Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

A TRISTE REALIDADE

Alguém consegue arranjar uma explicação de jeito para nos andarmos por aí a armar que organizámos uma Expo 98, que fizemos 10 estádios de futebol, que vamos construir um novo aeroporto que será provavelmente dos melhores da europa, que temos duas auto-estradas paralelas que distam escassas centenas de metros uma da outra, que vamos construir uma linha ferroviária de alta velocidade, que vamos ter mais uma ou duas pontes sobre o Tejo, etc., etc.?

E já agora, alguém quererá contar quanto é que meteram no bolso dos ministros para os mandarem embora?

8 comentários:

Maria, Simplesmente disse...

Camilo:
Se o País está à venda convem arranjá-lo bem.
É como as casas para venda já usadas.
A vista é tudo, como vive o Zé o que é que importa?
O Zé... é o Zé.
Cpts
Maria

Anónimo disse...

Pois é Camilo, mas não resisto a um comentário.

Sendo nós tão pobres como é que se vê tanto BWM, Mercedes e Audis na estrada? Como é que tanta gente compra casa própria? Como é que os supermercados estão cheios de gente a gastar. Como é que o Algarve enche sempre que há uma ponte ou um feriado? Ou seja, parece que não somos assim tão pobres como diz o quadro?

Um abraço

Poeta de Fermelã disse...

Caros amigos, o fosso entre ricos e pobres que é o maior da UE diz-vos alguma coisa?

Nós temos alguns dos mais ricos entre nós misturados com alguns dos mais pobres. Daí a razão de vermos mercedes a rodar na estrada a par com Fiat Uno, de vermos alguns a comprarem casa propria perto de bairros de lata, os supermercados estão cheios de gente a pastar porque para pastar ainda não se paga, e as pontes e feriados no Algarve de certeza que não são para todos, incluíndo nós.

Gostava de ver um Portugal modernizado com esses equipamentos todos que o Camilo referiu mas que o dinheiro para essas obras deixasse de vir sempre dos mesmos tristes, ou seja, toda a classe média baixa.

Para além dos pobres, tambem temos a pobreza de espirito, mas isso já é outra conversa.

cmpts a todos

Anónimo disse...

Ó Poeta

O BWM até pode ser do tipo que é operário fabril que ganha 700 euros, mas que não prescinde do BWM. Então em vez de um novo com um compra um 318 TD de 1994 e já tem um BWM. Bem, e muitos que vão para o Algarve são funcionários públicos.

Poeta de Fermelã disse...

Compreendo o seu ponto de vista caro Zé, há quem viva acima das suas possibilidades e ainda se queixa que a vida está dificil, mas o exemplo que vem de cima tambem não é melhor.
Ainda está para vir o primeiro presidente de câmara que prescinda do Mercedes/BMW nas suas deslocações e passe a andar de Volkswagen Golf ou de comboio.
Que prescinda do jacto privado em detrimento de algo mais barato.
Apertar o cinto é só para alguns e o amigo sabe bem disso.

cmpts

noticiasd'aldeia disse...

Sendo conhecida a situação do país entre os europeus, dispenso-me de comentar o quadro.

Não posso deixar de comentar as palavras do Zé, aliás recorrentes e sempre pronto a veicular a ideia de que o povo é rico e pode perfeitamente pagar os impostos e taxas discricionárias que o poder entende fazer pagar.

A lealdade é uma coisa bonita e o partido deverá agradecer-lhe a dedicação. No entanto enquanto cidadão, entendo que tal dedicação deveria ser ao povo, aquele que trabalha e paga o forrobodó, aquele que espera de si, se algum dia chegar a algum centro de decisão, que decida em função do interesse popular e não de qualquer máfia agrupada em partidos, na defesa de interesses próprios.

Também é lamentável o tipo de argumentação. O Zé deveria saber que a generalidade dos carros de grande cilindrada que por aí circulam são propriedade de empresas, alocados em leasing para os quadros das mesmas – incluídos nos pacotes salariais - outros propriedade de “empresários” de negócios manhosos que dão sempre prejuízo – em Estarreja há alguns – outros ainda adquiridos nos fabulosos negócios dos subsídios provenientes dos fundos europeus, assim como deveria saber explicar que o fenómeno dos centros comerciais se deve a dois factores; a cultura consumista que o conluio banca/governos instalaram no país e, a falência do pequeno comércio, conduzindo toda a gente para as grandes superfícies.

Preservada a estima que lhe tenho, vai-me desiludindo na vertente política.

Cpts

Anónimo disse...

Mais vale parecer do que ser. A maior parte dessas bombas que andoam aí na estrada são o lixo que os restantes europeus não querem e os "portuguesinhos" há que aproveitar.

Anónimo disse...

Olá Abel

Por acaso, grande parte dos carros bons que andam por aí não são nada disso.

Um abraço