Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

quarta-feira, março 12, 2008

AFINAL ELES RECUAM... (2)

Esta notícia do JN, vai inteirinha para os incrédulos, para os que baixaram os braços e se entregaram aos caprichos do governo, contra a vontade e o sentimento geral da população do concelho. E aqui está a prova de que, afinal, vale sempre a pena insistir na luta pelo que se julga certo.
Claro que ainda é cedo para cantar vitória, mas tudo indica que ela vai mesmo acontecer. Oxalá, para benefício do povo de Anadia que nunca perdeu a noção do que era melhor para o concelho e que nunca baixou os braços.
Umas vezes 1000, outras 500, outras ainda talvez 200, os cidadãos de Anadia e os seus autarcas foram pressionando, pressionando e estão à beira da vitória final.
Em Estarreja passará a ser proibido, muito em breve, qualquer situação clínica que mereça atendimento urgente durante a noite.
A CME tem, neste momento, razões de sobra para rasgar o protocolo assinado (porque nada foi cumprido até à data e porque o governo tem admitido o erro e a precipitação em que caiu), e voltar à luta pelo não encerramento do serviço no HVS.
A melhoria dos serviços e valências previstas para o nosso hospital, é um direito a que todos temos, e seria uma aplicação correcta dos impostos que pagamos, mas nunca a troco do encerramento desse serviço tão necessário e crucial para o salvamento de vidas em situações em que todos os segundos são importantes.
Para já, louve-se a persistência do povo de Anadia e, mesmo que não consigam o pretendido, ficará sempre para a história, a sua tenacidade e coragem de lutar até ao fim. Perder, de cabeça erguida e com a consciência de tudo ter sido feito pela vitória, é muito mais digno do que uma vitória envergonhada e de duvidosa credibilidade.
E nós, estaremos à espera de quê?

7 comentários:

noticiasd'aldeia disse...

A diferença entre o que se passa na Anadia versus Estarreja, é que na primeira, a autarquia está ao lado do povo. Aqui, está contra.
É simples.
Abraço

Anónimo disse...

Olá Camilo

Só agora vi este post, mas de facto leste mal a notícia. Ninguém sabe ainda o que Anadia vai ter, mas o próprio JN dá um sinal. Será provavelmente um protocolo muito semelhante a tantos outros.

Portanto, depois de 20 protestos, Anadia vai ter um protocolo que não andará muito longe do nosso.

Valeu a pena tanto protesto? Se a notícia se confirmar ficará evidente que não, o que vem ao encontro do que sempre disse. O governo não vai ceder no essencial em Anadia. Nem em Anadia nem em lado nenhum.

Portanto, tens que ler bem a notícia, pois não é o que julgas.

Um abraço

Anónimo disse...

Já agora duas ideias chave na notícia:

"A proposta, conforme revelou ao JN fonte ministerial, poderá passar pela reabertura das urgências entre as 8 e as 24 horas e a troca da actual ambulância de suporte básico de vida por uma de suporte imediato de vida, para cobrir ocorrências nocturnas".

"O JN sabe que o presidente da Câmara não ficou agradado com a hipótese de ter as urgências fechadas durante a noite. Contudo, "para não complicar politicamente a vida da ministra, admite a possibilidade de abrir mão dessa exigência", disse ao JN uma fonte médica".

Portanto, tudo indica que vão ter o mesmo que nós teremos no futuro.

CR disse...

