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quarta-feira, setembro 17, 2008

Esta eterna mania

de queremos andar na vanguarda da parvoíce é já uma característica bem portuguesa, infelizmente.
Com tantos assuntos para debater, urgente e seriamente, na Assembleia da República, lá terão os deputados de discutir alegremente duas propostas sobre o casamento entre homossexuais.
Nada tenho contra a orientação sexual de cada ser humano; aliás, penso mesmo que cada um deve poder fazer do próprio... corpo, o que bem entender.
O que me parece estúpido é pretender designar-se uma união entre duas pessoas do mesmo sexo, de casamento, subvertendo, assim, o verdadeiro sentido do termo que em qualquer dicionário da Língua Portuguesa, significa "união legítima entre homem e mulher". Arranjem lá outra designação para esse emparelhamento, para que se não confundam as coisas!
O casamento aparece na história da Humanidade com objectivos claros: o de proteger a família e de a renovar através da descendência, com leis e benefícios socio-económicos, que a ajudem a ser a base das sociedades, numa lógica de renovação continuada. Parece-me dever ser ainda hoje esse o seu papel.
Enquadrar aqui a situação de duas pessoas do mesmo sexo que decidiram viver juntas, e exigir-lhes os mesmos deveres e conceder-lhes os mesmos direitos que a sociedade estabeleceu para os casais ditos "normais", é certamente dar um passo gigante em direcção ao abismo.
A degradação das sociedades tem vindo a acentuar-se cada vez mais, muito por culpa de tudo ser permitido e do afrouxamento da exigência e do respeito por valores tidos como universais. E isso não parece que seja bom.

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