Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

terça-feira, abril 29, 2008

PARA O FIM DE SEMANA

Antevendo o próximo fim-de semana, aqui ficam duas boas sugestões de índole cultural.

Aqui, nesta freguesia de Canelas, a Banda Bingre Canelense assinala mais um honroso aniversário.É o 143º de uma longa vida que não conheceu ainda qualquer interrupção desde a fundação.
Do Programa das comemorações destaca-se,
No dia 3 de Maio
Às 18h00 - Acolhimento da Banda de Vilela (Paredes), junto à igreja, seguindo-se o desfile de ambas as Bandas para o jardim do Campo da Cruz;
Às 21h30 - Concerto comemorativo do 143º aniversário da Sociedade Recreativa e Musical Bingre Canelense;
Às 23h45 - Convívio com associados e amigos da B. B. Canelense, na respectiva sede.
No dia 4 de Maio

Pelas 09h30 - saída da sede para romagem aos cemitérios, prestando assim homenagem a maestros, músicos, membros dos órgãos sociais e sócios falecidos;
Às 11h00 - Participação e animação da Eucaristia;
Às 11h50, no largo da Igreja - Uma breve intervenção musical dedicada às mães, por ocasião do dia que lhes é dedicado.

É com orgulho e admiração que esta terra pequena mantém viva esta Colectividade fundada em 26 de Março de 1865 pelo Padre Joaquim Domingos da Silva que foi o seu primeiro professor e maestro.
Para não ser repetitivo, podem [Aqui] e [Aqui] ser consultados alguns dados relativos à vida da Banda Bingre Canelense.

PARABÉNS À BANDA!
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A outra sugestão: A 6ª SEMANA CULTURAL DO LUSO.

O cartaz alusivo ao evento é bem elucidativo do que deve ser uma Semana Cultural e dispensa quaisquer outras considerações. Destaco apenas o Espectáculo "ACREDITAR" pela nobre causa que lhe está associada.
Bem-hajam todos os que dedicam algum do seu tempo na preservação da cultura e tradições do povo português, e que o fazem ao excelente nível do que nos é dado observar no Luso - Buçaco.


(Clicar no cartaz para ampliar)

segunda-feira, abril 28, 2008

LEMBRAM-SE DELES?

FERNANDO NOGUEIRA
Foi Ministro da Presidência, Justiça e Defesa. Passou a presidente do BCP Angola;
JOSÉ OLIVEIRA E COSTA
Foi Ministro de Estado dos Assuntos Fiscais. Passou a presidente do Banco Português de Negócios (BPN);
RUI MACHETE
Foi Ministro dos Assuntos Sociais. Passou a presidente do Conselho Superior do BPN e presidente Executivo da FLAD;
ARMANDO VARA
Foi Ministro adjunto do Primeiro Ministro. Passou a Vice-Presidente do BCP.
PAULO TEIXEIRA PINTO
Foi Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros. Passou a Presidente do BCP - ao cabo de 3 anos saiu com 10 milhões no bolso e ainda 35.000€ x 15 meses por ano até ao fim da vida.
ANTÓNIO VITORINO
Foi Ministro da Presidência e da Defesa. Passou a Vice-Presidente da PT Internacional e Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta;
CELESTA CARDONA
Foi Ministra da Justiça. É vogal do CA da CGD;
JOSÉ SILVEIRA GODINHO
Foi Secretário de Estado das Finanças. Passou a Administrador do BES;
JOÃO DE DEUS PINHEIRO
Foi Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros. Passou a Vogal do CA do Banco Privado Português;
ELIAS DA COSTA
Foi Secretário de Estado da Construção e Habitação. Passou a Vogal do CA do BES;
FERREIRA DO AMARAL
Foi o Ministro das Obras Públicas que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte. É o Presidente da Lusoponte;
JOAQUIM PINA MOURA
Foi o Ministro das Finanças que liberalizou o preço dos combustíveis. É o presidente da filial portuguesa do grupo espanhol Iberdrola e foi membro do Conselho de Administração da Galp Energia.
.... /....

