano pela situação internacional e reafirmou o rigor e recuperação das contas públicas do país, responsáveis pelo clima de tranquilidade interna.
Será que o país pode mesmo confiar nesta blindagem, que o governo entende existir na economia portuguesa e que o deixará imune à crise internacional?
Uma nota final para dizer que as intervenções da oposição quedaram-se pelas já habituais críticas ao governo, fugindo claramente do tema do debate. Um debate pobre, insípido e curto. Exigia-se muito mais, sobretudo pelo tema em discussão.

sexta-feira, outubro 03, 2008

Vamos agora

ao Zé Matos, o de Fermelã.
Uma boa parte do que escrevi no post abaixo, servirá também para tomar como resposta a este seu post.
No entanto, gostaria de acrescentar mais qualquer coisa.
O Zé diz que uma discussão séria sobre o investimento da Câmara em Canelas só deve ser feito com números. Números que nenhum comentador apresentou até agora. E também se faz com comparações, mas comparações realistas.
Pois bem. Números tem-os o Zé nos quadros do post abaixo, pelo que é escusado voltar a trazê-los aqui. Sei que já lá passou os olhos, por isso dispenso ocupar espaço com eles novamente.
Não serão esses os números dos Zés, mas são os da freguesia de Canelas. É evidente que até se podem arranjar outros mas, sejam eles quais forem, apenas se conseguirão com os ditos, provar a evidência do marasmo e da falta de Investimento em obras tidas como PRIORITÁRIAS.
E, entenda, Zé. Tudo o que digo ou escrevo faço-o de sintonia com o que tenho como prioritário para que Canelas não desapareça no tempo. É a minha visão, que assumo como sendo diferente da sua.
O Zé até tem os números das transferências das verbas para Canelas. Estará a falar das verbas destinadas à delegação de competências? Se sim, saberá tão bem quanto eu que, em primeiro lugar, nenhuma freguesia é obrigada a aceitar as ditas, e se o faz, as mesmas serão por força da Lei nº 5-A/2002 (Cf. Artigos 37º e 66º), sustentabilizadas financeiramente pelas Câmaras Municipais.
Mas permita-me dizer-lhe que o que nos separa é a falta de ambição que estranho a quem, como o Zé, tem obrigações e responsabilidades a nível autárquico.
O Zé dá-se como satisfeito por Fermelã receber um pouco mais que Canelas e Veiros. Mas pergunto eu. Que investimento tem sido feito nestas freguesias que as leve a, mesmo que lentamente, a crescer?
Bem, há o saneamento, como diz, a rede de água, as redes viária, a recolha de resíduos, a extensão de saúde... confesso que nesta altura tenho alguma dificuldade em saber qual dos Zés escreveu o post...
Um aparte: no site da CME, Canelas está contemplada com uma cobertura do saneamento de 95%; o Sr. presidente da Câmara fala no JE de hoje em 85%; o Zé refere 80%.... a diferença vai já em 25% e, se calhar ainda está longe da realidade...
Mas continuando, queria perguntar-lhe se os munícipes de Canelas não pagam pelo saneamento, água, recolha de lixo, etc. E, o Zé aponta isso como um sinal extraordinário de quê?
Dito de outra forma: nascemos, estamos vivos, temos um par de sapatos e outro de calças e, pronto, somos felizes assim. É isso? Estaremos privados de querer trabalhar para ter um carro? Ou uma casa? Ou um fato melhor? Ou uma alimentação mais completa?
Quanto às comparações reais, quer melhor e mais séria comparação que a que referi em relação a freguesias homónimas de Canelas? Qualquer uma delas saiu de situações similares ou inferiores - mesmo a de Gaia que no século XIX tinha 1285 almas, como pode ver [aqui].
O pretenso nivelamento pela "miséria" alheia (Frossos, Ribeira de Fráguas, Travassô...) como forma de nos fazer sentir superiores parece-me ridículo. Saber que estou doente mas que devo alegrar-me porque o meu vizinho tem menos saúde que eu, não faz definitivamente parte da minha forma de estar. Há, efectivamente, comparações impossíveis: a das ideias que ambos temos sobre o que deve ser uma boa gestão autárquica.
Dizer que é preciso perceber que Canelas, tal como Fermelã, são uma freguesias pequenas como muitas que há no país, e utilizar essa constatação, resignadamente, como tampão para o crescimento e desenvolvimento destas terras é, no mínimo, denotar um total alheamento da responsabilidade que é exigida a quem se apresenta perante o eleitorado. Será que as freguesias grandes, nasceram já grandes??? Recue-se no tempo e veja-se. Os Dicionários Corográficos estão ao alcance de todos.
A coisa talvez mudásse, como disse recentemente alguém que até lhe está próximo nas lides políticas, se os políticos pensassem primeiro em governar o país e depois neles próprios.
Talvez as ruas de Fermelã, tal como as de Canelas deixassem de estar ladeadas por casas vazias, que são cada vez mais e mais... até que o tempo se encarregue do resto. Nunca me peça para ficar satisfeito com isso, nem me diga que nada há a fazer.

