Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

terça-feira, outubro 30, 2007

A DOENÇA DA SAÚDE

O caso conta-se em meia dúzia de linhas:
Uma pessoa amiga necessitando de realizar um exame médico, ligou para um consultório da especialidade, em Aveiro, a fim de efectuar a respectiva marcação.
A funcionária, do outro lado da linha, perguntou de imediato se era pela Caixa, seguro ou particular.
- Pela Caixa - foi a resposta.
- Minha senhora, estamos a fazer marcações para Fevereiro. Antes, é completamente impossível, respondeu.
- Então e se for particular?
- Particular, consigo-lhe para a semana e custa 125 Euros.
O exame é hoje.

segunda-feira, outubro 29, 2007

ALIADOS

Registo com agrado os que dão a cara por esta causa.
Ler mais»»

sexta-feira, outubro 26, 2007

PELO FIM DA CAÇA NO BAIXO VOUGA


No último número de "O Jornal de Estarreja", o Sr. presidente do Clube da Caça e Pesca de Aveiro/Vouga, enche a totalidade da página 2 justificando, no seu entender, a necessidade imperiosa de se poder continuar a caçar nos terrenos do Baixo Vouga, concretamente nas zonas de Salreu, Canelas e Fermelã.
Está no seu direito, como cidadão e como caçador. Não tem é o direito de tentar inflamar os caçadores, ou a opinião pública, com um monte de babuseiras e, mais grave ainda, faltando à verdade.
Começa o sr. presidente, e em defesa da caça e dos caçadores do Baixo Vouga Lagunar (como se os caçadores estivessem ameaçados!), por dizer que, e cito, "No passado dia 21 e 22/10/2007, no Jornal de Estarreja e Jornal Diário de Aveiro, uma vez mais as 11 zonas de Caça Municipais que integram a Zona Lagunar da Ria de Aveiro e do Baixo Vouga, as quais representam 700 caçadores, que respeitam a Lei Geral da Caça, que pagam os seus impostos como cidadãos livres e responsáveis deste país, que pagam as suas licenças de Caça, são sistematicamente atacados por movimentos anti caça que por um pseudo movimento cívico que movidos por ideias FUNDAMENTALISTAS E IRRESPONSÁVEIS, tentam de forma utópica afirmarem-se como SALVADORES DO MUNDO, sobrevertendo em muitas ocasiões, a sobrevivência das espécies acima da sobrevivência humana."
Bom, terei efectivamente de dizer que no final deste longo parágrafo, dei comigo a pensar que muito mal vai a caça neste país, com presidentes deste calibre! E, desculpe-me o Sr., mas talvez devesse começar a pensar numa carreira política, pois parece-me que tem tudo para ter sucesso. Não leve a mal o conselho.
Quero dizer-lhe, como cidadão também livre que sou e que igualmente procura ser responsável, que a diversidade de opinião é um direito que assiste a todos neste país. Daí que, se em nome dos tais 700 caçadores, se pode concluir e estabelecer uma Zona de Caça Municipal nos campos do Baixo Vouga, da mesma forma se poderá entender o contrário se porventura 1000, 1500 ou mais cidadãos entenderem o contrário. Ou não?
Apelidar de Fundamentalistas e irresponsáveis cidadãos que o Sr. de lado algum conhece é, no mínimo, demonstrativo de uma falta de carácter inimaginável. Pois fique sabendo que, no número dos que o Sr. assim classifica, e a quem se julga no direito de ofender publicamente, se encontram cidadãos de todos os estratos sociais, desde o mais simples cidadão anónimo a Juízes de Direito.
Contrariamente ao que o Sr. afirma, não é verdade que estes cidadãos se manifestam contra a caça ou os caçadores. Não é verdade e tem sido dito desde a primeira hora. Não queira, por isso, subverter à sua maneira, o que nos move e que é tão só a preservação de um espaço único no contexto paisagístico do país, limitando a zona de Caça nestas freguesias.
Diz o Sr. que "respeitam a Lei Geral da Caça". Poderá informar a opinião pública sobre qual o artigo da Lei que permite o uso de potentes projectores altas horas da noite antes das 00h00 dos dias de caça? Poderá igualmente dizer-nos qual o artigo da mesma que dá suporte ao abate ou ferimento de espécies protegidas? Ou ainda, qual o que autoriza o disparo por entre as casas, em direcção ao que está pousado nos fios eléctricos?
Felizmente, não será esta a caracterização do caçador responsável, mas são situações destas que se continuam a praticar com a maior impunidade. E repare, nem sequer é isso que discutimos. Nada nos move contra a caça! Será necessário continuar a repetir?
Quando refere "sobrevertendo em muitas ocasiões, a sobrevivência das espécies acima da sobrevivência humana", quererá dizer que o exercício da caça é um acto de sobrevivência humana? Foi-o efectivamente na pré-história. Hoje é um exercício Lúdico, ou não? Dependerá hoje a sobrevivência do homem do exercício da caça???
E relativamente às gordas receitas em favor das autarquias... Salreu, Canelas e Fermelã... francamente!
Refere, mais à frente, que "alguns pseudo intelectuais que teimosamente continuam a criar gerações de mentalidade híbridas e no não saber estar e respeitar as forças vivas deste país e em particular os Caçadores Portugueses..."
Saberá V. Ex.ª do que fala? Quem é que não respeita quem? Em alguma das diversas acções levadas a cabo pelo Movimento Pelo Fim da Caça no Baixo Vouga, transpareceu falta de respeito e agressividade contra os caçadores, tal como o Sr. faz em relação aos não caçadores?
A comparação com o país vizinho é uma desesperada tentativa de incendiar - como o fez ao longo de todo o texto - os caçadores responsáveis e amigos do ambiente, que sabe bem não surtirá efeito algum pois desses, já muitos apoiam a causa e deixaram de caçar no Baixo Vouga, para o fazer na Zona a Nascente. É este um claro sinal de que, felizmente, há caçadores que o sabem ser.
Termino dizendo que o tom agressivo, provocador e infundado, que emana das suas palavras escritas enquanto presidente de uma Associação , em nada dignifica aqueles que praticam o Mui Nobre Desporto da Caça.
O respeito pelo direito à diferença é a base da democracia. Assim o entendamos todos.

