Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

AFINAL ELES RECUAM...

[Aqui] está a prova provada de que era possível ter ido muito mais longe.
Enquanto por aqui se aceitou, se achou e acha uma vitória, a assinatura de um protocolo com o governo a troco do encerramento das urgências do Hospital de Salreu; enquanto por aqui se baixou os braços não acreditando que o governo pudesse recuar; enquanto por aqui há gente que se apressa a beijar a mão a quem lhes rouba a casa, outros fazem valer os seus argumentos e mostram a diferença entre estar para servir e estar para servir-se.
Os motivos da manutenção do SAP do hospital de Salreu serão, provavelmente, os mesmos que justificaram o não encerramento das urgências de Macedo de Cavaleiros e Curry Cabral. A diferença está no caminho percorrido, e na competência das pessoas que o percorreram. O futuro encarregar-se-á de mostrar a monstruosidade destas políticas, aplaudidas pela apatia de quem deveria saber ser oposição e estar ao lado do povo.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

MUSEU VIRTUAL

Museu Virtual Aristides Sousa Mendes - um site com excelente conteúdo e muito bem estruturado, a merecer uma demorada visita [Aqui].


domingo, fevereiro 24, 2008

DAVID MOURÃO FERREIRA

Há 81 anos nascia, em Lisboa, David Mourão Ferreira. Os interessados em conhecer esta enorme figura da Literatura e Cultura Portuguesas, podem fazê-lo [Aqui], pois a descrição biográfica parece-me muito completa.

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E por vezes as noites duram meses,
E por vezes os meses oceanos.
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos. E por vezes

encontramos de nós em poucos meses,
o que a noite nos fez em muitos anos.
E por vezes fingimos que lembramos.
E por vezes lembramos que por vezes,

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites, não dos meses,
lá no fundo dos copos encontramos.

E por vezes sorrimos ou choramos .
E por vezes por vezes, ah por vezes,
num segundo se envolam tantos anos.

David Mourão Ferreira


PARTIDAS

Quase diariamente, depois de um clique num link que nos é já familiar, o que nos é dado ver é um post de despedida, e sai-nos involuntáriamente aquele "Oh!, também tu?"
Acredito que a maior parte dos Blogs começa quase em jeito de brincadeira, estando os seus autores, nessa altura, longe de saber a "dependência" que aquele simples acto de criação lhes irá trazer.
Um post hoje, outro daqui a uns dias... um, dois, três comentários... os habituais incentivos... e começa aqui a interacção entre esta imensa multidão espalhada por todos os cantos do mundo. Acabamos mesmo por nos sentir "na obrigação" de não fechar a porta aqueles que nos visitam, e habituamo-nos a entrar na "casa" de pessoas que nem conhecemos pessoalmente, mas que connosco compartilham as suas ideias, o seu ponto de vista, sobre este ou aquele assunto. Por isso quando alguns decidem pela interrupção, ou mesmo pela colocação de um ponto final, estou certo que o fazem por ser inevitável.
Dependendo deste grau de envolvimento, o tempo que cada um tem disponível para estas coisas, é determinante e responsável pela continuação ou não. De qualquer forma será sempre preferível espaçar mais as postagens do que optar por desistir.
A Blogosfera veio abrir completamente o horizonte da internet e é inegável a a utilidade pública de uma "mão cheia" de blog's, sobretudo devido à sua contundência na apresentação de assuntos e temas de interesse comunitário, e que se revela, por vezes, a única forma possível de "chegar mais longe", ou mesmo de ser incómodo para com a governação desta triste barca.
E não se diga que "eles" não vêm aqui...
Aos que já foram, pensem nisto.

sábado, fevereiro 23, 2008

DESAFIO - 6

Também porque me tem sido solicitada a continuidade destes pequenos passatempos, aí segue mais uma pergunta de algibeira:

QUANTOS ANIVERSÁRIOS FESTEJA QUEM VIVA EM MÉDIA MUITOS ANOS?

