Neste Blog continua a escrever-se Português de Portugal.

quinta-feira, setembro 27, 2007

ORA TOMA!

Para mim, o canal de televisão SIC Notícias tem tido, em parceria com o Canal 2 da RTP, a melhor informação disponível neste país.
No entanto, como diz o ditado, no melhor pano cai a nódoa , e vai daí, ontem os senhores do dito canal resolveram interromper uma entrevista com Pedro Santana Lopes, para transmitirem em directo do aeroporto, a chegada de Mister Mourinho. Deplorável, e um total desrespeito para com o entrevistado e espectadores.
A resposta a esta falta de ética jornalística ou, se quisermos, de educação, não se fez esperar.
Uma bofetada com luva branca, uma chamada de atenção, um momento de revolta, chamem-lhe o que quiserem. Para mim foi uma resposta à altura, de um homem com os tomates no sítio. Outros lhe sigam o exemplo e pode ser que o jornalismo em Portugal mude de rumo!
(Antes de clicar no botão "Play", recomenda-se que pare o som da Playlist).

terça-feira, setembro 25, 2007

DESALINHAMENTO

Tenho tido notícia de alguns problemas quanto ao alinhamento do post anterior, quando visualizado no Internet Explorer. Desconheço o motivo de tais desarranjos pelo que apresento o meu pedido de desculpas aos leitores que se deparem com os mesmos. Já tentei editar o post em questão, mas o problema persiste.
No navegador Firefox, tudo está "direitinho".

segunda-feira, setembro 24, 2007

UMA TARDE DE DOMINGO

Uma tarde de domingo pode começar de variadíssimas maneiras.
Pode mesmo começar, a “levar-se” com 15 minutos de Mourinho no Jornal da Tarde! Uma vez mais! O “Special One”, agora desempregado (coitadito), tem o mundo do futebol a seus pés. E os canais de televisão deste país também - uma vez que o seu despedimento do Chelsea tem sido a Grande Notícia nos últimos tempos para oferecer aos Portugueses.

O homem (diz-se) arrecada por mês perto de 200.000 contos, que lhe advêm de ordenados e publicidade… e andam os pobres jornalistas deste país a “lamber-lhe as botas” diariamente.

Mais vale mesmo desligar a televisão e dar um passeio pelos magníficos campos do Baixo Vouga.

Antes mesmo de entrar nesse verdadeiro santuário, a satisfação pelo avanço das obras na Estação do caminho de ferro, durante muitos anos votada ao abandono por parte da CP e vandalizada por esses energúmenos que andam um pouco por todo o lado. A recuperação e modernização do espaço começa já a fazer-se sentir, ainda que muito lentamente…
Ali ao lado, a rede nua de protecção ao caminho de ferro é enfeitada por trepadeiras em contra luz, e vem-me à memória os tempos longínquos em que a nossa estação arrecadava, ano atrás de ano, Menções Honrosas no concurso Estação Florida, devido ao zelo e embelezamento que lhe era dado.







Algumas dezenas de metros depois, a paisagem começa a convidar-nos a deixar para trás, ou mesmo a esquecer, o mundo do dia-a-dia.




Sente-se no ar o cheiro a ervas e a feno, e o silêncio, quebrado apenas pelo chilreio do pássaros e pelo pisar de folhas secas, entranha-se-nos na alma.

Mais à frente as (poucas) “praias” de arroz, doiradas, trazem-nos novamente aos dias de hoje, para nos fazer pensar nas potencialidades económicas de toda esta zona, outrora cultivada na sua maior parte…

















À medida que vamos avançando, o silêncio torna-se ainda mais puro e os odores mais intensos.


Mas, no meio de toda esta harmonia paradisíaca, a prova de que o homem continua a ser o seu único inimigo aparece espalhada pelo chão. Mesmo assim, melros, rouxinóis e muitos outros pássaros vão, inocentemente, anunciando a sua presença e saudando os visitantes.




Continuando o nosso passeio, a tarde não poderia terminar sem a contemplação de um magnífico pôr-do-sol junto ao esteiro – algo sublime para os corações sensíveis.