DA CAIXA DE CORREIO

Ao abrir hoje uma das minhas contas de correio electrónico, dei de caras com um mail que não posso deixar de partilhar. Segue. tal qual o recebi.

Relatório e Contas 2006 - da REN... DIVULGUEM!]
Vencimentos dos gestores da REN (Rede Electrica Nacional):

Relatório e Contas 2006 da REN

Meus caros amigos... Recebi juntamente com o jornal que adquiro diáriamente, um exemplar do Relatório e Contas - 2006 - da REN -Redes Energéticas Nacionais... que brevemente avaliei e com especial interesse...as remunerações dos membros do Conselho de Administração.

Para o efeito (e os dados são publicitados como manda a Lei) de pgs 127/8 podem retirar-se as seguintes conclusões:
1 Presidente (José Penedos)
4 Vogais (Vítor Baptista, Aníbal Santos, Henrique Gomes e Soares de Pinho)

Remunerações (anuais) do Presidente
:
"Venc.base" 272 658
Plano comp. de reforma 45 443
Subs.alimentação 2 238
Desp.representação 8 529

Total geral = 328 868 (Euros)
Média mensal = 27 405 (Euros) «» 5 495 contos !

Remunerações (anuais ) de cada um dos 4 Vogais):
"Venc.base" 172 205
Plano comp de reforma 28 701
Subs.alimentação 2 238
Desp.representação 8 529

Total geral = 211 673 (Euros)
Média mensal = 17 639 (Euros) «» 3 536 contos
Complementarmente...

"O Presidente e os Vogais têm direito à utilização de viatura da empresa, com um plafond de 75 mil euros e 65 mil euros, respectivamente, em relação ao qual não beneficiam do direito de opção de compra, nos termos da Resolução do Conselho de Ministros nº 121/2005." (Fim de transcrição).

Como se vê... há uma "moralização" notória...sim, porque isto de adquirir viaturas da ordem dos 15 ou 12,5 milhares de contos cada...pelo preço da "uva mijona"!!!...

Não tenho comentários a fazer!
Apreciai com os vossos olhos e talvez aqui se encontrem muitas das razões porque o Governo precisa de ir buscar dinheiro aos mais fracos...!

