Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

domingo, setembro 28, 2008

Costuma o povo dizer

que cada um é para o que nasce, e a actual líder do PSD não nasceu para isso mesmo: liderar, o agora, maior partido da oposição.
A maior parte do tempo remetida a sepulcral silêncio, quando ousa quebrá-lo nada de novo ou verdadeiramente importante dali sai. E isso é preocupante no panorama político nacional, onde predomina uma bipartidarização que poucas sobras deixa.
Umas críticas muito pela rama à actuação do governo, é tudo o que MFL tem produzido. Nada que qualquer cidadão comum não faça com mais veemência e incisão. Mas não é isso que se lhe pede.
O país precisa que o PSD saia dessa letargia em que se encontra, e que diga e mostre se tem alternativa ou não às políticas deste governo.
Por mim, deixei de acreditar nos políticos e na política; trinta e quatro anos é tempo demais para nada ser feito, ou melhor, para se fazer tudo errado. São muitos anos perdidos em que os resultados estão à vista: a delapidação da riqueza pública e do património do Estado, a consequente degradação socio-económica do país, o aumento da criminalidade e da insegurança, o desemprego, o aumento do custo de vida, etc., etc.
No entanto, o certo é que terá de existir sempre um qualquer sistema político que produza o governo ou desgoverno do país.
Acontece, porém, que a realidade portuguesa desemboca numa alternância sucessiva entre o PS e o PSD daí que, quer um quer outro, deveriam ter responsabilidades sérias, sejam governo ou oposição.
É isso que é pedido actualmente ao PSD: que saiba ser oposição. Que deixe de ser um partido descaracterizado, adormecido, sem espírito combativo e com uma líder na sombra que, mesmo espicaçada internamente, raramente aparece. Falta-lhe alguém que se assuma como a imagem do próprio partido, um pouco ao jeito de Louçã no BE e que, honesta e seriamente, apresente um projecto de governação que vise a recuperação económica do país, sem esquecer outras áreas de importância fundamental, tais como a Saúde, a Educação e a Justiça.
Mas não é com Manuela Ferreira Leite que o PSD lá vai. Parece-me que já todo o país percebeu isso... menos o próprio PSD.

1 comentário:

Pipo disse...

Caro Camilo Rego, na realidade ainda não decidi, de uma forma inequivoca, se concordarei consigo ou talvez não; na verdade confesso-lhe que por vezes, num ou noutro caso de incidência local, mas mediático por razões que só os Mídia conhecem, gostaria de ter ouvido o comentário de todas as forças politicas, P.S.D. incluído, no entanto não posso deixar de me recordar que quando Manuela Ferreira Leite tomou Posse, fez questão de informar o País, que por definição estratégica, não iria comentar Casos, mas só Politicas Nacionais. Na verdade existe uma grande diferença entre ser Primeiro Ministro ou Presidente da Junta de Freguesia; denunciar um Saneamento inacabado numa localidade, uma Empresa local que fecha (lançando para o desemprego centenas de habitantes das aldeias contiguas), um Centro de Saúde que passa a ter horário parcial,etc,etc, são assuntos de extrema importância para aquela "terra" ou conjunto mais próximo delas, mas tão só. Pegando no exemplo do B.E., não sei se gostaria de ver, outros Partidos de Dimensão Nacional (que o B.E. ainda não tem, basta ver o numero das Autarquias a que não concorreu!), transformar o País,numa grande Freguesia, não decididamente a Nivel Nacional, quero ver discutir Politicas Estruturantes e não a problemática do "mafarrico do Rochico" independentemente da importância local que isso represente, ou aparente dimensão nacional, concedida por momentos pelos Mídia. Vou continuar a reflectir, cumprimentos do Pipo.