COINCIDÊNCIAS

Há coincidências infelizes. E esta então, é disso o exemplo dos exemplos.
Há dias falei aqui da falta de médico na Unidade de Saúde de Canelas, sendo aos utentes dada "guia de marcha" até ao Centro de Saúde de Estarreja. Mesmo com o erro de escrita, o Aviso é claro: "dirigam-se" ao Centro de Saúde de Estarreja! É assim, desta forma e através de um papel colado na porta, que a Administração Regional de Saúde resolve os problemas desta gente.
Também nessa altura referi, que as coisas no CSE pareciam não estar a correr lá muito bem para o lado dos utentes. Ora, ao que julgo saber, aos doentes que daqui vão, apenas lhes são passadas receitas para os medicamentos que habitualmente necessitam. Quanto a consultas... nada!
E a coincidência de que falava no início tem a ver com o facto de, numa altura em que no Posto Médico de Canelas não há quem passe uma receita, a Câmara Municipal anuncia a pretensão de uma farmácia para a freguesia. E outra para Fermelã. Ou seja: até agora, passavam-se aqui as receitas para serem aviadas em Salreu ou Estarreja; no futuro, se o Posto Médico não voltar ao seu normal funcionamento, vai-se ao médico a Salreu ou Estarreja e vêm aviar-se as receitas a Canelas. Afinal, ficamos na mesma!
Efectivamente há muitos anos que se luta por uma farmácia na freguesia, tendo já mesmo existido espaço disponivel para a sua instalação mas que, por força da legislação em vigor, nunca chegou a acontecer.
Chegados aqui e, agora que as regras limitadoras mudaram, é importante dizer que a farmácia só terá razão de existir, se a unidade de saúde continuar a ter médico diariamente. Caso contrário, andamos pr'aqui a atirar terra ao ar para nada. Por isso, o melhor neste momento é canalizar todos os esforços no sentido de assegurar a continuidade e mesmo a melhoria de serviços do Posto Médico, e então depois, falemos na(s) farmácia(s).

APANHADO DE SURPRESA

A amabilidade do Notícias d'Aldeia para com este espaço chegou a isto:
É certo que nos unem muitos dos temas da actualidade, sobre os quais as ideias se fundem aqui e ali, mas julgo um exagero da parte do amigo Abel, a lembrança deste humilde Blog para a atribuição do "selo".
De qualquer forma, e se foi essa a sua vontade, o agradecimento aqui fica.
E, como mandam as regras instituídas pelo autor do prémio, terei agora de indicar 7 companheiros que costumo visitar, que deverão ostentar a Tag do prémio nos respectivos blogs e nomear outros tantos por onde passam com regularidade.
Pois bem, aqui ficam:

The Catch
Cogir
Desgovernos da República
Retrato Marginal
Fotografias Soltas
Bruno Espadana
Kafé Roçeiro

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

CHEGAR, VER E NÃO CONVENCER

O estado caótico em que se encontra a Câmara Municipal de Lisboa, reflecte o que se passa na maior parte das Câmaras do País.
O motivo é simples: eles chegam, fazem meia dúzia de obras - quase sempre as menos necessárias e que acabam por custar o dobro do orçamentado - travam as habituais guerrilhas com a oposição, endividam as autarquias, governam-se e abalam, sem que sejam responsabilizados por nada ou por coisa nenhuma.
Quatrocentos e cinquenta e um milhões de euros de dívida a fornecedores é, na verdade, o exemplo de péssimas gestões, de abuso do poder, da falta de seriedade e do desenquadramento total com a realidade.
Pergunta-se: que papel têm tido as Assembleias Municipais, sendo elas o Órgão fiscalizador da actividade das Câmaras?

