Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

quinta-feira, maio 22, 2008

POUPAR NOS COMBUSTÍVEIS

A loucura que actualmente se pratica em Portugal a respeito dos preços dos combustíveis mereceria uma atitude séria do governo que, no entanto, parece pouco interessado no assunto. E compreende-se, pois cerca de 60% do que pagamos pelos combustíveis, entra directamente nos cofres do Estado. O efeito da liberalização dos preços, ao contrário do anunciado, está a provocar o enriquecimento das empresas do ramo à custa da exagerada exploração do cidadão comum. Mas, é sempre possível fazer algo a este respeito e, se a despesa com os combustíveis pesa significativamente no seu orçamento, aqui fica um link que nos dá a possibilidade de saber onde pode poupar alguns euros. A informação disponível estende-se a todo o país, pelo que muita gente dela poderá tirar partido, quer viaje em serviço ou mesmo em passeio.
http://www.maisgasolina.com/combustivel-mais-barato/1/

2 comentários:

Raposa Velha disse...

No Fliscorno tenho vindo a divulgar a iniciativa de boicote à Golpe. Se concordar, por favor passe a palavra.
Diga não à Golpe

F. Penim Redondo disse...

Hoje já quase toda a gente percebeu que acabou a comida barata, a energia barata, os combustíveis baratos ou a água barata. Estão a tornar-se bens de luxo ou quase, a que cada vez terão mais dificuldade de acesso as classes médias e de menores rendimentos.
Como é possível que o governo português ainda recentemente tratasse a questão dos combustíveis como uma birra dos condutores mal habituados, subordinada em termos de importância ao equilíbrio orçamental ? Onde estão as previsões e as medidas preventivas que seriam de esperar de um governo responsável ?
Como se explica a resignação e passividade da Europa perante o encarecimento acelerado de produtos de que dependem os seus mais básicos padrões de vida, ao ponto de ter que ser acordada por um Manuel Pinho ansioso por encontrar bodes expiatórios ?
São todos incompetentes e irresponsáveis ou há outras explicações para este fenómeno ?
Convém talvez compreender que, mesmo dentro de um país como o nosso, nem todos são afectados da mesma forma e alguns até podem sair beneficiados destas crises. Quem exporta para Angola e é pago pelos rendimentos do petróleo talvez não tenha razões de queixa, ou quem é accionista da Galp, ou quem vende para a Venezuela às cavalitas do governo de Sócrates, ou quem tem sempre os combustíveis, e não só, pagos pelas empresas ou pelo Estado.
Esta questão dos preços do petróleo, do acesso ao crédito e aos produtos alimentares pode afinal ser, no essencial, mais uma forma de certas classes expoliarem outras.
Também ao nível internacional, nomeadamente na Europa e EUA, conviria perceber quem ganha e quem perde com este terramoto. Para sabermos se estamos perante aprendizes de feiticeiro que jogam um perigoso xadrez contra as potências emergentes, em que as peças são poços de petróleo e mísseis nucleares.