Olá Zé.
Efectivamente o governo tem em si um aliado de peso para defender a sua linha de actuação. Está no seu direito, claro.
Penso, no entanto que o meu modesto entendimento ainda me faz ter alguma lucidez a respeito deste assunto. Li perfeitamente e entendi a notícia, pode estar certo.
Deixe-me dizer-lhe que por vezes fico com a sensação de que o Zé ficaria com um certo orgulho se o povo de Anadia nada conseguisse. Talvez isso fosse uma forma de justificar o fracasso de Estarreja e de sossegar algumas consciências. Não a minha, pode estar certo.
Mas, e como uma vez mais o Zé parece não perceber o que escrevo, devo dizer-lhe que, também aqui não afirmei coisa nenhuma com absoluta certeza. Disse que tudo indicava que o povo de Anadia iria ver o governo recuar; disse também que a ser assim,tinha valido a pena a luta; disse ainda que para mim as gentes da Anadia, mesmo que não consigam o que pretendem, terão sempre o mérito de não ter desistido ao primeiro embate. Vd, a este respeito, o último parágrafo do post.
Agora não me venha dizer que não valeu a pena. Então quem era para ficar sem nada, se conseguir um protocolo como o "vosso", não é uma vitória???
O Zé diz que o governo não vai ceder no essencial nem em Anadia nem em lado nenhum (mas já o fez). Veremos, mas afinal quem tem certezas não sou eu...
O que lhe quero dizer aqui é que fico satisfeito se Anadia conseguir os seus intentos, porque é isso que procuram e é por isso que lutam. Eles e os seus representantes que têm estado nas filas da frente, onde as primeiras "balas" batem. E esse é quase sempre o lugar mais difícil de ocupar. É preciso aquilo que nós sabemos.
De resto, para si o protocolo é melhor que manter as urgências; para mim não.

Cpts.

Anónimo disse...

Olá Camilo

O essencial era o governo manter a urgência aberta 24 horas em Anadia e não o vai fazer. Nem em Anadia, nem em Estarreja. Não me parece por isso que Anadia depois de 20 protestos tenha tido uma grande vitória?? A vila, já tinha no centro de saúde uma consulta aberta até à meia-noite, que vai passar agora para o hospital.

Mas mais: já tinha sido proposto um protocolo a Anadia em Novembro e outro em Dezembro e vamos ver se o próximo será assim tão diferente desses anteriores?

O que eu critico na tua atitude é uma coisa muito simples. É não reconheceres que a atitude de protesto que Anadia assumiu nesta questão acabou por não dar aquilo que Anadia queria, que era um hospital novo e a urgência aberta 24 horas. Não é isso que vão ter e fizeram 20 protestos para isso.

Tens sido um dos críticos da Câmara de Estarreja ter assinado o protocolo. Eras adepto da continuação da contestação. Eras adepto da teoria de Anadia para Estarreja. Ora, eu sempre disse que isso não levava a nada. Que havia uma altura para protestar e outra para negociar. Tu achaste que não. Que era sempre protestar até o governo ceder. Ora, parece-me que não viste o que aconteceu em Anadia?

Anadia demorou a perceber, que a contestação permanente não levava a lado nenhum. Outros perceberam primeiro que o governo não ia ceder. Vá lá.

Eu não sou defensor da política do governo. Não é meu partido que está a fazer isto. Agora há uma coisa que eu sei. Nunca me pareceu que o governo nos desse um SUB por muito barulho que a gente fizesse.

Tu achavas que sim. Acho que o exemplo de Anadia mostra que não tinhas razão. É claro que tenho pena. Preferia ser eu a não ter razão e a estares certo tu. Mas infelizmente não é essa a situação.

Um abraço

CR disse...

Olá Zé Matos.