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

E ALBERGARIA ALI TÃO PERTO

Albergaria é hoje um concelho em franco desenvolvimento, sustentado por uma zona industrial invejável, que cresce de dia para dia e que muito contribui para a fixação de pessoas que, por sua vez, geram comércio e riqueza.
Com um área, população e número de freguesias similares ao concelho de Estarreja, Albergaria cedo soube fazer a aposta no rumo certo com vista ao seu desenvolvimento, e à melhoria da vida dos seus 26000 habitantes, que se estendem por 155,4 Km2, administrativamente divididos em 8 freguesias.
Albergaria tem, para o corrente ano, um Orçamento de 20.502.034,00 euros, enquanto a Câmara de Estarreja prevê arrecadar de receitas mais 50%, ou seja, 30.200.00,00. Sem dúvida uma significativa diferença, pelo que se deveria esperar de Estarreja muito mais. A ver vamos.
A aposta na Zona Industrial, é sem dúvida um importante passo mas que vem já muito tardio, uma vez que muitas das empresas que estão hoje em Albergaria, poderiam aqui ter sido instaladas, se para tal tivessem encontrado condições. No entanto, não basta haver espaço físico devidamente infra-estruturado. O passado diz que é necessária capacidade combativa para negociar e convencer.
Em Albergaria festeja-se actualmente a atribuição que lhe foi feita da estação do TGV. É, sem dúvida alguma, motivo de sobra para festejar, tendo em conta tudo o que a sua construção e localização vai trazer por arrasto.
A comparação entre a vida da cidade (Estarreja) e a da Vila (Albergaria) é para nós inevitável e com resultados à vista.
Há vários anos que por aqui se pretende ver efectivada a ligação entre a freguesia de Canelas e a Zona Industrial de Albergaria, que presentemente se faz por uma caminho de terra batida. O investimento não será nenhum exagero tendo em conta que a via está aberta, faltando apenas a sua pavimentação. Além da valorização da área, esta ligação ao IC2 poderia ser uma porta aberta a novos investimentos no futuro. E é esta forma de pensar no amanhã que faz toda a diferença.

UM NOVO BLOG

Trago hoje aqui um novo Blog de Estarreja que, segundo o seu autor, pretende dar a conhecer a cidade.
O seu post de abertura é dedicado ao Esteiro de Canelas que é descrito como "uma das mais belas paisagens de Estarreja."
Não é já muito comum ver um jovem de apenas 18 anos interessado por estas questões, pelo que louvo a iniciativa e aplaudo o facto.

Bem-vindo Tó Zé e as maiores venturas para o Estarreja por Dentro.



sábado, fevereiro 16, 2008

PRENDAM-SE OS POLÍCIAS, SOLTEM-SE OS LADRÕES

A notícia:

"O jovem de 19 anos que terça-feira violou uma professora de 53 anos, foi libertado depois de ter assumido à PJ do Porto a autoria do crime. Esteve detido todo o dia seguinte à violação, mas nem sequer foi ouvido pelo juiz do Tribunal de Santo Tirso – que mandou libertar o arguido alegando “prisão ilegal”. Motivo: não terá sido colocado ao jovem a possibilidade de se entregar voluntariamente às autoridades, o que implica que a PJ não tenha sustentado devidamente o perigo de fuga, obrigatório para determinar a prisão. Aos inspectores da PJ foi instaurado um processo-crime, devendo o caso ser agora investigado pelo Ministério Público."

In
O Correio da Manhã de 16 de Fevereiro de 2008.

É quase impossível articular alguma palavra depois de lida a notícia supra (cuja leitura integral pode ser feita [aqui]).
É certo e sabido que a justiça em Portugal há muito que deixou de garantir aos cidadãos, a confiança e tranquilidade essenciais para que se tenha e se sinta um clima de segurança no país.
Importa rever o Código Penal e também a qualidade e competência de certos magistrados e demais agentes, a bem de um dos mais importantes direitos de cada um.
É deveras preocupante o facto acima descrito, e que vem no seguimento do afrouxamento progressivo da Lei e da Justiça neste país.
Hoje, prendem-se os inocentes e soltam-se os criminosos. Exagero? Não!
Se qualquer um de nós der de caras com um amigo do alheio dentro de casa e lhe "aquecer as costas", quem vai a julgamento?
E se o tal "amigo" se safar com os bolsos cheios e, mesmo que venha a ser mais tarde apanhado, quem nos restitui os bens roubados?
E se um reles meliante for detido pela PJ, por um crime como o acima descrito, mesmo que o confesse, quem é que leva com um processo-crime?
E, quem restitui os inúmeros automóveis que diariamente são furtados, mesmo que os autores dos furtos sejam apanhados?
Pois é. Os tribunais encontram-se atulhados de montanhas de processos; muitos acabam mesmo por prescrever.
Talvez por isso, a maior parte dos responsáveis pelos crimes que se comentem actualmente, acaba por sair ilesa e prontinha para outros golpes. E se, porventura, por aí aparece algum juiz que começa a mostrar trabalho, alguém se encarrega de o mandar ir "tocar para outro lado".
Que se espera então de um país que se deixa arrastar ao sabor da criminalidade, e cujas leis acabam, de uma ou de outra forma, por a proteger?
A violência como forma de castigo não me parece o caminho a seguir; mas também não será moralmente correcto ter as prisões cheias de gente à boa vida e que vive em melhores condições do que uma significativa percentagem da população portuguesa, quando o cumprimento das penas poderia ser feito trabalhando e contribuindo para o desenvolvimento do país e não só.
Trabalho esse, remunerado e que duraria tanto tempo quanto o necessário para o ressarcimento dos prejuízos causados a outrém.
Fossem as penas cumpridas assim e estou certo que muita coisa mudaria.