Não seria difícil nem dispendiosa, a definição de um ou vários percursos por forma a guiar quem por aqui queira passar. Uma mão cheia de pequenas e discretas placas, à semelhança do que existe na Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto, seria suficiente para ajudar a dar a conhecer este cantinho magnífico da natureza. Vamos a isso?

quarta-feira, setembro 19, 2007

O QUE VIRÁ POR AÍ AGORA?

O Sr. Ministro da Economia anunciou ontem que Estarreja vai receber um projecto inovador. Trata-se de uma unidade de geração de energia eléctrica a partir de lamas industriais e para a qual o governo está na disposição de abrir mão de 100 milhões de Euros!
A notícia pode ler-se [Aqui].
Parece sina. Durante anos e anos a fio, Estarreja debateu-se com sérios problemas ambientais e de contaminação de solos, que emanaram da actividade do complexo industrial; depois, aqui quiseram colocar uma unidade de incineração de resíduos industriais perigosos.
Entretanto com a desactivação de parte da indústria química, lentamente e muito a custo, a atmosfera negra que pairava sobre esta zona deu ares de um certo desanuviamento, e a conotação depreciativa pareceu aligeirar-se.
Depois vieram as lamas, que igualmente com muito custo, lá se conseguiram devolver, mas que deixaram marcas profundas nos solos.
Agora querem implantar aqui uma central de energia cuja matéria prima são... lamas industriais!
Lixo, lamas, poluição - parece que nunca mais nos veremos livres da porcaria. Será mesmo sina?
Um dos objectivos da Câmara Municipal era (e julgo ser ainda) o de "Limpar Estarreja". Mas assim será mesmo possível?
O que terá agora este governo na manga?
É nosso dever estarmos atentos e informados pois, à partida a coisa parece ser uma "grande coisa". Será?

sexta-feira, setembro 14, 2007

O NOVO ANO ESCOLAR

Anunciado com pompa e circunstância um pouco por todo o país, como jé hábito, um novo ano escolar vai começando, uma vez mais diria, aos solavancos. Este ano, mais 900 escolas ficarão de portas fechadas ao ensino. No passado ano, foram 1500 as que foram despojadas de alunos. Aqui perto, a do Rochico entrou este ano para o engrossamento desse triste ranking. E a Escola do Rochico tinha condições que fariam inveja a muitas pelo país fora! Daqui a dois anos diz-se que, em nome de uma tal "Carta Educativa", também as crianças de Canelas e Fermelã passarão a ser imigrantes. Nessa altura, todo o sul do concelho ficará despojado de um dos seus equipamentos básicos. Só os iluminados destas paragens conseguem perceber porquê. A quase totalidade dos edifícios escolares foi alvo de significativas beneficiações nos últimos anos. Ficaram assim criadas boas condições - em muitos casos, óptimas condições - para a prática do ensino e, de repente, começa-se a fechar as escolas!
Será mesmo em nome do equilíbrio das contas públicas??? Então mas o dinheiro a ser gasto na construção de uma nova escola em Salreu não dará para suportar as despesas de manutenção das escolas que se prevêem fechar? E porquê em Salreu, cujos alunos estão mais perto de Estarreja?
A asfixia das populações mais pequenas toma corpo de dia para dia.


Atente-se nos mapas abaixo e facilmente se depreende o caminho a que está votada a Educação em Portugal.
Ou seja: neste triste país com uma taxa de abandono escolar na ordem dos 40%, o caminho escolhido tem sido o do contínuo desinvestimento do Estado e das autarquias na Educação.


E, como se tal não bastasse ainda, mais uma vez , muitas escolas vão abrir sem que nelas tenha sido colocado o pessoal auxiliar necessário. Mas o importante é mesmo distribuir-se computadores a 150€ e abrir o ano escolar em solenes e pomposas sessões.


O papel do ensino mudou muito desde que nós, os que estamos agora na casa dos trinta, quarenta e, mais ainda, cinquenta anos, deixámos a escola.

No lugar dos Jardins de Infância havia naqueles tempos uma figura incontornável que nos ensinava as primeiras letras: as Mestras.