Uma vez mais parece-me que é difícil para si perceber o que escrevo. Pois bem, vou tentar ser o mais claro possível e começo por dizer que o aqui vou trazendo é a minha forma de analisar as situações mais diversas, segundo alguns conceitos e valores que me norteiam. Serão sempre discutíveis, porque pessoais, da mesma forma que o são todas as opiniões venham elas de onde vierem.
1- Tomando por base o primeiro parágrafo do último seu comentário, eu não direi que o governo mantenha ou não as urgências abertas 24 horas; não estou ligado ao governo para ter essa certeza, mas admito que sim, que não vamos ter urgências 24 horas.Sempre o admiti, embora ache um erro tremendo. E é disso que tenho falado.
2- A questão de Anadia, que o Zé tem teimado em transformar em bandeira, para de algum modo justificar o encerramento do serviço no HVS, para mim resume-se ao "moral da história": o povo e os seus autarcas nunca aceitaram nem se acomodaram perante aquilo que entendem ser-lhes prejudicial. Se conseguem ou não, isso é outra conversa. No fundo trata-se - e é isso que sublinho - de uma questão de atitude no enfrentar dos problemas e vicissitudes que este governo tem vindo a criar. Da mesma forma não sei se o protesto dos professores leva a algum lado; mas é um claro sinal de inconformismo e isso parece-me importante.
3- Não pense o Zé nem queira fazer passar a ideia de que eu sou a favor dos protestos por tudo e por nada. Há motivos e motivos. Este é seguramente um grande motivo primeiro para negociar - e negociar não é aceitar tudo o que nos querem impor - e depois sim para protestar se estivermos seguros do que queremos.
Chegados aqui, o que tenho dito a este respeito é que a negociação (se a houve) não é benéfica para os cidadãos do concelho. É a minha opinião.
4- O Zé tem todo o direito em criticar a minha atitude incisiva, como refere nos 3º e 4º parágrafos do mesmo comentário, da mesma forma que me assiste esse mesmo direito em relação à CME.
Como já o disse por diversas vezes, votei neste elenco Camarário. Tenho, também por isso, o direito acrescido de "julgar" o seu desempenho porque voto conscientemente. E neste como em alguns outros casos - volto a referir - na minha opinião, tem sido muito mau. Haverá quem comigo concorde e haverá também quem discorde. É natural.
5- Tenho sido efectivamente um dos críticos de a CME ter assinado o protocolo (§4º), essencialmente no timing que o fez. Deu disso conhecimento antecipado à AM, por exemplo?
Recordo que a AM discutiu o assunto das urgências e, pelo que julgo saber, a unanimidade pela manutenção do serviço terá sido clara.
6- A minha contestação à assinatura do protocolo tem um âmbito mais alargado, como já deve ter percebido: é que a CME tê-lo-á assinado porque entende que é o melhor para o concelho. E aqui reside a causa verdadeira da minha divergência. Assim sendo, entendo que os cidadãos se devem manifestar, se acham que o acordo é mau para o futuro. Manifestar em atitudes cívicas e ordeiras, claro.É um direito consignado na Constituição Portuguesa que espero este governo não retire...
7- Segundo a minha modesta leitura, continuo a não aceitar de bom grado as decisões que possam implicar a perda de vidas; E estamos perante uma situação dessas, ou tem dúvidas?
8, e para terminar - Um conselho: deixe o exemplo de Anadia porque, mesmo a não conseguir tudo o que pretendem, conseguirão sempre muito mais do que o que lhes queriam dar. É por isso que o assunto ainda não está encerrado. O motivo porque, humildemente, lhe endereço este conselho é porque em termos de comparação e reportando-nos a este assunto, a CME ficará "muito mal na fotografia"; uns, ainda esperneiam, outros cedo se renderam à eutanásia.
Acredito que o terão feito sob forte convicção. Tenho pena é que tenham essas convicções.
Nem sempre os Portugueses venceram as batalhas que travaram; mas estiveram lá e foram grandes por isso. Se não tivessem estado passariam ao lado da história e hoje, muito provavelmente este canto do mundo não se chamaria Portugal. E afinal, a história é o que fica e é o que fará os nossos filhos e netos lembrarem-se de nós.

Um abraço Zé.

Maria, Simplesmente disse...

Olá CR, venho desejar-lhe uma BOA PÁSCOA.
Vejo que os problemas que gostavam de ver resolvidos continuam na mesma. Neste País tudo piora ou continua na mesma.
Quando abri o este seu lugar apareceu-me logo a FRASE DO DIA, tão certa, tão real!...
Cpts
Maria