PARA RIR... OU TALVEZ NÃO.

Pelos vistos, um pacato cidadão, jornalista ou não, já não pode armar um simples tripé de uma câmara fotográfica, sem ter que pagar.
Não estivéssemos ainda a cerca de um mês e meio do dia 1 de Abril, e diria que esta notícia era uma partida pregada pelo jornal Expresso aos seus leitores.
Começa a ser inqualificável e patética a atitude de certos agentes a quem se lhes dá autoridade para estas palhaçadas. Por este andar, ainda virá o tempo em que teremos de pagar para andar a pé pelos passeios e avenidas das cidades.
Só nos faltava mais esta!

DESAFIO 5

A TRAVESSIA

É noite. Um homem deseja ir da cidade A para a cidade B, e a única forma de lá chegar é através de uma ponte que demora 10 minutos a atravessar.
No meio da ponte está um guarda que passa 5 minutos a dormir e outros 5 acordado. Sempre que vê alguém, o guarda manda-o voltar pois é proibida a travessia durante a noite. Como faz o homem para chegar à cidade B?

terça-feira, fevereiro 12, 2008

PORTA ENCOSTADA

Há algum tempo aqui escrevia que, no seguimento das políticas em vigor e a par do encerramento da escola, um destes dias estaríamos igualmente a falar do fecho do Posto Médico.
Há já algum tempo que a médica que aqui prestava serviço deixou de poder vir, ao que tudo indica devido a doença grave. Os doentes, segundo o aviso colado na porta do edifício, devem dirigir-se ao Centro de Saúde, nos dias e horários ali definidos. Sabe-se, no entanto, que no Centro de Saúde há algumas dezenas de pesooas que de repente se viram privados do seu médico de família, sujeitando-se presentemente à boa compreensão dos outros profissionais que ali trabalham, a fim de conseguirem uma consulta... no fim do atendimento dos respectivos doentes. Agora juntam-se-lhes os utentes do Posto Médico de Canelas.
É também sabido que o tempo médio de espera por uma consulta no Centro de Saúde, raramente era inferior a um mês, antes da interrupção do serviço da unidade de Canelas.
O facto de não se proceder à substituição da médica que, tendo em conta os rumores que circulam, poderá mesmo não voltar, é deveras preocupante e poderá mesmo anunciar o que há algum tempo se teme.
O que temos certo, é o aumento das dificuldades com que a população da freguesia se depara, e que lhe vai diminuindo drasticamente a pouca qualidade de vida que ainda lhe resta. O facto de não ter aqui à mão quem passe uma receita, preencha uma credencial ou efectue um primeiro diagnóstico é, sobretudo para os mais idosos, aqueles que têm menos mobilidade, um verdadeiro drama.
Não se ouve falar nisto por parte dos responsáveis políticos, pelo que não se sabe se algo está a ser feito no sentido de inverter esta situação.
E pergunta-se, com toda a legitimidade, que benefícios tiram os contribuintes dos impostos que pagam, nomeadamente para a Segurança Social, cada vez que estão mais afastados dos serviços de atendimento clínico e outros.
Nasce-se nas estradas, morre-se nos corredores e desespera-se por uma consulta ou exame que tardam meses, ou por uma operação que demora anos a acontecer.
Enquanto isto... o verdadeiro filme passa [Aqui].