Soma (ou subtrai) e segue!
Para que servem os partidos nesta democracia consentida que nos consome.
Ó Sócrates, diz lá alguma coisa de peito feito, como é costume!!!!!!!!!
Sim, porque a merda deste e-mail há-de chegar a ti!

segunda-feira, outubro 22, 2007

PELA PROTECÇÃO DAS AVES DO BAIXO VOUGA


ABAIXO ASSINADO PELA INTERDIÇÃO DA CAÇA
NOS TERRENOS DO BAIXO VOUGA LAGUNAR


Exmo. Sr. Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Exmo. Sr. Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional

Os cidadãos abaixo-assinados, consideram que:

1 - O território do Baixo Vouga lagunar é uma área sensível de riquíssima, rara e classificada biodiversidade, como atestam vários estatutos nacionais e internacionais que lhe foram atribuídos: para além da sua integração na ZPE (Zona de Protecção Especial) da Ria de Aveiro, o estatuto de IBA (Important Bird Area) pela Birdlife International e pela SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves), de Biótopo CORINE (nº C12100019), recomendada para integrar os Sítios Rede Natura 2000, Convenção de Berna (relativa à conservação da vida selvagem e do meio natural da Europa) e Convenção de Bona (relativa às espécies migradoras da fauna selvagem);


2 - Assume reconhecida e inegável importância a implementação naquela área do projecto BioRia (parceria entre a Universidade do Porto, a Câmara Municipal de Estarreja e a CCDR do Centro), que visa a preservação do espaço em causa, a sua fruição como palco por excelência para a Educação Ambiental e a sua promoção no âmbito do Eco-Turismo;


3 – As características únicas do Baixo Vouga lagunar no espaço nacional e as suas classificações, nomeadamente o estatuto de IBA (Important Bird Area), são incompatíveis com a actividade cinegética.

Os subscritores vêm, assim, exigir a V. Exas. a interdição da caça nos terrenos do Baixo Vouga lagunar compreendidos entre as freguesias de Salreu e de Cacia e inscritos na Zona de Protecção Especial da Ria de Aveiro.


Este Abaixo Assinado, apresentado na Primeira Jornada Contra a Caça No Baixo Vouga, que decorreu na Biblioteca Municipal de Estarreja, no passado dia 20 de Outubro, irá estar disponível nos locais mais frequentados do concelho. Solidarize-se com o Movimento.

Com a mesma finalidade está disponível, a partir de hoje, uma Petição on line, [Aqui].

domingo, outubro 21, 2007

DIA DO CORTEJO

Hoje por aqui é dia de cortejo. E, não fora o ter-se já perdido o verdadeiro sentido desta realização, poder-se-ia assistir hoje a um momento soberbo de tradição e cultura populares.
A foto acima (anos 50 do século passado), documenta a riqueza do momento. A beleza dos trajes, os cordões e peças de ouro que orgulhosamente eram ostentados em dias festivos, o cuidado com a preparação dos tabuleiros, os cantares apropriados, tudo faz parte de um passado cada vez mais longínquo.
O objectivo - a angariação de fundos - também ele mudou substancialmente pois, se hoje a realização dos cortejos é uma forma fácil de dar algum animo à tesouraria das colectividades da freguesia, nesses tempos idos, tudo acontecia em torno da realização de uma obra de interesse geral. Foi assim para as construções da Residência Paroquial, da sede da Banda e do pavilhão do Arsenal, para a restauração da Igreja, etc., etc.
Desta forma se conseguia a participação de toda a comunidade para o alcance do objectivo traçado. Também por isso se pode dizer que cada obra erguida na freguesia tem um pouco de cada um de nós.
Mas hoje a tradição já não é o que era e acaba de passar pelas ruas da aldeia o cortejo ao som de Quim Barreiros.
De trajes antigos, nada; de cantares populares, nada; de tabuleiros à cabeça, nada; de tradição popular, nada!
São os tempos de hoje e a descaracterização de um povo, da sua cultura e da sua maior riqueza: as suas tradições.