sábado, abril 26, 2008

O CIRCO CONTINUA

Mais um número de circo [aqui]. Parece que de repente, sem o governo ter dado conta, há dois submarinos para pagar...
Coisa pouca e que qualquer um pode esquecer, claro.
Cada dia que passa, engrossa o já longo rol do anedotário deste governo. Valha-nos ao menos isso!

sexta-feira, abril 25, 2008

MOMENTO POLÍTICO

A actualidade política passa forçosamente pela situação de desespero em que se encontra um dos maiores partidos do país.
O número de candidatos à liderança, revela claramente um partido cada vez mais dividido e incapaz de encontrar um líder aglutinador, e que saiba reunir em torno de si gente com o objectivo único de relançar o partido e de preparar um programa sério para apresentar aos portugueses.
Olhando à volta, vê-se que nenhum dos que se apresentarão às eleições internas, garante que tal possa vir a aconecer. Aparecem todos com um certo ar de inconformismo mas percebe-se que nenhum dos perdedores estará na disposição de dar tréguas ao eleito.
Uns, porque se revêem no passado, outros porque pretendem romper com esse mesmo passado, todos aparecem agora como salvadores daquilo que ajudaram a destruir.
Nenhum deles conseguirá o virar da página que se exige a um partido com a responsabilidade que o PSD deve ter.
Desde 1995 que o partido nunca mais se encontrou. Fernando Nogueira, foi o primeiro de uma série de presidentes que nunca souberam impor a sua liderança, ou por falta de cariz político ou porque de dentro do próprio partido houve quem se encarregasse de lhes minar o terreno. E nem as "velhas raposas" escaparam, como foi o caso de Marcelo Rebelo de Sousa que agora se arrasta numa pastosa forma de comentador de tudo e de nada.
O fugitivo Durão Barroso tem aqui também motivos para ter algum peso na consciência ao atirar às feras Santana Lopes, que agora parece querer ressurgir da travessia do deserto a que foi obrigado.
Marques Mendes e Luis Filipe Menezes parecem-me ao mesmo nível: sem nível, tal como todos os candidatos que se perfilam actualmente para assomar à liderança.
Enquanto isso, e como diz o povo, "em terra de cegos, quem tem um olho é rei".


34 ANOS.

FORAM DIAS, FORAM ANOS A ESPERAR POR UM SÓ DIA. ALEGRIAS. DESENGANOS.
FOI O TEMPO QUE DOÍA COM SEUS RISCOS E SEUS DANOS.
FOI A NOITE E FOI O DIA, NA ESPERANÇA DE UM SÓ DIA.
Manuel Alegre
Trinta e quatro anos volvidos e o que resta da coragem dos capitães de Abril é quase já uma ténue miragem. O país mudou. Sim, mudou. Mas hoje são já muitos os que se afastam de qualquer comemoração desse momento histórico, ocorrido em 74. Pouco adianta a um país viver em democracia, se do seu seio não brotar uma geração de políticos que, com honestidade e competência, saibam ocupar responsavelmente os cargos para que sejam eleitos ou nomeados.
O país arrasta-se de crise em crise, e é sempre aos mesmos que é pedido o "apertar do cinto", como se fosse o povo o responsável pelas sucessivas más governações do país. Enquanto isso, os verdadeiros responsáveis pelo estado miserável das contas públicas, descansam impunemente à sombra dos rendimentos que eles próprios souberam acautelar, ou então engordam o seu património nos cargos mais bem remunerados das empresas públicas.
E isto faz esquecer Abril e a coragem e determinação de um punhado de homens, que um dia sonharam um futuro para Portugal, estou certo, longe do rumo que outros lhe deram.
A pouco e pouco o significado de uma revolução, que devolveu o país aos portugueses numa infinda esperança de desenvolvimento e liberdade, vai-se perdendo e acabará por desaparecer naturalmente. E há quem ainda se admire???