Á ATENÇÃO DO SR. PRESIDENTE DA CME

Não invalidando o pedido de publicação, na próxima edição do JE, que farei seguir no uso do Direito de Resposta que me assiste, aqui fica o que tem de ser dito.

Notas prévias

1 - Um texto publicado no JE do passado dia 26 de Setembro, sob o título “Camilo Rego justifica pedido de demissão de presidente da Assembleia de Freguesia de Canelas”, terá feito o Sr. presidente da Câmara aceitar o desafio lançado por aquele órgão de informação para, e cito, "responder às acusações feitas pelo demissionário presidente da Assembleia de Freguesia de Canelas."
Apesar de muito antes ter sido convidado pelo JE a falar sobre o assunto, a minha única intervenção foi feita no local próprio, ou seja, na Assembleia de Freguesia (AF), justificando assim, perante os elementos da Junta e Assembleia a decisão tomada em Julho passado, pelo que a publicação de excertos dessa intervenção não foi feita a meu pedido. Dessa (intervenção) não mudarei uma vírgula sequer, acima de tudo, por espelhar e resumir, o que penso, mas também o sentimento que foi comum em muitas Sessões da AF, partilhada também pelos elementos da Junta e da Assembleia, e que o senhor sempre soube mas quis ignorar.

2- Em parte alguma da intervenção que entendi fazer, na atrás referida sessão da Assembleia, citei o nome do Sr. Presidente da Câmara, excepto para referir que aqui terá estado no dia 13 de Maio.
Dirigi-me sempre à actuação da Câmara como órgão de gestão autárquica e responsável pelo investimento e evolução de todas as freguesias do concelho, e nunca ao seu presidente que é apenas e tão só, um elemento dessa equipa. Entendeu finalmente o Sr. Presidente, dirigir-se especial e exclusivamente a mim, agora já não como Presidente da Assembleia de Freguesia de Canelas, pelo que me sinto honrado com tão elevada atitude. Pena que não o tenha feito entre Julho e Setembro, uma vez que já tão bem conhecia a decisão tomada e que lhe foi, por mim comunicada. A AF de Canelas não mereceu de sua parte uma única palavra.