quarta-feira, outubro 17, 2007

PERGUNTAS INDISCRETAS

Alguém sabe dizer em que pé estão os processos "Casa Pia", "Fátima Felgueiras", "Isaltino Morais", "Valentim Loureiro", "Apito Dourado", "Madeleine", etc., etc...
Provavelmente e à semelhança do que tem acontecido anteriormente, dentro de pouco tempo um novo, sonante e mediático tema, fará esquecer os anteriores.
Tudo começa sempre com uma mediatização enorme; recorre-se aos mais sofisticados meios; investiga-se 24 sobre 24 horas; aparecem os arguidos, geralmente alvos de tratamento VIP. E depois?
No último, o caso Maddie, só nos primeiros 15 dias de investigação foram gastos 100.000€ - muito mais do que em qualquer outro caso investigado pela PJ. De repente, o silêncio, como sempre!

segunda-feira, outubro 15, 2007

O BAIXO VOUGA

A serenidade, o equilíbrio e a beleza de um património único!

sábado, outubro 13, 2007

JORNADA PELO FIM DA CAÇA NO BAIXO VOUGA

Começou a tomar forma o Movimento a favor do Fim da Caça No Baixo Vouga.

As opiniões que foram surgindo na Blogosfera, algumas delas muitíssimo bem fundamentadas, não deixam margem para dúvidas de que é imperioso preservar este espaço tão especial da Região de Aveiro.
Importa que se entenda que não está em marcha uma petição pelo fim da caça, mas sim pelo fim da caça na zona do Baixo Vouga - um património de excelência a merecer a atenção de todos nós.

Assim, no próximo dia 20 acontecerá uma JORNADA PELO FIM DA CAÇA NO BAIXO VOUGA.
Às 14h00 - Recepção no Auditório da Biblioteca Municipal de Estarreja;
Às 14h20 - Apresentação (petição e marca; intervenções);
Às 15h15 - Distribuição de Nota Pública (razões, fotos e petição);
Às 15h45 - Visita guiada ao Baixo Vouga;

O CONVITE ESTÁ FEITO!

quinta-feira, outubro 11, 2007

O SETE

Como a maior parte dos cidadãos deste país, tive de levar recentemente o meu carro a um Centro de Inspecção de Veículos Automóveis, para que ele possa continuar a ser o meu companheiro de todos os dias sem que, para tal, tenha problemas com as autoridades.
Ali chegado, depois de feita a inscrição e efectuado o pagamento respectivo que, com 21% de IVA, fica presentemente em 26,83 €, comecei por acender as luzes, piscas, pisar o travão, etc, etc,...
O teste continuou, agora exclusivamente por conta do técnico do Centro. Na parte final, lá me sentei de novo ao volante para experimentar uma série de abanões que faziam lembrar um barco em dias de tempestade.
Terminado o teste, aguardo então o veredicto final.
Após cerca de 5 minutos recebo a ficha resultante da inspecção, com o respectivo destacável para colocar no vidro para-brisas.
-Está tudo em ordem mas tem de substituir a escova do vidro traseiro e as matrículas - diz o inspector.
- As matrículas? - Inquiri eu, não percebendo o motivo - mas as matrículas estão em óptimo estado!
- É por causa do 7...
- Do sete???
- Sim, falta-lhe um traço.
Mais perplexo fiquei.
Um traço? Onde? - Inquiri, pensando que fosse a meio...
-Olhe, é como aquele ali - disse apontando para a matrícula de outro carro.
Confesso que nem percebi o que o homem queria dizer.
- Desculpe, mas não percebo. Que é que falta no meu 7?
- Falta-lhe uma perninha... aquela em cima...
Aí, não me contive e desatei a rir. Você não está a falar a sério - perguntei. Está a pedir-me para trocar as chapas de matrícula por causa disso?
- A culpa não é nossa - desculpou-se o homem.

Pois é! Eu tenho na matrícula um 7 como o da direita (já veio assim de origem) e, segundo a lei, o 7 tem de ser como o da esquerda. Dá mesmo para acreditar?
Por causa da tal "perninha" lá vou ter de desembolsar mais umas centenas de euros... ou arrisco uma multa de 50 a 250 Euros!!!
E não é só os "setes", explicou o técnico. As voltas dos "3" têm de ser do mesmo tamanho, os círculos dos "88" também têm de ter o mesmo diâmetro e os "44" não podem ser fechados.
Por isso, olhem lá para as matrículas dos vossos carrinhos e, se for caso disso, troquem lá as plaquinhas, pois fica mais barato do que pagar a respectiva multa.