sábado, abril 19, 2008

NOTAS DE FIM DE SEMANA

1 - Chover no molhado

Quem passa por Estarreja por volta das 7h15 da manhã pode assistir diariamente a um episódio nada abonatório para quem tem por missão a gestão do município.
Imagine-se que, apesar da chuva que cai há já vários dias, o sistema de rega das rotundas e jardins lá está, todos os dias, a dar conta de si.
É claro que o mecanismo "acorda" automaticamente mas, não haverá meio de o desligar aquando dos dias de intempérie?
Numa altura em que cresce o sentimento de alerta pela necessidade de evitar o consumo desnecessário de água, o município dá assim um péssimo exemplo, além de que este esbanjamento, que será certamente de alguns milhares de litros, terá o seu custo e a sua repercussão nas contas do município.

2 - Profissionalismo

Na noite em que uma parte do concelho ficou sem energia, o espectáculo da Taça de Portugal, merece uma nota positiva.
Sem querer aqui demonstrar alegria pela vitória ou tristeza pela derrota, parece-me que a principal lição a retirar, ou se quisermos, a pergunta a colocar, é se aquelas equipas são as mesmas que se têm arrastado pelo principal campeonato do futebol português.
Não são os jogadores, os treinadores, os dirigentes e os terrenos do jogo, enfim, todos os intervenientes, os mesmos?
Dirão muitos que os jogos da Taça são jogos diferentes, que têm outra "mística" e tal. Se assim é, não tem que ser. Um profissional íntegro é-o em qualquer lugar e circunstância e isto não significa que se ganhe sempre, porque quando se perde depois de se dar tudo, ninguém tem de sentir-se culpado.
Acontece que os jogadores da bola são endeusados pelos adeptos e auferem vencimentos e prémios de jogo que constituem verdadeiras loucuras, quer joguem, fiquem no banco ou nem sejam convocados, ao contrário de qualquer outro trabalhador cujo rendimento é avaliado diariamente.
Está aí à porta mais um Campeonato da Europa e confesso que nunca compreendi o motivo de se ter de pagar (e bem) aos senhores para jogarem pela selecção, uma vez que os clubes lhes asseguram os vencimentos na totalidade. E alguns ainda têm a lata de vir dizer que é com orgulho que vestem a camisola de Portugal. Se esse orgulho se traduz em mais uns milhares de euros, então está percebido porque nunca chega a selecção portuguesa a lado algum.

3- Sem norte
A terceira nota da semana vai para o número de circo - mais um - protagonizado por um dos maiores partidos do panorama político nacional, o PSD.
Continua, como já aqui o referi em outra altura, a ser vergonhosa a guerrilha interna e a falta de responsabilidade das suas cúpulas, que se entretêm a minar o terreno à sua volta, ao invés de desempenharem o papel que lhes está destinado e que neste momento é de ser uma oposição séria e responsável, necessária ao equilíbrio do sistema político.
Parece-me que deve ser quando se está desse lado que há mais tempo disponível e uma maior obrigação de elaborar um projecto alternativo a apresentar aos portugueses. Mas o PSD há muito deixou de se interessar pelo que deve ser o seu papel e passa ano atrás ano a queimar os seus próprios militantes e dirigentes dando uma imagem de imaturidade e de descrédito.
O espartilhamento do partido que não encontra dentro de si um líder gerador de consenso e capaz de se fazer respeitar, faz com que se quebrem todas as regras de ética e de bom senso e se transforme a vida partidária numa peixeirada jamais vista. Uma vergonha!