Separadas as águas, impõe-se uma análise ao que disse na edição de hoje do JE. Procurarei ser brando na dita.
O primeiro parágrafo poderia servir para situar os leitores mais afastados do assunto mas, pelo contrário, serve apenas para levantar a poeira em torno do mesmo, numa hábil tentativa de turvar o que é claro.Então o Presidente da Assembleia de Canelas demitiu-se porque quer lá um Pólo da Universidade?!?...” Pergunta, que classifico apenas de infeliz e que obteve, muito provavelmente a julgar pelo texto que se segue, resposta mais infeliz ainda. E digo mais infeliz ainda, por ter sido habilmente aproveitada para iniciar a dita "resposta."
Todos sabemos que há palavras, frases, perguntas que, retiradas do seu contexto, induzem a perigosas e, por vezes, falsas interpretações. E este é seguramente um desses casos. Basta ler todo o texto por mim escrito, e que disponibilizarei a quem o pretenda, para perceber que há aqui maldade na forma de introduzir o assunto. Adiante.
Da mesma forma que o Sr. Presidente afirma que conhece há muito a minha decisão pessoal, também eu conheço a sua facilidade em jogar com as palavras, alinhando-as, quando lhe convém, em discursos bonitos mas cheios de nada.
“Quem o ler, até pode ficar com a ideia que nada se planeia, fez ou tem feito. Mas a verdade é que em Canelas, como nas restantes freguesias, relativamente ao Plano de Actividades de 2008, as Obras na Rede Viária decorrem normalmente e há mesmo cinco empreitadas já concluídas”. Nunca alguém ouviu o presidente da AF de Canelas proferir afirmações nesse sentido.
Fez-se e continua a fazer-se obra em Pardilhó, Beduído, Avanca e Salreu. Está à vista e, se traduz a vontade, necessidade ou satisfação dos habitantes dessas localidades, terão de ser eles a estar preocupados com esse facto e não é a isso que me refiro. Quanto às outras três freguesias - as pequenas - são públicas as queixas, com maior ou menor veemência, pela falta de obra realizada.. São públicas, sublinho e não são da minha autoria. Só não ouve quem não quer ouvir. A falta de obra a que não me canso de aludir, tem exclusivamente a ver com a Freguesia que me elegeu. Isto é claro para todos, e já em 31 de Outubro de 2006, numa reunião havida na CME com os elementos da Junta e Assembleia, isso ficou claramente demonstrado. Obra essa que divido em duas vertentes: pequenas obras ou obras de melhoramentos - que habitualmente aparecem inscritas nos Planos de Actividades para Canelas, e Projectos de médio ou grande investimento, que nunca lá constaram.
Começarei então por trazer aqui as primeiras, as obras inscritas no Plano de Actividades (PA) da CME para a Freguesia de Canelas. E, como o timing a que me tenho referido é o mandato 2005/2009, recuo apenas ao ano de 2007, para avivar a memória a quem disso necessitar. Ora, as obras previstas para Canelas e a sua taxa de execução, estão demonstradas no quadro que se segue e que julgo dispensar quaisquer outros comentários. Pois é, Sr. Presidente. A última coluna refere-se mesmo à taxa de execução em 31/12/2007. Dando o benefício da dúvida à elaboração dos Projectos, a obra construída era, nessa data, igual a zero. Estamos a falar do Plano de Actividades da Câmara. Segue-se agora o mapa das obras inscritas no PA de 2008. Em 31 de Setembro, o resultado é pouco diferente, como se pode ver. Estarei a faltar à verdade? É fácil de provar. Basta que se publiquem – até pode ser na Revista da CME - fotografias das obras que foram realizadas e que fazem parte deste PA.
Claro que a Escola tem uma nova sala, mas sabe bem que ainda a dita não estava concluída, e V. Ex.ª encomendou a feitura de uma Carta Educativa, que prontamente fez aprovar e assinar, e que previa o encerramento da Escola. E o processo parou porque não chegou o dinheiro para a construção da nova Escola, em Salreu. Nessa altura, a CME suportava o custo com as ditas obras, enquanto assinava a sentença de morte da Escola de Canelas. Quer que entenda isto?
