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sábado, dezembro 22, 2007

Desde que passei os olhos pelo Vela Latina [aqui] e pelo Terra Nostra [aqui], que tenho dado comigo a pensar se este assunto merece da minha parte mais algum comentário. Depois destas doutas opiniões com mais vontade fico em reafirmar tudo o que já escrevi sobre este assunto.

O direito a pensar de forma diferente, tenho-o concerteza, da mesma forma que o facto de fazer parte de um órgão autárquico, como antes o disse, não me retira a capacidade de pensar por mim próprio.

A discussão pública do assunto, pode até ter sido feita nos termos legais, pode ter sido publicitada no Jornal de Estarreja, pode inclusivamente ter tido a concordância dos agrupamentos de escolas. Não deixará, no entanto, de encerrar em si uma grave lacuna: a não auscultação propositada das populações mais afectadas. E até seria fácil. Todas as freguesias têm a sua Junta e a sua Associação de pais. E são estes - os pais - que deveriam ser ouvidos porque as alterações a introduzir os vão afectar directamente. E não me falem em gestão rigorosa dos dinheiros como forma de justificar a sustentabilidade da Carta. Nem em demonizações da nova escola. Nem nas dificuldades de manter uma escola por freguesia. Nem em falta de espaço. Nem que o princípio de uma escola por freguesia é própria do Estado Novo. Nem na falta de condições das escolas actuais. Nem na inevitabilidade deste processo. Nem em muitas outras coisas. Digam-me que se trata de uma decisão política da Câmara Municipal de Estarreja, com objectivos definidos a curto ou médio prazo e, continuarei a discordar mas entenderei.
O que me custa a entender são os benefícios que daí advêm para os alunos e para o futuro das mais pequenas freguesias. Dizer que a população continuará a escolher Estarreja, Albergaria ou Aveiro, é admitir que nada tem sido feito para inverter essa situação.
Dizer que as escolas de hoje não têm condições para a prática do ensino levar-nos-ia a questionar porque é que se tem gasto tanto dinheiro nas suas recuperações.


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