Que mais irá inventar esta gente para sacar dinheiro aos contribuintes?
E, quando os emigrantes por aqui aparecerem com as matrículas sem a tal perninha, será que vão arcar com as multas?
E, já agora, que se mudem todas as placas de sinalização que se encontram nas estradas e auto-estradas pois em nenhum sinal tenho visto a tal perna do 7.

Isto para não falar sequer dos 5.378$00 que pagamos pelos 15 minutos que dura a inspecção...

DA CAIXA DE CORREIO

Obviamente que o texto não é meu, mas subscrevo-o na íntegra.


* Travar para pensar *
Há uns meses optei por ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio. Comprado o bilhete, dei comigo num comboio que só se diferenciava dos nossos Alfa por ser menos luxuoso e dotado de menos serviços de apoio aos passageiros. A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas. Não fora ser crítico do projecto TGV e conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemas únicos dos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos. Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza . A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade. Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, porque não constroem aeroportos em cima de pântanos nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.
O TGV é um transporte adaptado a países de dimensão continental, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo. É por isso, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, que existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos). É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos. Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto à custa de um investimento de cercade 7,5 mil milhões de euros não terá qualquer repercussão na economia do País. Para além de que, dado hoje ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar. Com 7,5 mil milhões de euros pode construir-se mil escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia\npara os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um). Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária. O TGV é um transporte adaptado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo. É por isso, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, que existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos). É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos. Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto à custa de um investimento de cercade 7,5 mil milhões de euros não terá qualquer repercussão na economia do País. Para além de que, dado hoje ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar. Com 7,5 mil milhões de euros pode construir-se mil escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um). Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.

CABE ao Governo REFLECTIR.

CABE à Oposição CONTRAPOR.

CABE AOS CIDADÃOS MANIFESTAREM-SE!!!

CABE À TUA CONSCIÊNCIA REENCAMINHAR OU DEIXAR FICAR .


segunda-feira, outubro 08, 2007

COERÊNCIA, PRECISA-SE!

O actual primeiro ministro de Portugal dizia em Fevereiro de 2005 - nas vésperas de assumir a chefia do governo - que a taxa de desemprego (naquela altura), era um claro sinal de uma governação falhada.
Referia-se ao anterior executivo liderado por Pedro Santana Lopes que, como é sabido, caiu ao fim de 4 meses, muito por culpa das sondagens que garantiam a vitória do PS caso fossem convocadas eleições.
Não pretendo efectuar aqui uma apreciação a esse tão curto tempo de governação de Santana Lopes muito embora reconheça que o presente envenenado que recebeu das mãos de Durão Barroso, que abalou ao ver os €€ que lhe acenavam da Europa, acabaria por limitar a sua área de acção.
É público que algumas medidas agora tomadas foram ventiladas pelo executivo de Santana Lopes, contra as quais a oposição (os mesmos que agora estão no governo e que as executam) se insurgiu com veemência.
Mas, regressando ao assunto primeiro, em Fevereiro de 2005, o desemprego situava-se em 7,1%; passados dois anos e meio de reformas e promessas de redução, a taxa de desemprego subiu para 8,3%!
Será isso então sinal de uma governação quê???

domingo, outubro 07, 2007

SUGESTÃO

Neste início sereno do Outono, um encontro com a natureza será, porventura, uma forma mais útil e relaxante de passar uma tarde de fim de semana.
Aqui tão perto, a beleza dos campos, o som dos pássaros, o reflexo das águas, coabitam numa harmonia perfeita e que vale a pena descobrir.
O convite fica feito: um passeio pelos campos do Baixo Vouga e o contacto com a beleza natural desta região que importa dar a conhecer e, sobretudo, preservar.




sexta-feira, outubro 05, 2007

A FRASE DA SEMANA

"Com um gap de 5% no IVA estamos a dar o País aos espanhóis.”

António Marques - Presidente da Ass. industrial do Minho in "O Expresso."

E não seria melhor acelerar um pouquinho mais???

REVISTA DA IMPRENSA

Uma análise, quase sem comentários, a algumas notícias desta semana... Para meditar.