As obras do Ribeiro, neste momento – e falo no presente – existem apenas no projecto.
O Bioria, que segundo refere aguarda aprovação (ainda não existe na realidade, portanto), não o incluo no capítulo das grandes obras, uma vez que se trata da definição de um ou mais percursos que existem e que, segundo o que é possível ver em Salreu implicará apenas a colocação de algumas placas informativas, não desvalorizando, evidentemente, a candidatura e o processo burocrático que, espera-se venha a dar frutos. Também por diversas vezes o entendi como um Projecto a ter em conta face à riqueza ambiental dos campos de Canelas. Quando for uma realidade, saberei louvar a iniciativa, mas por agora...
A Estação Viva - encontra-se ainda também em gestação. Ainda não nasceu.
A Farmácia - não é da agora e ainda só é conhecido o pedido.
Relativamente à comparação com as restantes Canelas, as palavras são suas: “a nossa não tem a temer, contrariamente ao que afirma – tem cobertura integral de Rede de Água, cobertura de 85% de Saneamento (no site da CME, fala-se em 95%), recolha diária de Resíduos Sólidos Urbanos, Rede viária de qualidade. Moderna Iluminação Pública, novo Apeadeiro, Extensão de Saúde e, ainda, os Campos de Canelas foram considerados por uma revista como uma das Maravilhas Naturais de Portugal”. Esta é mais uma tirada a fugir à realidade, desenquadrada do teor da minha intervenção, que teve a ver tão só com as obras (não) executadas no presente mandato, decorridos que estão 3 anos do mesmo. Mas, também aqui, a realidade fala por si.
A água e o saneamento vêm do tempo em que era presidente da Câmara o Dr. Vladimiro e são infa-estruturas básicas comuns à grande maioria das pequenas aldeias do interior do País; a recolha dos Resíduos Sólidos Urbanos – não pagamos por isso? A iluminação pública – é certo que foi melhorada, mas não o foi em todo o concelho? O Apeadeiro – Claro que houve intervenção da CME, como houve da Junta e da Assembleia de Freguesia, para que não fechasse. Mas a responsabilidade das obras não foi da REFER? A Extensão de Saúde – não existe aqui desde o início dos anos 80 do século passado? A classificação dos Campos de Canelas... esta nem comento, Sr. Presidente!
Continuando, está previsto gastar-se 60.000€ na Extensão de Saúde – mas ainda não se viu nada, e volto a frisar que me refiro à análise do presente e não do futuro. Não há empreiteiros disponíveis? Mas há-os aqui na freguesia! Ao que julgo saber o problema não está nos empreiteiros, e o senhor sabe disso também.
É uma óptima zona residencial, como também resulta de novas e bonitas moradias que se vêm a crescer.” Contabilize, de preferência, quantos jovens abandonaram, nos últimos anos, esta sua terra natal, pelos entraves criados à construção das suas habitações. Obviamente que ninguém se vê na obrigação de vender terrenos na pouca área de construção disponível, pelo que a forma de tornear o problema será a abertura de novas áreas. Não será uma aspiração legítima?
"... continuar a tapar buracos no Baixo Vouga e nos caminhos agrícolas: há quem precise e aprecie”. Se V. Ex.ª estivesse atento saberia que tenho, incessantemente, chamado a atenção para a necessidade dessas reparações. Finalmente o caminho ao longo do Esteiro e mais um ou outro, viram algum melhoramento.
Sei de cor que tudo obriga a um planeamento, projectos, candidaturas, concursos, etc,; mas, decorridos ¾ do presente mandato, nenhum desses Projectos de que fala foi ainda concretizado. Estão para ser... mas ainda não foram, por esta ou aquela dificuldade. Quero dizer-lhe, Sr Presidente, que reconheço as dificuldades com que se depara quem quer fazer algo mas usá-las para justificar a não execução das obras do PA , é um sinal de incompetência e de mediocridade. Superar essas dificuldades e apresentar a obra, é o papel de quem se interessa, tem argúcia e capacidade para.