terça-feira, abril 15, 2008

PEDIDOS DE AJUDA

Todos recebemos de quando em vez, um ou outro mail, de gente condenada e a lutar pela vida com todos os meios de que dispõe mas que, em muitos desses casos, se manifestam insuficientes. São mails que classificamos de chatos e que, por vezes, recusamos ler até ao fim ou porque desconfiamos que se trata de mais uma daquelas parvas correntes que têm como objectivo "sacar" alguns dados a nosso respeito, ou porque nos incomodam verdadeiramente por nos fazer pensar mais seriamenmte que a distância entre a vida e a morte é, por vezes tão estreita, que quase se torna visível.
Recentemente começaram a circular por aí 3 pedidos de gente desesperada que necessita de dadores de medula óssea. São de gente conhecida dos amigos que me enviaram os mails, a pedir a sua divulgação e aqui de perto (Murtosa, Aveiro e Ovar).
Confesso que este assunto sempre me ofereceu alguma relutância e por isso fui à procura de mais alguma informação.
[Aqui] encontra-se alguma, exposta de uma forma clara e perceptível por todos e que, pessoalmente me deixou mais tranquilo quanto ao método e riscos de todo o processo. Se tem entre 18 e 45 anos, não tem comportamentos de risco para a transmissão de doenças infecciosas, nunca sofreu transfusão de sangue e tem mais de 50 Kg de peso, reúne condições para a dádiva de sangue e de medula óssea.

OS APELOS

» A Diva é de Ovar, e os testes para encontrar dadores compatíveis decorrerão no dia 10 de Maio no Centro Social de S. João de Ovar, às 10h00.

» Para a jovem da Murtosa que sofre igualmente de leucemia, a colheita de amostras será no dia 4 de Maio no Centro de Saúde da Murtosa, entre as 9h00 e as 13h00.

» Quanto ao jovem de 27 anos, de Aveiro, a colheita decorreu no passado dia 13 mas quem pretender ajudar pode entrar em contacto com o Sporting Clube de Aveiro ou ligar para o número 962602623, ou ainda pelo mail Danny_41280@hotmail.com.

sexta-feira, abril 11, 2008

quinta-feira, abril 10, 2008

ATIRANDO PEDRINHAS

Interessante, sem dúvida, são os entretenimentos das forças políticas mais representadas no concelho e que por um ou outro dos seus representantes com alguma responsabilidade nestas lides, se divertem em discursos de arremesso de palavras de um lado para outro. Quer seja na imprensa da região, quer na blogosfera, ou mesmo em pseudo debates na rádio, a preocupação é de encher o peito de ar daquilo que convém dizer, muitas vezes depois de se ver o fim da coisa ou, se quisermos, depois de ver o que vem do outro lado.
O último assunto que teve honras desse divertimento foi a problemática das urgências do HVS em que se desenterraram páginas, ideias e opiniões d'outros tempos, numa esbaforida e triste tentativa de uma passagem incólume pela responsabilidade das consequências inevitáveis que o futuro irá certamente trazer a claro, disfarçando assim a triste realidade traduzida pela falta de argúcia e de argumentação credível.
Agora o entretenimento passou para o(s) traçado(s) do TGV e a localização da estação respectiva, continuando a discussão estéril em jeito de quem pega numa fisga e atira pedrinhas aos vidros uns dos outros.
Pois bem, quanto ao TGV (traçado e estação), provavelmente decidirá o governo que, quando muito, poderá inclinar-se para a autarquia que apresente melhores e mais bem fundados argumentos. E aqui, parece-me que em vez destas discussões ocas, melhor seria ter-se pensado num projecto de desenvolvimento de uma qualquer área do concelho, fazendo-a colar ao projecto do TGV. E houve tempo demasiado para isso mas, como sempre, só depois da casa arrombada é que se trancam as portas.
Pessoalmente, acho que o TGV não tem qualquer enquadramento na realidade geográfica do nosso país, mas quem sou eu para opinar ou contrariar a vã glória do poder, eleito democraticamente pela maioria dos portugueses e que entende que o tal comboio é uma necessidade imperiosa?
Decidida que está (há muito tempo) a submissão ao comboio de alta velocidade, a realidade demonstra que ninguém fez o trabalho de casa no sentido de antecipadamente se precaver dos melhores trunfos em favor do seu município. E por isso assiste-se hoje a mais uns números do circo em que Albergaria exulta por lhe ser concedida a estação no seu território; Aveiro reclama a toda a força que quer uma ligação à cidade; de Estarreja, oficialmente... nada; das vozes do PS e do PSD, formal e informalmente se discutem os limites do concelho e a sua importância para localização da estação, etc.; ou seja: objectivamente, zero!
Já o disse que, uma vez inevitável a destruição de mais uma importante parcela do património destas gentes, seria de toda a justiça que às mesmas fosse concedido algum benefício com vista ao desenvolvimento das zonas e freguesias mais esquecidas. Infelizmente não acredito que tal possa vir a acontecer, da mesma forma que não aconteceu aquando da negociação da construção da A29. Acaba-se por ter mais uma estrada e mais uma linha ferroviária que, em termos práticos, atravessam as freguesias do concelho e levam atrás de si, vários hectares de terreno de cultivo e florestal.
Mas, no final acaba por ser compreensível: é que por aqui é necessário um ano inteiro (ou quase) para se fazer um projecto de um arruamento; para se fazer um outro, desta amplitude, seriam necessários três ou quatro mandatos...