Com elas aprendíamos a ler e a escrever e também a "cantar" a tabuada em coro.

Lembro-me da minha. Chamava-se D. Ermelinda e morava ali no Cabeço de Cima, numa casa que ainda hoje lá existe e onde havia também um ferreiro: o ti Elias. Quando a D. Ermelinda nos deixava, comer o pãozito da merenda, íamos até perto dele e, de bocas abertas, o pão esquecido na mãozita, ficávamos fascinados com aqueles ferros em brasa que tirava da forja para a seguir martelar com um pesado malho que empunhava com a maior das facilidades.

As tardes eram intermináveis naquele tempo!

Na penumbra de uma cozinha, onde as telhas deixavam entrar aqui e ali alguns finos raios de sol, e ao som do malho do ti Elias, aprendíamos a desenhar as letras do alfabeto. Primeiramente nas lousas pretas, em que o irritante sibilar dos lápis de pedra se fazia ouvir... e, só muito depois, nos cadernos de duas linhas.

Nem todos estes anos que passaram me fizeram esquecer aquele cheiro característico do cuspo na ardósia - a forma usada para apagar a escrita.

E, quando as coisas não corriam como a D. Ermelinda queria, os nós de uma cana da índia com cerca de metro e meio, estalavam nas nossas cabeças. Esse pequeno mas feroz objecto valeu-lhe o nome de que nunca mais se livrara: cana verde.

Nesse tempo quando chegávamos à escola, a tabuada era dita de trás para a frente, da frente para trás e salteada. Hoje sem uma máquina de calcular grande parte dos alunos universitários não é capaz de fazer uma conta sequer. Dizem que não é preciso.

O ensino mudou também no que diz respeito aos manuais escolares. Nesse tempo um livro de leitura e um de problemas eram tidos como suficientes para a formação até à 4ª classe, e os mesmos davam para 10 ou mais anos. Dois, três ou quatro irmãos de idades diferentes podiam estudar pelos mesmos livros, que não raras vezes eram ainda emprestados a crianças mais novas ou de menos posses. Hoje, um aluno da terceira classe carrega na mochila mais de 10 Kg de livros e cadernos não servindo os mesmos para mais de um ano escolar, chegando mesmo estes a serem diferentes de escola para escola! Privilegia-se o comércio em detrimento de uma educação racional e sóbria. São os nossos tempos modernos!

ELECTRICIDADE DE PORTUGAL

Começa a ser difícil lidar com os constantes cortes de energia a que quase diariamente assistimos por estes lados.
Outrora, já o assunto fora devidamente tratado no Notícias d'Aldeia; já dele foi dado conhecimento à E.P. por diversos particulares e, penso, também pela Junta de Freguesia; os danos em equipamentos eléctricos e electrónicos são uma constante e... já não há paciência para se conviver serenamente com este estado de coisas.
Há cerca de dois anos a Electricidade de Portugal dignou-se comunicar a diversos proprietários florestais e agrícolas desta freguesia, a construção de uma nova linha de energia, ordenando o abate de árvores numa largura de 15 metros, estabelecendo ela própria o valor da indemnização respectiva.
Dizia-se então que se tratava de uma linha alternativa à existente e prometia-se a estabilidade da corrente eléctrica e o fim dos frequentes cortes, sobretudo em marés de chuva e ventania.
Pois bem. Apesar das árvores abatidas e da inutilização de mais alguns ha de solo, tudo continua como dantes ou mesmo pior, uma vez que agora a corrente eléctrica se digna faltar nos dias de sol e calmaria, tal como hoje voltou a acontecer logo pela manhã.
Certamente já todos perdemos trabalhos de muitos minutos ou mesmo horas, em apenas um segundo.
A E.P. faz-se pagar (e bem!) pela energia que nos fornece, mas a qualidade do serviço está muito longe de ser satisfatória sem que ninguém se importe com isso a não ser umas poucas vozes isoladas aqui e ali.
Quando é que neste país os direitos dos consumidores passam a ombrear com os seus deveres???