Não se podem fazer avaliações baseando-se apenas em factores e impressões subjectivas. Está à vista de todos o trabalho que tem sido feito. Só não vê quem não quer.” Mas, claro! A subjectividade caprichosa , em última análise, como a desesperada tentativa de tapar o sol com a peneira. Pois bem; desafio-o a ler as actas das Assembleias desta Freguesia, e descobrir lá uma coisa que se calhar não lhe é familiar: a subjectividade colectiva. Lá encontrará facilmente as queixas sucessivas da junta e de todos os membros da Assembleia, todos, sem excepção, que atestam esta impressão “subjectiva”. O que não encontrará lá é, seguramente, alguma referência a qualquer atitude de lambe-botas ou o que lhe queira chamar, por parte do até agora presidente da Assembleia. Talvez a diferença esteja no facto de uns terem coragem para dizer o que lhes vai na alma apenas onde e quando convém, enquanto outros, onde me incluo, lhe dizem as coisas com a frontalidade que o deixa tão incomodado.
Convivo facilmente e aceito da melhor vontade propostas, ideias e projectos que considero válidos, venham eles de onde vierem. Habituado que estou a pensar por mim e a ser fiel a princípios de isenção e imparcialidade, recuso-me a aceitar disciplinas partidárias que tantas vezes tolhem as mentes, ou a alinhar na subserviência ao poder que vem de cima. Nem todos o fazem, é verdade.
Gostaria de deixar claro, uma vez mais, que nunca disse que nada tem sido feito. Desafio-o a dizer quando e onde. Digo e mantenho, é que não há um critério de prioridades definido. As pequenas obras a que chamo de manutenção, jamais tirarão as pequenas freguesias do esquecimento. Parece-me legítima a aspiração a um desenvolvimento sustentado e possível, e para o qual, modestamente, fiz meia dúzia de sugestões, que me parecem perfeitamente exequíveis desde que haja vontade política. Tratam-se de Projectos que atravessam mandatos, porque são esses que fazem a diferença, e que são possíveis através da descentralização dos grandes investimentos do concelho, desde sempre canalizados para a sede do município e para as freguesias maiores. É essa descentralização que suporta o desenvolvimento das freguesias mais pequenas, e é nisso que acredito.
“Há sempre muito para fazer (...), contando com todos, mesmo os que achando-se inúteis como Presidentes de Assembleia aí permanecem como eleitos.” A inutilidade traduz-se habitualmente por zeros. E zeros tem o Sr. demais nos mapas acima. E são esses que ficam para a história, mesmo que habilmente disfarçados por tentativas, mais ou menos brilhantes, de exercícios de retórica.
Devo dizer-lhe que nunca me achei inútil, muito pelo contrário, exerci as funções de Presidente da Assembleia de Freguesia de Canelas durante cerca de 7 anos, com o máximo empenho e com o único objectivo, que me parece legítimo, de contribuir para o desenvolvimento da freguesia. Estou, também por isso, de consciência perfeitamente tranquila.
Devo dizer-lhe, Sr. presidente que, não fosse o seu alheamento completo das questões tidas como importantes para a freguesia de Canelas e, apesar das múltiplas manifestações de desagrado que daqui partiram, saberia que a demissão do presidente da Assembleia nada tem a ver com inutilidades. E, se as tivesse, elas têm um sentido e uma direcção: o presente mandato da CME em relação a esta freguesia que, até à data, considero pouco mais que nulidade.
Termino com a resposta à suposta pergunta que o suposto munícipe terá formulado e à qual o Sr. Presidente não terá sabido responder. O presidente (ex) da Assembleia de Freguesia de Canelas gostaria mesmo de ver em Estarreja um Polo da UA. Em Estarreja, que pode ser em Avanca, Salreu, Veiros ou Canelas. Como gostaria de ver outras coisas que se não vêem. Creia, Sr, Presidente, que não disse tudo o que sei, mas sei muito bem tudo o que disse.