TGV
Antes que seja tarde demais...

A Assembleia Municipal de Alcobaça rejeitou na quinta-feira todos os possíveis traçados para o TGV ao aprovar uma moção, com abstenções dos deputados do PS, que recusa peremptoriamente a proposta da Rede Ferroviária de Alta Velocidade (RAVE). Ler mais »»

ALTA TENSÃO
Lutar, lutar, lutar!
A população de Silves vai recorrer à Justiça para travar o avanço dos trabalhos de instalação das linhas de muito alta tensão na região, interpondo uma providência cautelar contra a Rede Eléctrica Nacional (REN). A recente decisão do Tribunal Administrativo do Sul, que ordenou à empresa para desligar a linha entre Fanhões e Trajouce, em Sintra, é um exemplo para os moradores de Vale Fuzeiros. Ler mais »»

McCann
Já não há paciência!

A Polícia Judiciária volta a ser posta em causa numa reportagem da Sky News, assinada pelo jornalista de investigação criminal Martin Brunt. Não por a PJ considerar que os McCann são responsáveis pelo desaparecimento de Maddie (aliás, o jornalista afasta a hipótese de rapto), mas sim pela forma como conduziu toda a investigação. Ler mais »»

CORRUPÇÃO
Quando nem eles se entendem...

João Cravinho acusa o PS de “absoluta incompreensão” do fenómeno da corrupção 04.10.2007 - 09h50 Lusa.


O ex-deputado socialista João Cravinho ficou “chocado” com a “absoluta incompreensão” demonstrada pelo PS face ao fenómeno da corrupção, tema que causava “profundo mal-estar” no partido. Ler mais »»

ACUMULAÇÃO
Ah, pois não!

Luís Filipe Menezes anunciou hoje que se vai manter nas presidência da Câmara de Gaia, em simultâneo com a liderança do PSD que ganhou nas últimas "directas", realizadas em 29 de Setembro. Ler mais »»»


quarta-feira, outubro 03, 2007

RETRATOS DE UM PAÍS



DE JOELHOS

O episódio da demissão do Coordenador da PJ de Portimão é mais uma consequência da reimplantada lei da rolha, que vem na linha da subserviência preocupante e da perda de identidade de um país que anda à deriva e ao sabor do que outros, mais poderosos, querem.
Gonçalo Amaral, com 17 anos de serviço, foi posto fora do barco devido a declarações sobre o caso Madeleine. Terá dito que a polícia Inglesa faz aquilo que convém ao casal McCann.
Terá o homem dito algo que não seja óbvio e que a maioria dos portugueses não tenha já dito ou pensado?
Por acaso algum director de jornal em Inglaterra foi despedido por tudo aquilo que os tablóides Britânicos têm dito da Polícia e da Imprensa portuguesas, numa atitude de total desrespeito e mesmo ofensiva para a instituição, classificada como uma das melhores na sua área?
Algum organismo ou ministério português saiu a terreiro em defesa do bom nome da PJ?
Não importa sequer se existem outros motivos para lá do casa Maddie e que tenham contribuído para a demissão de Gonçalo Amaral. Importa sim que, perante uma investigação difícil de um caso diferente de todos os outros que se conhecem e que ao longo do tempo tem denotado ter na rectaguarda um poderio económico e mediático suficientes para criar uma carapaça inviolável em torno dos McCann, o melhor que aqui se faz para apoiar a PJ que, a meu ver, tem dedicado todos os seus esforços a este caso, é demitir o "perseguidor dos McCann", como lhe chamou o jornal espanhol "El País", ou o bêbado, como foi retratado por alguma imprensa Inglesa.
O medo de um conflito político com os súbditos de Sua magestade que, esses sim, podem dizer o que quiserem acerca dos portugueses e da nossa polícia, faz com que quem nos governa se ajoelhe e, de cabeça no chão, espere por aquilo que vocês estão a pensar...