quinta-feira, setembro 13, 2007

PELO FIM DA CAÇA NO BAIXO VOUGA

Impossível ficar indiferente ao apelo do José Cláudio, acerca de um assunto em que poucos até hoje ousaram intrometer-se, tanto mais que comungo das mesmas ideias acerca do mesmo.
Por isso aqui estou, em apoio total a todos os que entenderem, como nós que, aqui e agora, se deve dar início a esse movimento pelo fim da caça do Baixo Vouga.
Em contrapartida, aqui deixo o convite a todos os caçadores para, uma vez sem as armas na mão, se deixarem seduzir pela beleza desta zona magnífica - única no nosso país.
Subscrevo e sublinho todos os argumentos apresentados pelo Notícias d'Aldeia, Terra Nostra, O Efervescente, o Poeta de Fermelã e o Vela Latina.
Além disso, também neste assunto se assiste a mais um contra-senso (i)legal, tão típico deste país sem norte.
Pois é! Lembram-se ainda, de um dos argumentos dito, "de peso", esgrimido até às últimas instâncias mesmo, e até europeias, pelas organizações ambientalistas, e que esteve na origem do adiamento sucessivo da construção da A29 (então ainda o IC1), e que terá pesado mesmo no abandono em definitivo do traçado a poente da linha do caminho de ferro?
Pois eu lembro-me: foi o facto de a estrada atravessar uma parte de uma Zona de Protecção Especial (ZPE). Alegou-se então, que o barulho dos carros era prejudicial ao ecossistema dessa zona e a construção iria contribuir para a destruição de parte da fauna e flora locais. Fez-se queixa à Comissão Europeia e tudo!
Mas parece que o mesmo argumento não foi invocado nem tido em conta aquando da definição das zonas de caça nesta região. Quase de um dia para o outro marcou-se uma reunião na Junta de Freguesia e ali se deu "duas de letra" a quem quis ou pode estar presente e, passados alguns dias, Canelas acordava enfeitada por inúmeras plaquinhas vermelhas e brancas. Também por isso, aqui fica o meu repúdio.
A zona do Baixo Vouga Lagunar é demasiado bela e merece ser protegida. Nos terrenos de Salreu, o Bioria deu uma ajuda, muito embora muito haja ainda a fazer. Reclama-se, pelo menos, idêntico projecto para as zonas de Canelas e Fermelã. O primeiro passo é seguramente acabar com o tiroteio nessas zonas.
Na coluna da esquerda deste blog, aproveite para manifestar a sua opinião, votando pelo fim (ou não) da caça nos campos do Baixo Vouga.





segunda-feira, setembro 10, 2007

P.e IVO



Foi com enorme alegria que ontem ao fim da tarde pude rever este homem que também foi Canelense de alma e coração.
Pessoa querida de todos nós, mantém aos 84 anos de idade a simpatia e a simplicidade que lhe está no sangue.
Estar com o P.e Ivo - o nosso P.e Ivo - é sempre sinal de alegria e boa disposição. Conhecidos ou forasteiros, todos se rendem à sua forma peculiar de contar centenas de histórias que guarda nos recantos da sua memória e que com enorme facilidade e satisfação vai desfiando horas e horas sempre que encontra plateia a jeito.
O P.e Ivo Fernandes da Silva é o mesmo P.e Ivo de sempre. Basta vê-lo para perceber isso.
Qualquer um de nós, que com ele privou durante alguns anos, recordará certamente as suas "pesadas" homilias quando começava por tirar o relógio e o segurava numa das mãos para melhor ir controlando o tempo.
Homem de uma humildade pura, não raras vezes se inspirava num qualquer assunto do quotidiano para daí extrair a mensagem que pretendia fazer passar. E hoje percebemos bem o quão enraizada estava a certeza com que dizia as suas parábolas.
"Os tempos repetem-se!" - quem poderá esquecer esta frase que o acompanhava em tantas ocasiões... ou "olhai, eu sei que não é para vós que digo estas coisas mas... sempre se acaba por saber o que o padre disse na igreja" - era a sua forma de transmitir o que entendia necessário.
Ainda hoje a sua mensagem permanece em muitos de nós como pérolas religiosamente guardadas.
Atrevo-me a dizer que se houvesse uma Pastoral da Boa Disposição, certamente teria sido ele o seu percursor.
"Chipépa" - ainda hoje não sei a origem ou o significado da palavra, nem tão-pouco como se escreve, mas a satisfação espelhada num sorriso de par em par, quando no meio de um bando de miudagem se virava para um e o dizia, era contagiante e sublime.
Os quase vinte anos que dedicou a esta terra (1967 - 1985), em todos deixou esta ou aquela recordação que muitas vezes o lufa-lufa do dia-a-dia se encarrega de fazer desvanecer. Mas basta um breve olhar para a fotografia acima para que o tempo inverta o seu sentido e nos revele tudo o que nunca esquecemos.
Foi bom revê-lo nesse fim de tarde, padre Ivo. Muito bom.
Chipépa, P.e Ivo.