quinta-feira, outubro 02, 2008

VAI AQUECER! - 2

Como não podia deixar de ser, o Zé Matos lá saiu, finalmente, em defesa da honra da sua dama. Já cá o esperava! Era previsível demais.
Fê-lo apoiado no comunicado do Sr. Presidente da Câmara e com um completo desconhecimento de causa. O comentário que fiz ao seu post é elucidativo do que penso.
Terá a sua resposta, não agora por manifesta falta de tempo, mas não terá (ão) de esperar muito.
Não tenho qualquer dificuldade em ver comentado o que penso, nem em conviver com opiniões divergentes, desde que seriamente fundamentadas. No entanto, gostaria muito de ver o Zé defender aqui, como em outros locais, algo de diferente para a sua terra, Fermelã, e não dar-se ao acomodamento de aceitar que o destino está traçado.
Aí, divergimos claramente. Mas a isto voltarei muito em breve.
Peço-lhe apenas que compreenda que há outro Zé a merecer a minha atenção e, que diabos, não me posso virar para todos os lados ao mesmo tempo!...

quarta-feira, outubro 01, 2008

VAI AQUECER!

Parece que vem aí... nos próximos dias...!

Imagem retirada [daqui].

MEALHADA

Os habitantes da Mealhada ficam, a partir de hoje, privados do único atendimento nocturno que possuíam, e onde se dirigiam em caso de urgência, segundo notícia [aqui].
Alegam-se elevados encargos financeiros com a manutenção do serviço e assim, sem mais nem menos, encerra-se o serviço.
Diz a notícia que por lá passavam cerca de 800 doentes durante a noite, o que atesta bem a importância daquele serviço.
Os pedidos de ajuda junto da Câmara Municipal e do Ministério da Saúde mostraram-se infrutíferos, o que até se compreende pois os Edis e os governantes do país estão, cada vez mais, preocupados com outras questões, outros floreados, do que com os problemas reais das populações.
O certo é que em Aveiro e Anadia cairão, a partir de hoje, mais 800 episódios de urgência, o que em nada contribuirá para a melhoria do SAP do Hospital Pedro Hispano onde, a curto ou médio prazo, se lhes vão juntar as de Estarreja para "acabar de atar os molhos", como tão bem diz o povo.
Difícil mesmo, é compreender como é que se pode ganhar com esta situação, como defendem certas individualidades cá do sítio... Talvez quando sentirem na pele os frutos dos tais "benefícios", mudem de opinião.

AINDA SOU DO TEMPO...

Aqui fica um verdadeiro manancial de nostalgia para todos os que já viveram mais de metade da vida, recebido ontem na Caixa de Correio.
Deliciem-se!

Abelha Maia

Calimero

Pica-pau


Heidi

O Tal Canal

Tv Rural

O vagabundo

Jogos Sem Fronteiras

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Mais...
Panda Tao Tao: http://youtube.com/watch?v=XNsOrI46aMc
Ursinho Misha: http://youtube.com/watch?v=WNEAZm8s838
Clementtine: http://youtube.com/watch?v=ZyXRPYHqftk
A Corrida Mais Louca do Mundo: http://youtube.com/watch?v=qGxCTHhR4M4
A Formiga Atómica: http://youtube.com/watch?v=Er-eeJDWdNg
O Homem-Elástico: http://youtube.com/watch?v=xo5Llr868EE
Bananaman: http://youtube.com/watch?v=83B3Laghlkg
As Aventuras do Bocas: http://youtube.com/watch?v=QCcB9l80vuU&feature=related
Conan, o Rapaz do Futuro: http://youtube.com/watch?v=HNp04YnBqu0
As Misteriosas Cidades de Ouro: http://youtube.com/watch?v=9T9C1rnO8ng
Super-Homem: http://youtube.com/watch?v=fk7qucTiJwk
O Homem-Aranha: http://youtube.com/watch?v=SJV4KqK0LpY
Godzilla: http://youtube.com/watch?v=afYjFu-MjOc
Ulisses 31: http://youtube.com/watch?v=vxlNw-vz7l8
Transformers: http://youtube.com/watch?v=HKt4siljkUc
Thundercats: http://youtube.com/watch?v=UWLMGi7x3Bc
Centurions: http://youtube.com/watch?v=5jWrNAPxV3A
Os Defensores da Terra: http://youtube.com/watch?v=s6Gr_sCSYqQ
Bombardeiro X: http://youtube.com/watch?v=ExC6OEQazrc&feature=related
Stingray: http://youtube.com/watch?v=E06cNv55jTs
Terrahawks: http://youtube.com/watch?v=1hgHvOH9mJA
Zé Gato: http://youtube.com/watch?v=R8vmyTUWQEk
Duarte & Cia.: http://youtube.com/watch?v=7iyrn_LJebc
Gente Fina é Outra Coisa: http://youtube.com/watch?v=IzCVQ0IFxls
Tieta: http://youtube.com/watch?v=QbsNc0l-YHk&feature=related
Guilherme Tell: http://youtube.com/watch?v=R879_8Qhl0c

Praia da China: http://youtube.com/watch?v=ceiEnbOb_jE
Twin Peaks: http://youtube.com/watch?v=7oDuGN6K3VQ&feature=related
Vitinho: http://youtube.com/watch?v=maWsN_XsamQ


Ora digam lá se a vida não tinha um sabor especial...