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quinta-feira, junho 05, 2008

AINDA O TGV

Arrumada que está (ou deve estar) a discussão sobre a decisão, da construção da linha de Alta Velocidade e da sua real necessidade nestes 560 Km de terra, estas declarações da SEMA, vêm de encontro ao que por aqui tenho escrito acerca do assunto.
É, por isso, tempo de agarrar, com ambas as mãos, esta possibilidade de desenvolvimento que inesperadamente surge, que pode abarcar uma significativa parte do concelho, e deixar de discutir, como se costuma dizer, o “sexo dos anjos”.
É realmente impressionante (e preocupante) o teor das discussões que se geram em torno de qualquer assunto importante para o concelho, por parte dos partidos com maior presença no concelho, ou por quem os representa. E basta lembrar por exemplo, os casos das urgências, do IC1 e agora do TGV, em que a preocupação foi e é, se o PS alertou ou não há 5 ou 10 anos para isto ou aquilo, ou se por outro lado foi o PSD que o fez; ou se o assunto foi falado e questionado na Assembleia Municipal de 1999, ou ainda o que se disse acerca disto ou daquilo pelo PS e pelo PSD.
Efectivamente, parece não haver assunto que não faça desenterrar discursos, já bolorentos, dos tempos d’antanho, como se o futuro do concelho e das suas gentes passásse por um simples concurso de retórica.
E é nisto que, infeliz e publicamente, se entretêm alguns políticos destas bandas.
Voltando às declarações da SEMA, penso que para que o “TGV seja efectivamente um excelente meio de desenvolvimento”, é necessário, quanto antes, desenhar no tempo e no espaço esse projecto.
Esperar sentados que se construam a rede de AV e a estação, e desejar que o resto venha por si, é cometer seguramente um tremendo erro, que se traduzirá pelo não aproveitamento real em proveito do concelho, das potencialidades ora oferecidas.
E, é importante não esquecer que meia dúzia de Km podem ser suficientes para que tudo passe ao lado. Albergaria-a-Velha parece saber bem disso.

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