A cerca de um ano das eleições ainda se não viu por aqui uma linha que seja das ideias e projectos para o concelho e para as freguesias, e não tem sido por falta de oportunidades.
Entretanto, o melhor é mesmo a malta divertir-se a atirar pedrinhas uns aos outros.

MOMENTO DE HUMOR

A língua Portuguesa é deveras fértil em permitir que uma mesma palavra tenha os mais variados significados. Tudo depende de quem diz, de quem ouve ou de quem lê.
O mesmo acontece com algumas conjugações de nomes próprios e apelidos que, devidamente ordenados, poderão permitir-nos um breve momento de humor. Sem qualquer veleidade em ofender quem quer que seja, ora digam lá se não é curiosa esta associação que se segue:

Se o Mário Mata,
A Florbela Espanca,
O Jaime Gama
e O Jorge Palma,
O que é que a Rosa Lobato Faria?...

E já agora:
Talvez a Zita Seabra
para o António Peres Metelo…

quarta-feira, abril 09, 2008

UMA ESTRANHA FORMA DE VIDA

Muito se tem falado e escrito sobre uma parcela que aparece na factura da electricidade que consumimos e que dá pela designação de Contribuição áudio-visual.
Regulamentado pela lei 30/2003, de 22 de Setembro, este imposto que nos é cobrado tem como objectivo o financiamento do serviço público de televisão e radiodifusão, o mesmo é dizer, a RTP e a RDP.
Para que se saiba, foi inicialmente fixado em 1,60 € e é actualizável à taxa de inflacção anual.
Com isto, em 2006 o grupo RTP terá encaixado, directamente, a módica quantia 100,4 milhões de euros, e no primeiro semestre do ano passado, já lá "cantavam" 54 milhões!!!
Poderia perguntar-se aqui porque tenho eu e muitos portugueses de contribuir para isso, uma vez que pagamos, e bem, pelo serviço de televisão contratado à TV Cabo, Cabovisão ou outra qualquer empresa fornecedora.
Poder-se-ia também questionar o que faz a RTP a tanto dinheiro, mais aquele que recebe da publicidade e que provavelmente será o dobro ou o triplo daquele valor.
Poder-se-ia igualmente reclamar a codificação dos canais da RTP por forma a que só quem voluntariamente pagasse lhes pudesse aceder, ilibando assim do pagamento outros para quem a RTP não presta qualquer serviço público. E, se pensarmos que, por exemplo a Cabovisão, oferece 39 canais de Tv por 19,90€ mensais, com alguma facilidade veremos que os dois canais públicos, se fazem pagar bem demais.
E mais ridícula e injustificada se torna esta cobrança, se tivermos em conta que, dos oito canais da RTP, a empresa apenas permite a difusão em sinal aberto de dois deles, um dos quais usa e abusa do tempo que destina à publicidade.
E, quanto à radiodifusão pública, porque terei de pagar se a rádio que normalmente ouço é a RFM ou, esporadicamente, algum outro canal privado?
Bom, mas certamente que tudo isto já passou pelas cogitações de grande parte dos contribuintes. Mas talvez o mesmo se não possa dizer acerca da cobrança de mais 5% de IVA sobre a Contribuição para o Audiovisual.
Pois é! A partir de 1 de Janeiro de 2008, através de uma norma prevista no Orçamento Geral do Estado, aos 1,71 € da Contribuição, acresce o IVA à taxa de 5%!!!
Vê-se assim, que o Estado Português é exímio em criar formas ardilosas de sacar mais uns "cobres" aos contribuintes.
E aqui sim, há que perguntar efectivamente se há ou não suporte Legal para fazer incidir um imposto sobre outro imposto.
