Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

sábado, setembro 06, 2008

ALTA TENSÃO

Um punhado de moradores da Quinta da Camponesa, S. Bernardo, Aveiro, dá [aqui] uma lição a todos os conformados, sejam eles cidadãos particulares ou responsáveis políticos locais, que, tal como por aqui se vê, aceitam tudo o que lhes é imposto.
Cientes das razões que lhes assistiam, lutaram pelo que entendiam justo, reclamando da instalação de uma linha de média tensão com que a EDP pretendia "enfeitar" a zona.
Diz o JN que a contestação durou vários meses pelo que se depreende que não ter sido fácil demover o gigante de pisar o anão.
Percebe-se que o envolvimento da Câmara Municipal, Junta e Assembleia de Freguesia terá sido de grande utilidade e é assim que deve ser: o poder ao lado da população engrossando sobremaneira as fileiras da resistência quando necessário.
Por aqui habituámo-nos a tudo aceitar sem reclamar, sem nada exigir em troca, dispersos que estamos, sem os apoios devidos e entretidos entre festas e carnavais. E, se aqui e ali algum cidadão levanta a sua voz contra este estado de coisas, torna-se na "ovelha ranhosa" do rebanho. Enfim, é este adormecimento colectivo, este deixar andar, que faz com que década após década tudo continue alegremente na mesma.


4 comentários:

Fermelanidades disse...

Desde quando é que o poder em Estarreja esteve do lado da população? Em que século aconteceu um fenómeno desses? Por alguma razão Estarreja está como está e Oliveira de Azeméis, Águeda, Feira, ílhavo, até mesmo Albergaria-a-Velha ou Gafanha da Nazaré(!!!) estão como estão. Só para citar algumas cidades aqui à volta. E não vejo um unico politico local a preocupar-se com isto. É só invejas de poder, rivalidades partidárias doentias, ataques de ciumes e questões pessoais trazidas para a praça publica. E depois vemos que isso tudo bem misturado e bem metido para dentro de um saco para o enjoo e depois de bem agitado, não sai nada de jeito para beneficio dos residentes... NADA! Cada vez se vêem almas a partir para concelhos limitrofes em busca de terrenos viáveis para construção, habitação mais barata, escolas para os filhos, serviços públicos competentes, qualidade de vida que inclui melhor ambiente e até de uma porra dum estabelecimento onde se possa ir comprar uns frangos de churrasco sem ter que estar à espera quase uma hora. Para quem mora no centro de Estarreja, deve ficar mais barato e facilitado em termos de tempo, ir buscá-los à recta da Branca. Eu que até sou um tipo que olho primeiro aos nomes e só depois aos partidos, só vejo deserto à minha frente. Começando a sul do concelho e rumando para norte. Por outro lado, quem até possui perfil, não se mete nestas cagadas porque já sabe que quando lá chegar fica contaminado pelo virus do poder.

ps: Então e os 250.000E de Canelas já foram aplicados? É que os 500.000E de Fermelã foram usados para aplicar herbicida nas valetas. Pelo menos deu para comprar herbicida do bom.

Abraço

Anónimo disse...

O meu comentário é direccionado para essa grande Senhora que podemos ouvir hoje no Sem Rumo. Voz quente que nos lembra a magia das noites africanas, morna, coladera, marrabenta, kizomba e o batuque, ao som do qual muitas vezes adormeci, adorei a escolha mas confesso que senti uma grande nostalgia porque "Sodade" é o que sinto de África.
CPTS

noticiasd'aldeia disse...

Fermelanidades; no pingo-doce meu amigo, churrasco bom e barato.

Camilo: um outro exemplo é o da população de Santiais que se organizou contra a passagem do TGV. Como habitualmente, só. A CME está-se cagando, os partidos, ou antes, os entretainers idem idem, porque isto de lutar pelas coisas, só dói a quem delas necessita.
Aqui para Canelas, a CME está à espera do estudo de impacto ambiental respeitante ao comboio para Albergaria. Como o troço do porto de Aveiro a Cacia já está em construção, é normal que a construção cá chegue antes do tal estudo. Chama-se a isto, viver como habitualmente.
Cpts

Fermelanidades disse...

Noticias, o meu obrigado pela dica e tambem por essa da construção chegar antes do estudo. Já me fez gargalhar a bom gargalhar.