segunda-feira, outubro 01, 2007

ANÁLISE

Um pouco por todo o lado vão aparecendo "grandes" vozes denotando conhecimento e preocupação pelo estado em que o país está, e pelo rumo que se lhe adivinha num futuro próximo.
A alternância do poder que saltita entre o Partido Socialista e o PSD com alguns acordos de circunstância pelo meio, tem conduzido o país para a miserável cauda da Europa. E nem os milhões dos Quadros Comunitários de Apoio nos salvam. A este propósito, alguém sabe onde para tanto dinheiro que veio com o claro objectivo de fazer renascer a economia, através de investimentos na modernização da agricultura e da indústria?
Portugal depende cada vez mais dos países estrangeiros e vai perdendo a sua identidade muito por culpa dessa inevitável dependência.
Ao invés de investirem, os industriais fecham as suas portas e os que o não fazem, recorrem cada vez mais à mão-de-obra barata de que são donas as muitas empresas de prestação de serviços que proliferaram por todo o país nos últimos anos, e que contribuem de sobremaneira para a precariedade do emprego.
Após 74, dois partidos chamaram a si a condução dos destinos do país. Ora um, ora outro, como se de um divertimento se trate. Quatro ou oito anos, no máximo, é o período que têm para (se) governar, sendo certo que seja bom, mau ou medíocre o trabalho, a ninguém têm de prestar contas. O exercício do poder é visto como um divertimento proveitoso para quem governa. E esse é o principal problema que vai arrastando para o abismo o que ainda resta, por uma classe de políticos sem princípios, sem valores e sem competência.
A diferença entre a governação de ambos os partidos, está apenas num solitário aspecto: o PS é muito melhor oposição que o PSD. Ou seja: pouco importa se governam os socialistas ou os sociais democratas, contudo o PS soube sempre ser oposição, a ponto de não deixar governar e mesmo de fazer cair governos. O PSD não. E neste regime pluralista português, o papel da oposição tem uma importância capital no sentido de evitar a inclinação para a prepotência por parte de quem governa.
E depois, o eleitorado português é difícil de compreender: ora dá uma maioria a um partido, ora a dá a outro. Mas todas as maiorias são perigosas, assim como todos os segundos mandatos, e podem mesmo levar ao abuso do poder por parte de quem o exerce. Parece ser um pouco isso que se está a praticar por aqui...
Além de haver uma maioria, não há oposição. O PSD quando não está no governo, entretém-se em anedóticas substituições dos seus líderes, ao invés de marcar pontos naquilo que devia ter como prioridade e que resulta do acompanhamento da acção governativa: mostrar que está atento e apresentar propostas concretas de combate às medidas que entenda serem lesivas para os portugueses. E o Eng.º do governo bem precisa que lhe façam ver que os pontos têm ii...
Ao invés, esta tendência de auto-destruição que emerge do seu interior nada poderá trazer de útil ao país.
Desde a acobardada fuga de Durão Barroso (agora com uma conta bancária muito mais tranquilizante, claro), que o partido nunca mais se encontrou a ele próprio. A forma como militantes do mesmo partido se degolam publicamente, é o mais baixo exemplo do nível a que os políticos chegaram e do completo desprezo pelo sentido de estado e de serviço público que os devia nortear.
Alguém dizia recentemente numa entrevista, que o enriquecimento dos políticos não começa quando estão no governo, mas sim alguns anos após.
Nada mais certo. Muito embora se façam pagar principescamente quando lá estão, é quando saem que, descaradamente, se atiram a ardilosas negociatas com proveito próprio.
A propósito, diz-se que com a construção da nova travessia sobre o Tejo, a Lusoponte vai ser indemnizada por cada carro desviado das actuais pontes. E passam lá mais de 200.000 por dia!
A areia na engrenagem vem do facto de o contrato de exclusividade da exploração da travessia do rio da capital, foi lavrado em 1994 quando era ministro das Obras Públicas Transportes e Comunicações, Ferreira do Amaral. E não é que o “manda-chuva” actual da Lusoponte é o mesmo F. do Amaral que agora se prevê ir embolsar uns milhões à custa de quem deixe de passar nas “suas” pontes???
Mas isto, quero crer, é apenas mais uma mera coincidência, à semelhança de tantas em que o nosso país é fértil em gerar.
Bom, a conversa já vai longa e não se chega a lado algum. O remédio para este miserável estado de coisas parece-me estar somente na mão dos portugueses que, com uma simples esferográfica, têm o poder de acabar com isto. Basta que um dia a maioria queira poupar tinta...