quarta-feira, setembro 05, 2007

PORQUE NÃO CHORAM OS MACCANN?


Várias vezes, para não dizer mesmo, inúmeras vezes, refreei o ímpeto de escrever sobre o desaparecimento da menina Madeleine. O respeito pela sua memória - sim, porque não acredito que ela viva ainda - tem travado essa vontade enorme de deixar aqui o que penso sobre o assunto.
No entanto os quatro meses passados sobre o seu desaparecimento, e tudo o que tem sido dito e escrito, muitas vezes com a intenção primeira de "comprar" audiências ou leitores fazem que escolha este momento para colocar aqui a pergunta que fiz a mim próprio logo no dia 04 de Maio - o dia seguinte ao seu desaparecimento: PORQUE NÃO CHORAM OS MACCANN???
Sem qualquer intenção de fazer aqui um exercício de investigação, parece-me, no entanto, haver peças neste puzzle que não encaixam. Direi mesmo que faltam algumas peças para que a cena se complete. Peças essas que e poderão mesmo estar bem longe do lugar da investigação.
É legítimo que se coloquem algumas questões resultantes dessa análise, ainda que simples, dos factos conhecidos.
As que coloco a mim mesmo desmontam facilmente a hipótese do tão propalado rapto que desde a primeira hora surgiu e se divulgou até à exaustão.
Se atentarmos aqui, no site oficial da PJ, é difícil, diria mesmo: impossível para qualquer cidadão deste país, estabelecer uma comparação, por mais ténue que seja, com todos os casos semelhantes de que temos conhecimento. Desde o envolvimento dos investigadores, ao mediatismo projectado internacionalmente, passando pelos significativos apoios financeiros prontamente surgidos, não se encontra qualquer semelhança com qualquer outro caso anteriormente passado.
Podemos perfeitamente perguntar - é legítimo que o façamos - como se adormecem 3 (ou oito) crianças numa tarde de verão às 19h00;
Podemos perguntar porque se insistiu tanto na tese do rapto sabendo-se que, para que tal pudesse ter acontecido, teria o suposto raptor de estar seguríssimo das rotinas dos pais afim de ter a certeza de que naquele dia e aquela hora, as crianças estavam sozinhas no quarto. Não é crível que tal tenha sido possível adquirir em apenas alguns dias, atendendo a que a permanência dos McCann em Portugal tinha uma duração prevista de apenas oito dias;Podemos ainda interrogar-nos sobre o motivo de a comunicação do desaparecimento às autoridades ter sido feita passadas algumas horas de o mesmo se ter verificado;
Podemos mesmo questionar as razões por que ficaram os McCann em Portugal até à data presente quando qualquer um de nós se teria refugiado e apoiado na família o mais rapidamente possível como forma de minimizar a dor;
Muitas outras questões se podem colocar ainda. Para umas encontraremos certamente resposta, lógica ou não; para outras nem tanto. Certamente todas terão em breve a resposta que se impõe. Mas a primeira pergunta, aquela que se sobrepõe a todas as outras, continua sem resposta.
O sentimento de perda de um filho é algo que dilacera qualquer coração de pai / mãe, e descontrola emocionalmente mesmo quem não vive o drama na primeira pessoa. Então, porque não choram os pais de Maddie?