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

DESAFIO - 4


Mais um fim de semana à porta e um novo desafio. Atentem bem na magnífica imagem e descubram nela algumas das pessoas mais famosas do mundo. Divirtam-se!

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

UM TIRO NO PÉ

Graves, as declarações do Sr. Director da Polícia Judiciária, ao assumir publicamente que "houve precipitação no caso Madeleine", e que o país deixou passar um tanto ou quanto despercebidamente, entretido que estava na folia dos carnavais. Ler aqui.
Uma investigação monstruosa como esta e que tem custado milhares de euros ao país, não pode terminar desta forma simplória e que deita tudo a perder.
O Director da PJ não deve e não pode vir a público fazer afirmações do género, sob pena de criar o descrédito de uma instituição que é tida pela generalidade dos portugueses, como um exemplo de competência e profissionalismo e merecedora de enorme confiança. Ao fazê-lo, está a debilitar perigosamente a estrutura, até aqui, tida como uma referência quer a nível interno, quer externo.
A par disso, e relativamente ao processo da menina Inglesa, estas afirmações são de uma inoportunidade extrema, porquanto é bem conhecida a feroz crítica sobre a polícia portuguesa, vinda das terras de sua majestade, numa tentativa de proteger a todo o custo os seus súbditos.

domingo, fevereiro 03, 2008

CARNAVAIS

Aí estão os 3 dias de Carnaval... que prometem alegrar o povo e fazê-lo esquecer a realidade da vida. É certo que neste primeiro dia, pelo menos por estes lados, o tempo não está a ajudar muito, mas isso também não será de grande significado, pois à semelhança de anos anteriores, quando o tempo for de feição, haverá de saír para a rua.
Marcado no calendário para acontecer no 47º dia antes da Páscoa, há vários anos que o Carnaval passou a não ter data fixa, devido aos milhões de euros que são investidos um pouco por todo o lado. Uma verdadeira loucura!


A título de curiosidade ou para que se tenha bem a noção disto que se fala aqui, vale a pena passar os olhos por [este link]. E por [este].
Não se pense que o autor destas linhas é contra a folia. Muito pelo contrário. O divertimento sadio faz parte da natureza humana, é necessário e aconselhável.
A questão é que muita desta loucura é paga com o dinheiro de todos, mesmo com o dos que lá não vão ou que não estão interessados em tal diversão , dissimulado em chorudos subsídios atribuídos pelas Câmaras Municipais deste país. É o revés da política de contenção que o governo apregoa aos quatro ventos, e que serve para justificar o encerramento de urgências, escolas, maternidades, etc., porque é necessário racionalizar os dinheiros públicos que - dizem - são poucos.
Aceito e aplaudo o patrocínio público de manifestações de índole cultural e popular e, mais ainda, quando se trata de manter e reavivar as melhores tradições nacionais; não posso concordar com o que se pratica em relação aos Carnavais actuais após a introdução das escolas de samba que vieram, mais do que divertir, inflaccionar brutalmente os orçamentos carnavalescos.
E, também aqui devo dizer que nada tenho contra as tais escolas, enquanto forma de diversão (sobretudo para quem delas faz parte), mas fazer delas os símbolos do Carnaval Português é, no mínimo, ridículo.
Têm direito ao seu espaço evidentemente, mas deveriam desfilar num local próprio (porque não nos estádios de futebol), com orçamentos próprios e onde pagava quem queria ver. Assim, estaríamos todos de acordo..

sábado, fevereiro 02, 2008

DESAFIO - 3

Deixo-vos aqui o habitual enigma de fim de semana:


FAMÍLIA COMPLICADA...
Quem é o pai da irmã da filha da tia do irmão do filho da única irmã da tua mãe?
SOLUÇÃO:
É o teu pai.
Uma forma fácil de lá chegar é começar pelo fim e atribuir nomes da nossa família a cada grau de parentesco.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