E não se pense que este é um caso único pois, voltando à factura da electricidade, vemos que pagamos IVA sobre a energia consumida, pagamos IVA sobre a potência contratada, pagamos IVA sobre a Taxa de Exploração DGGE (seja lá o que isso for) e depois ainda pagamos IVA sobre o tal imposto para a RTP. E há ainda o Imposto de selo. Ou seja, numa factura da EDP, 20% são de impostos não reembolsáveis para o consumidor comum.
Estou certo que, mais cedo ou mais tarde, alguém se debruçará a sério sobre a legalidade destas determinações, de cobrança de impostos sobre impostos, e então, quando a coisa começar a criar celeuma, o governo revogará a lei, anunciando pomposamente que concedeu mais um benefício aos contribuintes. Entretanto já terá sacado mais uns milhões de euros que não devolverá com toda a certeza.
A este propósito, basta lembrar aqui as coimas aplicadas aquando da lei que obrigava ao uso dos "pirilampos" nos tractores e máquinas agrícolas, ou aos reflectores nas rodas das bicicletas ou motorizadas... quantas multas foram passadas?!!!
A lei mudou, deixaram de ser obrigatórias estas parvoíces e quem pagou as multas, pagou. Parece que quanto aos "pirilampos" a obrigatoriedade voltou. Não se sabe bem. As leis ou normas aparecem ou mudam da noite para o dia, sem qualquer publicidade que não a aplicação das ditas coimas pelas infracções cometidas involuntariamente.
Ora, talvez uma boa forma de serviço público a justificar (ou não) o pagamento da tal Contribuição Audiovisual, pudesse ser a divulgação, de uma forma sucinta e clara, das alterações à legislação que vão sendo determinadas pelo governo, e que nenhuma entidade parece interessada em publicitar.

terça-feira, abril 08, 2008

O APAGÃO

Imagine-se num fim de tarde primaveril. Depois do jantar e uma vez que o tempo agradável o/a convida, sai de casa para um passeio tranquilo pelas ruas da aldeia.
Percorridas algumas dezenas de metros vê-se forçado/a a alterar o itinerário que previamente tinha idealizado pois dá-se conta que as ruas por onde pretendia ir não têm iluminação. Pensará, provavelmente, que amanhã o problema estará resolvido e regressará a casa adiando o tal passeio para o dia seguinte.
Só que no dia seguinte e no outro e nos outros, tudo continua na mesma: as principais ruas da aldeia(Campo da Cruz, rua Direita, Teixeira e Cabeço de Baixo) permanecem na mais pura escuridão.
Que diabo! Estamos no século XXI. Resta saber se A.C. ou D.C.

A BATER NO FUNDO

O panorama autárquico em Portugal tornou-se deveras ridículo porquanto, esquecido o serviço público, tudo serve de arma de arremesso.
Imagine-se que um Município aqui próximo, encerrou as contas do ano transacto sem dívidas para o ano em curso. Logo se levantaram as vozes da oposição gritando aos quatro ventos, que tal resultado é o reflexo de falta de obras. Prefeririam, em bom rigor, muitas obras à custa do endividamento do Município.
Efectivamente é, em muitos casos, esta a triste mentalidade que nos desgoverna, ou seja: a falta de responsabilidade que se traduz num endividamento constante, na certeza de que virá atrás quem feche a porta.
E neste capítulo, não há oposição que o saiba ser, entretida que está nestes jogos infantis, que emanam de uma cegueira ímpar e que não deixam ver e encarar a realidade com seriedade e honestidade.
É a esta gente que está entregue o destino do país.

