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domingo, maio 04, 2008

ALTA VELOCIDADE

Calado o povo com o assunto da A29, cujo pagamento dos terrenos está a decorrer a bom ritmo atendendo ao que se passou aquando da construção do troço Ovar - Estarreja, em que não foram raros os casos de proprietários que só foram ressarcidos já os carros por lá circulavam, outra nuvem negra paira sobre o concelho e seus habitantes. Falo, evidentemente do TGV, sobre o qual muito se tem escrito e opinado.
Pessoalmente, já por aqui o disse, não faz qualquer sentido a construção de uma linha Lisboa - Porto. Os estudos que me parecem sérios, para isso apontam, atendendo à dimensão do território e aos benefícios (tempo) que se ganha. Aceita-se uma ligação a Espanha, a partir de Lisboa, Coimbra ou qualquer outro ponto mais favorável em termos de custos para o Estado. O resto trata-se da já habitual mania das grandezas dos nossos governantes, tal como em ocasiões anteriores das quais a mais recente aconteceu aquando da organização do Campeonato Europeu de Futebol. No final, quem paga é sempre o povo.
Vem isto a propósito da Análise Técnica da CME aos traçados apresentados pela RAVE. Parece-me um documento bem fundamentado e a merecer a convergência de todas as entidades e população para que tenha peso suficiente junto do governo. Enviado assim, singelamente, penso que não merecerá muito a atenção do governo, mas depois se verá.
Os motivos que lhe estão na base da fundamentação são os mesmos que deveriam estar presentes aquando da definição do traçado da A29. Parece-me de bom senso que se aprenda com os erros e, já que não houve engenho para tirar partido em favor do município, da construção da A29, que o mesmo não venha a acontecer de futuro com a linha da alta velocidade.
É importante que, a ser inevitável a sua construção, o município tenha para apresentar no momento certo, contrapartidas que ajudem ao desenvolvimento local, minimizando assim, o impacto negativo que a construção da linha vai ter.
E depois parece-me que seria de todo legítimo, que se isentassem os proprietários das parcelas afectadas de qualquer custo relativo à posse administrativa dos terrenos.

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