A NOBREZA E O POVO

Retomo aqui o tema do post anterior, e faço-o com base num trabalho da Marktest que permite caracterizar a sociedade portuguesa da seguinte forma:









Claro que cada um de nós pode ler os gráficos da maneira que melhor lhe convém. Eu leio assim:

- as 3 classes com menor poder económico totalizam 84,6%; ou, se quisermos ser um pouco mais optimistas: 57,30% da população portuguesa vive "na corda bamba", 27,3% "vai-se safando" e 15,4% vive "à grande e à francesa".
Parece-me claro isto, da mesma forma que todos sabemos que são as classes média e média baixa que suportam o tremendo peso dos Orçamentos do Estado. São esses que não podem fugir com um único euro pois logo têm o fisco a morder-lhe os calcanhares; são esses que pagam impostos pelos que o não fazem; são esses que necessitam dos serviços de Urgências e de escolas perto de si; são esses que para conseguir comprar casa, carro ou ter uma vida minimamente digna, têm de se endividar e suportar durante uma vida inteira o peso das amortizações dos empréstimos bancários; são esses para quem o governo não legisla favoravelmente, indiferente às suas realidades.
Não terão esses também direito a casa própria, mesmo que andem 30 anos a pagá-la? Ou terão de viver numa qualquer barraca construida clandestinamente? Será essa a política que se pretende?
Por outro lado, uma grande parte dos automóveis de gama alta que por aí circulam, vêm de outros países da europa a custos mais vantajosos do que um veículo de gama inferior custa em novo aqui. Não se trata de novo riquismo, mas de optar por gastar o mesmo dinheiro num usado que, por ser de uma gama superior oferece por vezes mais garantias a nível de segurança e mesmo de custos de manutenção do que um novo de uma gama inferior. Outros ainda "pertencem" a gestores públicos e privados que, muitas vezes, atiram as empresas para a falência... mas não dispensam tudo o que diz respeito ao seu exagerado bem-estar.
E depois, a verdadeira questão prende-se com o facto de que uma parte das pessoas que se situam nos tais 84,6%, lá vai sobrevivendo sem que lhes sejam criadas as condições mínimas que lhes permitam alguma qualidade de vida. E isto é o drama de muita gente.
Que política e políticos são estes que querem fazer obra à custa dos mais desfavorecidos?
Leia-se, a propósito, o último número da revista Sábado, e veja-se quanto meteram ao bolso os protagonistas do caso BCP/CGD, e ainda as benesses que lhes foram concedidas.
Parece-me mais que evidente que esses 4,9% da população portuguesa, controlam tudo e todos, fazem o que querem, enriquecem da forma que querem e ainda têm no governo o seu principal aliado.
De quando em vez lê-se, aqui e ali, que os hipermercados estão cheios... mas uma observação mais atenta aos carrinhos que chegam às caixas, permite ver que a qualidade deu lugar à quantidade. E, sabendo-se que os hiper, pelo volume de produtos que transaccionam e pelos acordos que têm com diversas empresas do ramo alimentar, conseguem apresentar ao consumidor preços muito inferiores aos das pequenas superfícies, nada mais natural que a eles se recorra.
Chegar ao fim de um mandato com o déficit abaixo dos 2%, mas com as famílias mais pobres, porque mais sobrecarregadas de impostos directos e indirectos; reduzir as despesas de produção à custa do despedimento de trabalhadores; baixar os custos da saúde fechado urgências, maternidades e outros serviços; diminuir os gastos com a educação encerrando escolas, etc., é a forma mais fácil de fazer política e não é necessário ser-se um expert na matéria para o fazer dessa maneira. Basta não ter capacidade para mais.
O estado deve, em primeiro lugar e acima de tudo, reduzir - e muito - os gastos consigo próprio, demonstrando uma atitude séria e de honestidade para com os portugueses. E deve pedir responsabilidades aos maus gestores públicos, estejam eles nas Câmaras Municipais, nas empresas do estado, ou no próprio Governo. Enquanto assim não for...