A VINGANÇA

Entre 150 e 300 euros de multa é quanto têm andado a pagar de multa os nossos vizinhos espanhóis que trabalham no nosso país e que são "apanhados" pela Brigada Fiscal da GNR. E, pasmem-se, pelo facto de não lhes ser permitido circular com matrículas espanholas.
Na sua maioria tratam-se de médicos e enfermeiros que trabalham nos hospitais do norte do país e que têm sido alvos de caça à multa por parte da GNR que, como referem, se coloca estrategicamente (claro!) junto a rotundas e outros locais por onde obrigatoriamente têm de passar.
Embora este problema se arraste já há muitos meses e, mesmo depois de solicitada a intervenção do governo espanhol e das promessas de José Sócrates que, segundo diz, "não há motivo nenhum para que tal aconteça", parece que tudo continua na mesma.
Enquanto se aceita e se promove a livre circulação entre cidadãos da UE e, ao mesmo tempo que se deixa entrar no país carradas de marginais, quem aqui vem pra trabalhar leva com multas em cima. Ou então terá de deixar o seu carrinho do lado de lá da fronteira e ter outro do lado de cá com matrícula Portuguesa, concerteza!
Esta é mais uma demonstração da "inteligência" e do carácter de um país do faz-de-conta.
Será esta a forma encontrada para nos vingarmos da governação Filipina entre 1580 e 1640?

Ler mais [aqui]

segunda-feira, abril 07, 2008

AS OBRAS

Na última edição de O Jornal de Estarreja lê-se na primeira página que "A autarquia apresenta obras importantes para Avanca, Canelas, Fermelã e Pardilhó".
Vem depois a saber-se que as tais obras importantes são: o arranjo urbanístico do Centro Cívico de Pardilhó, o estudo urbanístico do Centro Cívico de Avanca, o arranjo paisagístico da Ribeira do Mourão, o arranjo paisagístico da Ribeira de Canelas, a reabilitação do Adro Norte da Igreja de Avanca e a reabilitação do zona envolvente da Igreja do Roxico. Tudo por um milhão e meio de euros.
Escusar-me-ei de tecer quaisquer considerações pelas obras de Avanca, Fermelã e Pardilhó, por razões óbvias.
Quanto à que está projectada para Canelas, antes de mais, importa abandonar a designação de "Ribeira de Canelas" pois não há ribeira alguma em Canelas. Há sim, Esteiros e uma área designada por zona do Ribeiro. Bom, mas isso pouco importará, ao fim e ao cabo.
Importante mesmo é se o arranjo da tal zona é ou não uma grande obra, tal como é anunciada. E, de facto, não é; mas deveria sê-lo.
Para tal, esse projecto a que chamarei apenas de um plano de pormenor para uma pequena área do local designado por Ribeiro, teria de estar integrado num outro, mais amplo e para toda a área situada entre o antigo mercado e a ponte do caminho de ferro.
É certo que recentemente foi anunciado e apresentado um outro estudo para transformar esse recinto do mercado num Parque de Merendas. Parece-me, no entanto, um erro dissociar os dois, uma vez que ambos deveriam fazer parte do mesmo projecto de requalificação de toda a área, não esquecendo a recuperação do Esteiro Velho para, por exemplo, práticas desportivas. Não sendo assim, não haverá forma de justificar o investimento nem se vê maneira de dele tirar partido.
Também já aqui se referiu em outra altura, a importância desta área como sendo uma magnífica porta de entrada desse verdadeiro santuário natural que é o Baixo Vouga. Daí o reclamar-se o alargamento do Projecto Bioria e o fim da caça. Só assim se poderá dar por bem empregue o investimento a efectuar e classificar a obra de importante. De contrário, outras há de maior urgência e importância e que sistematicamente são esquecidas.

quarta-feira, abril 02, 2008

1º DE ABRIL, CLARO!

