Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

sexta-feira, maio 23, 2008

NUM OUTRO PAÍS

É certo que já muitas linhas foram escritas acerca do encerramento progressivo das escolas do ensino básico, nas freguesias mais pequenas do concelho.
Mas, mesmo depois de tanta argumentação, que se julga suficiente para justificar o que continuo a classificar de um dos mais rudes golpes no futuro destas populações, não conseguirão, esses, os responsáveis, lavar as mãos como se tudo fosse inevitável.
Porque efectivamente o não é. E basta atentar nesta notícia do JN, para se perceber que a tal Carta Educativa do concelho, mais não serve que para tentar "atirar areia" aos olhos da população, sobretudo aquela que menos informação dispõe.
A notícia fala por si e dispensa muitas considerações.
Oliveira do Bairro é, tal como Estarreja, um concelho do distrito de Aveiro, do qual fazem parte 6 freguesias: Palhaça, Bustos, Troviscal, Oliveira do Bairro, Mamarrosa e Oiã. A curto prazo, estas freguesias irão ter oito novas escolas destinadas ao Ensino Básico e Pré-Escolar. Oito!
Entretanto por aqui discutia-se a falta de verbas, a necessidade de racionalização dos meios, os benefícios de uma escola que abarque 8 ou 10 anos de escolaridade ou a construção de ginásios em cada uma, etc. E diz-se até que a culpa é da tal Carta Educativa, elaborada por imposição governamental, que até esteve em consulta pública e que quem a desconhece não tem, ou não deve ter opinião avalisada para disto falar.
Pois claro, só quem a elaborou, discutiu e aprovou é que saberá (?) certamente porque o fez. Não se livrarão nunca é da comparação com outros que sabem exactamente o que pretendem para os seus munícipes, e que optam pela realização de obras de interesse público, numa clara demonstração de verticalidade e de projecção do futuro. Verticalidade essa, que se não consegue obter com a "espinha" curvada ou de olhos vendados.
Não conheço pessoalmente o Sr. presidente da Câmara de Oliveira do Bairro, mas daqui lhe tiro o chapéu, porque não foi em cantigas - dessas que vêm embrulhadas tipo encomenda - e soube tirar partido da candidatura ao QREN. E, mais ainda, quando assume publicamente que, se não houver financiamento, a Câmara chamará a si a responsabilidade da construção dos edifícios.
Venham lá agora os senhores de cá contar histórias ao povo!...

1 comentário:

ms disse...

Atrevo-me a dizer que realmente a única coisa que estes dois Presidentes de Câmara têm em comum, é sem dúvida alguma a faustosa conta bancária. CPTS