Passado o 1º de Abril, a seguir se repõe o que deveria ser o texto do post anterior.

A Câmara Municipal de Estarreja (tirou) poderia tirar finalmente, da cartola uma boa notícia para os habitantes do sul do concelho: Canelas (terá) poderia ter um nó de ligação à A29 na zona das Quintas, tal como inicialmente se pretendia.
A EP (parece ter finalmente visto) poderia ver o que há muito se afigura(va) como óbvio - com poucos recursos financeiros, permitir uma ligação directa à zona industrial de Albergaria, aproveitando o caminho já existente e oferecendo assim uma excelente alternativa para o escoamento dos veículos pesados de mercadorias que provêm daquela referida zona Industrial.
Além disso, (ficará) ficaria também assegurada uma outra ligação, não menos importante, ao IC2, antiga EN1.
(Poderá) Poderia estar aqui o início do desenvolvimento desta zona, aproveitando igualmente o facto de que por aqui perto irá ser construída a estação do TGV, de onde partirá o ramal com destino a Salamanca.
(Deseja-se) Seria de desejar que, uma vez inutilizada mais uma vasta área florestal, a mesma (venha) viesse a ser alvo de um Projecto devidamente sustentado e sustentável que (conduza) conduzisse a um investimento sério nesta zona sul do concelho, há muito arredada de qualquer tipo de investimento digno desse nome.
Porque também aqui se sabe reconhecer o que é bem feito, (fica) ficaria o agradecimento à CME e à EP, pela concessão da ligação à A29.


Com o avanço das obras da A29, mais uma faixa de grande produtividade florestal e agrícola se perdeu definitivamente. O ressarcimento aos proprietários dos terrenos continua por fazer; a posse administrativa, para já a título gracioso, é uma realidade; qualquer contrapartida em benefício da freguesia está fora de questão e dos vários caminhos agrícolas e florestais que irão ser atravessados, apenas dois terão direito a pontes. Como se isto não bastassse, o estado recusa-se a pagar as áreas sobrantes dos prédios abrangidos, acabando estas parcelas pequenas e disformes, por ficar votadas ao abandono, uma vez que o seu amanho se torna impossível. Tudo isto somado se traduz em enormes prejuízos para a população que vê espartilhado e destruído o seu património, e que merecia alguma compensação além do justo e antecipado pagamento.

terça-feira, abril 01, 2008

A29

A Câmara Municipal de Estarreja tirou, finalmente, da cartola uma boa notícia para os habitantes do sul do concelho: Canelas terá um nó de ligação à A29 na zona das Quintas, tal como inicialmente se pretendia.
A EP parece ter finalmente visto o que há muito se afigurava como óbvio - com poucos recursos financeiros, permitir uma ligação directa à zona industrial de Albergaria, aproveitando o caminho já existente e oferecendo assim uma excelente alternativa para o escoamento dos veículos pesados de mercadorias que provêm daquela referida zona Industrial.
Além disso, ficará também assegurada uma outra ligação, não menos importante, ao IC2, antiga EN1.
Poderá estar aqui o início do desenvolvimento desta zona, aproveitando igualmente o facto de que por aqui perto irá ser construída a estação do TGV, de onde partirá o ramal com destino a Salamanca.
Deseja-se que, uma vez inutilizada mais uma vasta área florestal, a mesma venha a ser alvo de um Projecto devidamente sustentado e sustentável que conduza a um investimento sério nesta zona sul do concelho, há muito arredada de qualquer tipo de investimento digno desse nome.
Porque também aqui se sabe reconhecer o que é bem feito, fica o agradecimento à CME e à EP, pela concessão da ligação à A29. Com ou sem eleitoralismos, os benefícios parecem-me evidentes e isso é, seguramente, o que importa.